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domingo, 22 de julho de 2012

Mãos Que Ajudam - Estaca Goiânia Brasil

A Estaca Goiânia Brasil realizou a segunda oficina de "Armazenamento de Alimentos, do Projeto Mãos Que Ajudam 2012, foram arrecadados mais de 7000 toneladas de alimentos, doados pelos membros da Estaca e Amigos da Igreja.
A entrega será no dia 28 de Julho de 2012, as 10h da manhã, na Sede da Estaca.
O Projeto Mãos Que Ajudam está trabalhando em pareceria com a SEMAS - Secretaria Municipal de Ação Social e a Primeira Dama do Município de Goiânia, Tereza Beiler.









sábado, 21 de julho de 2012

O Total de Horas no Tempo...




Em algo que escreveu, cerca de meio século atrás, Arnold Bennett disse: “Os filósofos explicaram o espaço. Mas não explicaram o tempo. Ele é a inexplicável matéria-prima de tudo. Com ele tudo é possível, se ele nada. O suprimento de tempo é verdadeiramente um milagre diário... Você acorda pela manhã, e... Magicamente sua bolsa diária tem vinte e quatro horas... É seu. É o mais preciso de todos os bens... E ninguém recebe um empréstimo do futuro... Só pode desperdiçar a próxima manhã, pois está reservado para você para você. Não pode desperdiçar a próxima hora, pois está guardada para você. Você tem de viver nessas vinte e quatro horas diárias no tempo. Daí você tem que produzir a riqueza, o respeito, o contentamento, o respeito e a evolução da sua alma imortal. O seu uso correto, o seu uso mais eficaz é uma questão da máxima premência... Tudo depende disso”.

É aconselhável que examinemos seriamente o tempo total existente e o tipo de uso que fazemos de todas as horas, sempre que tivermos de decidir se temos ou não tempo para alguma coisa que queremos fazer ou algo que não queremos.

Existem 168 horas em toda a semana de vida. Tire daí 40 – o que é considerado por muitos como uma semana normal de trabalho - e sobram 128 horas. Então tire 7. vezes 8 horas, correspondentes aos períodos de sono, são 56 horas. É claro que uns trabalham ou dormem mais e outros muito menos – há também muito ir e vir, muita variedade de atividades e obrigações – tudo que diminui a quantidade de horas – mas mesmo assim, 168 menos 40, menos 56, ainda sobram 72 horas por semana para alguma coisa. E quando dividimos nossa vida em trabalho, sono e outras atividades, faríamos bem se levássemos em consideração a quantidade total de tempo.

Há “um grande fato claramente declarado”, escreveu Jonh Ruskin: “Não há riqueza além da vida” – e nós acrescentaríamos que o tempo é a sua essência à medida que rapidamente nos dirige para a eternidade.

Elder Richard L. Evans
A Liahona Janeiro de 1980, pág. 47.
Valdir Malagueta

O sábado Morbus Dominica





“Morbus Dominica”, ou a doença dominical, é um mal muito comum entre os membros da Igraja. Ele só se manifesta de súbito, no domingo. Não sentem sintomas até sábado à noite. O paciente dorme bem, acorda sentindo-se bem, toma um bom desjejum, mas, quando chega à hora de ir para a Igreja, o ataque se inicia e continua e continua até a hora em que as reuniões da manhã terminam. Então, o paciente sente-se melhor e almoça regaladamente. Durante à tarde, ele sente-se melhor ainda, e pode até andar, discutir política e ler jornal. Janta muito bem, mas, quando chega a hora de ir á Igreja, sofre outro ataque e fica em casa. Descansa bem, dorme tranqüilamente e acorda bem disposto na segunda-feira para ir trabalhar, e não sente nenhum sintoma da doença até o próximo domingo. Os fatores peculiares são os seguintes:
A doença sempre ataca os membros da Igreja. Os sintomas variam, mas nunca interferem com o apetite do doente. A moléstia nunca se manifesta a não ser no domingo. Este tipo de doença também não dura mais que 24 horas, ou até que termine o Dia do Senhor. Nunca é necessário chamar um médico, mas sempre acaba sendo fatal para a alma.

(Extraído do curso de Estudo do Seminário “Velho Testamento”- Manual do Professor)
Publicado na A Liahona de Janeiro de 1980, pág.46
Valdir Malagueta

