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domingo, 6 de novembro de 2016

Valorize seu Trabalho


O trabalho que cada pessoa executa é uma das fontes de motivação da empresa. Por isso, por mais simples que seja uma tarefa, devemos nos orgulhar dela. Quando Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos, a classe alta americana se chocou. Como poderia um proletário assumir a liderança do país? Um senador fez um comentário irônico:

- Vamos ver se o filho de um sapateiro tem condições de dirigir nosso país...

Ao que Lincoln respondeu:

- Que bom o senhor ter se lembrado de meu pai. Eu gostaria de ser um presidente tão bom quanto meu pai foi um bom sapateiro. Aliás, estou vendo que o senhor está usando um par de sapatos fabricado por ele. Aprendi a consertar sapatos com meu pai. Se algum dia os seus apresentarem algum problema, me procure que eu os consertarei.

Não importa o que esteja fazendo, sempre tenha orgulho disso e crie algo especial, porque é nos detalhes que você deixa a sua marca. E a qualidade só é percebida quando nos diferenciamos pelos pequenos detalhes. O reconhecimento de um trabalho bem feito aumenta a motivação. E é disto que as empresas mais precisam: de pessoas motivadas.

Autor desconhecido

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Como Chamar a Atenção Deles


Há muitos anos eu era diretora da Lansing -- Escola de Enfermagem, Educação e Saúde da faculdade de Bellarmine em Louisville, no Kentucky. A escola ficava no alto de uma colina e todos os outros prédios administrativos e acadêmicos ficavam em outra.
Um dia, no fim de janeiro, tivemos uma forte tempestade de gelo, seguida de neve. A equipe de manutenção da propriedade fez um trabalho de primeira ao limpar a parte principal do campus, mas se "esqueceu" da nossa colina e da Lansing. Quando cheguei ao escritório, tive de enfrentar duzentos estudantes furiosos, doze professores histéricos e quatro funcionários. Nem a área da faculdade nem o estacionamento haviam sido limpos.
Eu tinha dois desafios imediatos à minha frente: fazer com que a colina fosse limpa e diminuir o nível de stress de todos os envolvidos. Eu já tinha enfrentado situação semelhante dois meses antes: quando chamei o escritório da zeladoria, disseram-me que atenderiam à nossa solicitação quando pudessem.
Dessa vez, pedi à minha secretária um formulário de solicitação de compra e um de requisição de cheques. Em seguida, preenchi à máquina uma solicitação de compra na Suíça de um elevador mecânico de esquis. Eu não sabia quanto custava um pequeno elevador de esquis, então coloquei seiscentos mil dólares. Calculei que poderia arranjar alguma coisa com essa quantia. Depois requisitei sessenta mil dólares a título de depósito. Até hoje não tenho a mínima ideia do procedimento necessário para uma compra dessas, mas não importa -- era tudo invenção minha.
Tirei cópia dos formulários e afixei por toda escola. Em seguida, entreguei pessoalmente essas falsas requisições no escritório do vice-presidente executivo, pois ele era a autoridade máxima do departamento de serviços gerais. Informei sua secretária de que era muito importante e que precisava de uma resposta o mais breve possível.
Alguns minutos depois de ter voltado ao meu escritório, recebi um telefonema furioso.
-- Você ficou maluca? -- esbravejou o vice-presidente executivo. -- Não temos dinheiro para comprar isso! Quem a autorizou a comprar um elevador de esquis? 
-- O presidente -- respondi docilmente.
Disseram-me que ele bateu o telefone, precipitou-se corredor afora com a requisição na mão, irrompeu na sala do presidente e exigiu:
-- Você autorizou isso?
O presidente que me conhecia muito bem, leu calmamente a ordem de compra e disse:
-- Você não limpou a neve da entrada do prédio dela, limpou?
-- Por que ela simplesmente não disse isso? -- o vice-presidente gaguejou.
O presidente riu: -- Mas ela conseguiu chamar a sua atenção, não foi?
Dez minutos depois havia máquinas limpa-neve e caminhões de sal na nossa colina. Todos estavam nas janelas, rindo e aplaudindo.
Ann E. Weeks
Do livro:  Espírito de Cooperação no Trabalho

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Será que Realmente Sentem Inveja de Você?

Texto do  Escritor: Alexandre  Henry 


Que a inveja é uma porcaria, a gente já sabe. Tem muita gente que vive para querer o que a pessoa ao lado tem, seja o carro novo, o namorado mais rico, a roupa da nova coleção, o par de brincos que saiu na TV, enfim, para quem é invejoso não há limites para desejar as conquistas de quem está por perto. Isso é fato.

Mas, vamos refletir um pouco: será que realmente você é uma pessoa que provoca inveja em todos os que estão ao seu redor? Pergunto isso porque vira e mexe vejo adesivos em carros ou frases de efeito no Facebook desdenhando a cobiça alheia. Aliás, há uma clássica: “A força da sua inveja é a velocidade do meu sucesso”. O único problema é que nunca vi frase assim em uma Ferrari ou um Porshe, muito menos vi alguém podre de rico, muito famoso ou poderoso ficar no Facebook falando que a inveja dos outros é combustível para o sucesso dele.

Mas, em compensação, estou cansado de ver adesivos do gênero em carros caindo aos pedaços ou pessoas na lama gritando aos quatro ventos na internet que não adianta sentirem inveja, pois isso “não me derrubará”. Derrubar de onde, cara pálida? Do buraco? O que é que você tem assim de tão especial para provocar tamanha cobiça alheia, tamanho olho gordo? Ganhou na Mega Sena? É lindo feito uma estrela de Hollywood? Tem tanto dinheiro quanto o Eike Batista? É tão poderoso quanto um presidente de uma multinacional? Tem a fama de um jogador de futebol talentoso? Se não tem nada disso, então podem até sentir inveja de uma ou outra conquista sua, mas aquela inveja geral e completa, esteja certo que ninguém sente por você.

