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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você é carismático?


O carisma é uma característica proveniente da condição de natureza de uma pessoa. É natural nesta pessoa a simpatia, a capacidade de fazer amigos, de se comunicar, de conquistar pessoas, afetos, negócios e de transmitir algo que muitas vezes não é palpável e nem visível, mas, que todos podem perceber, sentir e, muitas vezes, até mesmo ver.

É uma qualidade fortemente ligada à força e ao poder da presença da pessoa, contribuindo para torná-la inesquecível e encantadora. Uma pessoa centrada, presente na situação e nas relações faz com que estejamos atraídos por ela, o que desperta o nosso interesse mesmo antes de conhecê-la melhor.
“O carisma é, por definição, positivo. Na sua base implícita de ética e reciprocidade, o importante é inspirar os outros e construir um “nós” e, não, um “eu”, diferente da manipulação, em que as boas qualidades são utilizadas para conseguir uma vantagem pessoal”, explica Eduardo Shinyashiki, palestrante, consultor organizacional e escritor.
Geralmente são pessoas agradáveis e que todos gostam de “estar junto” a elas, possuem alto astral, autoimagem e autoestima muito positivas. Muitas vezes, desenvolvem trabalhos que beneficiam muitas pessoas, pois através do carisma, as pessoas carismáticas acabam por conquistarem condições e oportunidades que se abrem para elas, muitas vezes de forma mais “fácil” do que para outras.
“Desta forma, o carismático tem tendência para ser líder e estar a frente de trabalhos fortes e de amplitude maior (social, político, religioso e  econômico). O carismático possui um grande potencial dinâmico, é muito ativo e produz bastante”, enfatiza Ramy Arany, co-fundadora do Instituto KVT.
Toda pessoa carismática é profundamente sedutora e este é um de seus pontos fortes, entendendo que a sedução não é a amorosa ou sexual, mas sim de atrair e conquistar pessoas, coisas e situações.

Onde o carisma pode contribuir para o profissional?

O carismático sabe bem aproveitar as oportunidades e marcar sua presença. Por se destacar em meio a demais pessoas ele é geralmente um líder.  Com isso, a pessoa torna-se mais confiante, alegre, positiva, bem humorada e também mais assertiva, pois seu emocional é mais equilibrado em relação a ter menos dúvidas.
“A parte negativa é abusar da própria força carismática e direcioná-la somente para interesses pessoais. Usar da força de sedução para conquistar coisas, pessoas, situações que o beneficie bem como a seus interesses particulares. É importante que o carismático desenvolva uma consciência mais voltada para um benefício que abranja um maior número de pessoas. Penso que o ponto mais difícil e negativo é o uso indevido do poder carismático”, explica a especialista.

É possível desenvolver o carisma?

De acordo com Eduardo Shinyashiki, toda pessoas pode desenvolver o seu lado carismático, pois, é importante ressaltar que o carisma não é uma qualidade ou um dom que nasce com a pessoa. “Ele é uma característica que pode ser desenvolvida ao longo da vida. Também vale lembrar que elemento principal presente em quem tem carisma é a intenção verdadeira e honesta de inspirar, servir e se dedicar às pessoas, a um objetivo comum e ao interesse dos envolvidos. É a intenção autêntica de honrar e respeitar os outros que torna a pessoa magnética e carismática”, conta o consultor.
Para evitar desconfortos e ser mal interpretado quanto a habilidade carismática é necessário manter a própria intenção interna verdadeira e honesta. “O carisma não é sedução ou manipulação, mas é se dedicar às pessoas, se for uma pessoa de valores essenciais não acredito que terá algum problema de ser confundido em suas intenções, porém, há pessoas que, por escolha própria, exercem poderes que deixam dúvidas em relação aos seus propósitos. Penso que a consciência é a maior condição de autoproteção”, ressalta Ramy Arany.

Quais as principais características de uma pessoa carismática?

Existem quatro tipos de características que identificam uma pessoa carismática. São elas:
Capacidade de se comunicar, que significa saber ouvir com atenção os outros para poder transmitir uma visão, um sonho, uma missão e construir consenso;
Capacidade de se relacionar, ou seja, compreender as outras pessoas, suas vontades, opiniões, cultura, as motivações e se colocar no lugar do próximo para poder flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes e poder motivar o grupo e representá-lo nos seus valores como um de seus integrantes;
Capacidade de conhecer a si mesmo, saber direcionar os pensamentos em direção ao resultado, construir uma autoimagem positiva, em que a autoconfiança e a automotivação estejam presentes e fortaleçam a identidade;
Capacidade de realizar, que é saber colocar em prática e concretizar as palavras e intenções, com o objetivo de gerar resultados, satisfazendo as necessidades do grupo representa.


Fonte: Você é carismático? | Portal Carreira & Sucesso 

domingo, 28 de abril de 2013

O Total de Horas no Tempo...




Em algo que escreveu, cerca de meio século atrás, Arnold Bennett disse: “Os filósofos explicaram o espaço. Mas não explicaram o tempo. Ele é a inexplicável matéria-prima de tudo. Com ele tudo é possível, se ele nada. O suprimento de tempo é verdadeiramente um milagre diário... Você acorda pela manhã, e... Magicamente sua bolsa diária tem vinte e quatro horas... É seu. É o mais preciso de todos os bens... E ninguém recebe um empréstimo do futuro... Só pode desperdiçar a próxima manhã, pois está reservado para você para você. Não pode desperdiçar a próxima hora, pois está guardada para você. Você tem de viver nessas vinte e quatro horas diárias no tempo. Daí você tem que produzir a riqueza, o respeito, o contentamento, o respeito e a evolução da sua alma imortal. O seu uso correto, o seu uso mais eficaz é uma questão da máxima premência... Tudo depende disso”.

É aconselhável que examinemos seriamente o tempo total existente e o tipo de uso que fazemos de todas as horas, sempre que tivermos de decidir se temos ou não tempo para alguma coisa que queremos fazer ou algo que não queremos.

Existem 168 horas em toda a semana de vida. Tire daí 40 – o que é considerado por muitos como uma semana normal de trabalho - e sobram 128 horas. Então tire 7. vezes 8 horas, correspondentes aos períodos de sono, são 56 horas. É claro que uns trabalham ou dormem mais e outros muito menos – há também muito ir e vir, muita variedade de atividades e obrigações – tudo que diminui a quantidade de horas – mas mesmo assim, 168 menos 40, menos 56, ainda sobram 72 horas por semana para alguma coisa. E quando dividimos nossa vida em trabalho, sono e outras atividades, faríamos bem se levássemos em consideração a quantidade total de tempo.

Há “um grande fato claramente declarado”, escreveu Jonh Ruskin: “Não há riqueza além da vida” – e nós acrescentaríamos que o tempo é a sua essência à medida que rapidamente nos dirige para a eternidade.

Elder Richard L. Evans
A Liahona Janeiro de 1980, pág. 47.
Transcrito por: Valdir Malagueta

Dependência tecnológica: você é um conectholic?


É comum observamos pessoas que possuem o hábito de conferir a todo o momento o aparelho telefônico móvel, verificando a todo instante se receberam uma mensagem, ligação, caixa-postal, e-mail, atualizações em redes sociais e, até mesmo, checam os sites de notícias. Todas essas características podem ser atribuídas a um transtorno chamado conectholic ou dependência de celular.

Quem possui o transtorno tende a ser uma pessoa ansiosa que prejudica a rotina de trabalho e particular para se encarregar de checar o celular a todo  momento. “Este transtorno impede que a pessoa realize atividades comuns sem estarem com o celular em mãos a todo o momento, ou seja, em meio a um jantar com amigos ou família a pessoa não terá foco e passará o tempo todo focada no aparelho, causando desconfortos e brigas com os companheiros”, explica Dora Sampaio Góes, psicóloga do Ambulatório de Transtornos do Impulso (ProAmiti) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC).
Segundo a psicóloga a dependência de celular não é enquadrada como um transtorno obsessivo compulsivo (TOC), porém, uma pessoa pode conter o TOC e, também, a dependência por celular.
“Diferente do TOC, que tem por característica atos repetitivos para afastar um pensamento ruim, por exemplo, lavar as mãos a todo o momento serve para prevenir a contaminação de uma doença, por isso, quem possui o transtorno com esta característica lava as mãos a todo o momento. Já o conectholic, não age para prevenir algo pior e sim por curiosidade”, contextualiza a psicóloga.