Compromisso e Dedicação


Compromisso e Dedicação *
Presidente Marion G. Romney


Considerando a questão do compromisso e dedicação, pensei nas muitas grandes personagens da Bíblia e do Livro de Mórmon, e nos dedicados santos dos primórdios da Igreja – todos valentes, corajosos e comprometidos com causas sublimes e nobres. Todos nós devemos igualmente ter um compromisso individual que nos faça estar á altura dos padrões de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Na esperança de que nos incentivem nesse sentido, recordarei algumas que evidenciam as qualidades que precisamos desenvolver.
Não conheço caminho melhor que o seguido pelos filhos de Mosias, Não chegaria a dizer que me sai tão bem quanto eles, mas tenho suficiente experiência pessoal para saber que a fórmula deles funciona para todos os que seguirem. Eles, diz Mórmon, “haviam-se fortalecidos no conhecimento da verdade, porque eram homens de inteligência sã, e haviam examinado diligentemente as escrituras para poder conhecer a palavra de Deus”.
 “E não só isso; tinham se entregado a muitas orações e jejuns; por isso tinham o espírito de profecia e de revelação, e quando ensinavam, faziam –no com poder e autoridade de Deus (Alma 17: 2-3.)
Este é o grande poder que faz as coisas funcionarem na  Igreja de Deus. Sem ele, tudo o mais falha.
Os filhos de Mosias estavam comprometidos em aprender as coisas de Deus. Provavelmente hoje não exista ninguém com compromisso mais forte em aprender, do que os santos dos últimos dias.
Nossos compromissos apóiam-se no fato de o Senhor haver-nos instruído a estudar e aprender, e a nos familiarizarmos “com todos os bons livros, com linguagens, línguas e povos” (D&C 90:15.) Pois, diz ele, “e impossível ao homem ser salvo em ignorância” (D&C 131:6), isto é, em ignorância da verdade. “O homem só pode ser salvo à medida que adquire conhecimento”, acrescenta o profeta Joseph Smith. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.212) Disse o Senhor, ainda, que “a glória de Deus é inteligência” (D&C 93:36), e o Profeta Joseph Smith: Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição.
“E, se uma pessoa por sua diligência e obediência adquirir mais conhecimento e inteligência nesta vida do que uma outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro,” (D&C 130: 18-19.)
E novamente, diz o Senhor, “ E na verdade vos digo que é da minha vontade que vos apresseis... obter um conhecimento de história, de países e de reinos, das leis de Deus e dos homens, e tudo isto para a salvação de Sião.”(D&C 93:53.)
Agora, apenas uns poucos pensamentos sobre a necessidade de um conhecimento total, de dedicação plena.
“... ó vós que embarcais no serviço de Deus, vede que o sirvais de todo o coração, poder, mente e força, para que possais comparecer sem culpa perante o tribunal de Deus, no último dia”, diz o Senhor. (D&C 4:2.)
Provavelmente conheceis o seguinte episódio da vida de Néfi. Quando seu pai mandou os irmãos mais velhos irem buscar, em Jerusalém, as placas de latão que continham a sua genealogia, eles resmungaram e se lamuriaram. Néfi, porém, disse: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, pois sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem preparar um caminho pelo qual suas ordens poderão ser cumpridas.” (1 Néfi 3:7.)
Chegando a Jerusalém, coube a Lama a responsabilidade de buscar as placas. Ele foi com relutância, e voltou sem elas. Eles então foram “à terra de (sua) herança, (recolheram)... ouro... prata e... objetos preciosos” (1 Néfi 3:22), a fim de tentar a compra das placas. Labão,  porém, apossou-se do ouro e prata, e eles tiveram de fugir correndo, para salvar a vida. Saindo da cidade, Lamã e Lemuel açoitaram Néfi. Estavam decididos a voltar para junto do pai sem as placas, persistindo neste intento mesmo depois serem repreendidos por um anjo. (ver 1 Néfi 3: 28-31.) Néfi, entretanto, disse: “Voltemos novamente a Jerusalém e sejamos fiéis aos mandamentos do Senhor, pois ele é mais poderoso que todo mundo. Por que há de ser mais poderoso que Labão e seus cinqüenta ou mesmo suas dezenas de milhares?” (1 Néfi 4:1)
Néfi foi e conseguiu as placas. Algum tempo depois, estando Néfi pesaroso com a oposição dos irmãos quando começava a construir o barco, estes pensaram que houvesse perdido o ânimo. Mas Néfi respondeu-lhes com firmeza: “Se o (Senhor) me ordenou que fizesse todas as coisas, eu as poderia fazer.” (1Néfi 17:50.) Néfi cumpriu a tarefa devido à total dedicação e comprometimento.
