Google+ Badge

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Como Chamar a Atenção Deles


Há muitos anos eu era diretora da Lansing -- Escola de Enfermagem, Educação e Saúde da faculdade de Bellarmine em Louisville, no Kentucky. A escola ficava no alto de uma colina e todos os outros prédios administrativos e acadêmicos ficavam em outra.
Um dia, no fim de janeiro, tivemos uma forte tempestade de gelo, seguida de neve. A equipe de manutenção da propriedade fez um trabalho de primeira ao limpar a parte principal do campus, mas se "esqueceu" da nossa colina e da Lansing. Quando cheguei ao escritório, tive de enfrentar duzentos estudantes furiosos, doze professores histéricos e quatro funcionários. Nem a área da faculdade nem o estacionamento haviam sido limpos.
Eu tinha dois desafios imediatos à minha frente: fazer com que a colina fosse limpa e diminuir o nível de stress de todos os envolvidos. Eu já tinha enfrentado situação semelhante dois meses antes: quando chamei o escritório da zeladoria, disseram-me que atenderiam à nossa solicitação quando pudessem.
Dessa vez, pedi à minha secretária um formulário de solicitação de compra e um de requisição de cheques. Em seguida, preenchi à máquina uma solicitação de compra na Suíça de um elevador mecânico de esquis. Eu não sabia quanto custava um pequeno elevador de esquis, então coloquei seiscentos mil dólares. Calculei que poderia arranjar alguma coisa com essa quantia. Depois requisitei sessenta mil dólares a título de depósito. Até hoje não tenho a mínima ideia do procedimento necessário para uma compra dessas, mas não importa -- era tudo invenção minha.
Tirei cópia dos formulários e afixei por toda escola. Em seguida, entreguei pessoalmente essas falsas requisições no escritório do vice-presidente executivo, pois ele era a autoridade máxima do departamento de serviços gerais. Informei sua secretária de que era muito importante e que precisava de uma resposta o mais breve possível.
Alguns minutos depois de ter voltado ao meu escritório, recebi um telefonema furioso.
-- Você ficou maluca? -- esbravejou o vice-presidente executivo. -- Não temos dinheiro para comprar isso! Quem a autorizou a comprar um elevador de esquis? 
-- O presidente -- respondi docilmente.
Disseram-me que ele bateu o telefone, precipitou-se corredor afora com a requisição na mão, irrompeu na sala do presidente e exigiu:
-- Você autorizou isso?
O presidente que me conhecia muito bem, leu calmamente a ordem de compra e disse:
-- Você não limpou a neve da entrada do prédio dela, limpou?
-- Por que ela simplesmente não disse isso? -- o vice-presidente gaguejou.
O presidente riu: -- Mas ela conseguiu chamar a sua atenção, não foi?
Dez minutos depois havia máquinas limpa-neve e caminhões de sal na nossa colina. Todos estavam nas janelas, rindo e aplaudindo.
Ann E. Weeks
Do livro:  Espírito de Cooperação no Trabalho

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

11 Lições para Empreender do Brasileiro que Vendeu sua Empresa por R$ 1 Bi


Você lembra o que estava fazendo aos 23 anos? O Flávio Augusto lembra e bem. Ele estava abrindo o seu primeiro negócio, a escola de inglês Wise Up que, dois anos depois, já faturava mais de 500 mil reais por mês.
Aos 30, Flávio Augusto já estava na frente de uma das redes de franquias mais bem sucedidas do país, com mais de 500 unidades espalhadas pelo Brasil, Estados Unidos, Argentina, México, China e Colômbia.
Em 2013, Flávio vendeu a Wise Up por quase 1 bilhão de reais e ainda se tornou um dos maiores acionistas da Abril Educação.
Um dos empresários mais admirados no país tem várias dicas valiosas para quem está começando a empreender e nós separamos 11 delas.

1.    "Mais vale surfar uma onda do que criar o mar."

Flávio usou essa expressão para explicar porque desistiu de abrir uma escola de espanhol para americanos. Aprender a língua simplesmente não era uma prioridade para quem vive nos Estados Unidos e já tem outros hábitos. Métodos que aqui funcionam bem, como os cursos noturnos de línguas para adultos ou as aulas de idiomas para crianças em idade escolar, por lá não fazem muito sentido. Ou seja, para fazer esse modelo dar certo, Flávio teria que mudar os valores e os costumes do povo americanos. Criar um verdadeiro mar. O que ele fez? Surfou na oportunidade do futebol e comprou o Orlando City Soccer Club.

2.    "Uma ideia sem a execução é como um baú cheio de diamantes no fundo do oceano."

Seu projeto pode ser lindo, promissor e inovador. Só tem um pequeno detalhe: ele só existe na sua cabeça. E, por lá, eles não resolvem nada no mundo real e nem te dão dinheiro. Em outras palavras, planeje-se e faça acontecer!

3.    “Fico feliz quando tenho uma ideia e alguém me mostra que ela é um lixo, eu penso ‘já pensou se eu tivesse investido naquele lixo?’”

Se você é daqueles que perde a cabeça quando criticam suas ideias, é hora de parar com isso. Muitas vezes, quando estamos muito empolgados com um projeto, deixamos de ver pontos negativos que podem ser determinantes para o nosso sucesso ou fracasso. E como fracasso implica dinheiro investido, é bom ter um time confiável de conselheiros e ter cabeça para ouvir - mesmo quando o que disserem não for muito agradável.

4.    “Na crise você tem duas opções: ou você vai se sentir vítima porque as vendas vão cair ou vai mudar de plano para vender mais.”