Qual o tratamento para dependência de celular?

No Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), existe um grupo sendo analisado e um departamento específico estudando transtornos relacionados com a internet e os celulares. Dentro do departamento são realizadas inúmeras pesquisas que são bases para tratamentos de inúmeros transtornos, no caso, a dependência de celular é uma das pautas.
O tratamento para as dependências possui abordagens multidisciplinares. Após a pré-triagem para averiguar o quadro de sintomas, o psiquiatra realiza uma consulta para avaliação, só então é oferecido ao paciente um plano terapêutico em grupo e/ou individual que constitui de acompanhamento psicológico e psiquiátrico.


Fonte: Dependência tecnológica: você é um conectholic? | Portal Carreira & Sucesso 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Daniel Godri - Motivação(Repolho, Coca Cola, Cão e Gato)


Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)


Trem da Vida


Há algum tempo, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...
Mas isso não impede que, durante a viagem pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos!
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio.
Outros encontram nessa viagem, somente tristezas.
Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles...
Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando esse lugar.
Não importa, é assim a viagem: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
Porém, jamais retornos.
Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um deles, o que tiverem de melhor; lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Fico pensando, se quando descer desse trem, sentirei saudades...
Acredito que sim; separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos.
Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram...
E o que vai deixar-me feliz ... Será saber que eu colaborei para isso.

O tempo também tem pressa


Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.


"Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!". Essa seria uma frase citada durante um dos diálogos entre Alice e o Coelho - personagens do clássico mundial "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll -, encaixa-se muito bem ao dia a dia de milhões de pessoas, que nesse exato momento estão lendo esse texto e estão cronometrando o tempo que ainda têm para realizar suas atividades. Hoje, tornou-se comum encontrarmos pessoas que perderam o sumo de suas vidas, pois não conseguem administrar suas responsabilidades em relação às 24 horas que registram a passagem de um dia para o outro. Mas, por que o tempo tem sido uma preocupação constante de pessoas de todas as idades? Afinal, como alguns conseguem manter a agenda em dia, enquanto outros se desdobram e chegam à exaustão para cumprirem suas atividades e mesmo assim não sempre acumulam algo para o dia seguinte?
De acordo com Márcia Rizzi, consultora, coach e facilitadora de treinamentos comportamentais, confirma que a preocupação com o tempo tornou-se tanto uma necessidade quanto um vídeo da vida contemporânea, que exige cada vez mais agilidade dos indivíduos em tomar decisões. "Tempo bem administrado é aquele que nos leva aos resultados propostos, isso nos dá a sensação de realização. O oposto, por sua vez, faz com que nossos dias terminem com sensação de frustração", defende a consultora.
Em entrevista ao RH.com.br, além de ressaltar quais são os fatores que sabotam a administração do tempo, ela dá ótimas dicas para quem se encontra sufocado e sonha que o dia passe a ter 30 horas. Márcia Rizzi é uma das palestrantes do 7º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos) - evento promovido pelo RH.com.br, no período de 16 a 31 de maio próximo. Na oportunidade, ela irá ministrar a palestra em vídeo "Gestão eficaz do tempo - A arte de fazer acontecer". Boa leitura e que você consiga ter uma ótima convivência com o tic-tac do relógio!

RH.com.br - A preocupação com o tempo tornou-se uma necessidade extrema ou já pode ser considerada um vício para a época contemporânea?
Márcia Rizzi - Ambos, tanto necessidade quanto vício. Vejamos primeiro sob o aspecto necessidade. Antigamente o trabalho era obvio, os campos tinham que ser arados, as caixas embaladas, as vacas ordenhadas, assim era fácil reconhecer o trabalho a ser feito, pois ele era visível. Hoje, os limites cada vez mais diluídos de nossos projetos, já seriam suficientemente desafiadores para qualquer um. Junte-se a isso a natureza mutante de nossas funções, a competitividade e a necessidade de fazer mais com menos. Ou administramos bem o nosso tempo ou sucumbimos sob a pressão e o estresse. Sob o aspecto vício. Oi tudo bem? Na correria... Apareça lá em casa... Amigo, estou sem tempo pra nada... O relatório está pronto? Não deu tempo ainda, tenho muito para fazer e pouco tempo. Sentimos o tempo em função da nossa necessidade e contexto. Exemplo: quando viajamos despreocupadamente saboreamos cada minuto e ficamos com a sensação que os dias passam bem devagar. Já estando em plena atividade, os dias voam. Consideremos também que virou moda culpar o tempo por tudo que deixamos de realizar.

RH - O que podemos compreender por tempo "bem administrado"?
Márcia Rizzi - É aquele em que consideramos o planejamento, quando estabelecemos metas, a priorização considerando valores e resultados significativos, organização, disciplina e foco. Existe muito de comportamental, sendo que, alguns pequenos ajustes fazem a grande diferença. Tempo bem administrado é aquele que nos leva aos resultados propostos, isso nos dá a sensação de realização. O oposto, por sua vez, faz com que nossos dias terminem com sensação de frustração.

RH - Que fatores contribuem para que uma pessoa comprometa a administração do tempo?
Márcia Rizzi - Dentro das organizações podemos dizer que são os excessos. Excesso de tarefas, excesso de interrupções, excesso de informações, excesso de telefonemas. Lidar com isso tudo de forma consciente, com estratégia, tendo metas muito claras e mantendo o foco nestas diminui tal comprometimento. Some-se a isso tudo os sabotadores do tempo, entre eles, a comunicação que quando falha gera conflitos, confrontos e retrabalho, dificuldade para dizer não e perfeccionismo dentre tantos outros. Podemos considerar também o descompasso entre atividades e recursos para executá-las, dentre eles o recurso tempo, ou seja, entupir a agenda com compromissos.

RH - Em sua opinião, a expectativa é que o tempo torne-se ainda mais complicado de ser administrado?
Márcia Rizzi - Sim, dentre outros fatores porque não somos preparados para administrar nosso tempo. Aliás, o ideal seria que nossos filhos aprendessem, ainda na escola, a lidar com estabelecimento de prioridades, tomada de decisão, delegação, interrupções, foco nos resultados, administração do fluxo de trabalho. Nossos treinamentos estão com turmas sempre cheias, a procura é grande em parte por não aprendermos desde a mais tenra idade, bem como, porque o esperado de cada um de nós é sempre mais e mais. Cabe a nós estabelecermos limites.

RH - A tecnologia tem contribuído ou confundido as pessoas, quando a questão é administrar bem o tempo?
Márcia Rizzi - Confunde os que não a utilizam com técnica, ou seja, esses brinquedinhos maravilhosos são idealizados para nos tornar mais produtivos, se bem utilizados. Quer um exemplo clássico, o e-mail, se aberto em alguns horários do dia, mas o que encontramos são pessoas trabalhando com o e-mail aberto o tempo todo. Cada nova mensagem detrai, tira do foco.

RH - Atualmente, observamos pessoas de várias faixas etárias citarem a mesma frase "Não tenho mais tempo para fazer o que preciso". Isso se tornou um rótulo para quem não sabe lidar com os "ponteiros do relógio"?
Márcia Rizzi - Virou a resposta da moda, não tenho tempo... Muitos dos que frequentam nossos cursos acham que têm coisas demais para administrar e que o tempo é insuficiente para dar conta de tudo. Atendo executivos como coach, percebo que eles sabem, e nós também, que no final do dia sobram telefonemas sem retorno, tarefas a serem delegadas, questões não processadas de reuniões e conversas, responsabilidades pessoais pendentes e e-mails aguardando por solução. Mais do que ferramentas comprovadamente eficazes e ambientes de trabalho que protejam pessoas tão ocupadas de sucumbir devido ao estresse, necessitamos, com urgência, de maior consciência para nos protegermos. Negociar melhor os prazos. Questionar a prioridade das tarefas, bem como a quantidade de tarefas, cumprir a jornada de trabalho, da melhor forma possível, garantindo entregas e produtividade, fazendo da hora extra uma exceção e não a regra.

RH - Em que momento o tempo passa a ser um fator preocupante, seja no campo pessoal ou profissional?
Márcia Rizzi - Quando o desequilíbrio compromete nossas relações e nossas metas. Conscientes do desequilíbrio entre vida pessoal e profissional e do alto preço que estamos sujeitos a pagar devemos agir de imediato, senão a bola de neve poderá nos engolir.