Quando Paulo compreendeu o conceito e significado do plano de salvação de Deus, quando se conscientizou que o nome de Jesus era o único nome “dado debaixo do céu, mediante o qual o homem (pode) salvar-se” (2 Néfi 25:20), todo seu conhecimento anterior deixou de ser importante. Converteu-se a ponto de na mesma hora e lugar, comprometer-se totalmente a levar a mensagem do evangelho aos semelhantes.
O mesmo se deu com alma. Diz ele, falando de sua conversão: “Desde aquela ocasião até agora, trabalhei sem cessar para conseguir trazer almas ao arrependimento; para fazer com que experimentassem a intensa alegria que eu provei; para que também possam nascer de Deus e encher-se do Espírito de Deus”. (Alma 36:24.)
O registro de seus atos comprova a veracidade de sua declaração. Renunciou ao cargo de Juiz Supremo, como chefe executivo do governo nacional, “Para que ele mesmo pudesse ir entre o povo... e fazer com que... se lembrasse de seus deveres, a fim de que pudesse, pregando-lhes a palavra de Deus, abater todo o seu orgulho, artimanhas e contendas, porque não via outro modo de reformá-los senão pela força de um testemunho puro contra eles”. (Alma 4:19.)
Bem, não estou sugerindo que todos larguemos o trabalho e negócios para nos dedicarmos unicamente ao ministério. Isto fazemos só quando chamados. O que tento dizer é que devemos adquirir conhecimento do plano de salvação, convencendo-nos de que é o único caminho para a paz e felicidade neste mundo, e para a vida eterna no mundo vindouro. Acima de tudo, devemos assumir o compromisso pleno de transmitirmos, por palavra e atos, nosso conhecimento e testemunho ao próximo, para que ele possa aceitar e regozijar-se no evangelho.
Pelo estudo das escrituras, podemos saber o que o Senhor tem revelado, por meio de seus profetas, a respeito do plano de salvação.
Ao orar com regularidade pela manhã e à noite, e seguirmos honestamente os ensinamentos do evangelho, gozaremos da sua paz e espírito. Buscando com sinceridade e determinação, conseguiremos obter e preservar, por intermédio do Espírito Santo, um testemunho da divina verdade contida neste plano.
Devemos estar tão convertidos dedicados a ele, a ponto de nossa vida inteira sofrer sua influência.
O certo e o errado de nossas decisões e atitudes devem ser mantidos consistentemente à sua luz. Se assim fosse, jamais cometeríamos erros em nossos julgamentos e ações, quando frente às nossas exasperantes questões e problemas de nossos dias.
Por exemplo, teríamos a visão correta sobre trabalho e diversão no dia do Senhor. Numa sociedade convertida ao plano de salvação, não haveria necessidade de leis proibindo o comércio e transações no domingo. Ninguém violaria o dia do Senhor, abrindo seu estabelecimento comercial ou fazendo compras. Não precisaria haver leis contra o aborto, tampouco haveria literatura pornográfica, filmes impróprios ou outros tipos de diversão degradante. Não existiria intolerância racial, nem problemas sociais.
Rogo que tomemos decisões à luz do plano de salvação e ajamos de acordo com elas influenciando assim, miríades de nossos semelhantes. Não há mais nada, debaixo dos céus, que seja tão importante para vós ou para mim.
É preciso estarmos comprometidos a viver de modo que nos beneficiemos deste sublime plano, o qual foi elaborado nos céus, desde o princípio, para a redenção do gênero humano, e sua salvação e exaltação na presença de Deus. Cada um de nós deve assumir esse compromisso e viver de acordo com ele.
Independentemente da natureza de nossas ocupações cotidianas, precisamos compreender o plano de salvação, guardar seu espírito, e cumprir nossa parte nele. Podemos da mesma forma influenciar positivamente aqueles a quem servimos e com quem convivemos, ajudando-os a encontrar a verdade.
Creio também que a melhor maneira de encetar o caminho e conservar-se nele é fazer como Jesus: Comprometer-se totalmente a fazer a vontade do Pai. Uma das coisas que ele fez foi familiarizar-se totalmente com a vontade declarada do Pai e, mais importante ainda, comungar com o Pai através da oração. Isto fez não só para conhecer a vontade do Pai, mas também a fim de conseguir forças para cumpri-la. Parece-nos que, durante seu ministério terreno, jamais tomou uma decisão importante ou enfrentou uma crise sem orar. Pelo que as escrituras registram de sua luta no Getsêmani, vemos que, embora nem sempre lhe fosse fácil ou agradável fazer a vontade do Pai, ele sempre a cumpria.
Nesta última dispensação, o Senhor tem ensinado a importância da total dedicação (ou compromisso) ao seu serviço e estrita obediência aos mandamentos, com a mesma ênfase com que o fez durante seu ministério terreno.
Seria bom que cada um de nós seguisse o modelo que Jesus nos deu pro preceito e exemplo: “Vinde a mim, Jesus falou, E seu exemplo nos deixou, Para podermos nos guiar, E seus passos caminhar”. (Hinos Nº 68)