Se você nunca passou por uma crise econômica como empreendedor, prepare-se. Empresas que desejam viver muito certamente vão passar por crises que, de tempos em tempos, afetam o país. Não importa quão bem estruturado seja seu plano de atuação, não tenha medo de mexer nele. E mude radicalmente se for preciso. O importante é não deixar o seu negócio morrer. Flávio avisa: “Quem não se adapta entre em extinção!”

5.    “Às vezes é necessário dar uma passo para trás para dar dois para frente. Diminuir o tamanho da sua empresa durante uma crise não é derrota, é ajuste.”

O ideal é que o mercado esteja sempre promissor para o crescimento, mas e quando ele não estiver? Existem situações em que o empreendedor vai ter que realmente se segurar para não fechar as portas e nesse momento é importante estudar qualquer estratégia que vá manter sua loja funcionando, mesmo que seja necessário reduzir a folha de pagamento e a infraestrutura para passar por uma crise.

6.    “Muitos empreendedores assaltam a própria empresa, matam a sua galinha dos ovos de ouro.”

Já ouviu falar em ‘dono pobre, empresa rica’? No varejo essa é uma fórmula que deve ser seguida durante a consolidação de uma loja. “Com o tempo essa equação vira ‘empresa rica, dono rico’”, afirma Flávio. Porém não são poucos os líderes que acabam se deslumbrando com o faturamento e, ao invés de reinvestirem no negócio e fazê-lo crescer, mantém a loja funcionando de qualquer jeito e usam o dinheiro que entra para gastar sem limites. Isso pode dar um carro importado para o dono, mas se a empresa ficar pobre, o dono vai ficar pobre também já já.

7.    “Sem plantio não tem colheita.”

Flávio diz essa frase lembrando de todos os finais de semana que trabalhou pelo crescimento da Wise Up. Esse trabalho deu ótimos frutos, já que hoje ele pode tirar férias com tranquilidade. “Ás vezes você perde um fim de semana na praia no início da carreira, mas com o tempo vai poder ir a praias no mundo todo!”, ele diz. Parece um bom negócio, não?

8.    “Se estou atuando em uma área onde várias pessoas estão dando certo e só eu não estou tendo resultado, o problema sou eu. Nesse caso vou perseverar, vou me qualificar, vou tentar outras estratégias. Quando o terreno não é fértil e nenhuma empresa progride na área, não adianta. É querer plantar no concreto. Nesse caso eu estou sendo apenas teimoso.”

Essa é a explicação do empresário para diferenciar o teimoso do perseverante. Saiba analisar o mercado e os seus concorrentes e não tenha medo de desistir se perceber que está “plantando no concreto”. Abortar uma ideia pode ser o ponto de partida para descobrir outra melhor ainda.

9.    “Sócio que não trabalha é pior que juros de banco.”

Ou ‘sócio que não trabalha dá trabalho’. Ou em um ditado mais antigo ainda: "melhor só do que mal acompanhado". A ideia é bem válida para o mundo dos negócios, segundo o Flávio. O mau sócio faz você gastar tempo, dinheiro e até atrasa o crescimento da empresa. Por isso escolha bem com quem você vai se aliar e fique atento para perceber o momento certo para pular fora de uma sociedade que não está dando mais certo.

10.    “O investidor não investe em ideias, investe em pessoas que possam executar essas ideias.”

Talvez você tenha o melhor projeto do mundo, mas se não souber apresentá-lo de forma convincente e segura suas chances de conquistar o investimento caem bastante. Uma boa dica do Flávio é conhecer um pouco sobre a pessoa para quem você vai apresentar sua ideia. Descobrindo os hobbies, interesses e modo de vida do investidor, você tem mais chances de encontrar um caminho que leve ao sucesso.

11.    “Infelizmente as pessoas ainda acham que vender a empresa é sinal de fracasso. Se você vai vender, deve fazê-lo quando ela está em alta!”

Flávio lembra que quando vendeu a Wise Up muitas pessoas perguntaram se estava acontecendo algo ruim na vida dele ou se ele estava desistindo de empreender por algum motivo. Esse tipo de pensamento ainda é bem comum no Brasil, mas o empreendedor precisa ver além. Afinal, qual a hora de vender? Quando a empresa está valendo muito, e você vai fazer um excelente negócio ou quando ela estiver desvalorizada?
Os consultores do Impulso Digital tem mais dicas para transformar sua empresa em um sucesso de vendas. Acesso oacervo do projeto e confira.

domingo, 10 de janeiro de 2016

O Monge e o Anjo da Morte


Um monge foi visitado pelo anjo da morte; tinha chegado sua hora. Mas ele argumentou com o anjo: Tem que ser agora? Estou cuidando da horta da comunidade. Se eu for embora agora, o que os irmãos vão comer? O anjo resolveu deixar a missão para outra hora... Dias depois, voltou e o monge estava cuidando das crianças da comunidade. De novo, houve uma negociação e o anjo adiou a morte para outro momento. Voltou, uma terceira vez um mês depois e encontrou o monge, tratando carinhosamente de um doente grave. Dessa vez, nem se falaram: o monge só fez um gesto, mostrando a situação... e o anjo foi embora.
Anos se passaram, o monge continuou seus trabalhos, foi ficando velho fraco e desejou morrer. Um dia o anjo apareceu e ele se alegrou.
Disse: que alívio! Pensei que estava zangado com meus pedidos de adiamento e não me levaria mais para a vida eterna junto de Deus.
O anjo sorriu e respondeu: Eu só vou completar o final do caminho. Você já estava entrando na vida eterna quando servia seus irmãos.
Autor desconhecido