Então, vamos parar com essas frases de efeito porque elas só denunciam que você está em uma situação tão ruim que precisa ficar provocando os outros para ver se consegue um pouco de atenção. A verdade é que quem realmente é rico, lindo, famoso, poderoso ou querido por todos não tem tempo, necessidade ou interesse de se preocupar com a inveja alheia, muito menos de ficar colando adesivos no carro ou espalhando frases pela internet para desdenhar a cobiça do vizinho. Quem está bem na vida simplesmente vive e se esquece dos outros que podem ter qualquer sentimento negativo. Aliás, quem é realmente digno de inveja normalmente não chega a provocá-la nas outras pessoas, porque o sucesso de verdade causa muito mais admiração do que inveja.

Por isso, o melhor que você faz é se concentrar na sua própria vida, lutar para conseguir o que quer, ser uma pessoa do bem e espalhar sentimentos bons, pois assim, mesmo que você esteja repleto de conquistas capazes de despertar a inveja dos outros, sua energia positiva fará com que as piores pessoas queiram se aproximar de você por admiração, nunca por inveja.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. 

O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. 

Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. 

Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. 

Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. 

As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. 

Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. 

Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. 

De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. 

E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. 

Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato. 

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. 

Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. 

Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. 

Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. 

O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. 

Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. 

O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. 

Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. 

Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. 

Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. 


Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados pessoas. 

Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. 

Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. 

Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. 

Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. 

O mundo é um gigantesco parque, onde cada um tem uma tarefa específica,

Se alguém não executar o seu papel, muitos pereceram. 

Dependemos uns dos outros; Para viver, para trabalhar e para ser felizes! 


O zelador da fonte, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Colar de Pérolas

"Jenny tinha cinco anos e era possuidora de olhos vivos e brilhantes. Um dia ela foi ao supermercado com a mãe e na saída viu um colar de pérolas de plástico que custava $ 2.50. Ela queria muito ter aquele colar e quando perguntou à mãe se ela lhe compraria o presente, a resposta que ouviu foi a seguinte: "É um colar bonito, mas custa caro. Então vamos fazer um acordo, vou comprar o colar mas quando chegarmos em casa vamos fazer uma lista de pequenos trabalhos para você fazer como forma de pagamento, tá bom? E não se esqueça que sua avó vai te dar algum dinheiro no seu aniversário também. Combinado?"
Jenny concordou e ganhou o colar. Ela trabalhou muito bem como tinham combinado e ganhou mesmo um dinheirinho da avó, então logo o colar estava pago. Jenny adorava o colar de pérolas e usava-o constantemente. Ia na escola com ele, usava-o para sair com a mãe, etc. Só não tomava banho com ele porque a mãe tinha avisado que o pescoço dela poderia ficar manchado. O pai da Jenny era muito amoroso e toda noite ele a colocava na cama e lia a sua estória favorita.
Uma noite, quando acabou de ler a estória, ele perguntou a ela:
"Jenny, você me ama?"
"Claro que sim papai, você sabe que eu te amo", disse a menina.
"Então gostaria que você me desse o seu colar de pérolas."
"Ah papai, isso não. Não o meu colar!" disse ela. "Mas posso te dar a minha boneca favorita, a Rosie. Lembra dela? Aquela que você me deu de aniversário o ano passado.
E ainda posso te dar o jogo de chá dela também, tá bom?"
"Não querida, não precisa nada disso", disse o pai, dando-lhe um beijo de boa noite. "Durma bem".
Uma semana mais tarde, o pai acabou de ler a estória e fez a mesma pergunta: "Jenny você me ama?"
"Claro que sim papai, você sabe que eu te amo", disse a menina.
"Então quero que me dê as suas pérolas", disse o pai.
"Minhas pérolas não, papai. Mas posso te dar o meu cavalo de brinquedo, lembra dele? É o meu favorito, gosto de penteá-lo e fazer tranças em seu pelo macio. Quer ficar com ele?", disse a menina. "Não querida, não precisa nada disso", disse o pai, dando-lhe um beijo de boa noite.
"Deus te abençoe. Durma bem".
Vários dias mais tarde, quando o pai entrou no quarto dela para ler a estória, Jenny estava sentada na cama com os lábios trêmulos. "Aqui está o meu colar, papai", disse-lhe estendendo a mão e deixando-o escorregar para a mão do pai.
Com uma mão o pai segurou o colar de plástico e com a outra puxou uma caixa de veludo azul de dentro do bolso. Dentro da caixa estava um lindo colar de pérolas verdadeiras.
Ele tinha aquele colar todo o tempo e só estava esperando que a Jenny desistisse do colar falso e barato, para que pudesse lhe dar aquele que era real."
E você já desistiu de seu colar falso?

Autor: Desconhecido.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Dois Leões e uma Lição

Conta uma antiga lenda carioca que certa vez dois leões fugiram do Zoológico da Quinta da Boa Vista.
 

Um foi parar na floresta da Tijuca e comeu o pão que o diabo amassou, quer dizer, passou fome e foi literalmente comido por mosquitos e outras feras do tipo que só andam em grupos.

Esse foi capturado em poucos dias em estado de inanição. Após uma semana, sob cuidados de veterinário, retornou às ridículas funções de fera enjaulada.

O outro foi encontrado depois de uns três meses, gordo e bem disposto em um canto escuro da garagem de um ministério (o Rio de Janeiro ainda era a capital federal).

De volta à jaula, sua boa aparência espantou o colega de fuga que relatou o seu infortúnio e foi direto ao asunto:

-- Afinal onde você se escondeu e como arranjou comida esse tempo todo?

-- Bem, confessou o recém recapturado leão:

-- Eu me escondi na garagem de um ministério, e em cada dia devorava um funcionário.

-- E ninguém percebia? (Indagou o outro).

-- Não porque escolhi justamente um lugar onde os equipamentos, utensílios e ferramentas pareciam sugerir trabalho.

-- Sim, e então?

-- Logo que percebi que aquela gente não era muito chegada ao serviço, conseqüentemente aquele canto não seria nunca visitado.

-- Bom, o esconderijo está explicado, mas quem você escalava para comer e quando?

