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domingo, 22 de março de 2015

Obrigada por acreditar em mim


Quando eu era assistente social numa clínica psiquiátrica de Nova York, pediram-me que visse Roz, uma moça de 20 anos que havia sido encaminhada por outra instituição. Foi uma transferência fora dos padrões normais, pois nenhuma informação sobre ela fora enviada antes de sua primeira entrevista. Disseram-me para “me virar” e descobrir quais eram os problemas dela e do que necessitava.
Sem um diagnóstico em que me basear, classifiquei Roz como uma jovem infeliz e incompreendida que não tinha sido ouvida na terapia anterior. A situação de sua família era desagradável. Eu não a via como uma pessoa perturbada, mas como uma pessoa solitária e incompreendida. Ela respondeu de maneira bastante positiva quando foi ouvida. Esforcei-me para que ela começasse uma vida que valesse a pena ser vivida – para que encontrasse um emprego e um bom lugar para viver e fizesse novas amizades. Nós nos demos bem e logo ela iniciou importantes mudanças em sua vida.
Os relatórios das instituições psiquiátricas anteriores chegaram um mês depois que havíamos começado a trabalhar juntas. Para minha completa surpresa, eles eram bastante volumosos e descreviam inúmeras internações psiquiátricas. O diagnóstico era “esquizofrenia paranóica”, com um comentário dizendo que era “um caso perdido”.
Essa não tinha sido de maneira alguma a minha experiência com Roz, portanto decidi esquecer essa papelada. Nunca a tratei como se fosse “um caso perdido”. (Questionar a validade de um diagnóstico foi uma lição para mim.) Descobri os horrores que ela havia passado naquelas internações, que havia sido drogada, isolada e molestada. Aprendi muito com ela sobre como sobreviver a circunstâncias tão traumáticas.
Primeiro Roz encontrou um emprego, depois um lugar para morar, longe da família problemática. Depois de vários meses, ela me apresentou ao seu futuro marido, um empresário bem-sucedido que a adorava.
Quando terminou a terapia, Roz presenteou-me com um marcador de livros de prata e um bilhete que dizia: “Obrigada por acreditar em mim.”
Trago sempre esse bilhete comigo e vou guardá-lo para o resto da vida, para que me lembre da opção que faço pelas pessoas, graças ao triunfo de uma mulher corajosa sobre um diagnóstico de “caso perdido”.
Judy Tatelbaum
Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Que Mantém Um Casal

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falavam contra o casamento. Os rapazes argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez, de se submeter à triste monotonia do casamento.
O mestre disse que lhes respeitava a opinião, mas lhe contou o seguinte:
Meus pais viveram 55 anos de casados. Uma manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o desjejum para meu pai, quando sofreu um infarto e caiu. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e, quase se arrastando, levou-a até a caminhonete. Sem respeitar o trânsito, dirigiu a toda velocidade até o hospital. Quando chegou, infelizmente, ela já havia falecido.
Durante o enterro, meu pai não falou, ficava olhando para o nada. Quase não chorou.
Meus irmãos e eu nos reunimos com ele. No ambiente de dor e nostalgia, recordamos momentos engraçados. De repente, ele pediu: "Levem-me ao cemitério."
"Mas pai, respondemos, são onze da noite! Não podemos ir ao cemitério agora!"
Aí, ele ergueu a voz e com o olhar vidrado disse: "Por favor, não discutam com um homem que acaba de perder aquela que foi sua esposa por 55 anos."
Houve um momento de respeitoso silêncio. Não discutimos mais. Fomos ao cemitério, pedimos permissão ao zelador, com uma lanterna encontramos a lápide. Meu pai a acariciou, chorou e disse aos filhos, comovidos:
"Foram 55 bons anos, sabem? Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não se tem ideia do que é compartilhar a vida com uma mulher assim. - Fez uma pausa e enxugou as lágrimas. - Ela e eu estivemos juntos naquela crise... Mudei de emprego, recompramos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos terminarem suas carreiras, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiram, oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, nos abraçamos em cada Natal, e perdoamos nossos erros... Filhos, agora ela se foi e estou contente, sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim, não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só, depois da minha partida. Serei eu quem vai passar por isso, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim...
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e agora ele nos consolava: "Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa, este foi um bom dia."
Naquela noite, entendi o que é o verdadeiro amor. Bastante além do romantismo, sem muito a ver com erotismo, mas bem se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas uma com a outra.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Esse tipo de amor era algo que não conheciam.

terça-feira, 10 de março de 2015

As Estrelas Ainda Estão Lá...

