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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Teus Amigos Apoiam-te

Élder Ronald A. Rasband
Da Presidência dos Setenta 
Serão do SEI para Jovens Adultos • 1º de março de 2010 • Universidade Brigham Young
Meus queridos jovens amigos, é um privilégio e uma honra poder falar a vocês neste serão do SEI. Sinto-me grato por estar no Marriott Center no campus da Universidade Brigham Young e por falar aos que se reuniram em todo o mundo e em muitas circunstâncias e idiomas diferentes. Obrigado pela visita. Vocês honram o Senhor Jesus Cristo ao porem de lado outros assuntos pessoais para reunirem-se neste momento. Sou grato por estar aqui com minha esposa, Melanie, e vários familiares e amigos queridos.
Oro para que eu seja guiado pelo Espírito Santo e que vocês sintam no coração que minhas palavras são relevantes aos problemas que vocês enfrentam neste período de sua vida.

A Importância de Ter Amigos Retos

Há muitos anos, em março de 1839, o Profeta Joseph Smith, com vários de seus companheiros, havia sido aprisionado injustamente durante meses na Cadeia de Liberty. Muitos escritores da História da Igreja têm dito que essa experiência foi com certeza um dos períodos mais difíceis e sombrios em toda a vida do Profeta Joseph Smith. Suas palavras “O Deus, onde estas? (D&C 121:1) — conforme registrado na Seção 121 de Doutrina e Convênios — fala de uma solidão desesperadora no mais desolado dos lugares.
O Senhor não apareceu ou enviou um anjo; não feriu os guardas ou escancarou as portas da cela úmida e suja. Visto de modo simples, Ele não mudou as circunstâncias, mas consolou e tranquilizou Joseph como ninguém mais poderia ter consolado: “Meu filho, paz seja com tua alma; tua adversidade e tuas aflições não durarão mais que um momento” (D&C 121:7). Foi como se o Senhor colocasse seu braço no ombro de Joseph ao dizer “meu filho”. Essas foram palavras preciosas e carinhosas. E depois Ele definiu a duração das adversidades de Joseph: “não (…) mais que um momento”. Que lição para todos nós nos lembrarmos. Nossas adversidades serão breves — em termos eternos — e o Senhor estará bem ali.
Depois o Senhor disse: “Teus amigos apoiam-te e tornarão a saudar-te com coração caloroso e com mãos amistosas” (D&C 121:9).
Lá estava Joseph trancado na cadeia pelos mais traiçoeiros dos homens, alguns dos quais haviam sido amigos próximos. Mas o Senhor foi claro ao afirmar: “teus amigos apoiam-te”. Que declaração consoladora para o Profeta Joseph Smith; e também para nós. Pensem por um minuto no significado de ter alguém pronto para nos apoiar, alguém em quem podemos confiar como nosso amigo nos dias de felicidade ou de dor, alguém que nos dá valor e nos apoia, mesmo quando estamos distantes.
Nosso amigo mais querido é o próprio Jesus Cristo. Existe garantia maior que esta: “Estarei a vossa direita e a vossa esquerda e meu Espírito estará em vosso coração e meus anjos ao vosso redor para vos suster” (D&C 84:88). Muito frequentemente esses “anjos ao (…) redor” são nossos amigos.
Minha mensagem esta noite está centrada na importância dos amigos justos na vida de cada um de nós. Em minha juventude, um patriarca inspirado pôs as mãos sobre minha cabeça e, por revelação, abriu-me o entendimento para meu potencial — quem eu realmente sou, e deu orientação para minha vida, assim como um patriarca fez com a maioria de vocês. Foi-me dito que eu sempre teria amigos e companheiros; que a amizade deles seria uma bênção especial para mim, tanto temporal quanto espiritualmente. Foi-me aconselhado escolher como meus amigos mais próximos os que fossem retos e tivessem o desejo de guardar os mandamentos de Deus.