-- Nos primeiros dias, me alimentei sem critério, mais na base do abafa, para atender ao apetite. Porém, à medida que o tempo passava, o paladar ia apurando e o bucho dilatando: passei a selecionar melhor.

-- Como?...

-- Sem dúvida, os mais gordos tinham a preferência. Entretanto, o fator determinante mesmo era o horário: servidor que chegava muito cedo ou saía muito tarde era "balão apagado", ainda que estivesse em duplas.

-- Tudo ia extraordinariamente bem. Em cada dia eu garfava um, só um. Ás vezes, até capturava dois para não perder a viagem; não obstante, a ração era: um por dia.

-- Mas como te pegaram?

-- No dia (de azar e absolutamente infeliz!) em que devorei o cara que servia o cafezinho. Foi um reboliço completo: gente nervosa andando a esmo, chefes gritando com subalternos, funcionários correndo de andar em andar para sorver o matutino ópio, mulheres alvoroçadas em grande palavratório desconexo, e mais...

Sem muita alternativa, os responsáveis pela segurança decidiram evacuar o prédio.

Fui descoberto. Capturaram-me. Ah! Se, naquele dia fatídico, eu soubesse que aquela carne meio insossa era de um fazedor de café e que o seu sumiço seria notado, tinha escolhido outro elemento para matar a minha gulodice.

Moral da história: o indivíduo que faz o cafezinho é extremamente importante, o que trabalha muitas vezes não é notado!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

10 características do falso líder

A busca incessante por lideranças que façam a diferença para o negócio, só tende a aumentar. Mesmo as empresas que já contam com líderes capacitados, que levem suas equipes a terem um ótimo desempenho, continuarão na constante captação de novos talentos e investirão na formação dos líderes do futuro. Apesar dessa visível preocupação focada nas lideranças, há ainda quem detenha o "título" de líder, mas que na verdade, no dia a dia, não consegue nem dar um norte às próprias atividades quanto mais a uma equipe formada por pessoas com experiências e competências comportamentais completamente diferenciadas. Infelizmente, ainda, há pessoas que conseguem "driblar" a real visão de que pertencem ao grupo dos que apenas delegam ordens, mas que nunca conseguirão segurar o "leme" dos profissionais que estão sob suas responsabilidades. Abaixo, seguem algumas características dos falsos líderes.
1 - "Eu sei de tudo. Dou conta do meu departamento e não preciso de modismos". Um verdadeiro líder sabe que seu desenvolvimento precisa ser constante. E mais: o aprendizado não ocorre somente de maneira formal, através de treinamentos. O gestor precisa ser autodidata e reconhecer que sempre é possível aprender com aqueles que formam seu time.
2 - Se a empresa institui um Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o "pseudogestor" entra em pânico e é o primeiro a levantar a "bandeira da resistência". Tenta convencer os demais gestores de que essa ação, desenvolvida pelo "tal RH", é apenas para mostrar serviço e finca os "pés" na zona de conforto.
3 - Caso a área de Recursos Humanos procure o "falso líder" para dar respaldo às suas atividades ou, então, firmar parcerias que visem o bem-estar da equipe, torna-se visível a repulsa. Para ele, o RH nada tem a fazer em seu departamento e deve preocupar-se apenas com assuntos burocráticos. A "moda" de RH Estratégico é passageira e sua equipe não necessita de intrusos para atrapalhar.
4 - Quando uma atividade mais complexa precisa ser desenvolvida, o falso líder convocar um ou dois membros da sua equipe para realizar o trabalho. Determina prazos, mas não acompanha o processo. Ao final, cobra o conteúdo produzido, dirige-se à diretoria para cumprir das determinações e, em momento algum, cita que contou com a "ajuda" de terceiros. Os "louros" recaem sobre sua cabeça, o que garante a sua permanência no cargo de "liderança".
5 - Outra característica de quem se autointitula de líder, mas que na prática passam bem longe, é acreditar que todos que estão ao seu redor cobiçam sua colocação na empresa. Quando identifica alguém que pode destacar-se e chamar a atenção dos dirigentes, imediatamente providencia o desligamento do profissional porque se sente ameaçado.
6 - Para o falso líder, a comunicação interna é pura perda de tempo. E indaga: "Por que parar para conversar com a equipe, se as pessoas terão que parar suas atividades por uma hora ou até menos? Todos têm que continuar a todo o vapor em suas atribuições, afinal são pagos para trabalhar e não para conversar, mesmo que os assuntos estejam relacionados à superação de metas.
7 - E por falar em metas, quando o "falso líder" percebe que ficará seu setor ficará abaixo das expectativas da empresa, utiliza um estimulo motivacional, no mínimo, bizarro. Apela para gritos, ameaças de demissão e chega a cometer ações consideradas como assédio moral.
8 - A política de Portas Abertas para o "falso líder" só deve ser colocada em prática se a outra pessoa detém o título de liderança, é seu superior ou alguém que comparece à empresa para tratar de assuntos do seu próprio interesse
9 - Se uma equipe é o reflexo do seu gestor, aqueles que estão sob o julgo da "falsa liderança" apresentam sinais preocupantes para qualquer empresa como, por exemplo, desmotivação, situações de conflitos constantes entre os pares, presenteísmo, absenteísmo e baixo desempenho.
10 - Um péssimo hábito de um "falso líder" também se apresenta quando o processo de avaliação de desempenho chega às suas mãos, para que ele cumpra o papel de analisar a performance dos liderados. Ao invés de considerar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada pessoa que compõe o time, faz elogios apenas com quem esporadicamente simpatiza e deteriora a imagem dos demais colaboradores, mesmo que tenham uma atuação digna de elogios.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como nasce um hábito

Estudos realizados pelo cirurgião plástico americano Maxwell Maltz durante a década de 1960 revelaram que o cérebro de pessoas amputadas leva 21 dias para assimilar que seu corpo não possui mais o membro extirpado. É por isto que durante algum tempo elas continuam a cumprir alguns gestos corriqueiros, como estender a mão para tocar um objeto, mesmo não contando mais com esta parte do corpo.