RH - Quando o indivíduo constata que perdeu o controle e não é mais possível administrar sua própria "agenda", qual o primeiro passo a ser adotado para que isso não vire uma bola de neve?
Márcia Rizzi - Parar, avaliar e decidir fazer diferente. E que seja o quanto antes... O poder está na ação, a simples decisão não leva a mudanças, agir é o verbo que leva ao sucesso.

RH - Comentamos, antes desta entrevista, que sua abordagem sobre administração do tempo adota uma perspectiva diferente. Poderia falar mais sobre isso?
Márcia Rizzi - Abordar o tema Gestão do Tempo pode ter foco em planilhas e programas de computador, como pode ter foco em nosso comportamento. Optamos pelo segundo caso. Como nossos hábitos, quando sujeitos a pequenas mudanças, podem nos tornar mais produtivos. Enfatizo, tem mais a ver com nossas posturas ao longo do dia a dia do que propriamente com ferramentas e estratégias inovadoras. É trabalhar o nível de consciência tanto em relação ao que fazemos com nosso tempo hoje, o que é importante para minha vida, como atingir, quanto ao que é necessário mudar.

RH - O que a fez a tomar essa nova linha de trabalho foram suas percepções como consultora?
Márcia Rizzi - Na consultoria, e também no coaching, conversando muito, percebemos que, de modo geral, melhoramos nossa qualidade de vida, mas ao mesmo tempo vem aumentando os níveis de estresse ao assumirmos mais tarefas do que os recursos disponíveis. Conscientização, repito, é a chave, junto de estabelecer limites e ação.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Você é criativo?

  Por Anderson Rocha para o RH.com.br 

Antes de abordamos o assunto criatividade, é importante esclarecermos alguns mitos e crenças sobre o tema. Primeiramente: as empresas não são criativas, pois a criatividade é uma característica do ser humano. Somos nós que fazemos as empresas tornarem-se mais ou menos criativas.

Muitas pessoas imaginam que quanto mais inteligente, tanto mais criativo será o indivíduo. É importante ressaltar que a criatividade não é função direta da inteligência. Na realidade, ser criativo é ver o que todos já viram e pensar sobre isto de maneira que ninguém o tenha feito antes.

Alguns acreditam que as pessoas nascem criativas e que a criatividade não pode ser desenvolvida. É verdade, todas as pessoas nascem criativas, inclusive você. Porém, é possível desenvolver aptidões que liberam melhor o nosso potencial criativo. A criatividade pode ser aprendida, assim como alguém que aprende a jogar tênis ou tocar a bateria de um carro. Como disse Walt Disney: "Criatividade é como ginástica, quanto mais se treina, mais forte fica".

Outro mito diz que as ideias criativas surgem como lampejos ou clarões semelhantes àqueles dos relâmpagos. Persistência e concentração são pontos chaves para a criatividade. Não dá para ter um lindo jardim antes de preparar adequadamente o solo.

A criatividade tem se revelado o maior capital dos países ricos. Eles vivem literalmente de ter ideias. A criatividade está enormemente ligada ao poder. Onde ela é muito utilizada as empresas, os países e as pessoas são poderosos.

Estimular a criatividade significa também instigar flexibilidade, a visão de futuro, a autonomia, o trabalho em equipe, a liderança, buscar soluções alternativas etc. Num mundo de mudanças, marcado por turbulências e incertezas, tudo isso se torna fundamental.

Existem algumas expressões que sempre inibem o potencial criativo das pessoas. Dentre essas, podemos destacar: "Essa ideia é ridícula, não é adequada à nossa realidade"; "A mudança é muito radical, sempre fizemos assim e sempre deu certo", dentre outras, que são muito comuns e inibem totalmente a criação.

Com relação à criatividade pessoal é importante ressaltar que todos nós somos criativos. Segundo pesquisas, as pessoas criativas se achavam criativas, enquanto as menos criativas não acreditavam que eram. Ou seja, a criatividade também é uma questão de acreditar em você, se achar capaz, desafiar o jeito tradicional de fazer as coisas, habituar-se a pensar diferente e questionar: por que sempre devo fazer desta maneira? Não haverá outra maneira? De que maneira eu posso, e se... Uma pessoa criativa é uma caçadora de ideias novas e tem um desejo ardente para melhorar as coisas. Imagine se Santos Dumont acreditasse em todos aqueles que lhe diziam que "nada mais pesado do que o ar poderia voar". Certamente, hoje, ele não seria reconhecido como o "Pai da Aviação".
Não se acomode. Sempre existe uma maneira de fazer melhor, mais rápido ou com menor custo aquilo que você já faz. Se você não pensar nisso, alguém vai pensar e fazer o diferencial.

Seja curioso. Evite reproduzir tarefas mecanicamente. Busque as causas, os porquês, as implicações. Muitas ideias surgem daí. Ideias não saem do nada. Associe, adapte, substitua, modifique e reduza. As combinações são infinitas. Pegue objetos ou ideias totalmente diferentes e tente fazer uma conexão. Criatividade é também a habilidade para fazer conexões que os outros não conseguiram.

Atualmente existem duas alternativas: ficar reclamando e lamentando porque as coisas não são do jeito que queremos ou utilizar nossa vontade, competência e capacidade criativa para descobrir novas respostas, caminhos, soluções e ideias. Pense diferente e faça a diferença.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

AS MARCAS DE UM HOMEM

Ao embarcar em meu vôo de Miami para Salt Lake City, parei por um momento para recuperar o fôlego Na parte da frente do avião havia um animado jovem de provavelmente 19 anos, sentado junto aos seus pais. Seu cabelo era curto e suas roupas novas e bem feitas. Seu terno servia perfeitamente e seus sapatos pretos ainda mantinham aquele brilho de loja. Seu corpo em boa forma, seu rosto claro e suas mãos limpas. Em seus olhos eu pude perceber uma expressão nervosa, e seus movimentos era como os de ator em noite de estreia. Obviamente, ele estava voando para Utah, afim de tornar-se um missionário d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sorri ao passar por ele e senti orgulho por pertencer a essa mesma igreja, onde esse jovens rapazes e moças servem ao Salvador voluntariamente por dois anos. Com este sentimento especial, continuei me dirigindo para a parte de trás onde meu assento estava localizado. Ao tomar meu assento, olhei para o lado direito e para minha surpresa, vi outro missionário adormecido no assento ao lado da janela.
Seu cabelo também estava curto, mas essa era a única semelhança entre os dois. Esse último estava obviamente voltando para casa e eu pude perceber de que tipo missionário ele havia sido. O fato dele já estar adormecido me disse tudo. Parecia que um grande suspiro emanava de seu corpo inteiro. Era como se esta a primeira vez que ele dormia. Ao olhar para seu rosto, pude ver um inchaço abaixo de seus olhos, os lábios ressequidos e o rosto bronzeado do sol escaldante da Florida. Seu terno estava roto e gasto.
Algumas costuras estavam se abrindo e eu notei que alguns pontos haviam sido mal costurados à mão. Vi a plaqueta torta e arranhada declarando o nome da Igreja que ele representava. A gravação estava quase apagada. Vi os joelhos de suas calças gastos, devido às muitas horas de humilde oração.
Uma lagrima veio a meus olhos ao notar as coisas que realmente me diziam o tipo de missionário que ele havia sido. Vi as marcas que fizeram desse garoto, um homem. Seus pés, os dois que o haviam levado de casa em casa, repousando agora ali cansados. Eles estavam cobertos por um par de sapatos gastos e furados. Muito dos rachos no sapato haviam sido engraxados vezes sem conta. Seus livros pousados em seu colo eram suas escrituras- a palavra de Deus. Uma vez novos esses livros que testificam de Jesus Cristo e sua missão estava agora, puídos pelo uso. Suas mãos grandes e fortes, mão que havia sido usadas para abençoar e ensinar, haviam sido usados perfeitamente usadas batendo nas portas. Essas eram de fato, as marcas de um homem, e ao olhar para ele, vi as marcas de um outro homem, o Salvador , quando Ele pendia na cruz pelo pecado do mundo. Seus pés agora, aqueles que haviam uma vez levado pela terra durante seu ministério, estavam agora pregados na cruz. Seu lado estava agora transpassado por uma lança. Suas mãos, as mãos que haviam sido usadas para ordenar seus servos e abençoar os doentes estavam também marcadas pelos cravos. Ao voltar minha mente para o missionário, todo meu corpo parecia expandir-se de alegria porque eu sabia, olhando para ele, que ele servia bem ao mestre. Minha alegria era tão grande, senti vontade de correr para frente do avião e pegar aquele missionário e levá-lo ali atrás para ver no que ele podia se tornar, o que ele poderia fazer. Mas, veria ele as coisas que eu vira? Poderia alguém enxergar as coisas que eu enxerguei? Ou, veria ele apenas a aparência externa daquele poderoso Élder cansado e esgotado? Quando aterrizamos, eu alcancei-o e dei uma batidinha para acordá-lo. Ao acordá-lo, Parecia que nova vida entrava em seu corpo.
Toda sua constituição física parecia encher-se de energia ao por em pé. Quando ele virou seu rosto para mim, vi uma luz sobre sua face que eu não havia visto antes. Olhei em seus olhos. Aqueles olhos. Nunca esquecerei aqueles olhos. Eram olhos de um líder, seguidor, um servo - um profeta. Eles eram os olhos do Salvador. Nenhuma palavra foi necessária. Ao esvaziar-se o avião, afastei-me para o lado, a fim de deixá-lo ir primeiro. Observei que ele caminhava lento, mas firme, cansado, mas forte. Eu o segui e encontrei-me andando pelo caminho que ele andara. Quando atravessei as portas, vi este jovem nos braços de seus pais, e eu não pude me conter mais. Com lágrimas rolando por minha face, assistir aqueles amorosos pais, cuidar o filho que havia estado longe por curto tempo. E imaginei se nossos pais no céu nos saudarão da mesma forma maneira. Irão eles enlaçar seus abraços em volta de nós e nos fazer bem-vindos ao lar, na volta de nossa jornada na terra? Creio que Eles o farão. Eu só espero que possa estar suficientemente digno para receber tal honra. Tenho certeza de que aquele missionário estará. Fiz uma oração silenciosa, agradecendo ao senhor por missionários como aquele jovem. Acho que nunca me esqueci da alegria e felicidade que me trouxe aquele dia.