Essa parte de minha bênção patriarcal e esse versículo da Seção 121 têm sido como um manto consolador protegendo-me por toda a vida. Algumas vezes — principalmente quando estava longe de casa — tais palavras deram-me paz e força; meus amigos apoiavam-me, apesar de estarmos a quilômetros de distância. E nesses momentos aprendi uma das lições mais importantes da vida; que não importava quanto tempo estivesse fora, ou distante, sempre que meus amigos e eu nos encontramos novamente, é como se nada tivesse mudado. Recomeçávamos a vida exatamente de onde havíamos parado, como se o tempo não tivesse passado.
Por que estou enfatizando isso? Porque no mundo de hoje, muitos estão dispostos a trocar essas amizades por personagens de vídeo caracteres e mensagens rápidas de texto. Gastam o tempo identificando-se com personalidades da televisão, que, para eles, são apenas rostos em uma tela. Preferem apenas atividades em grupo em vez de se comprometerem em um relacionamento significativo que pode levá-los ao selamento no templo para a eternidade. Pensem nisso.  Amizades verdadeiras têm como base o amor de Deus e o compartilhar desse amor com os outros. Essa foi uma das mensagens na Cadeia de Liberty.
Desde o início de minha vida, quando crescia na Estaca Cottonwood, no Vale do Lago Salgado, os amigos têm sido uma bênção especial para mim. Meus amigos mais próximos da juventude são meus amigos até hoje. Alguns estão aqui esta noite. Sempre foi assim; sempre apoiamos uns aos outros. E sou grato por ter feito novos amigos que também têm sido uma força e uma bênção para mim.
Quando penso em amizade, penso no exemplo do Presidente Thomas S. Monson. Considerem este ensinamento de nosso amado Profeta. Ele disse:
“Os amigos ajudam a determinar nosso futuro. Temos a tendência de sermos como eles e de sermos encontrados aonde eles decidem ir. Lembrem-se, o caminho que seguimos nesta vida leva ao caminho que seguiremos na próxima.
Uma pesquisa realizada em algumas alas e estacas selecionadas da Igreja mostrou-nos um fato muito significativo: as pessoas cujos amigos casaram-se no templo geralmente também se casaram no templo, enquanto que as pessoas cujos amigos não se casaram no templo também não se casaram no templo. O mesmo também se aplica aos missionários de tempo integral. A influência dos amigos parece ser um fator altamente dominante, até mesmo igual ao estímulo dos pais, às instruções de sala de aula ou a proximidade a um templo.
Os amigos que vocês escolhem os ajudam a progredir ou obstruem seu sucesso”.1 Essas são palavras a se ponderar.
Quem não escolheria o Presidente Monson como amigo? Ele doa seus trenzinhos no Natal; ele doa as roupas que veste e os sapatos dos pés para pessoas que não os têm; doa horas incontáveis a pessoas esquecidas em asilos ou lutando pela vida em hospitais; e compartilha sua alegria pela vida conosco quando mexe as orelhas. Como não gostar dele? Quando perguntaram a um grupo de missionários que identificasse o maior atributo do Presidente Monson, quase todos escolheram seu amor pelas pessoas. Um deles até sugeriu que gostaria de ser vizinho do profeta, pois sabia que se tornariam bons amigos.
Descobri que os conselhos das Autoridades Gerais são consistentes com minha própria experiência e especialmente aplicáveis hoje. O Élder Neal A. Maxwell disse: “Quer sejamos jovens ou idosos, precisamos ser bons amigos, mas também precisamos escolher cuidadosamente as nossas amizades. Se escolhermos o Senhor em primeiro lugar a escolha dos amigos se tornará mais fácil e mais segura. Pensem no contraste existente entre as amizades feitas na cidade de Enoque e nas cidades de Sodoma e Gomorra! Os cidadãos da cidade de Enoque escolheram Jesus e Seu modo de vida, tornando-se amigos eternos. Muito depende de quem e do que escolhemos em primeiro lugar2.