  • (Élder Marion G. Ronmey, 1º Conselheiro na Primeira Presidência).
  • (Mensagem da Primeira Presidência, Liahona, Outubro de 1983).

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brasil e o Analfabetismo



O que constatamos dia a dia, com muita tristeza, é retratado numa pesquisa realizada nesta semana : apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas.
Ladeira abaixo, o mesmo levantamento conclui que 38% dos brasileiros com ensino superior têm nível insuficiente em leitura e escrita.
Todo santo dia, deparamos com os chamados analfabetos funcionais, indivíduos que não conseguem interpretar textos ou escrever de forma inteligível alguns parágrafos.
Vou citar como exemplo minha área de atuação. No jornal onde eu trabalhava até recentemente, convivíamos com um silencioso absurdo: jovens que saem de faculdades de jornalismo sem saber ler e escrever!!!
Além de não conseguirem desenvolver um texto com os mínimos requisitos que atestam a alfabetização ainda escrevem palavras comuns com erros imperdoáveis.
Essas deficiências se esparramam por todas as áreas. Há uma carência de leitura inclassificável. As pessoas, em sua maioria, tem ojeriza de palavras que não sejam gírias e palavrões.
A escola faz o enorme favor de gerar nos jovens a aversão à leitura, condição indispensável para o desenvolvimento do raciocício e da escrita.
Essa situação afunda o país. Volta e meia, lemos nas seções de economia dos jornais que o Brasil tem carência de profissionais especializados em tais e tais áreas.
No caso do analfabetismo o prejuízo é maior. Propicia por exemplo que uma nação inteira seja enganada cotidianamente pelos políticos. Sem condições de raciocinar por si mesmas, as pessoas são presas fáceis do raciocínio dos outros.
Um exemplo recente aconteceu no Senado. Demóstenes (ex-DEM-GO), cassado por ser contínuo (office-boy) do bicheiro Carlinhos Cachoeira, fez um discurso que sensibilizaria quem não tem condições de formular suas próprias ideias e opiniões.
Salvo as raríssimas exceções de sempre. Não é à toa que o Brasil está deste jeito. Sem massa crítica, os políticos fazem o querem para assaltar o Erário e fica tudo por isso mesmo.
E um detalhe cruel: quem é analfabeto ou analfabeto funcional não está em condições de entender o que está à sua volta, o que configura uma das maiores covardias. Está numa batalha sem nenhuma condição de se defender.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dias de Luta




Dias de Luta

Ira!

Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...
Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...
Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...(2x)
Cantar depois!...

Por que se deve tomar o Sacramento com a mão direita? Faz diferença qual mão se usa?


Por que se deve tomar o Sacramento com a mão direita? Faz diferença qual mão se usa?

Deitada em seu leito de morte, ao dar a luz um filho, Raquel deu-lhe o nome de Benoni que, em hebraico quer dizer “filho da minha dor” ou “aflição”. Jacó (Israel), seu marido, prem mudou seu nome do recém-nascido, possivelmente para evitar a repetida referência ao sofrimento e morte dela, toda vez que fosse pronuciado. Escolheu como substituto Benjamim, que em hebraico significa “filho à (mão) direita”. (Ver Gênesis 35: 16-19.)  Com esse nome especial dado a Benjamim, seu décimo segundo filho, Israel exprimiu seu grande amor a sua esposa Raquel.
            Que a mão direita sugere preferência ou graça simbólica, é demonstrado também na parábola das ovelhas e dos bodes. Dizia Jesus:
-Quando o Filho do Homem vier em sua gláoria, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono de glória;
E todos as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.
“E porá as ovelhas à sua mão direita, mas os bodes à sua esquerda.
“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: benditos de meu pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mateus 25: 31-34)
            Os relatos escrituríticos nos revelam alguma coisa do significado simbólico da mão direita- simbolismo que aparece na linguagem e outras características culturais do mundo judeu e cristão.
Em latim, por exemplo, dextera (direita) e sinistra (esquerda), indicavam não só a mão direita e esquerda, como deram origem a adjetivos com conotação favorável e desfavorável. Uso da mão direita como gesto simbólico foi, com o tempo, estendido a prestação do juramento governamental e judicial, quando testemunhas deviam depor sob juramento.
Isto posto, podemo-nos concentrar na questão de que mão devemos usar, de preferência, ao participar do sacramento.
            A palavra sacramento deriva de duas raizes latinas: sacro (sagrado) e mente (pensamento, intelecto), implicando pensamentos sagrados da mente. Mais convicente ainda é o termo latino (sacramentum), significando literalmente “voto ou obrigação solene”. Participar do sacramento, portanto, pode ser interpretado como renovação por voto ou juramento, do convenio feito no batismo. É um momento sagrado, incluíndo (1) Voto silencioso manifestado pelo uso da mão, símbolo do convênio individual, e (2) o uso do pão e da água, símbolo do grande sacrifício expiatório do Salvador do mundo.
A mão usada para participar do sacramento deveria ser a mesma usada ao se fazer qualquer outro voto sagrado. Para a maioria de nós, seria a mão direita. Os que perderam a mão direita não têm mãos, podem e fazem o convênio sacramental e outros convênios eternos. Muito mais importante que a mão usada para tomar o sacramento, é que se entenda profundamente o sacrifício expiatório que representa.
            Os pais se preocupam com qual mão as crianças toman o sacramento. Este é oferecido ás crianças pequenas, ainda não batizadas, como meio de educação, preparação e intrução,
            “Prefigurando o convênio que farão, ao atingirem os oito anos”. (Bruce R. McConkie, Doutrina Mormon, p. 660.) Por isso, é muito importante que desenvolvam um sentimento adequado e sagrada atitude mental quanto ao simbolismo e significado do sacramento. Os pais que quiserem ensinar seus filhos a importância dessa sagrada experiência, poderiam usá-la quando como tópico para uma reunião familiar. Então, quando houver necessidade de um lembrente numa reunião, este poderá ser dado em silêncio, com paciência e carinho.
            Participar do sacramento é um processo mental sagrado e, por isso, torna-se uma coisa muito pessoal para mim. Penso nos convênios que estão feitos entre mim e a Deidade, ao serem proferida as orações. Penso em como Deus ofereceu seu Filho Unigênito. Penso no sacríficio expiatório do Salvador, Jesus Cristo. O sacramento foi instituído por ele que ofereceu sua carne e sangue por toda a humanidade, incluindo eu, determinando que água e pão fossem seus emblemas simbólicos. Como possuo a mão direita, eu a ofereço, ao participar do sacramento, como voto de que sempre me lembrarei dele, como também guardarei os mandamentos de Deus.
            Este é um sagrado privilégio de todos os santos fiéis no dia do Senhor.