Foi a partir daí que surgiu a chamada teoria ou princípio dos 21 dias na qual estudiosos defendem que se repetirmos um comportamento durante três semanas, ininterruptamente, ele acabará se tornando um hábito. Logo, a ideia básica é: quando precisar aderir a uma nova conduta, reproduza-a durante 21 dias a fim de que o seu cérebro desaprenda o antigo modus operandi e assimile o novo, concretizando o processo de mudança.

Mais recentemente, a psicóloga britânica Phillippa Lally conduziu um experimento na Universidade College, de Londres, na qual solicitou a 96 alunos que abraçassem um novo hábito diário - como comer uma fruta após o almoço ou praticar 15 minutos de exercícios físicos - e o repetissem durante doze semanas. Os resultados publicados na European Journal of Social Psychology revelam que a linha de automaticidade alcançou uma constante após 66 dias. Ou seja, após esse período as atividades que antes eram estranhas passaram a ser naturais para os voluntários.

Tais estudos provam o senso comum de que muitas pessoas não conseguem mudar hábitos simplesmente porque lhes falta tenacidade, desistindo antes que os resultados apareçam. É o caso de quem começa a frequentar uma academia e, diante dos precários resultados das primeiras semanas, acaba desistindo sem perceber que a mudança em seu corpo já estava em curso.

Portanto, a palavra-chave é consistência. Se você quer testemunhar transformações rápidas e fundamentadas apenas em euforia prepare-se para o fracasso, afinal a empolgação é um combustível de baixa octanagem e consumo rápido. As grandes mudanças que operamos na vida ocorrem sem alarde e são construídas por meio da melhoria contínua dia após dia.

Lembre-se das crianças de dez anos. Quando alguma delas começa a estudar um instrumento como o violão, mal consegue apoiá-lo em seus braços, no entanto seis meses depois já se sente confortável para tocar as primeiras canções e em dois anos algumas evoluem a olhos vistos. Enquanto isto, o adulto que iniciou as aulas ao lado dela desistiu após três meses e conserva o sentimento de "não nasci para isto", se estiver na média da população.

Quanto mais jovens somos mais nos abrimos às mudanças e quanto mais experientes nos tornamos mais nos prendemos à lei da inércia e às rotinas. É por isto que respeito quem decide operar transformações sensíveis em suas vidas mesmo quando tudo está caminhando bem. Ele sabe que até para permanecer no mesmo lugar, é necessário se pôr em movimento e desafiar as verdades que carrega dentro de si.

Da mesma forma que os animais são orientados pelos seus instintos, somos dirigidos pelos nossos hábitos. Isto explica a dificuldade para realizar até mesmo pequenas transformações, como utilizar o relógio no outro pulso. O problema é que algumas práticas que carregamos podem ser extremamente danosas à carreira, à vida conjugal e aos relacionamentos com os outros e conosco mesmos.

Como vimos, a resistência à mudança de hábito advém das crenças pessoais e êxitos ou fracassos passados, mas é possível facilitar as coisas com a repetição diária da conduta desejada e ao correlacioná-la a uma meta clara e significante. Algum tempo atrás um amigo largou o cigarro após tragá-lo durante três décadas e, segundo ele, uma frase do seu médico foi decisiva: "Ou você para de fumar agora ou morrerá em dois anos". Creio não haveria argumento mais sensível para quem tem filhos pequenos.

sábado, 1 de junho de 2013

Está remando ou torcendo para o barco afundar?

Ou será que é você quem tem feito furos neste  barco, chamado “empresa”?  Viu alguém fazendo furinhos e achou melhor não dizer nada, para não se comprometer – afinal, você não tem nada a ver com isso? Ou faz parte da maioria, que  está remando, remando,  mas sem saber pra onde?

Minha reflexão de hoje é :
Quais são as razões que levam algumas  pessoas a  furar o barco aonde estão,  a serem coniventes com quem fura ou a perceberem que o barco pode afundar, mas não acham que devem pegar o baldinho para tirar a água, que não  é com elas?
A letargia e a omissão são bons antônimos de engajamento. Se você vê o problema e não faz nada de objetivo para eliminá-lo ou minimizá-lo, você faz parte do problema.   E só reclamar não é exatamente “fazer alguma coisa”.
Estou terminando um curso chamado Grow to Greatness, com o excelente  professor Ed Harris, pela University of Virginia.   Este professor afirma que há alguns fatores que contribuem enormemente para que as pessoas se envolvam. Discuti com eles alguns dos que eu percebo na Companhia de Idiomas e chegamos a uma lista interessante.
Primeiro você precisa sentir que está aplicando seus talentos na sua função, área e empresa. Você está?  Ou será que seus talentos não foram escondidos por você mesmo, para ficar aí, em sua zona de conforto, fazendo o que sempre fez, exatamente como foi treinado?  Pense nisso, pois muitas vezes somos nós que evitamos os desafios por medo de não sermos “perfeitos” – e depois reclamamos que a empresa não nos dá uma chance.
O envolvimento também se dá quando você sente que está se preparando para algo maior que a sua função atual.  Quando você sabe que há mais desafios e posições a almejar em sua empresa, isso é altamente envolvente.  Mas não adianta querer colher sem plantar.  Como disse Jean Molière:  “é comprida a estrada que vai da intenção à execução”. Querer é fazer, então prepare-se hoje para aquilo que quer ser amanhã.
Também sabemos que o grau de envolvimento de um colaborador com sua empresa está diretamente relacionado à forma como ele é tratado por seus pares e líderes.   Se ele se sente importante para o negócio, ele age como dono.  Se ele é quase invisível, seu comprometimento é baixo.  E você?  Como trata seus pares, líderes e liderados? Lembre-se de que o descaso é o pior dos castigos. A indiferença (e não o ódio) é o oposto do amor.
Por outro lado, o  relacionamento,  clima organizacional e ambiente até podem ser “como uma família”.  Mas a busca por aperfeiçoamento, alta performance, qualidade e crescimento tem de ser contínua. O feedback tem de ser frequente e sem melindres – sem omissão, sem agressividade.  Eis um segredo do barco sem furos ou sabotadores:  todos estão cantando  e remando muito, na mesma direção, claro.
Este artigo não é para aquele tipo de profissional que quer apenas “estabilidade no emprego” (isso ainda existe?).  É para aqueles  que já entenderam que, para  se manterem no mercado de trabalho, terão de se envolver e se comprometer:  com seus sonhos,  com sua disciplina para fazer o que é necessário, com a empresa, com seus líderes e pares, com suas funções no dia a dia, com aquele lado de você que quer realizar.
Então hoje é dia de pensar se você, quase sempre,  adora estar no barco em que está, e se remar é prazeroso, mesmo que cansativo.  Se a resposta for “não” ou “quase nunca” , inicie agora seu plano de voo, porque você pode estar fazendo furinhos inconscientemente para este barco afundar.  A água entra e, pior, você está dentro.  Melhor ir remar em outro barco.
Sem envolvimento, sem paixão, sem busca constante por desenvolvimento pessoal e profissional, sem disciplina para o que se quer, a gente vai se tornando mediano, e aí o tempo e a rotina se encarregam de nos deixar medíocres.  É… ter sorte dá muito trabalho!