Aconselhar os Amigos

Alguns amigos são mestres sábios e confiáveis; eles são um tipo especial de amigo, estão adiante de nós e conhecem o caminho. E eles também nos “apoiam”. Quem foram os mestres de Joseph Smith? Penso logo em Morôni. João Batista, Pedro, Tiago, João e Paulo, discípulos do passado, o pai e a mãe de Joseph, o irmão Alvin — a lista é impressionante. É justo dizer que ele se encontrava em boa companhia.
Pensem por um minuto naqueles que os aconselharam. Vocês desejam aconselhar outros quando surgirem as oportunidades? Estão-se preparando para compartilhar seu testemunho do evangelho e sua compreensão de como ter sucesso em suas buscas do cotidiano?
A história e as escrituras estão repletas de exemplos de homens e mulheres que serviram como conselheiros retos. O mais óbvio talvez seja nosso Senhor Jesus Cristo, quando estabeleceu Sua Igreja no meridiano dos tempos. No início de Seu ministério Ele escolheu doze homens aparentemente comuns que abandonaram sua profissão normal e passaram três anos na companhia Dele. Viajaram com Ele, ouviram Seus sermões, comeram com Ele, testemunharam os milagres que Ele fez e tiveram vários momentos de instrução individual. Que bênção ímpar foi para eles ser pessoalmente ensinados por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Cada um deles foi pessoalmente modificado por essa convivência privilegiada.
Outro exemplo em uma inversão incomum de papéis é Joseph Smith, que se tornou um guia espiritual para seu irmão mais velho, Hyrum. Hyrum, humilde e ensinável, permaneceu ao lado de Joseph. Ele estava na Cadeia de Liberty e foi o primeiro a cair em Carthage. Hyrum escolheu o profeta de Deus como conselheiro, e escolheu bem.
Em nossos dias, e em meu serviço como Autoridade Geral, os membros do Quórum dos Doze têm um profundo interesse em nossa vida, generosamente passando a nós suas experiências, ensinando-nos de modo eficiente a cumprir nosso chamado sagrado neste ministério. Também me lembro de um comentário feito por Brigham Young quando disse ao Profeta Joseph Smith: “Tenho vontade de gritar, aleluia, toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta”.3 Sinto dessa forma a respeito de vários dos líderes atuais.
Em cada caso, uma pessoa mais experiente e confiável serve como um eficiente guia e conselheiro a outra pessoa menos experiente, ajudando a moldar seu entendimento e a ensinar-lhe princípios que tornaram aquela pessoa mais eficiente, mais forte, mais sábia e mais valiosa como servo de Deus.
Parem por um minuto agora e pensem: “Quais foram seus mestres?” O que aprenderam com eles que mudou sua vida? Como cuidaram de vocês? Como usarão o exemplo deles e cuidarão, vocês mesmos, de seus irmãos mais jovens, de seus amigos e colegas, daqueles que poderão precisar e desejar tal relacionamento?