(*Elder Russell M Nelson,  A Liahona, Outubro de 1983 pag 22-23)
*Então Representante Regional.
Digitado formatado conforme publicação de A Liahona por Valdir Malagueta

Compromisso e Dedicação



Presidente Marion G. Romney


Considerando a questão do compromisso e dedicação, pensei nas muitas grandes personagens da Bíblia e do Livro de Mórmon, e nos dedicados santos dos primórdios da Igreja – todos valentes, corajosos e comprometidos com causas sublimes e nobres. Todos nós devemos igualmente ter um compromisso individual que nos faça estar á altura dos padrões de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Na esperança de que nos incentivem nesse sentido, recordarei algumas que evidenciam as qualidades que precisamos desenvolver.
Não conheço caminho melhor que o seguido pelos filhos de Mosias, Não chegaria a dizer que me sai tão bem quanto eles, mas tenho suficiente experiência pessoal para saber que a fórmula deles funciona para todos os que seguirem. Eles, diz Mórmon, “haviam-se fortalecidos no conhecimento da verdade, porque eram homens de inteligência sã, e haviam examinado diligentemente as escrituras para poder conhecer a palavra de Deus”.
 “E não só isso; tinham se entregado a muitas orações e jejuns; por isso tinham o espírito de profecia e de revelação, e quando ensinavam, faziam –no com poder e autoridade de Deus (Alma 17: 2-3.)
Este é o grande poder que faz as coisas funcionarem na  Igreja de Deus. Sem ele, tudo o mais falha.
Os filhos de Mosias estavam comprometidos em aprender as coisas de Deus. Provavelmente hoje não exista ninguém com compromisso mais forte em aprender, do que os santos dos últimos dias.
Nossos compromissos apóiam-se no fato de o Senhor haver-nos instruído a estudar e aprender, e a nos familiarizarmos “com todos os bons livros, com linguagens, línguas e povos” (D&C 90:15.) Pois, diz ele, “e impossível ao homem ser salvo em ignorância” (D&C 131:6), isto é, em ignorância da verdade. “O homem só pode ser salvo à medida que adquire conhecimento”, acrescenta o profeta Joseph Smith. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.212) Disse o Senhor, ainda, que “a glória de Deus é inteligência” (D&C 93:36), e o Profeta Joseph Smith: Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição.
“E, se uma pessoa por sua diligência e obediência adquirir mais conhecimento e inteligência nesta vida do que uma outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro,” (D&C 130: 18-19.)
E novamente, diz o Senhor, “ E na verdade vos digo que é da minha vontade que vos apresseis... obter um conhecimento de história, de países e de reinos, das leis de Deus e dos homens, e tudo isto para a salvação de Sião.”(D&C 93:53.)
Agora, apenas uns poucos pensamentos sobre a necessidade de um conhecimento total, de dedicação plena.
“... ó vós que embarcais no serviço de Deus, vede que o sirvais de todo o coração, poder, mente e força, para que possais comparecer sem culpa perante o tribunal de Deus, no último dia”, diz o Senhor. (D&C 4:2.)
Provavelmente conheceis o seguinte episódio da vida de Néfi. Quando seu pai mandou os irmãos mais velhos irem buscar, em Jerusalém, as placas de latão que continham a sua genealogia, eles resmungaram e se lamuriaram. Néfi, porém, disse: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, pois sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem preparar um caminho pelo qual suas ordens poderão ser cumpridas.” (1 Néfi 3:7.)
Chegando a Jerusalém, coube a Lama a responsabilidade de buscar as placas. Ele foi com relutância, e voltou sem elas. Eles então foram “à terra de (sua) herança, (recolheram)... ouro... prata e... objetos preciosos” (1 Néfi 3:22), a fim de tentar a compra das placas. Labão,  porém, apossou-se do ouro e prata, e eles tiveram de fugir correndo, para salvar a vida. Saindo da cidade, Lamã e Lemuel açoitaram Néfi. Estavam decididos a voltar para junto do pai sem as placas, persistindo neste intento mesmo depois serem repreendidos por um anjo. (ver 1 Néfi 3: 28-31.) Néfi, entretanto, disse: “Voltemos novamente a Jerusalém e sejamos fiéis aos mandamentos do Senhor, pois ele é mais poderoso que todo mundo. Por que há de ser mais poderoso que Labão e seus cinqüenta ou mesmo suas dezenas de milhares?” (1 Néfi 4:1)
Néfi foi e conseguiu as placas. Algum tempo depois, estando Néfi pesaroso com a oposição dos irmãos quando começava a construir o barco, estes pensaram que houvesse perdido o ânimo. Mas Néfi respondeu-lhes com firmeza: “Se o (Senhor) me ordenou que fizesse todas as coisas, eu as poderia fazer.” (1Néfi 17:50.) Néfi cumpriu a tarefa devido à total dedicação e comprometimento.