Autor Desconhecido.

sábado, 20 de abril de 2013

O Circo O filme de Charles Chaplin, Completo


O filme de Charles Chaplin, O Circo pode ser considerado uma metáfora dos tempos atuais. O Circo é de 1928, tem uma relação muito forte com a atualidade, pois mostra a hostilidade em que trabalhadores são submetidos em prol da meta e lucro de uma pessoa ou corporação.

No filme, o vagabundo passeia pela feirinha do circo e apronta suas tripulias como, roubar doces de crianças. Ele diverte-se olhando os passantes, até que um assaltante rouba uma carteira e esconde-a no bolso de Carlitos. Este acaba sendo perseguido por policiais, que o julgam criminoso. E é fugindo do perigo que ele adentra no circo, e o público, julgando tratar-se de mais uma apresentação, aplaude euforicamente. Torna-se sucesso imediato.
O dono do circo, oportunista, decide contratá-lo e explorá-lo ao máximo. Durante o teste do personagem ele mostra ser engraçado e competente, através de sua espontaneidade. Antes disso, encontra a filha do dono do circo, que esta faminta por sofrer maus tratos do pai e ser impedida de comer por não aceitar um número do espetáculo. O vagabundo, contente por ganhar algum dinheiro, nem entende a verdadeira intenção do dono. Ele está mais preocupado com Merna, filha do proprietário, por quem se apaixona. Paixão impossível, já que ela ama Rex, o equilibrista.
Carlitos decide, então, treinar o bastante para tornar-se também ele um equilibrista. Não tem jeito. Fica triste. E desanimado, não consegue fazer o público rir da mesma forma. Seu “número” começa a ficar sem graça. O final traz uma das cenas mais lembradas do cinema mundial: sozinho, no meio da arena do circo, um close no rosto do vagabundo, e logo em seguida ele pega a estrela, dá um chute e segue seu caminho novamente.
Para se fazer rir, deve-se rir primeiro – essa seria a lógica primordial de um circo ou de um ambiente de trabalho. O dono do circo não se preocupa em cuidar de seus funcionários, e tão pouco de motivá-los a fazer algo diferente. Simplesmente critica-os e os enche de castigos. Quantas vezes já passamos por situações parecidas na carreira, aquele lugar onde não somos valorizados e cobrados por metas, quase sempre impossíveis?
Além disso, tratar bem um colaborador é preceito básico de educação e respeito ao próximo, algo que não vemos em todos os lugares, porém, as empresas estão cada vez mais focadas em melhorar estas lacunas e desenvolverem um lugar agradável e feliz de se trabalhar.
Outro fator importante, o trabalho em equipe é uma responsabilidade que desenvolve a habilidade das pessoas em conviverem com opiniões e personalidades diferentes, focadas em uma mesma proposta e meta de trabalho. Não adianta uma pessoa se sentir dona do negócio e simplesmente mandar nas pessoas, se ela própria não muda a percepção de negócio e não ajuda no básico. Isso ocorre no filme com o dono do circo, que faz críticas duras com a própria filha e palhaços, porém, não inventa nada novo e não os motiva em nada.
A última cena do filme é emblemática e resume muito o que todos nós somos de fato, humanos buscando por espaço e por uma vida melhor. Temos que tentar todas as possibilidades de felicidade e de carreira, até nos encontrarmos de verdade. Carlitos, após a partida do circo, senta no picadeiro, observa ao seu redor, pega a estrela no chão, suspira sobre o que passou naquele momento, chuta a estrela, abre um sorriso e segue seu caminho, sempre em busca da felicidade. Vencido sim, derrotado nunca!
Confira o filme completo:

Como ter ideias inovadoras?


Autor: Nathaly Bispo 


Existe um ditado que diz que “quem não é visto, não é lembrado”. O problema são os adeptos deste pensamento que se esquecem que não se trata apenas de aparecer, e sim de como fazê-lo. Os produtos, estratégias e modelos de negócios ficam, naturalmente, desgastados ao longo do tempo em função de mudanças de mercado e, neste contexto, a inovação é um antídoto para a obsolescência, é o movimento que abre novas possibilidades e garante competitividade para uma empresa (e para a vida profissional), antes mesmo que venham a necessitar.

Segundo Maximiliano Carlomagno, mestre em administração de empresas e autor do livro “Gestão da Inovação na Prática”, na maioria das empresas o gene da inovação é recessivo. “Elas foram feitas para serem previsíveis. Tudo aquilo que ajuda a empresa a ser eficiente (reduzir erros, padronizar, controlar, ser avessa a riscos) ao mesmo tempo reduz a capacidade de inovar. O desafio consiste exatamente em administrar esses dois sistemas simultaneamente”, conta Carlomagno.

Por que inovar é tão difícil?

A inovação não é uma coisa a “surgir”. Ela depende de processos, de variáveis e parâmetros cujo conhecimento permite concebê-la como um processo racional, mensurável e gerenciável.
Não há como ter 100% de certeza se uma ideia dará certo. É preciso dominar a capacidade de experimentação, identificar as principais incertezas de suas ideias logo cedo, testar tais incertezas e errar o mais rápido possível para evitar grandes prejuízos.
“Esses erros são a essência do aprendizado, a partir deles podemos desenvolver atitudes inovadoras. Além disso, claro que é possível também fazer um bom estudo de mercado e viabilidade para análise de potencial”, observa o mestre em administração de empresas.
Entretanto, é sempre importante registrar que inovação é diferente de invenção.  A invenção é caracterizada pela criação de uma ideia potencialmente geradora de benefícios comerciais, mas não necessariamente realizada especificamente em forma de produtos, processos ou serviços.
“A invenção torna-se inovação quando é implementada e, consequentemente, comercializada. A inovação é a invenção que encontrou uma utilidade prática e demanda do mercado. É quando o protótipo se transforma em produto comercializável”, explica o consultor de Gestão de Pessoas, Robson Vitorino .