Exemplo de um Conselho Amigo

Vou dar-lhes um exemplo de minha própria vida. Tenho sido abençoado por um desses relacionamentos de amigo e mestre, o Élder Jon M. Huntsman, Setenta de Área, filantropo, benfeitor e fundador das empresas do grupo Huntsman; e meu amigo.
Conheci Jon Huntsman em 1975, quando eu tinha 24 anos de idade. Eu era o presidente do quórum de élderes de uma ala de estudantes casados da Universidade de Utah, e Jon Huntsman era o membro do sumo conselheiro responsável por meu quórum. Tornamo-nos amigos e, em meu último ano na faculdade, quando eu me preparava para concluir meus estudos na universidade, o irmão Huntsman contratou-me como representante de vendas de sua empresa de plásticos.
Uma de minhas primeiras contas foi a Avon, a gigante dos cosméticos, com sede na Cidade de Nova York. Para me apresentar a esse cliente tão importante, o irmão Huntsman acompanhou-me à Cidade de Nova York. Empolgado com a nova carreira e ansioso para causar uma boa impressão, usei meu melhor terno colegial marrom, uma gravata borboleta e meu mocassim marrom. Quando nos encontramos no aeroporto, percebi que o Sr. Huntsman me olhou de um modo peculiar, mas não disse nada!
Quando chegamos a Nova York City, ele disse que precisávamos passar em um lugar antes de visitar a Avon. Fomos direto para a famosa loja de roupas masculinas Brooks Brothers na sofisticada Madison Avenue. Lembro-me das palavras de Jon no caminho: “Agora Ron, se você vai trabalhar como vendedor em minha empresa, e se vai representar-me na Avon, vai precisar aprender a se vestir, a agir e como servir nessa nova função”. E disse mais: “Não se usa terno marrom no meio empresarial da Cidade de Nova York!” Ao menos não para representar Jon Huntsman!
Jon conhecia as pessoas na Brooks Brothers e os observou enquanto provavam em mim um belo terno cinza escuro de risca de giz. O mais belo terno que já tinha visto e certamente o mais belo que já tivera. Depois que tirei o terno para os ajustes, escolhemos uma camisa, algumas gravatas, um cinto e todos os acessórios. Depois, fomos ao departamento de calçados onde Jon me apresentou meu primeiro par de sapatos pretos sociais.
Creio que a conta do irmão Huntsman na Brooks’ Brothers dava-lhe privilégios especiais, pois depois de almoçarmos, ele voltou comigo à loja e encontramos meu guarda-roupa de negócios pronto, cortesia de Jon Huntsman.
Lembro-me de minha gratidão a Jon por me livrar do constrangimento desnecessário de aparecer na Avon vestindo roupas colegiais. Quando joguei — é isso mesmo — joguei meu terno marrom em uma sacola, percebi que ele fez questão de que eu estivesse vestido de modo adequado! Depois, seguimos para a Avon, onde o Jon me apresentou como o novo representante de sua conta com a Huntsman. Jon estava-me ensinando muito mais do que a importância de me adequar ao trabalho. Ele estava-me apresentando a um modo totalmente novo de pensar, de fazer as coisas e de me apresentar aos outros. Estava sendo meu mestre. Aquela foi a primeira das muitas lições valiosas que aprendi com ele com o passar dos anos.
Anos mais tarde, enquanto eu trabalhava como executivo sênior na empresa do irmão Huntsman, assumi responsabilidades que me levaram por todo o mundo. Ao voltar de uma dessas viagens de negócios, o irmão Huntsman, que na época servia como presidente de estaca,  perguntou-me o que eu fazia na Igreja. Contei-lhe que servia com alegria como professor na classe de Doutrina do Evangelho na Escola Dominical. Ele perguntou que tipos de experiências eu tivera como líder na Igreja. Contei que estava feliz por ter servido em várias presidências, mas que a maioria dos chamados eram, com muita alegria, como professor.
Depois de explicar isso ao irmão Huntsman, ele me contou sobre uma experiência semelhante em sua vida quando foi chamado para servir em uma estaca de estudantes, primeiro no sumo conselho e depois como bispo. Ele achou isso ideal para sua agenda apertada. De fato, como mencionei anteriormente, foi nessa época que conheci o Jon Huntsman.
Ele disse que conhecia um irmão na Universidade de Utah que servia como presidente de uma das estacas para casados da universidade e que poderia chamar irmãos de todo o Vale do Lago Salgado para cargos na Igreja. O irmão Huntsman perguntou se poderia telefonar para esse presidente da estaca e apresentar-me a ele. Concordei e não pensei mais no assunto, ciente de que o irmão Huntsman era muito ocupado.
Algum tempo mais tarde, recebi um telefonema de Robert Fotheringham, o presidente da Estaca 1 da Universidade de Utah. Perguntou-me se ele e seus conselheiros poderiam conversar comigo e minha esposa em nossa casa. Poucos dias mais tarde, todos os três da presidência da estaca estavam sentados em nossa sala de estar, perguntando sobre nossa situação e verificando nosso testemunho. Depois de uma breve entrevista de avaliação com cada um de nós, os três homens se entreolharam e o presidente da estaca chamou-me para servir como membro do Sumo Conselho da Estaca 1 da Universidade. Disseram que já tinham conversado com o presidente de minha estaca de origem e que ele concordou com o chamado, caso eles quisessem seguir adiante.
Aceitei o chamado e comecei a servir na Estaca 1 da Universidade. Como parte de minhas responsabilidades, a irmã Rasband e nossa jovem família desfrutamos uma maravilhosa oportunidade de desenvolver ótimos relacionamentos centrados em Cristo com os jovens alunos casados. Depois de servir por certo tempo no sumo conselho, fui chamado para ser o bispo da Ala 10 na mesma estaca.
Mais tarde descobri, é claro, que o irmão Huntsman telefonou para o Presidente Fotheringham e apenas sugeriu que conhecia alguém que poderia servir bem no campus de uma universidade. Assim, meu querido amigo e mestre, Jon Huntsman, ao apenas mencionar meu nome para uma possível entrevista, providenciou outro tipo de experiência para que eu servisse na Igreja.
Penso nos maravilhosos jovens que conheci no ambiente daquela Ala Universitária e na oportunidade que tive de ajudar vários deles a encontrar um emprego. Um deles está aqui conosco. E mais importante ainda, tive o privilégio de prestar testemunho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e estabelecer amizades virtuosas, algo de certa forma semelhante ao que o irmão Huntsman fez por mim.
Mais tarde, quando a irmã Rasband e eu fomos chamados para presidir a Missão Nova York, Nova York Norte, tivemos o privilégio de trabalhar com muitos missionários fiéis. Pudemos ajudá-los não apenas a serem mais eficientes em seu chamado de servos do Senhor Jesus Cristo, mas nossa ligação continua até hoje quando os ajudamos com cartas de recomendação, conselhos e incentivo e todo o nosso amor. Admito que não comprei um terno novo e sapatos sociais para nenhum deles… ainda!
Como esses poucos exemplos mostram, creio firmemente nos relacionamentos de amizade e aconselhamento.