sábado, 25 de maio de 2013

Sinais que revelam se você está desmotivado no trabalho

Se pararmos por apenas cinco minutos para fazermos uma breve retrospectiva das pessoas que de alguma forma já participaram do nosso dia a dia de trabalho provavelmente será preciso muito mais do que duas palmas das mãos. No decorrer da nossa carreira, não importa a idade que tenhamos, vamos observar que encontramos pessoas que se destacaram dos times, enquanto que outras, apesar de terem as acesso às mesmas oportunidades dentro da empresa sempre apresentaram sinais de que a insatisfação é uma constante. Vários são os fatores que podem levar a pessoa a perder o estímulo de fazer parte de uma empresa. Contudo, é bom lembrarmos que isso não é saudável nem para a organização e tampouco para o próprio profissional que fica desmotivado, uma vez que ele também é diretamente prejudicado. Confira abaixo as características de um profissional desmotivado. E se você apresenta alguns desses sinais, fique atento para que com o passar dos anos sua carreira não seja considerada uma "perda de tempo".

1 - Quem está desmotivado com o trabalho, acorda todos os dias com a impressão de que "o hoje" sempre será uma verdadeira segunda-feira daquelas. Ou seja, o pior dia da semana é sempre aquele que abrir os olhos, lembra que precisa levantar e ir para o trabalho. Essa rotina torna-se um sacrifício cada vez mais pesado!

2 - Não existe coisa mais complicada para um profissional quando surge aquele questionamento: "O que eu estou fazendo aqui, nessa empresa?". Quem não encontra a resposta para essa pergunta e não compreende valor da sua presença para a vida da empresa, dificilmente se sentirá motivado para exercer suas atividades.

3 - Por mais que a empresa ofereça oportunidade de desenvolvimento, nada parece motivá-lo a participar e tudo é perda de tempo. Se essa é a impressão que você tem sobre as oportunidades de aprendizado que surgem no dia a dia, é um sinal de alerta de que algo está muito errado no campo profissional.

4 -
 Há ainda aquelas pessoas que procuram desfaçar a falta de motivação e quando surgem cursos, treinamentos ou ferramentas que possam enriquecê-las em conhecimento, argumentam que já sabem o suficiente para cumprirem com "louvor" as atividades ligadas às suas funções. Nenhuma aprendizagem fará o diferencial na sua trajetória profissional. Esse é um pensamento de alguém dominado pela desmotivação.

5 - 
Como o desmotivado é contagiado pelo desânimo, ele se torna um opositor a qualquer novo processo de mudança e faz questão de defender a "bandeira" - "Se tudo sempre foi feito assim, por que mudar? Vamos nos desgastar à toa!". Ele esquece de que tudo no universo se transforma e vivenciamos uma época de constantes inovações.

6 - 
Outra característica que pode sinalizar a falta de motivação de uma profissional é quando ele identifica apenas nas outras empresas o melhor local para se trabalhar, mesmo que ele não conheça a realidade vivenciada por outras profissionais. Costuma afirmar com veemência: "Qualquer lugar é melhor do que aqui!".

7 - 
O presenteísmo faz parte da sua rotina de alguém desmotivado. Ele pode estar presente fisicamente no ambiente de trabalho e ter à sua frente todos os recursos para exercer a sua atividade. Não faz mais do que o necessário, isso quando consegue. Tentar superar-se em algo é fato completamente descartado. Nunca questiona se através dos recursos oferecidos pela empresa ele pode ser um autodidata, se pode ir à busca do autoconhecimento.

8 - As pessoas desmotivadas contribuem para o aumentos dos índices de absenteísmo - uma grande preocupação de qualquer empresa, afinal o colaborador está ausente do ambiente de trabalho quando deveria estar exercendo suas atividades. A falta de motivação leva muitas pessoas a se ausentarem do trabalho por motivos justificados (problemas de saúde que surgem já a partir do fato deles conviverem em um local que provoca sensações negativas, por exemplo) ou simplesmente porque não ir trabalhar é a melhor alternativa para aquele dia que será moroso e penoso para o trabalhador.

9 - Quem está desmotivado com o trabalho não consegue esconder nem de si e nem dos outros que algo não está bem. Geralmente, as pessoas que apresentam sinais de desmotivação apresentam alteração no humor e em alguns casos, tornam-se propensos a criar conflitos e a se excluírem da equipe.

10 - Se todos esses fatores forem levados em consideração, outro indicador aparecerá no profissional desmotivado: a queda no desempenho. Quem não está feliz no trabalho não conseguirá atingir ou superar suas metas, pois cada dia vivenciado se tornará mais complicado, caso a pessoa não seja honesta consigo e tente sentar com o seu líder para encontrar a raiz do fator que o levou àquela realidade.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Qual é mesmo o significado do trabalho para você?