Conta-se uma história de dois viajantes que, em seus camelos, atravessavam as escaldantes areias de um deserto. Lentamente, avançavam pela árida extensão, seguindo as pegadas de uma caravana  que os antecedera. De repente, violenta tempestade de areia começou a varrer a inóspita amplidão.
O furioso e inclemente vendaval, quente e sufocante, soprava incontido, revolvendo em um turbilhão frenético a gigantesca massa de areia, a ponto dos desolados viajantes mal poderem avistar os camelos a seu lado.
Por fim, cessou a ventania, e tudo voltou à calma outra vez.
Ao contemplarem agora o cenário, o panorama havia mudado completamente. Cada monte de areia havia mudado de forma e lugar. Todo arbusto, que antes se via, agora estava desaparecido embaixo da desolada extensão de areia. As poucas e tênues pegadas pelas quais eles se orientavam tinham desaparecido totalmente.
Um deles, após procurar, em vão, qualquer indício ou sinal que os ajudasse na tomada do rumo, deixou cair os braços em gesto de completo desânimo e, angustiado, falou:
- Estamos perdidos, estamos completamente perdidos!
O outro nada tinha a dizer.
Naquela noite, entretanto, depois que o sol se pôs para o além do horizonte ocidental, levantou os olhos para o céu estrelado e disse esperançoso:
Não, não estamos perdidos. As estrelas ainda estão lá.
Autor desconhecido

sábado, 7 de março de 2015

DESCUBRA O QUE O FORMATO DA SUA MÃO DIZ SOBRE VOCÊ.


 


 
Você sabia que os traços do seu corpo dizem muito sobre você e sua personalidade? Descubra aqui o que suas mãos dizem sobre você. E ai tá curioso? então vennha conferir !

Mão elementar
Mão forte. Dedos carnudos e curtos. Não é muito flexível. Poucas linhas na palma
Geralmente são pessoas com necessidades básicas e paixões muito fortes, difíceis de serem controladas. Grande força de vontade para trabalhar. São intensos no amor e exigem dedicação
Mão quadrada
Como o próprio nome diz ela possui a base bem quadrada. sem curvas sutis. Dedos com tamanhos proporcionais.
São pessoas práticas e sérias. Costumam escolher profissões metódicas,mas também buscam desenvolver a criatividade. Valorizam a lealdade e têm dificuldade para verbalizar os seus sentimentos 
 
Mão pontuda
É bonita, fina e delicada. Provavelmente também apresenta a pele macia.
Donos de mãos pontudas vivem no mundo da lua. São imaginativos e idealistas. Extremamente tímidos, mas também românticos. Parceiras aceitativas fazem um contraponto necessário - o que tende a ser um pouco irritante para os dois lados.
Mão cônica
A base é redonda e os dedos são longos e arredondados também. A aparência geral é afilada. Esta mão pode ser comparada com um cone ou triângulo, ela vai afinando nos dedos.
São pessoas emotivas, sensíveis e inconformistas. Cultivam os seus próprios valores. Românticas, apaixonam-se muitas vezes ao longo da vida. Os donos de mãos são generosos e dão valor aos prazeres: boa comida, viagens e conforto.
Mão filosófica
Longa, ossuda e angular. É caracterizada pelas juntas salientes, nodosas.
São pessoas justas, profundas e que apreciam assuntos literários e exotéricos. Fogem do convívio social demasiado.
Os relacionamentos tem grande valor emocional e espiritual. Nada é superficial.
Mão espatulada
Geralmente a mão é grande e os dedos são largos, com as pontas ainda mais largas, como uma espátula mesmo.
Donos de mãos espatuladas geralmente são hiperativos, independentes e tem dificuldade para relaxar. A energia é muito forte, por isso preferem parceiras que topem participar de esportes radicais e apreciam o contato com a natureza.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia às perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta a que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando. Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você. Ela está em suas mãos.
Assim a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não. Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
Autor desconhecido