Aceitar Conselhos dos Mestres

O Élder Neal A. Maxwell, que serviu como mestre por tantos anos — inclusive para mim — disse: “Cada um de nós, de tempo em tempo, é ensinado e tem a oportunidade de ensinar. Em minha experiência, afirmações verdadeiras e afetuosas que ocorrem nesses relacionamentos sadios duram muito tempo! Vocês talvez se lembrem de três ou quatro exemplos de como as pessoas disseram algo — talvez uma frase ou duas — e vocês ainda se lembram. E elas continuam a tocá-los”.4
Penso na jovem mãe que sempre dizia aos filhos quando as coisas ficavam difíceis: “Nós vamos conseguir”. Eles creram nela. Ou no missionário que disse ao novo companheiro recém-chegado do CTM: “Conte com um milagre todos os dias”. Ele o fez e sua fé determinou o curso da missão do novo élder. Ou no Presidente Monson, ao concluir sua mensagem e reconhecer um jovem oito fileiras distante num oceano de 5.000 jovens em uma reunião de escoteiros na costa leste dos EUA. Aquele jovem era meu filho de 12 anos de idade que ele havia encontrado várias vezes. Podem acreditar, meu filho nunca vai esquecer que o Presidente Monson o chamou pelo nome e disse: “Chris Rasband, suba aqui e diga olá”. E que maior exemplo há que o do Salvador que olhou para um grupo de pescadores humildes e disse estas simples palavras: “Vinde após mim” (Mateus 4:19).
Nesta época, descrita pelo Apóstolo Paulo como de “tempos trabalhosos” (II Timóteo 3:1), registrada pelo Profeta Joseph Smith como um dia de “calamidade” (D&C 136:35), descrita por Néfi no Livro de Mórmon como um dia em que o adversário “se enfurecerá no coração dos filhos dos homens” (2 Néfi 28:20), sugiro a todos vocês, meus caros jovens amigos, a importância de desenvolverem amizades sadias e maravilhosas, com mestres sábios e confiáveis.
Algumas vezes relutamos em receber conselhos. Afastamo-nos de alguém que nos oferece sugestões. Temos a noção de que já sabemos o que precisamos e abrimos o caminho para o orgulho. Quando isso acontece, abrimos mão da sabedoria, das informações ou experiências que de outra forma abençoariam nossa vida. Imaginem a diferença em meu relacionamento com o irmão Huntsman, ou em minha carreira, se eu deixasse meu orgulho recusar sua generosa oferta de um terno novo.
Geralmente esse é o caso em nossos relacionamentos da juventude com nossos pais, que algumas vezes achamos antiquados, mal-informados ou simplesmente não muito “legais”. Então às vezes é fácil dispensar seus ensinamentos como sendo irrelevantes para nós. Muitos de nós já ouviram a declaração: “Quando eu era um garoto de catorze anos, meu pai era tão ignorante que eu mal podia suportar sua presença. Mas quando completei 21, fiquei surpreso com o quanto meu velho aprendeu em sete anos”. Embora não saibamos quem escreveu esta declaração, sua mensagem é muito instrutiva para nós. Mães e pais, avós e avôs têm muito a oferecer. Não menosprezem o que as experiências lhes ensinaram e o amor que têm por vocês. Talvez sejam seus mestres terrenos mais importantes. A irmã Rasband e eu estimamos a oportunidade de sermos avós. Que alegria quando nossos netos fazem uma pergunta ou buscam orientação sobre algum assunto importante em sua vida.
Outros que podem oferecer conselhos importantes, mas a quem tendemos a ignorar, são nossos sogros. Suas experiências são em geral tão pertinentes quanto às de nossos pais. Fazemos bem em respeitar suas opiniões e considerar seus conselhos. Muitos de vocês ainda não têm sogros, mas tenho certeza de que os terão algum dia! Aprendam com eles e peçam suas opiniões. Com isso vocês certamente crescerão em sabedoria.
Para cada um de vocês, ao alcance de minha voz, e àqueles que lerão esta mensagem mais tarde, há muitos outros mestres em potencial a sua disposição. Deixem-me sugerir alguns. Bispos, presidentes de estaca, presidentes de missão, líderes de quórum, professores, professores do seminário e do instituto, amigos e colegas de confiança, irmãs da Sociedade de Socorro e outros. Tenho sido muito abençoado pelos muitos exemplos e ensinamentos deles, e vocês também o foram! Tirem todo o proveito de suas ideias e permitam que sua influência os inspire e abençoe sua vida também.

Sermos Bons Amigos

Nunca é demais frisar a importância de sermos bons amigos. Nem sempre é fácil nos tornarmos esse tipo de amigo. Ralph Waldo Emerson deu um bom conselho ao comentar: “A única maneira de se ter um amigo é ser um amigo”5. E o velho clichê “dize-me com quem andas e direi quem és” ainda é verdadeiro. Para ter amigos com padrões elevados, que defendam a virtude e a bondade, que sejam fiéis aos convênios, vocês precisam ser esse tipo de pessoa.
Em um mundo em que existe imundície, tanta permissividade e imoralidade, ter bons amigos ajudará muito a garantir nossa habilidade de resistir ao males de nossos dias. Aos que ainda estão solteiros, ter bons amigos os colocará na posição de atrair o tipo de companheiro ou companheira eterna que esperam encontrar. Foi esse o caso com a irmã Rasband. Começamos como grandes amigos. O convite para o casamento veio mais tarde.