Dicas de inovação

Para quem ainda não sabe identificar oportunidades na hora de inovar, os especialistas Maximiliano e Robson Vitorino dão algumas dicas:
1. Inovação para as empresas
• Tenha clareza do que é inovação para sua organização;
• Alinhe as iniciativas de inovação com a estratégia da empresa;
• Incentive os colaboradores para inovar;
• Defina um processo de captura e tratamento de idéias;
• Explicite quem é responsável pelo quê nas inovações;
• Aproveite o relacionamento com clientes, parceiros e fornecedores;
• Tenha um recurso específico para projetos inovadores;
• Ofereça treinamento em ferramentas e técnicas de inovação para os seus colaboradores.
2. Inovação para os profissionais
Abandone a “cultura do especialista” - O especialista é aquele profissional que é obrigado a ter respostas para tudo, baseado em sua experiência, ou seja, know-how. A tendência é que o especialista sempre busque soluções já conhecidas. A inovação é fruto do cruzamento de informações obtidas e armazenadas em sua mente. Permita-se estudar outras disciplinas que não se relacionem diretamente com a sua, por exemplo, se você é um advogado , estudo algo sobre física. Essa prática é altamente benéfica para “pensar fora da caixa”
Menos “Eu” e mais “Nós” - Estamos na era da informação e do conhecimento. O resultado do conhecimento coletivo é riquíssimo. Quando compartilhamos conhecimento no ambiente de trabalho, estamos colocando à disposição da imaginação bibliotecas variadas de cultura, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de soluções inovadoras. Mas para isso é preciso adotar a consciência de sucesso coletivo. Caso surja algo inovador lembre-se de dar os créditos valorizando cada pessoa que contribuiu para a solução inovadora. Caso contrário você poderá sofrer do efeito “knowledge bullying”, ou seja, um bullying do conhecimento, passando a ser privado propositalmente de conhecimento circulante na empresa;
Amadureça as ideias - Tem gente que reclama que as ideias nunca são aceitas. Tem gente que fica rotulada como aquela que nunca acrescenta e sempre chuta pra fora nas reuniões de trabalho. Com a exceção das reuniões de braistorming, aprenda a registrar ideias potenciais e amadurecê-las. Aprofunde a sua pesquisa antes de expor uma ideia para alguém. Verifique se o que irá propor já não foi proposto e certifique-se dos benefícios que irá gerar e a quem irá beneficiar. Os projetos inovadores são como sementes, precisam ter a sua fase de crescimento respeitada para que dê os frutos na época correta;
Aprenda a questionar as verdades absolutas - Paradigma é literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. Inovar passa por questionar paradigmas criando um novo modelo mais eficaz. É preciso ser autêntico para superar a baixa autoestima que ronda a mente. É preciso abstrair o medo da rejeição. Um exercício prático para isso é habituar-se a formular a seguinte pergunta “Por que não?”;
Seja e permaneça autêntico - As empresas já estão cheias de pessoas com comportamentos “politicamente corretos” e comportamento altamente resistente às mudanças. Mudança gera insegurança, ruptura com o que é conhecido e aliança com o desconhecido. As empresas inovadoras buscam pessoas autênticas com alto nível


Fonte: Como ter ideias inovadoras? | Portal Carreira & Sucesso 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Como ser criativo como Da Vinci


Samara Teixeira


É interessante imaginar que em tempos de recursos escassos, grandes nomes da arte, filosofia, medicina, criavam e faziam acontecer em diversos âmbitos de suas carreiras.

Hoje se bate muito na tecla da criatividade, porém, observa-se uma paralisação criativa em meio a inúmeras oportunidades tecnológicas e interativas.
Um exemplo prático disso foi Leonardo da Vinci, que na história da cultura ocidental foi muito mais do que pintor, arquiteto, escultor, cientista, inventor, ou até mesmo autor de célebres obras como a Mona Lisa e a Última Ceia. Apaixonado pela investigação científica e pelas artes de um modo geral, sua curiosidade deixou um legado de possibilidades e caminhos para o desenvolvimento do pensamento criativo, uma vez que seus desenhos e textos indicavam um sentido de precisão nos detalhes e, ao mesmo tempo, sua força visionária, habilidades essenciais para qualquer profissional nos dias de hoje.
Para Maristela Guimarães André, consultora do Instituto KVT – Desenvolvimento da Consciência Empresarial, Leonardo da Vinci era um observador atento da natureza e dos fatos à sua volta. Embora nem sempre a execução de seus projetos produzisse os resultados desejados, o senso de utilidade associado à beleza estética indica seu modo peculiar de relacionar a inventividade de suas obras com a realidade a sua volta. “No processo criativo, ser seletivo e, ao mesmo tempo, experimentar novas maneiras de pensar, não é ficar meditando sobre o vazio, mas direcionar sua mente para se alimentar de novas informações e ideias, e também, direcioná-la para aquilo que de fato pode contribuir para a abertura das percepções e compreensões”, explica Maristela.
Qualquer ideia ou projeto começa primeiro dentro de nós, e nossas percepções, sensações e pensamentos são naturalmente vítimas dos nossos hábitos que diariamente enviam mensagens ao nosso cérebro sobre as vantagens de fazermos as coisas sempre do mesmo jeito.
Para mudar este cenário e aumentar o pensamento criativo, a consultora sugere que você:
Planeje mudanças cotidianas sem perder o senso prático. Por exemplo, assista a outros telejornais, visite outros sites, mas selecione aqueles que podem ativar outras áreas da sua mente. Alimente sua mente com aquilo que agrega valor nutritivo para sua vida pessoal e profissional;
Faça esboços, ou seja, visualize e anote as ideias, insights, sentimentos, impressões, e as sensações vivenciadas. Não fique atrelado apenas aos conhecimentos e informações do seu campo profissional, aos caminhos rotineiros do seu pensamento e ao “entulho” das ideias viciosas;
Preste atenção aos detalhes e busque enxergá-los a partir de uma nova perspectiva. Ou seja, trabalhe conscientemente para tornar seu pensamento mais fluente e flexível, construindo um senso de harmonia entre o que vê e o que faz, canalizando sua energia para perceber a relação entre as partes e o todo a partir da situação e do momento presente.
“Leonardo da Vinci foi inovador quando introduziu na pintura o sfumato, a meia-luz vaporosa, criando um ambiente que atrai o nosso olhar, assim também cada um de nós pode transformar o universo de nossas percepções, ideias e pensamentos em algo criativo e atraente no nosso desempenho profissional”, conclui a consultora.


Fonte: Como ser criativo como Da Vinci | Portal Carreira & Sucesso 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cerque-se de pessoas agregadoras

Por Cersi Machado para o RH.com.br

Será que as pessoas com as quais nos relacionamos podem influenciar nossas atitudes? Para obter sucesso pessoal ou profissional devemos nos relacionar com pessoas que acrescentam coisas boas em nossas vidas. Você já se perguntou se tem andado em boa companhia? Pois, sabe aquelas pessoas negativas, que não querem se dedicar a melhorar, que puxam os outros pra baixo? Aquelas mal humoradas e "reclamonas"?

Então, elas vão colocar obstáculos desnecessários em seu caminho. Por outro lado, existem pessoas positivas que agregam bons sentimentos, ideias e estímulos que nutrem a relação, contribuindo para o seu crescimento. Essas pessoas são chamadas de agregadoras.

É claro que sempre é você quem permite se alguém vai te influenciar ou não. A escolha sempre está em suas mãos. Mas é preciso entender que, com o passar do tempo, você pode começar a se parecer com a pessoa com a qual convive por certo tempo, começa a enxergar o mundo do jeito que ela enxerga. Se seu amigo mais próximo é um pessimista, fique atento para não ficar como ele, pois ninguém se aproxima de alguém se não tiver algo que se identifique. Lembre-se: semelhante atrai semelhante. Uma pessoa se torna as cinco pessoas com quem ela passa mais tempo; cerque-se de boas pessoas e você se tornará igual a elas. (Tom Peters)
Um estudo realizado pela Harvard Medical School revelou que as pessoas que nos rodeiam influenciam nosso humor. Se uma pessoa de seu convívio fica feliz, a chance de você ficar mais contente, só por conviver com ela, é de 60%. Como se fosse um efeito dominó, a felicidade contagia. Outro estudo revela que uma pessoa tem 15% mais chance de ficar bem-humorada se estiver diretamente em contato com a pessoa nesse estado de espírito.

A ciência está revelando que a influência de nossas companhias pode ser decisiva para o progresso de nossas vidas. Conviver com pessoas de alto astral, positivas e determinadas, aumentam as possibilidades de viver uma vida mais otimista. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que um indivíduo tem aumento de 42% de possibilidade de ser feliz quando convive perto de uma pessoa de bom astral.

Não sabemos se os resultados das pesquisas apresentadas nesse artigo são válidos para todos os contextos das relações humanas, pois felicidade, bom astral, otimismo, são fatores subjetivos, ou seja, cada pessoa poderá dar significados e interpretações diferentes para o tipo de convivência e sentimentos que tem para com outra pessoa.