Por Jerônimo Mendes para o RH.com.br

Confesso! Essa pergunta ainda me incomoda. Trinta anos de mundo corporativo não são suficientes para aquietar uma alma em busca de significado. Há sempre aquele momento em que a plena consciência castiga a indecisão humana. Todos os dias, a vida exige uma definição.

Meus pais sempre foram ótimos empregados, cada um na sua área de atuação. No tempo devido, ambos aposentaram-se aparentemente felizes, carregados de sonhos e esperanças, aliviados por terem cumprido mais um ciclo.

O significado do trabalho para eles nunca teve uma conotação diferente de manter o emprego seguro, tranquilo e estável até o dia de se aposentar, na mesma empresa onde iniciaram suas modestas carreiras de mecânico e professora.

No início, a gente se imagina médico, advogado ou engenheiro de sucesso. O que você vai ser quando crescer? Há quarenta anos, tudo, menos um empreendedor de sucesso. As empresas daquela época não precisavam de concorrência. O que elas mais precisavam era de pessoas comprometidas e engajadas na sua causa, não na minha.

Aos 18 anos ninguém sabe o que quer. O mercado não valoriza mais o ensino médio. Em tempos de concorrência dura, ensino médio passou a ser o básico em qualquer profissão. O consumismo desenfreado de diplomas, em todos os níveis da educação, empurra-nos para vários caminhos e nem sempre é aquele que o coração escolhe.

Com o canudo na mão vem um novo dilema: era isso mesmo que eu queria? Onde estão aquelas centenas de empresas que receberam o meu currículo e ainda não se beneficiaram do meu inestimável talento? Minha vontade era empreender, mas, por alguma razão, fui convencido a procurar emprego, afinal, eu estudei tanto.

Talento todo mundo tem. Preparação nem todos. Oportunidade é algo bem mais complexo do que você imagina. Você tem todas as qualidades do empregado mais desejado na face da Terra, entretanto, as oportunidades abrem-se para todos os amigos, menos para você.
Em casa, a cobrança é grande. O pai acha que o filho é um folgado de marca maior. Mãe é mãe. Toda mãe vê no filho um talento pronto para acender a própria chama, mas o mundo é duro. Cria vergonha e procura um emprego qualquer, diz o pai. Por que você não estuda para concurso público, diz a mãe. A cabeça quer explodir.

Qual é mesmo o significado do trabalho para você? Mil coisas. Não há lógica por trás da ambição. Aos 18, pode-se fazer qualquer coisa que amenize a pressão dos pais e o anseio dos avós. Vale a pena perseguir o sonho? Sonho sem significado é uma ilusão. Mais dia, menos dia, ela se volta contra você.

Em qualquer lugar existe um componente chamado "pressão financeira". Todo sonho vai bem enquanto você não precisa se humilhar para sobreviver e manter as contas em dia. A parte boa de tudo isso é que a dor faz a gente remoer as ideias e sair da zona de conforto.

Podemos nos manter satisfeitos em qualquer profissão na medida em que nosso trabalho é construído sobre interesses econômicos, mas isso não garante a satisfação por completo. É como pilotar um carro alheio. Você gosta de dirigir, mas não foi você quem comprou.

Uma boa maneira de descobrir se você está no lugar certo passa por uma profunda autorreflexão. O que você faz e a empresa onde atua correspondem ao verdadeiro significado do trabalho?

O que você faz da vida? Trabalho na Apple. Note que a pergunta não é sobre onde você trabalha, porém a maioria entra no piloto automático e define a empresa em primeiro lugar. No mundo onde a ditadura do cargo impera, soa melhor encher a boca para dizer "eu trabalho na Apple" do que "sou o empresário que faz o melhor cachorro quente da cidade".

Você pode fazer do trabalho um emprego, em troca de um simples salário, com o mínimo de comprometimento e satisfação pessoal. Você pode utilizar o trabalho para impulsionar sua carreira, motivado por um forte desejo de sucesso, realização pessoal e status. Você pode também atender a um chamado e colocar a vocação - um talento natural - para defender uma causa e levar adiante aquela ideia capaz de promover o bem-estar das pessoas e mudar o ambiente ao seu redor.

Desejo muito, e ainda quero ter a oportunidade de dizer a você pessoalmente, não importa o seu momento atual: que o trabalho seja, acima de tudo, uma importante fonte de significado e propósito na sua vida.

Arranjar um emprego é fácil. Arranjar um trabalho que faça a vida valer a pena é um desafio que vai acompanha-lo até os últimos minutos, quando você não puder mais olhar para trás, a tempo de se arrepender por não ter feito um pouco mais do que poderia.
Pense nisso, seja um empreendedor de si mesmo e trabalhe feliz!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você é carismático?


O carisma é uma característica proveniente da condição de natureza de uma pessoa. É natural nesta pessoa a simpatia, a capacidade de fazer amigos, de se comunicar, de conquistar pessoas, afetos, negócios e de transmitir algo que muitas vezes não é palpável e nem visível, mas, que todos podem perceber, sentir e, muitas vezes, até mesmo ver.

É uma qualidade fortemente ligada à força e ao poder da presença da pessoa, contribuindo para torná-la inesquecível e encantadora. Uma pessoa centrada, presente na situação e nas relações faz com que estejamos atraídos por ela, o que desperta o nosso interesse mesmo antes de conhecê-la melhor.
“O carisma é, por definição, positivo. Na sua base implícita de ética e reciprocidade, o importante é inspirar os outros e construir um “nós” e, não, um “eu”, diferente da manipulação, em que as boas qualidades são utilizadas para conseguir uma vantagem pessoal”, explica Eduardo Shinyashiki, palestrante, consultor organizacional e escritor.
Geralmente são pessoas agradáveis e que todos gostam de “estar junto” a elas, possuem alto astral, autoimagem e autoestima muito positivas. Muitas vezes, desenvolvem trabalhos que beneficiam muitas pessoas, pois através do carisma, as pessoas carismáticas acabam por conquistarem condições e oportunidades que se abrem para elas, muitas vezes de forma mais “fácil” do que para outras.
“Desta forma, o carismático tem tendência para ser líder e estar a frente de trabalhos fortes e de amplitude maior (social, político, religioso e  econômico). O carismático possui um grande potencial dinâmico, é muito ativo e produz bastante”, enfatiza Ramy Arany, co-fundadora do Instituto KVT.
Toda pessoa carismática é profundamente sedutora e este é um de seus pontos fortes, entendendo que a sedução não é a amorosa ou sexual, mas sim de atrair e conquistar pessoas, coisas e situações.