Quando Paulo compreendeu o conceito e significado do plano de salvação de Deus, quando se conscientizou que o nome de Jesus era o único nome “dado debaixo do céu, mediante o qual o homem (pode) salvar-se” (2 Néfi 25:20), todo seu conhecimento anterior deixou de ser importante. Converteu-se a ponto de na mesma hora e lugar, comprometer-se totalmente a levar a mensagem do evangelho aos semelhantes.
O mesmo se deu com alma. Diz ele, falando de sua conversão: “Desde aquela ocasião até agora, trabalhei sem cessar para conseguir trazer almas ao arrependimento; para fazer com que experimentassem a intensa alegria que eu provei; para que também possam nascer de Deus e encher-se do Espírito de Deus”. (Alma 36:24.)
O registro de seus atos comprova a veracidade de sua declaração. Renunciou ao cargo de Juiz Supremo, como chefe executivo do governo nacional, “Para que ele mesmo pudesse ir entre o povo... e fazer com que... se lembrasse de seus deveres, a fim de que pudesse, pregando-lhes a palavra de Deus, abater todo o seu orgulho, artimanhas e contendas, porque não via outro modo de reformá-los senão pela força de um testemunho puro contra eles”. (Alma 4:19.)
Bem, não estou sugerindo que todos larguemos o trabalho e negócios para nos dedicarmos unicamente ao ministério. Isto fazemos só quando chamados. O que tento dizer é que devemos adquirir conhecimento do plano de salvação, convencendo-nos de que é o único caminho para a paz e felicidade neste mundo, e para a vida eterna no mundo vindouro. Acima de tudo, devemos assumir o compromisso pleno de transmitirmos, por palavra e atos, nosso conhecimento e testemunho ao próximo, para que ele possa aceitar e regozijar-se no evangelho.
Pelo estudo das escrituras, podemos saber o que o Senhor tem revelado, por meio de seus profetas, a respeito do plano de salvação.
Ao orar com regularidade pela manhã e à noite, e seguirmos honestamente os ensinamentos do evangelho, gozaremos da sua paz e espírito. Buscando com sinceridade e determinação, conseguiremos obter e preservar, por intermédio do Espírito Santo, um testemunho da divina verdade contida neste plano.
Devemos estar tão convertidos dedicados a ele, a ponto de nossa vida inteira sofrer sua influência.
O certo e o errado de nossas decisões e atitudes devem ser mantidos consistentemente à sua luz. Se assim fosse, jamais cometeríamos erros em nossos julgamentos e ações, quando frente às nossas exasperantes questões e problemas de nossos dias.
Por exemplo, teríamos a visão correta sobre trabalho e diversão no dia do Senhor. Numa sociedade convertida ao plano de salvação, não haveria necessidade de leis proibindo o comércio e transações no domingo. Ninguém violaria o dia do Senhor, abrindo seu estabelecimento comercial ou fazendo compras. Não precisaria haver leis contra o aborto, tampouco haveria literatura pornográfica, filmes impróprios ou outros tipos de diversão degradante. Não existiria intolerância racial, nem problemas sociais.
Rogo que tomemos decisões à luz do plano de salvação e ajamos de acordo com elas influenciando assim, miríades de nossos semelhantes. Não há mais nada, debaixo dos céus, que seja tão importante para vós ou para mim.
É preciso estarmos comprometidos a viver de modo que nos beneficiemos deste sublime plano, o qual foi elaborado nos céus, desde o princípio, para a redenção do gênero humano, e sua salvação e exaltação na presença de Deus. Cada um de nós deve assumir esse compromisso e viver de acordo com ele.
Independentemente da natureza de nossas ocupações cotidianas, precisamos compreender o plano de salvação, guardar seu espírito, e cumprir nossa parte nele. Podemos da mesma forma influenciar positivamente aqueles a quem servimos e com quem convivemos, ajudando-os a encontrar a verdade.
Creio também que a melhor maneira de encetar o caminho e conservar-se nele é fazer como Jesus: Comprometer-se totalmente a fazer a vontade do Pai. Uma das coisas que ele fez foi familiarizar-se totalmente com a vontade declarada do Pai e, mais importante ainda, comungar com o Pai através da oração. Isto fez não só para conhecer a vontade do Pai, mas também a fim de conseguir forças para cumpri-la. Parece-nos que, durante seu ministério terreno, jamais tomou uma decisão importante ou enfrentou uma crise sem orar. Pelo que as escrituras registram de sua luta no Getsêmani, vemos que, embora nem sempre lhe fosse fácil ou agradável fazer a vontade do Pai, ele sempre a cumpria.
Nesta última dispensação, o Senhor tem ensinado a importância da total dedicação (ou compromisso) ao seu serviço e estrita obediência aos mandamentos, com a mesma ênfase com que o fez durante seu ministério terreno.
Seria bom que cada um de nós seguisse o modelo que Jesus nos deu pro preceito e exemplo: “Vinde a mim, Jesus falou, E seu exemplo nos deixou, Para podermos nos guiar, E seus passos caminhar”. (Hinos Nº 68)


(Élder Marion G. Ronmey, 1º Conselheiro na Primeira Presidência).
(Mensagem da Primeira Presidência, Liahona, Outubro de 1983).