Devemos, sim, escolher com quem queremos passar a maior parte do nosso tempo, e esta escolha deve ser feita por uma simples razão: as pessoas podem contribuir ou atrapalhar de alguma forma as possibilidades para vencermos na vida.

Reflita: que tipo de pessoas está à sua volta? Quais são as sete pessoas com as quais você se relaciona com mais frequência? Essas pessoas te apoiam? Elas transmitem bons sentimentos? São pessoas que você pode contar a qualquer momento?

Portanto, se você quiser viver uma vida feliz, repleta de boas perspectivas, escolha cercar-se de pessoas que ofereçam atitudes positivas. Esteja rodeado de pessoas competentes, proativas, confiantes e alegres. Um dos fatores do êxito é se relacionar com quem vai construir junto a você experiências harmoniosas e construtivas. Se quiser alçar voos de águia, não fique preso em terreiro de peru, e nunca se esqueça que ninguém vence sozinho, mas estar cercado de companhias desagregadoras não vai te acrescentar nada. Pense nisso e um forte abraço!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Aprenda a Viver Bem!

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver.
Dizia Guerdjef: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal."
Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem os "experts" em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade.
1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o imprevisto, consciente de que nem tudo depende de você.
4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20. E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: "Você é o que se fizer ser!"

domingo, 14 de abril de 2013

Os Sons do Silêncio

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.
Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.
Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.
Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.
Então disse o príncipe:
"Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus..."
E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando:
"Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo..., mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre.
Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.
E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam.
Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.
Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."
E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.
Queria ter certeza de que estava no caminho certo.
Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente o príncipe disse:
"Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite..."
O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:
"Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.
Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um.
A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.
É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano..."

sábado, 13 de abril de 2013

Afinal, é possível ser feliz no trabalho?


Disse certa vez Vinicius de Moraes que "A felicidade é como gota. De orvalho numa pétala de flor. Brilha tranquila. Depois de leve, oscila. E cai com uma lágrima de amor". Observa-se que é um sentimento passageiro que, por vezes, depende do estado de espírito de cada um. É possível afirmar que se trata de um sentimento momentâneo, direta ou indiretamente influenciado pelo ambiente e pelas pessoas que cercam o indivíduo. Com base em tal afirmação, é pertinente a pergunta: afinal, é possível ser feliz no trabalho?

A fim de se conseguir respostas que melhor satisfaçam tão subjetiva questão, foi realizada, no mês de setembro de 2012, pelos acadêmicos das faculdades Spei uma pesquisa para coleta de dados, com 750 pessoas, tendo dentro deste universo 53% •homens e 47 % mulheres. Estar empregado era requisito principal para responder o questionário. Os trabalhadores pesquisados responderam de acordo com sua satisfação e realidade.

Para melhor entender a Felicidade no Trabalho, foram aplicadas várias questões, dentre elas duas perguntas-chaves:
1 - Você é feliz no seu trabalho?
Sim - 86%
Não - 14%
2 - O que você considera essencial para obter a felicidade no trabalho?
Satisfação em realizar um bom trabalho e reconhecimento - 60%
Remuneração - 26%
Relacionamento com o chefe - 8%
Horários flexíveis - 4%
Relacionamento com os colegas - 2%

Constatou-se, através da primeira pergunta que 86% dos entrevistados são felizes em seus ambientes de trabalho. Para a surpresa de todos observou-se que a satisfação em realizar um bom trabalho foi apontada como um dos principais fatores de motivação. Os benefícios oferecidos pela empresa e o plano de carreira fazem com que os colaboradores desenvolvam um bom trabalho para que possam evoluir, trazendo sua satisfação em desempenhar suas tarefas da melhor forma possível.

Entretanto, 14% dos trabalhadores responderam não serem felizes no trabalho. Essa minoria informou que o essencial para a felicidade no trabalho é o reconhecimento que foi de 37%, satisfação em realizar um bom trabalho com 23% e apenas 24% colocou o salário como fator principal pela infelicidade.

Esses fatores podem ser os responsáveis por sentimentos de inutilidade, baixa produtividade e depressão. Supõe-se que há uma necessidade em ter um bom líder, pois o mesmo tende reconhecer o trabalho de seus subordinados, e os motivem para uma boa realização profissional.

Observou-se que 60% dos entrevistados consideram essencial para a felicidade no trabalho a satisfação e o reconhecimento, e apenas 26% colocaram como quesito principal para a realização profissional a remuneração (salário + benefícios). A análise desses resultados permite afirmar que o que muitos buscam são a satisfação e o reconhecimento. A remuneração é um fator importante, mas se tratando de reconhecimento a importância do salário é menor.

Dentro das empresas o clima organizacional e o reconhecimento estão interligados, pois a maneira com que o profissional trabalha determina o ambiente, que tende a ser saudável, consequentemente o reconhecimento surge.

Na organização, muitas vezes, é observado que os gestores têm grande participação em relação à felicidade no ambiente de trabalho, porque um bom relacionamento com seu líder e os demais colegas, proporciona um bom desempenho profissional.

Através da presente pesquisa, supõe-se que a felicidade não depende exclusivamente dos salários. E que, a tão sonhada felicidade no trabalho é complexa e depende de vários fatores. As necessidades de cada um não são iguais, daí a dificuldade das empresas em agradar a todos. Ser feliz no trabalho é um direito do trabalhador.

Felicidade no trabalho pode ser comparada ao funcionamento do corpo humano, onde tudo está interligado, e uma função depende da outra. A analogia é válida, já que em uma organização, o ambiente, o gestor e o clima dependem um do outro para funcionar.

Todavia, cabe ao trabalhador a decisão de dar ênfase ao estresse e à infelicidade ou se irá passar por cima disso e pensar melhor na sua saúde e no ambiente em que vive, contagiando com alegria o local onde passa o maior tempo da sua vida.

* Colaboraram para a realização desse artigo Evandro Claret Carvalho da Cruz, Adriana Costa, Geizielen Thais, Maikon Rocha e Milka Karolkievicz Silva.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Qual o seu caráter nas redes sociais?

Por Waleska Farias para o RH.com.br

É inquestionável a tendência cada vez maior das redes sociais como plataforma de comunicação de sucesso. Não só pelo trânsito de personalidades diversas, mas pela notoriedade revelada no carisma e na originalidade dos posts. Nesse cenário, qualquer um pode arregimentar milhares de seguidores, principalmente se tiver foco, estratégia e visão de futuro.

O Twitter oferece larga abrangência pela facilidade com que promove trocas entre seus usuários. E é extremamente curiosa a forma como, em qualquer transação interpessoal, transparecemos nossas idiossincrasias. É sabido que criticar e assumir posição contrária, enquanto polo de discordância, pode render alguma visibilidade. Nesse aspecto, é recorrente no Twitter que alguém que tenha feito críticas, quando contrariado, responda no papel de vítima, argumentando que a despeito de toda sua "boa intenção", não foi bem interpretado.

Em episódio ocorrido há algum tempo, houve uma chuva de agressões contra um artista conhecido, em que o agressor, personalidade eminente, não poupava impropérios para rechaçá-lo. Da acusação pelos cabelos postiços à pobreza intelectual, desaguando no tiro de misericórdia, onde sugeriu que o outro se recolhesse à sua insignificância. Tudo isso, em rede planetária! Nesses casos, um "deixar de seguir" ao agressor ajuda a coibir esse tipo de comportamento.

Entre outras ocorrências, o Twitter configura apenas o desabafo de alguns através de indignações em resposta à postura de outros. Dessa vez, o palavrão se faz ecoar post afora, liberando o então agredido de sua raiva e revolta. Será? Sim, o Twitter é também local de desabafo sem restrição a horário e faixa etária. Independente de qual seja o perfil sócio psicológico em questão, é preciso que se mantenha o nível de educação nas relações e se tenha respeito por aqueles que nos seguem na grande rede.

No que tange aos feitos e às conquistas, claro que divulgar nossas proezas faz parte do cenário das redes sociais e o intuito é, sim, aproveitar as oportunidades. Mas uma dose de parcimônia e modéstia não faz mal a ninguém. Quem é que aguenta o "vide bula" em excesso de alguns personagens que não se cansam de reproduzir a imagem do próprio espelho?