Onde o carisma pode contribuir para o profissional?

O carismático sabe bem aproveitar as oportunidades e marcar sua presença. Por se destacar em meio a demais pessoas ele é geralmente um líder.  Com isso, a pessoa torna-se mais confiante, alegre, positiva, bem humorada e também mais assertiva, pois seu emocional é mais equilibrado em relação a ter menos dúvidas.
“A parte negativa é abusar da própria força carismática e direcioná-la somente para interesses pessoais. Usar da força de sedução para conquistar coisas, pessoas, situações que o beneficie bem como a seus interesses particulares. É importante que o carismático desenvolva uma consciência mais voltada para um benefício que abranja um maior número de pessoas. Penso que o ponto mais difícil e negativo é o uso indevido do poder carismático”, explica a especialista.

É possível desenvolver o carisma?

De acordo com Eduardo Shinyashiki, toda pessoas pode desenvolver o seu lado carismático, pois, é importante ressaltar que o carisma não é uma qualidade ou um dom que nasce com a pessoa. “Ele é uma característica que pode ser desenvolvida ao longo da vida. Também vale lembrar que elemento principal presente em quem tem carisma é a intenção verdadeira e honesta de inspirar, servir e se dedicar às pessoas, a um objetivo comum e ao interesse dos envolvidos. É a intenção autêntica de honrar e respeitar os outros que torna a pessoa magnética e carismática”, conta o consultor.
Para evitar desconfortos e ser mal interpretado quanto a habilidade carismática é necessário manter a própria intenção interna verdadeira e honesta. “O carisma não é sedução ou manipulação, mas é se dedicar às pessoas, se for uma pessoa de valores essenciais não acredito que terá algum problema de ser confundido em suas intenções, porém, há pessoas que, por escolha própria, exercem poderes que deixam dúvidas em relação aos seus propósitos. Penso que a consciência é a maior condição de autoproteção”, ressalta Ramy Arany.

Quais as principais características de uma pessoa carismática?

Existem quatro tipos de características que identificam uma pessoa carismática. São elas:
Capacidade de se comunicar, que significa saber ouvir com atenção os outros para poder transmitir uma visão, um sonho, uma missão e construir consenso;
Capacidade de se relacionar, ou seja, compreender as outras pessoas, suas vontades, opiniões, cultura, as motivações e se colocar no lugar do próximo para poder flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes e poder motivar o grupo e representá-lo nos seus valores como um de seus integrantes;
Capacidade de conhecer a si mesmo, saber direcionar os pensamentos em direção ao resultado, construir uma autoimagem positiva, em que a autoconfiança e a automotivação estejam presentes e fortaleçam a identidade;
Capacidade de realizar, que é saber colocar em prática e concretizar as palavras e intenções, com o objetivo de gerar resultados, satisfazendo as necessidades do grupo representa.


Fonte: Você é carismático? | Portal Carreira & Sucesso 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O tempo também tem pressa


Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.


"Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!". Essa seria uma frase citada durante um dos diálogos entre Alice e o Coelho - personagens do clássico mundial "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll -, encaixa-se muito bem ao dia a dia de milhões de pessoas, que nesse exato momento estão lendo esse texto e estão cronometrando o tempo que ainda têm para realizar suas atividades. Hoje, tornou-se comum encontrarmos pessoas que perderam o sumo de suas vidas, pois não conseguem administrar suas responsabilidades em relação às 24 horas que registram a passagem de um dia para o outro. Mas, por que o tempo tem sido uma preocupação constante de pessoas de todas as idades? Afinal, como alguns conseguem manter a agenda em dia, enquanto outros se desdobram e chegam à exaustão para cumprirem suas atividades e mesmo assim não sempre acumulam algo para o dia seguinte?
De acordo com Márcia Rizzi, consultora, coach e facilitadora de treinamentos comportamentais, confirma que a preocupação com o tempo tornou-se tanto uma necessidade quanto um vídeo da vida contemporânea, que exige cada vez mais agilidade dos indivíduos em tomar decisões. "Tempo bem administrado é aquele que nos leva aos resultados propostos, isso nos dá a sensação de realização. O oposto, por sua vez, faz com que nossos dias terminem com sensação de frustração", defende a consultora.
Em entrevista ao RH.com.br, além de ressaltar quais são os fatores que sabotam a administração do tempo, ela dá ótimas dicas para quem se encontra sufocado e sonha que o dia passe a ter 30 horas. Márcia Rizzi é uma das palestrantes do 7º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos) - evento promovido pelo RH.com.br, no período de 16 a 31 de maio próximo. Na oportunidade, ela irá ministrar a palestra em vídeo "Gestão eficaz do tempo - A arte de fazer acontecer". Boa leitura e que você consiga ter uma ótima convivência com o tic-tac do relógio!

RH.com.br - A preocupação com o tempo tornou-se uma necessidade extrema ou já pode ser considerada um vício para a época contemporânea?
Márcia Rizzi - Ambos, tanto necessidade quanto vício. Vejamos primeiro sob o aspecto necessidade. Antigamente o trabalho era obvio, os campos tinham que ser arados, as caixas embaladas, as vacas ordenhadas, assim era fácil reconhecer o trabalho a ser feito, pois ele era visível. Hoje, os limites cada vez mais diluídos de nossos projetos, já seriam suficientemente desafiadores para qualquer um. Junte-se a isso a natureza mutante de nossas funções, a competitividade e a necessidade de fazer mais com menos. Ou administramos bem o nosso tempo ou sucumbimos sob a pressão e o estresse. Sob o aspecto vício. Oi tudo bem? Na correria... Apareça lá em casa... Amigo, estou sem tempo pra nada... O relatório está pronto? Não deu tempo ainda, tenho muito para fazer e pouco tempo. Sentimos o tempo em função da nossa necessidade e contexto. Exemplo: quando viajamos despreocupadamente saboreamos cada minuto e ficamos com a sensação que os dias passam bem devagar. Já estando em plena atividade, os dias voam. Consideremos também que virou moda culpar o tempo por tudo que deixamos de realizar.