Jesus Cristo É Nosso Modelo de Amizade

Ao falarmos sobre a amizade, pensem no que o Profeta Joseph Smith registrou sobre os apóstolos que pregavam na Inglaterra: “Vi os Doze Apóstolos do Cordeiro que se encontram na Terra agora, que portam as chaves deste último ministério em terras estrangeiras, de pé, juntos em um círculo, exaustos, com suas roupas esfarrapadas e os pés inchados, com os olhos caídos, e Jesus pôs-se de pé no meio deles, mas não O viram. O Salvador olhou para eles e chorou”.6
Embora não O vissem, Jesus os “apoiou”. Ciente de sua condição e empático com suas dificuldades, foi Seu apoio amoroso que os susteve no campo missionário e trouxe centenas e milhares de novos conversos para a Igreja. Foi o Salvador que disse a Seus discípulos: “Sois meus amigos” (D&C 84:63). Foi o Salvador que ensinou: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). E foi o Salvador que fez o convite: “Vinde a mim” (Mateus 11:28). Na amizade, assim como em todos os outros princípios do evangelho, Jesus Cristo é nosso Modelo.
Agora, meus caros jovens novos amigos, reunidos em todo o mundo, presto-lhes meu testemunho de que este é o evangelho de Jesus Cristo. Testifico-lhes que um elemento muito importante de sua experiência no evangelho são os amigos que fazem e os mestres que seguem assim como me foi prometido em minha Bênção Patriarcal quando tinha dezenove anos de idade.
Encerro nesta noite por onde comecei, com o versículo das escrituras dito por Deus ao Profeta Joseph Smith quando ele se encontrava na Cadeia de Liberty, e lembro que isso pode ser dito a vocês e a mim, em qualquer situação em que nos encontremos agora. “Teus amigos apoiam-te e tornarão a saudar-te com coração caloroso e com mãos amistosas” (D&C 121:9).
Reafirmo a promessa feita pelo Senhor nos dias da restauração desta Igreja. Oro para que cada um de vocês tenha o privilégio de desfrutar da companhia de amigos e mestres justos ao crescerem juntos no evangelho de Jesus Cristo.
Deixo-lhes esses pensamentos e palavras no Nome do Senhor Jesus Cristo, nosso amigo. Amém.
© 2010 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados. Aprovação do inglês: 10/09. Aprovação da tradução: 10/09. Tradução de Thy Friends Do Stand by Thee. Portuguese. PD50020993 059

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Como ter sucesso profissional com as leis de Newton

Sair da caixa e ir além da própria área de atuação é o que diferencia um grande talento hoje em dia. Saber analisar as movimentações de inovações e tirar proveito disso é muito importante para todo profissional.

Um exemplo de visão foi Isaac Newton, físico e matemático inglês, mas também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo – talvez seja mais conhecido pela história da maçã que ao cair de uma árvore sobre sua cabeça serviu de insight para a lei da gravitação universal.
“O que alguns podem não saber é que Newton foi revolucionário em vários sentidos porque ousou ir além dos padrões de conhecimento da época, pois dedicou muitos dos esforços aos estudos da alquimia, o que era proibido naqueles tempos”, explica Maristela Guimarães André, consultora do Instituto KVT – Desenvolvimento da Consciência Empresarial.
Sem dúvida, a ousadia de Newton, inclusive com ligações com a sociedade secreta rosa-cruz, fraternidade que ficou publicamente conhecida no século XVII através de três manifestos e insere-se na tradição esotérica ocidental, nos mostra o profundo caráter investigativo e criativo de seus trabalhos, e é fato que suas três leis sobre o movimento, princípio da inércia, a lei da força e o princípio da ação e reação, mudaram a ciência, mas também conseguiram o efeito notável de se popularizarem influenciando a sabedoria popular, nos ensinando princípios de comportamentos muito úteis.

Movimente-se!