O Twitter disponibiliza a opção direct message. Por que não utilizá-la para agradecer aos novos seguidores e estreitar algumas situações, as quais não configuram um assunto de domínio público? Paqueras, críticas construtivas, comentários mais picantes, opiniões particulares sobre demais pessoas, agradecimentos coletivos e ofertas de gentilezas one by one ficam melhor através da opção DM.

Enfim, poder interagir através das redes sociais é um luxo! Mas precisamos ter consciência de que, nesses ambientes, "interagimos em grupo". É bom lembrar que a grande maioria dos nossos seguidores não nos é íntima, portanto, merece ficar ao largo de determinados episódios.
No mais, exerça seu melhor escrevendo com graça e bom humor, de forma breve, pertinente e inspiradora, para fazer por merecer a companhia e admiração de seus seguidores.

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A partida só começa quando você dá o primeiro chute

Quantos sonhos você já teve, mas que nunca saíram do papel ou da sua cabeça? Quantas vezes desejou colocar em prática aquele projeto escrito há anos, mas o arquivo continua preso no computador? Possivelmente, em uma sala de reunião, você já sentiu muita vontade de expor sua ideia, mas preferiu calar-se. Logo em seguida o colega ao lado cita justamente aquilo que você havia pensado e todos acham aquela proposta bastante interessante.
E isso tem acontecido porque os pensamentos "não vou conseguir", "não vai dar certo", "que ideia ridícula", "isto não é para mim", "ele é mais inteligente" rondam a sua mente toda vez que você pensa em realizar algo diferente do que está acostumado a fazer.
Sair da zona de conforto e tentar algo novo não é fácil, pois o medo tem esse poder - paralisar as pessoas. E muitas vezes é isso que acontece.
Além do mais, não devemos confundir pessimismo com cautela. O primeiro faz com que não saiamos do lugar. O segundo nos prepara para um chute mais certeiro. Este texto não fala sobre a tão famosa Lei da Atração: "tenha pensamentos positivos e conseguirá tudo o que deseja".
Claro que é importante termos bons pensamentos sobre qualquer processo ou situação, mas isso é apenas o começo. Conheço inúmeras pessoas que têm muito mais pensamentos positivos do que negativos e nem sempre alcançam o que desejam.
A pretensão desse texto é abordar a ação e não o pensamento. Desta forma, cito um princípio que considero extremamente verdadeiro: "se não tentar, jamais saberá".
Se você tem conseguido alcançar o que deseja é porque tentou. As outras variáveis que contribuíram para o alcance do seu resultado como "estar preparado", "esforçar-se ao extremo", "ter persistência e determinação", "estudar continuamente", só puderam entrar em campo porque você deu o chute inicial - que foi o de tentar.
Experimente dar o primeiro passo em algum projeto, processo ou sonho específico que deseja ver concretizado. Com pequenas ações diárias você passa a conhecer sua força para realizar algo. Cada etapa finalizada é um propulsor de motivação para continuar caminhando ou mesmo um aviso para mudar algo que não está dando certo - e isso ocorre porque você adquire confiança em si próprio e mais conhecimento sobre o que deseja alcançar.
Há algum tempo assisti a um documentário sobre a escritora do Harry Porter, J.K Rowling. O seu manuscrito ficou guardado em uma caixa durante anos porque ela nunca teve coragem de mostrar a ninguém. Neste período viveu sérias dificuldades financeiras, trabalhando em vários lugares para sustentar a filha. Quando finalmente decide tirar o seu livro da caixa e partir para publicá-lo, tudo começa a mudar. No início recebe muitos "nãos", mas como havia decidido seguir em frente, nada e ninguém mais a impediu. A história final todos já sabem: seus livros, traduzidos para mais de 70 línguas, venderam cerca de 400 milhões de cópias. Os filmes são campeões de bilheteria e encantam adultos e crianças.
Não estou dizendo que todos que partirem para realizar os seus sonhos obterão fama e sucesso. Mas provavelmente serão pessoas e profissionais melhores, pois a satisfação de realizar algo importante para suas vidas as mantêm no foco e no caminho daquilo que realmente acreditam.
Portanto, dê o passo inicial para iniciar o que deseja.
Se você prefere fazer um pequeno plano de ação, faça, mas o tire do papel.
Se você precisa mudar um comportamento, comece com pequenas doses diárias.
Se você precisa de mais informação para entrar em ação, estude e treine bastante, mas coloque prazos em cada etapa.
Dê o primeiro chute e tente muitas jogadas. Em breve estará fazendo alguns gols.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Quem investe nas lideranças tem visão de futuro.

No constante processo evolutivo vivenciado pelas organizações, tornou-se notório que o significado de ser líder ganhou uma conotação totalmente diferente daquela em que apenas "delegar ordens e ficar atrás de uma mesa" eram ações suficientes para qualificar um profissional como um chefe exemplar e digno de ser respeitado por todos seus subordinados. Hoje, as empresas constatam que muitos talentos pedem demissão não das organizações, mas sim dos líderes que estão à frente das equipes e que teoricamente deveriam dar um norte aos liderados e não os desestimularem ao ponto de recorrerem ao desligamento da empresa. Diante disso, investir no desenvolvimento das lideranças no tocante não somente a competências técnicas como também comportamentais, tornou-se indispensáveis para que os times apresentem resultados condizentes com à realidade de cada corporação.

No Grupo Maranhão, por exemplo, o desenvolvimento das lideranças ganhou uma verdadeira guinada em 2011, oportunidade em que a companhia criou a Escola de Líderes Maranhão. De acordo com Alexandre Lopes, gerente de Treinamento & Desenvolvimento, essa iniciativa surgiu para definir que competências deveriam ser desenvolvidas e aprimoradas pelos líderes da companhia. "O mapeamento dessas competências foi desenvolvido ao longo de quatro meses, através de um acompanhamento, in loco, de todos os nossos líderes. A execução da primeira aula aconteceu em dezembro de 2011, onde foi apresentado aos alunos a necessidade, o projeto e o resultado esperado", relembra.


O Grupo Maranhão foi fundando em 1969, na cidade de Catanduva/SP. Atualmente, o Grupo divide-se em dois canais de distribuição. O Canal Direto que é composto pelo varejo (lojas de supermercados) e o Canal Indireto composto pelo atacado/distribuição. Atua no Estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro. Possui cerca de 1.300 colaboradores.

Logo após o trabalho de levantamento das necessidades de treinamento pensou-se, em um primeiro momento, realizar este trabalho de desenvolvimento em parceria com alguma consultoria especializada em treinamento. Todavia, a ideia foi evoluindo, os membros da área de Recursos Humanos envolveram-se e se dedicaram tanto à iniciativa que eles "viviam" Escola de Líderes quase que 24 horas por dia. A paixão pelo trabalho encontrou um campo fértil e o apoio do presidente e dos diretores do grupo Maranhão tornou os coordenadores da iniciativa fortes para consolidar o projeto.

O gerente de T&D explica que a escolar por trabalhar essa forma linear de desenvolvimento surgiu devido à necessidade de adaptação e de evolução dos líderes diante do cenário econômico atual e, no caso das novas lideranças, de desenvolver, as competências necessárias para conduzirem suas equipes que, em sua grande maioria, são formadas por jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. "Somado a isso ainda tínhamos a necessidade de desenvolver um backup de líderes que foi constituído por colaboradores que foram avaliados e definidos como potenciais futuros líderes e que viriam a sustentar o nosso processo de expansão orgânica", argumenta Alexandre Lopes.

Público-alvo - Atualmente, a Escola de Líderes trabalha com três grupos. O primeiro é formado por líderes administrativos - responsáveis pelos departamentos da matriz do Grupo Maranhão. O segundo grupo é composto por todas as lideranças líderes de departamentos das unidades de vendas e o terceiro grupo é constituído por colaboradores com potencial para se tornarem futuros líderes. Ao todo, somam 110 "alunos", como são chamados pela área de T&D.

Implantação da Escola - Quando questionado sobre as fases que envolveram a criação da Escola de Líderes e que envolveu desde sua idealização até a concretização da iniciativa, Alexandre Lopes comenta que assumiu pessoalmente a condução do projeto desde o momento da concepção até a coordenação do mesmo. Chegou, inclusive, a ministrar módulos para as lideranças da companhia, ao passo que também contou com o empenho de toda a sua equipe de T&D. Paralelamente, contou com o suporte de parceiros internos, especialistas para suprir as necessidades de assuntos mais técnicos como, por exemplo: logística, DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício), contabilidade, entre outros.