RH - O que podemos compreender por tempo "bem administrado"?
Márcia Rizzi - É aquele em que consideramos o planejamento, quando estabelecemos metas, a priorização considerando valores e resultados significativos, organização, disciplina e foco. Existe muito de comportamental, sendo que, alguns pequenos ajustes fazem a grande diferença. Tempo bem administrado é aquele que nos leva aos resultados propostos, isso nos dá a sensação de realização. O oposto, por sua vez, faz com que nossos dias terminem com sensação de frustração.

RH - Que fatores contribuem para que uma pessoa comprometa a administração do tempo?
Márcia Rizzi - Dentro das organizações podemos dizer que são os excessos. Excesso de tarefas, excesso de interrupções, excesso de informações, excesso de telefonemas. Lidar com isso tudo de forma consciente, com estratégia, tendo metas muito claras e mantendo o foco nestas diminui tal comprometimento. Some-se a isso tudo os sabotadores do tempo, entre eles, a comunicação que quando falha gera conflitos, confrontos e retrabalho, dificuldade para dizer não e perfeccionismo dentre tantos outros. Podemos considerar também o descompasso entre atividades e recursos para executá-las, dentre eles o recurso tempo, ou seja, entupir a agenda com compromissos.

RH - Em sua opinião, a expectativa é que o tempo torne-se ainda mais complicado de ser administrado?
Márcia Rizzi - Sim, dentre outros fatores porque não somos preparados para administrar nosso tempo. Aliás, o ideal seria que nossos filhos aprendessem, ainda na escola, a lidar com estabelecimento de prioridades, tomada de decisão, delegação, interrupções, foco nos resultados, administração do fluxo de trabalho. Nossos treinamentos estão com turmas sempre cheias, a procura é grande em parte por não aprendermos desde a mais tenra idade, bem como, porque o esperado de cada um de nós é sempre mais e mais. Cabe a nós estabelecermos limites.

RH - A tecnologia tem contribuído ou confundido as pessoas, quando a questão é administrar bem o tempo?
Márcia Rizzi - Confunde os que não a utilizam com técnica, ou seja, esses brinquedinhos maravilhosos são idealizados para nos tornar mais produtivos, se bem utilizados. Quer um exemplo clássico, o e-mail, se aberto em alguns horários do dia, mas o que encontramos são pessoas trabalhando com o e-mail aberto o tempo todo. Cada nova mensagem detrai, tira do foco.

RH - Atualmente, observamos pessoas de várias faixas etárias citarem a mesma frase "Não tenho mais tempo para fazer o que preciso". Isso se tornou um rótulo para quem não sabe lidar com os "ponteiros do relógio"?
Márcia Rizzi - Virou a resposta da moda, não tenho tempo... Muitos dos que frequentam nossos cursos acham que têm coisas demais para administrar e que o tempo é insuficiente para dar conta de tudo. Atendo executivos como coach, percebo que eles sabem, e nós também, que no final do dia sobram telefonemas sem retorno, tarefas a serem delegadas, questões não processadas de reuniões e conversas, responsabilidades pessoais pendentes e e-mails aguardando por solução. Mais do que ferramentas comprovadamente eficazes e ambientes de trabalho que protejam pessoas tão ocupadas de sucumbir devido ao estresse, necessitamos, com urgência, de maior consciência para nos protegermos. Negociar melhor os prazos. Questionar a prioridade das tarefas, bem como a quantidade de tarefas, cumprir a jornada de trabalho, da melhor forma possível, garantindo entregas e produtividade, fazendo da hora extra uma exceção e não a regra.

RH - Em que momento o tempo passa a ser um fator preocupante, seja no campo pessoal ou profissional?
Márcia Rizzi - Quando o desequilíbrio compromete nossas relações e nossas metas. Conscientes do desequilíbrio entre vida pessoal e profissional e do alto preço que estamos sujeitos a pagar devemos agir de imediato, senão a bola de neve poderá nos engolir.

RH - Quando o indivíduo constata que perdeu o controle e não é mais possível administrar sua própria "agenda", qual o primeiro passo a ser adotado para que isso não vire uma bola de neve?
Márcia Rizzi - Parar, avaliar e decidir fazer diferente. E que seja o quanto antes... O poder está na ação, a simples decisão não leva a mudanças, agir é o verbo que leva ao sucesso.

RH - Comentamos, antes desta entrevista, que sua abordagem sobre administração do tempo adota uma perspectiva diferente. Poderia falar mais sobre isso?
Márcia Rizzi - Abordar o tema Gestão do Tempo pode ter foco em planilhas e programas de computador, como pode ter foco em nosso comportamento. Optamos pelo segundo caso. Como nossos hábitos, quando sujeitos a pequenas mudanças, podem nos tornar mais produtivos. Enfatizo, tem mais a ver com nossas posturas ao longo do dia a dia do que propriamente com ferramentas e estratégias inovadoras. É trabalhar o nível de consciência tanto em relação ao que fazemos com nosso tempo hoje, o que é importante para minha vida, como atingir, quanto ao que é necessário mudar.

RH - O que a fez a tomar essa nova linha de trabalho foram suas percepções como consultora?
Márcia Rizzi - Na consultoria, e também no coaching, conversando muito, percebemos que, de modo geral, melhoramos nossa qualidade de vida, mas ao mesmo tempo vem aumentando os níveis de estresse ao assumirmos mais tarefas do que os recursos disponíveis. Conscientização, repito, é a chave, junto de estabelecer limites e ação.