A sua primeira lei diz: “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele.” Ou seja, quem nunca ouviu algo parecido com: “quem fica parado é poste?”.
Da mesma maneira, se você quer que algo aconteça na sua vida, seja para impulsionar sua carreira, para alcançar suas metas e objetivos, para, como se diz, “dar um up” em tudo que faz, sabe que precisa fazer o seu movimento, direcionar sua força para o foco almejado e assim sair da inércia e imprimir sua capacidade e seu talento naquilo que faz. O que só irá confirmar a segunda lei que diz: “A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é impressa”.

Ainda segundo a consultora, em outras palavras, o retorno de seus esforços virá na medida do seu empenho, dedicação e comprometimento com o objetivo a serem alcançados, tanto pessoais quanto profissionais, porque as leis de Newton são universais, isto é, se aplicam às particularidades e ao todo da natureza, inclusive, a natureza humana.
O que nos leva, à terceira lei que diz: “A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas”.
Ou seja, tudo aquilo que nasce com sinceridade de propósitos, com objetivos claros e verdadeiros, não só atrai oportunidades e pessoas compatíveis, como também enriquece o campo das relações e dos aprendizados, porque cada pessoa é única, e para cada uma, há aquelas que são afins e aquelas com quem temos que aprender a conviver”, conclui Maristela.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Bom Uso das Mídias Sociais Exige Presença do Líder



Todos nós sabemos que o uso das mídias sociais é inevitável e, até mesmo, algo inconcebível para ser proibido já que a presença dos smartphones e tablets está cada vez mais comum nos ambientes de trabalho. 


Neste contexto, como os líderes estão administrando corretamente o uso destas mídias?


Primeiramente, para que exista um diálogo entre líder e equipe é imprescindível à liderança compreender a importância das redes sociais, os impactos para a empresa e, consequentemente, para a equipe. “Quando o líder conseguir transmitir esses conceitos à sua equipe, desenvolvendo habilidades específicas para que utilizem a rede com eficácia, elas se tornam ferramentas poderosas de comunicação e desempenho, e não uma brincadeira ou uma simples perda de produtividade ou foco, como muitos líderes acreditam”, explica Eduardo Carmello, Diretor da Entheusiasmos e um dos cinco mais requisitados palestrantes sobre gestão de pessoassegundo o Top of Mind  de RH.
Torna-se fundamental para o gestor aprender melhor e de forma mais profunda as reais oportunidades que as redes sociais apresentam. Após isso, ele deve incentivar e treinar sua equipe para que possam explorar as redes como uma forma de ajudar seus clientes de maneira mais efetiva, promover sua marca e conseguir obter conhecimentos estratégicos e operacionais para o crescimento e alcance de seus objetivos. Proibir o uso das redes é não ouvir os próprios colaboradores, o líder precisa ir além daquele real amontoado de informações irrelevantes, ajudando a equipe a aprender a selecionar e captar os conhecimentos que são fundamentais para o negócio e para o desenvolvimento pessoal.
“O líder, ao se tornar um expert nas redes sociais, pode servir de orientação e exemplo sobre como obter melhores índices de eficácia e produtividade através das mídias sociais.” enfatiza Carmello.

Redes sociais a favor da empresa

Além do foco na equipe, quem lidera deve saber exatamente o que quer realizar com sua marca dentro de uma rede social, ou seja, entender que ficar fora da internet ou ser sensível a críticas é um dos maiores erros de se trabalhar nesse mercado. “As pessoas vão falar da marca, vão criticar, vão elogiar, vão sugerir mudanças, vão falar que foram mal atendidas no SAC ou no ponto de venda e a empresa deve estar preparada para tudo atender a demanda”, explica Felipe Morais, Diretor de Novas Mídias da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).
Felipe Morais compartilha algumas dicas para o líder administrar de maneira eficiente à equipe e o uso das redes sociais:
·         Ouça seus funcionários. Eles estão no dia-a-dia monitorando o que as pessoas falam;
·         Dê liberdade para os funcionários resolverem os pequenos problemas;
·         Incentive a troca de experiências entre os departamentos para a resolução de problemas;
·         Ensine para sua equipe que redes sociais são relacionamentos;
·         Peça monitoramento e análises da equipe. Veja o que eles têm a dizer sobre o que está acontecendo e tome decisão em conjunto;
·         Não bloqueie o acesso às redes pessoais, pois os profissionais podem e devem usar para pesquisas as páginas de outras empresas. Mas, se estiver atrapalhando o trabalho, deixe claro o propósito do acesso.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Como usar e preservar a bateria do notebook; tire suas dúvidas