Digitado e formatado na íntegra por Valdir S Malagueta

Sobre Muitas Coisas

Catedral

Por falar de amor
Por falar de paixão
Por falar de coisas do coração
Por falar de mim lembrei de você
Faz tempo que a gente não se vê
Por falar de vida
Falar de razão
Por falar de amizade
De emoçao
Por falar de esperança
Lembrei de você
Mas faz tempo que a gente não se vê
Ah! sobre muitas coisas
Eu quero te falar
Ah! sobre tudo em fim
Que lembre o nosso amor
Por falar de verdade
Real soluçao
Por falar de saída
De salvação
Falo com ternura
Pois tenho você
A verdade e a vida
Que a gente vê

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Fé do Elder Randall Ellsworth


Durante um terremoto, o edifício no qual estava Elder  Randall Ellsworth, missionário de tempo integral de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desmoronou sobre ele. Uma Autoridade Geral descreveu a experiência:
“(Ele ficou) preso aos escombros cerca de doze horas. Encontrava-se paralisado da cintura para baixo, sem as funções renais e sem esperança de que voltasse a andar. (…)
Foi levado de avião para (…) Maryland e (…) entrevistado no hospital por um repórter de televisão, que lhe disse: ‘Os médicos afirmam que você jamais vai andar novamente. O que acha, Élder Ellsworth?’ Ele respondeu: ‘Eu não apenas vou andar novamente, mas também recebi um chamado de um profeta para servir como missionário na Guatemala, e voltarei à Guatemala para completar essa missão.’(…)
Ele fez em dobro os exercícios prescritos pelos médicos. Exerceu sua fé. Recebeu uma bênção do sacerdócio, e sua recuperação foi milagrosa, surpreendendo os médicos e especialistas. Logo conseguiu ficar de pé. Depois, conseguiu andar com muletas, e os médicos disseram-lhe: ‘Você pode retornar ao campo missionário, se a Igreja permitir.’ Ele foi. Enviamo-lo à Guatemala. Ele retornou à terra para a qual havia sido chamado, ao povo que ele tanto amava.
Caminhando com uma bengala em cada mão, ele cumpria integralmente seu horário. Certo dia, (seu presidente de missão) olhou para ele e disse: ‘Élder Ellsworth, com a fé que possui, por que não joga fora essas bengalas e anda?’ E Élder Ellsworth respodeu: ‘Se você tem tanta fé em mim, (pegue as bengalas).’ O Élder Ellsworth jamais usou bengalas novamente.” (Thomas S. Monson, citado por Marion G. Romney, A Liahona, fevereiro de 1978, p. 57.)
O Élder Ellsworth não poderia depositar sua fé nos médicos ou mesmo na capacidade de seu próprio corpo de curar-se. Somente sua fé em Jesus Cristo poderia salvá-lo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