Vale ressaltar que na fase de elaboração da escola de Líderes, equipe de T&D dedicou-se ao planejamento de cada atividade que seria realizada junto às lideranças. Isso incluiu: os planos de aulas; a escolha das dinâmicas de grupo, escolha de vídeos, realização de debates, enfim, todo o material que seria utilizado junto aos líderes foi trabalhado em detalhes. Inclusive, a coordenação do projeto também chegou a cogitar o que os alunos precisariam, o que poderia ser questionado durante as aulas. Ou seja, para oferecer um desenvolvimento de qualidade, a coordenação do projeto colocou-se no lugar das lideranças que passariam a integrar a Escola de Líderes.

"Após realizamos o Levantamento das Necessidades de Treinamento e desenharmos o escopo alinhado à missão, à visão e aos valores do Grupo Maranhão, desenvolvemos uma apresentação sobre o conceito da Escola de Líderes, a metodologia que iríamos utilizar e os objetivos que pretenderíamos alcançar, assim como as ferramentas de mensuração de resultado e de acompanhamento do desenvolvimento. Todas essas informações foram distribuídas em slides apresentados à diretoria que, de imediato, apoiou a ideia. Na sequência, reunimos os gerentes e os diretores dos departamentos para explicar como seria a Escola de Líderes, combinamos as datas para a execução dos 12 módulos. Divulgamos o projeto à companhia e apresentando os módulos, o calendário, a relação dos alunos e suas respectivas turmas. Também envolvemos o departamento de marketing que desenvolveu a identidade visual do projeto", especifica o gerente de T&D.

Segundo Alexandre Lopes, além de inscreverem todos os líderes do Grupo Maranhão para participarem das atividades da Escola de Líderes, a área de Treinamento & Desenvolvimento formou uma turma de alunos com colaboradores que compõem a "pipeline de liderança". "Esses alunos precisam passar pelo período de experiência e adaptação à empresa e em seguida são avaliados, comportamental e tecnicamente pelos seus líderes imediatos, pelos gerentes ou diretores do departamento e pelo RH. Identificado que o aluno tem potencial e seus valores vão ao encontro dos valores do Grupo Maranhão, passamos a investir neles matriculando-os na escola", cita.

Escola de Líderes do Grupo Maranhão
Atividades da Escola de Líderes - Esses alunos precisam passar pelo período de experiência e adaptação à empresa e em seguida são avaliados em suas competências técnicas e comportamentais pelos seus líderes imediatos, pelos gerentes ou diretores do departamento e pela área RH. Identificado que o aluno tem potencial e seus valores vão ao encontro dos valores do Grupo, passamos a investir neles matriculando-os na escola.



Como o principal objetivo da Escola de Líderes Maranhão é o desenvolvimento das habilidades e das atitudes necessárias para que as lideranças coloquem em prática todo o conhecimento adquirido em sala de aula, o dia de treinamento é dividido entre a teoria e a prática. No primeiro momento, é desenvolvido um pensamento sobre o conceito e no segundo, o mesmo é aplicado através de recursos para a sedimentação do conceito o lúdico, ou seja, via dinâmicas individuais ou em grupos. Muitas vezes, os exercícios práticos são executados no ambiente de trabalho do próprio líder que frequenta a escola. Na aula seguinte, o aluno realiza uma apresentação dos resultados alcançados.

"Criamos uma sequência lógica entre os módulos. Por exemplo, detectamos no LNT que deveríamos desenvolver ou aprimorar a competência feedback em nossos lideres. Porém antes de apresentarmos o Módulo Feedback aos alunos, foi passado para eles o Módulo Comunicação - desde o conceito de comunicação, comunicação assertiva, uso do controle emocional, composição da comunicação, a força da expressão corporal, os canais de comunicação sensoriais, leitura corporal, para somente depois passarmos as técnicas de feedback. Com isso ficou muito mais fácil construir e praticar os feedbacks. Seguimos essa mesma lógica para o Módulo Liderança quando discutimos na aula anterior Quociente Emocional e eles puderam fazer exercícios práticos para entenderem melhor a estrutura das suas personalidades e como, através do controle emocional, poderiam melhor exercer seus papéis de líderes diante das adversidades", resume o gerente de T&D do Grupo Maranhão, ao sinalizar que as lideranças que frequentam a Escola de Líderes têm mais chances de crescerem internamente. Isso porque, o conhecimento aliado à prática os torna mais capazes em conduzirem reuniões, apresentarem projetos, discutirem ideias e liderarem suas equipes. Dessa forma, ganham mais visibilidade e, consequentemente, são mais lembrados em momentos de promoções internas.

Mensuração de Resultados -
Para avaliar os resultados proporcionados pela Escola de Líderes, todos os módulos passam por uma avaliação de retenção, aplicada no início e ao final das aulas. Para a mensuração do resultado em campo existe a pesquisa de clima organizacional realizada por departamento. "Realizamos focus group conduzidos pelos profissionais do RH, onde podemos constatar as mudanças tanto no campo comportamental quanto técnico. Contamos ainda com a ajuda do software de Gestão de Pessoas, onde temos as descrições de cargos e suas respectivas competências, e seus graus de importância. Lançamos os resultados de aproveitamento dos alunos neste software e conseguimos acompanhar o desenvolvimento individual. Ainda não implantamos o nosso Scorecard, mas estamos a caminho. Temos, ainda, claro em nossa organização que toda necessidade de treinamento surge da necessidade de sanar um gap de competência, que vem influenciando negativamente o desempenho profissional e, consequentemente, levando a empresa a deixar de ganhar em algum momento. O melhor resultado que o RH pode entregar é fazer com que a companhia deixe de perder e comece a ganhar. E quando digo ganhar, estou me referindo não somente a bens tangíveis, mas também aos valores intangíveis", enfatiza Alexandre Lopes.

Receptividade das Lideranças - O gerente de T&D mostra-se muito animado, ao ser indagado sobre a receptividade que a Escola de Líderes tem obtido junto ao público-alvo. Ele explica que o modelo "escola" para a formação dos profissionais tem sido um sucesso e afirma que a Escola de Líderes culminou na criação de uma equipe mais entrosada e participativa. Os "alunos" passaram a serem cúmplices em relação do desenvolvimento, pois um ajuda ao outro quando alguma dificuldade é percebida.

Os Benefícios - A Escola de Líderes trouxe benefícios para o Grupo Maranhão. Dentre esses, destacam-se os diretor como o desenvolvimento profissional e pessoal de líderes e das futuras lideranças da companhia. Já entre os benefícios indiretos, podem ser citados os resultados alcançados que deixaram de ser projetados na concepção da escola. "Não é difícil os alunos nos procurarem para comentarem que determinado assunto aprendido na Escola de Líderes os ajudou também em casa, no relacionamento com a esposa ou o com o marido e até mesmo com os filhos. Isso é gratificação em dobro", pontua Alexandre Lopes.

Ainda na opinião do gerente de Treinamento & Desenvolvimento do Grupo Maranhão, investir em ações como a Escola de Líderes torna-se importante à Gestão de Pessoas porque ele acredita que a diferença é algo como estar no jogo ou estar fadado ao desaparecimento ou à estagnação. Hoje, comenta ele, vivemos um momento de pleno emprego no país, a mobilidade dos profissionais está muito acentuada. Os talentos querem desafios, são muito ávidos por mudanças, novidades, conhecimento, tudo chega e vai muito rápido e, diante desse cenário, se a empresa não proporciona aos seus líderes e às futuras lideranças, desafios, novos conhecimentos, novas práticas, esses profissionais, cedo ou trade irão buscar o que desejam em outras organizações.

"Vivendo uma reinvenção das relações humanas e trabalhista, não obstante iremos ver sumir o modelo tradicional de hierarquia, aquele que conhecíamos como pirâmide hierárquica onde o presidente está no topo, depois vem vice-presidente, diretores, gerentes, entre outros. Atualmente, o modelo está mais para rede do que para pirâmide. O colaborador da base não tem receio de falar e de expor suas ideias e frustrações ao presidente da empresa. Aliás, ele faz isso todos os dias, quando está no Facebook, no Twitter, no LinkedIn, em blogs, basta prestarmos atenção. É nesse cenário que os novos líderes estão assumindo departamentos e equipes de trabalho. Então, é papel fundamental do RH preparar esses líderes e futuros líderes para lidar com equipes multidisciplinares, multiculturais, digitais e questionadoras", conclui Lopes.