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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Motive-se

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Anotações para uma reedição da história universal da infâmia


PUBLICADO NA VEJA,  10 DE NOVEMBRO DE 2009

Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.
Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.
Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Imediatamente recusado, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.
Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi expulsa. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares do PT lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia numa das bandeiras da campanha presidencial.
Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo.Trecho: Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos. Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!
O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS? Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos. “Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha entoada há quase sete anos.
Faz sentido. Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos. É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.
Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse. O condutor do rebanho não tem semelhanças com o Lula do século passado, mas continua ouvindo o som dos balidos aprovadores. O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal. O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável. O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.
Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência. É inveja, Lula deu de gritar agora. O espelho reflete o contrário. Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.
Lula não esquece que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno. E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido.

Por Augusto Nunes

segunda-feira, 4 de junho de 2012

AS MARCAS DE UM HOMEM


Goiânia, 04 de Junho de 2012


         Ao embarcar em meu vôo de Miami para Salt Lake City, parei por um momento para recuperar o fôlego Na parte da frente do avião havia um animado jovem de provavelmente 19 anos, sentado junto aos seus pais. Seu cabelo era curto e suas roupas novas e bem feitas. Seu terno servia perfeitamente e seus sapatos pretos ainda mantinham aquele brilho de loja. Seu corpo em boa forma, seu rosto claro e suas mãos limpas. Em seus olhos eu pude perceber uma expressão nervosa, e seus movimentos era como os de ator em noite de estreia. Obviamente, ele estava voando para Utah, afim de tornar-se um missionário d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sorri ao passar por ele e senti orgulho por pertencer a essa mesma igreja, onde esse jovens rapazes e moças servem ao Salvador voluntariamente por dois anos. Com este sentimento especial, continuei me dirigindo para a parte de trás onde meu assento estava localizado. Ao tomar meu assento, olhei para o lado direito e para minha surpresa, vi outro missionário adormecido no assento ao lado da janela.
 Seu cabelo também estava curto, mas essa era a única semelhança entre os dois. Esse último estava obviamente voltando para casa e eu pude perceber de que tipo missionário ele havia sido. O fato dele já estar adormecido me disse tudo. Parecia que um grande suspiro emanava de seu corpo inteiro. Era como se esta a primeira vez que ele dormia. Ao olhar para seu rosto, pude ver um inchaço abaixo de seus olhos, os lábios ressequidos e o rosto bronzeado do sol escaldante da Florida. Seu terno estava roto e gasto.
Algumas costuras estavam se abrindo e eu notei que alguns pontos haviam sido mal costurados à mão. Vi a plaqueta torta e arranhada declarando o nome da Igreja que ele representava. A gravação estava quase apagada. Vi os joelhos de suas calças gastos, devido às muitas horas de humilde oração.
Uma lagrima veio a meus olhos ao notar as coisas que realmente me diziam o tipo de missionário que ele havia sido. Vi as marcas que fizeram desse garoto, um homem. Seus pés, os dois que o haviam levado de casa em casa, repousando agora ali cansados. Eles estavam cobertos por um par de sapatos gastos e furados. Muito dos rachos no sapato haviam sido engraxados vezes sem conta. Seus livros pousados em seu colo eram suas escrituras- a palavra de Deus. Uma vez novos esses livros que testificam de Jesus Cristo e sua missão estava agora, puídos pelo uso. Suas mãos grandes e fortes, mão que havia sido usadas para abençoar e ensinar, haviam sido usados perfeitamente usadas batendo nas portas. Essas eram de fato, as marcas de um homem, e ao olhar para ele, vi as marcas de um outro homem , o Salvador , quando Ele pendia na cruz pelo pecado do mundo. Seus pés agora, aqueles que haviam uma vez levado pela terra durante seu ministério, estavam agora pregados na cruz. Seu lado estava agora transpassado por uma lança. Suas mãos, as mãos que haviam sido usadas para ordenar seus servos e abençoar os doentes estavam também marcadas pelos cravos. Ao voltar minha mente para o missionário, todo meu corpo parecia expandir-se de alegria porque eu sabia, olhando para ele, que ele servia bem ao mestre. Minha alegria era tão grande, senti vontade de correr para frente do avião e pegar aquele missionário e levá-lo ali atrás para ver no que ele podia se tornar, o que ele poderia fazer. Mas, veria ele as coisas que eu vira? Poderia alguém enxergar as coisas que eu enxerguei? Ou, veria ele apenas a aparência externa daquele poderoso Élder cansado e esgotado? Quando aterrisamos, eu alcancei-o e dei uma batidinha para acordá-lo. Ao acordá-lo, Parecia que nova vida entrava em seu corpo.
 Toda sua constituição física parecia encher-se de energia ao por em pé. Quando ele virou seu rosto para mim, vi uma luz sobre sua face que eu não havia visto antes. Olhei em seus olhos. Aqueles olhos. Nunca esquecerei aqueles olhos. Eram olhos de um líder, seguidor, um servo - um profeta. Eles eram os olhos do Salvador. Nenhuma palavra foi necessária. Ao esvaziar-se o avião, afastei-me para o lado, a fim de deixá-lo ir primeiro. Observei que ele caminhava lento, mas firme, cansado, mas forte. Eu o segui e encontrei-me andando pelo caminho que ele andara. Quando atravessei as portas, vi este jovem nos braços de seus pais, e eu não pude me conter mais. Com lágrimas rolando por minha face, assistir aqueles amorosos pais, cuidar o filho que havia estado longe por curto tempo. E imaginei se nossos pais no céu nos saudarão da mesma forma maneira. Irão eles enlaçar seus abraços em volta de nós e nos fazer bem-vindos ao lar, na volta de nossa jornada na terra? Creio que Eles o farão. Eu só espero que possa estar suficientemente digno para receber tal honra. Tenho certeza de que aquele missionário estará. Fiz uma oração silenciosa, agradecendo ao senhor por missionários como aquele jovem. Acho que nunca me esqueci da alegria e felicidade que me trouxe aquele dia.
Autor Desconhecido.
Formatado por Valdir Malagueta