UM DOMINGO NO VIETNÃ




O seguinte relato foi escrito por Roger McLaughlin, membro d`A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e médico que serviu na Força Aérea dos Estados Unidos da América, na Guera do Vietnã. Roger e seu amigo Don, tinham saído para fazer algumas verificações, enquanto Tracy, outro de seus amigos, cuidava de seus afazeres, que consistian em ajudar a preparar os cadáveres dos soldados mortos para serem embarcados para os Estados Unidos.
“Entramos por aquela porta, numa enorme sala, onde Tracy estava trabalhando. Um forte odor de desinfetantes químicos empregnava o frescor do ambiente”.
“Tracy estava em pé, ao lado de um corpo quase, deitado em uma das mesas frias de metal. Havia mais oito corpos, em outras mesas semelhantes. Alguns deles ainda estavam vestidos com uniformes encharcados de lama e sangue. Outros estavam nus, com apenas uma toalha no corpo. À sala estava bem iluminada, e não dava impressão de estar-se num necrotério, exceto pela presença de corpos”.
“Tracy olhou para nós e sorriu: Ei rapazes, o que estão fazendo aqui?” Nós sorrimos também e lhes falamos a respeito das jaquetas que iríamos mandar fazer. Seu rosto iluminou-se e ele se nos certificou de que desejava uma também, mas que não poderia ir, até que terminasse de limpar os corpos...
“Eu e Don pegamos os desinfetantes, trapos e passamos a trabalhar com a vítima que se encontrava mais proxíma. Enquanto isso, conversamos a respeito da guerra em geral, e de como esses jovens haviam sido mortos.
“Primeiro, tiramos-lhes os uniformes, lavamos e esfregamos seus corpos com um desinfetantes verde e grosso, depois enxaguamos com água limpa e os enxugamos. Trabalhamos em três e conversando, não levou muito tempo para limparmos todos”.
“Depois, então, Tracy pegou os longos e pesados sacos pretos para colocar os corpos. Pusemos um saco ao lado de um cadáver, colocamo-lo dentro, juntamente com os pertences dos soldados. Deixamos os sacos abertos, uma vez que o sargento teria de inspecioná-los, terminar os papéis e fechar pessoalmente cada saco”.
“Quando estávamos quase para terminar, eu e Tracy começamos a limpar  as mesas e o chão, enquanto Don fazia uma inspeção final.
“Já estavamos para sair, quando Don perguntou: Ei, é verdade que certas funções do corpo de uma pessoa continuam a trabalhar, de alguma forma, mesmo depois de morta?” Olhei para ele e disse: Bem, ouvi dizer que os cabelos continuam crescendo durante algumas horas, mas na realidade, não é assim perceptível. A mente pode funcionar por alguns minutos, depois que o coração pára, mas acho que isso é tudo. Por que?
“Bem, o que você diz a respeito das grândulas lacrimais? Podem funcionar após a morte?
“Nunca ouvi falar de coisa semelhante, embora ache possível... Mas, por que todas essas perguntas?
“Bem, pensei que houvéssemos deixado um pouco de água nos olhos deste rapaz, ao enxuguá-lo, mas já enxaguei duas vezes, e a água continua escorrer. Acho que ele está chorando.”
“Eu e Tracy levantamos e dirigi-mos até o corpo. Ao olharmos o rosto do jovem que deveria ter dezoito anos de idade, e que fora atingido por uma granada, vimos uma única lágrima escorrer do canto do olho, até chegar à orelha.
“Esse homem está vivo, murmurei. A reação foi imediata, como se já houvéssemos feito aquilo uma centena de vezes. Don apanhou as chaves da ambulância e abriu a porta para nós, enquanto levávamos o corpo para fora. Colocamo-lo na padiola e, com Don dirigindo, encaminhamo-nos ao 71º  Hospital de Evacuação. A sirene tocava, anunciando nossa passagem.
“Enquanto a ambulância avançava aos solavancos, Tracy enxugou uma outra lágrima do rosto do rapaz. Olhei a chapa de identidade, para verificar o nome do jovem, pois queria dar-lhe uma benção. Notei, então, bem embaixo da chapa três pequenas letras: SUD. Coloquei as mãos sobre a sua cabeça e murmurei uma oração quase inaudível: Pela autoridade do Sacerdócio de Melquisedeque, que possuo, e pelo poder de Jesus Cristo, ordeno-lhe que permaneça vivo até que possamos conseguir os medicamentos necessários para salvar sua vida.
“Tracy, olhou para mim e enxugou uma lágrima de seus próprios olhos, esboçou um sorriso grato, e baixou a cabeça em oração silenciosa.
“A sirene e nós cruzamos a rua asfaltada, em direção as portas do Hospital. Os médicos do Exército ajudaram a retirar o Soldado da ambulância e levá-lo para a sala de emergência. Dois Outros médicos começaram a fazer perguntas e dissemo-lhes tudo que sabíamos. Depois, retiraram-se da entrada de emergência sem dizer uma palavra, e nós ficamos sentados do lado de fora, num banco de madeira, por mais de duas horas.
“Discutíamos ainda sobre se devíamos ou não sair, para ver o negócio das camisetas, quando um dos médicos apareceu, vindo em nossa direção. Ele parou e disse: “Alegro-me de que tenham esperado, foram as suas primeiras palavras, Quero-lhes relatar um milagre que acaba de acontecer. Aquele rapaz que está lá dentro, de acordo com todos os critérios médicos, deveria estar morto. Foi ferido em nove lugares. Já havia perdido tanto sangue, que não sangrava mais.
“O caração estava tão fraco que, não se podia ouvir nem uma batida ou sentir a sua pulsação. Estava tão fraco, que não se podia perceber que respirava. Achava-se legalmente morto, mas na realidade estava vivo.
“Estava tão fraco, que não podia mover-se ou falar, e por isso permaneceu naquela cama do necritério, e chorou. Ele teve muita sorte de vocês notarem suas lágrimas, pois do contrário teria morrido logo. Para dizer a verdade, deveria ter morrido, mesmo depois de vocês terem trazido aqui.
Embora-lhe tivéssimos dado mais de dois litros de sangue, e tratado suas feridas da melhor maneira possível. Ainda tinha forças para recuperar-se, mas finalmente conseguiu. “O médico fez uma pausa, e depois olhou bem para nós. Durante os quinze meses que tenho trabalhado aqui no Vietnã, nunca vi um milagre assim. Ao falar, olhava para o chão. “Querem saber de uma coisa? Aquele soldado jovem soldado olhou para mim, há alguns minutos, deu um sorriso muito fraco e disse: “Sacerdócio”. O que vocês acham que ele queria dizer com isso? E, sem esperar a resposta, o médico voltou-se e passou vagarosamente pelas portas abertas do Hospital.
“Agora que me encontro aqui, exposto ao sol, sei que um dia voltarei e explicarei tudo ao médico. Mas, no momento quero apenas descansar e desfrutar da alegria  haver participado de um milagre nos dias modernos”. (Roger McLaughlin, “Um Domingo no Vietnã”, A Liahona, agosto de 1971, p. 24.)
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