Helito Bijora Para o TechTudo


Como acontece com vários produtos relacionados a informática, as baterias são cercadas de mitos. Remover ou não a bateria ao utilizar o notebook na tomada? Tem problema comprar bateria pirata? Para sanar essas e outras dúvidas, o TechTudo preparou esse artigo especial, em formato de perguntas e respostas, com as principais dúvidas a respeito das baterias e respostas objetivas.
Parte inferior do notebook (Foto: Stella Dauer) (Foto: Parte inferior do notebook (Foto: Stella Dauer))Parte inferior do notebook (Foto: Stella Dauer)
É verdade que devemos tirar o carregador da tomada quando a bateria do notebook carregar por completo?
Não. Se você tem uma tomada a disposição e não precisa de mobilidade, é preferível manter o notebook conectado à tomada. Toda bateria possui vida útil limitada pelo número de cargas. Portanto, utilizá-la sem real necessidade acarretará um desgaste desnecessário que contribuirá para o abreviamento de sua vida útil.
É necessário remover a bateria caso queiramos usar o computador ligado direto na tomada?
Não. Atualmente, as baterias de íons de lítio não possuem o efeito memória – ou vício, como é popularmente conhecido. Esse fenômeno era comum nas antigas baterias de níquel cádmio, que precisavam ser totalmente descarregada antes de iniciar uma nova recarga. Além disso, manter a bateria no computador evita que você perca seu trabalho em casos de queda de energia.
Bateria de íon-lítio para notebooks, o Li-Ion (Foto: Wikimedia Commons) (Foto: Bateria de íon-lítio para notebooks, o Li-Ion (Foto: Wikimedia Commons))Bateria de íon-lítio para notebooks, o Li-Ion (Foto: Wikimedia Commons)
Deixar o notebook ligado o tempo todo reduz a vida útil da bateria?
Se o computador estiver sempre conectado à tomada, não. A vida útil da bateria é medida pelo número de vezes em que ela atinge o 100% de carga, ou seja, o número de carga e descarga – ou ciclos, se preferir. Se o computador permanece sempre ligado à rede elétrica sem que o nível de carga da bateria seja alterado, não acarretará nenhum desgaste na bateria.
A bateria estraga se deixá-la zerar?
Sim. Quando o sistema operacional informa que o computador precisa ser conectado em uma tomada pois a bateria está sem carga, na verdade, a bateria ainda armazena uma quantidade mínima de energia para mantê-la funcional. Se você deixar a bateria descarregada guardada por um longo período de tempo, essa carga mínima de funcionamento pode ser perdida. Se isso acontecer, a bateria fica inutilizável.
Por que meu notebook não 'segura' a carga da bateria?
A vida útil da bateria deve estar no fim. Provavelmente ela já atingiu o número de ciclos (recarga e descarga) suportado – algum valor entre 300 e 400. O tempo varia de acordo com o uso, mas as baterias não costumam durar mais do que dois anos funcionando com toda sua capacidade. Passado alguns anos, o desgaste natural faz com que a bateria não aguente mais do que alguns minutos longe da tomada. Nesse caso, a solução é apenas uma: a substituição.
1 (Foto: 1)Bateria totalmente carregada (Foto: Reprodução)
Como descartar corretamente a bateria com defeito do notebook?
Olhe o manual do notebook. Nele, o fabricante é obrigado a especificar onde a bateria – e o computador – deve ser descartado. Caso não possua mais o manual, essa informação também pode ser encontrada no site da empresa. O local de descarte geralmente é um centro de assistência técnica autorizada. Jamais desmonte uma bateria ou a descarte no lixo doméstico.
Tem problema comprar uma bateria 'pirata'?
Se a bateria atende todas as especificações técnicas do fabricante, não. Para descobrir esses dados, remova a bateria original do seu computador e observe a tensão elétrica (voltagem) e a corrente elétrica, tanto de entrada quanto de saída, e compare com as especificações da bateria que pretende comprar. Se todos os dados baterem, a bateria é totalmente compatível. Caso contrário, melhor não arriscar.

domingo, 26 de maio de 2013

Os 9 perfis de difícil convivência no trabalho

Autor: Caio Lauer


O chefe mandão, a fofoqueira, o “fura-olho” e o invejoso. Estes são alguns estereótipos de profissionais que estão presentes em muitas empresas, e que nenhum de nós gostaria de conviver. Mas a verdade é que eles existem (e muito!), fazendo com que o relacionamento interpessoal seja mais um desafio em nossas carreiras.

Empresas quem têm uma comunicação transparente tendem a sustentar poucos indivíduos com comportamentos negativos. Normalmente, organizações que possuem missão, visão e valores bem definidos acabam eliminando as pessoas de difícil convivência. “É importante mencionar que estamos falando de caráter profissional. O lado pessoal pode ser totalmente diferente do que é expresso no dia a dia de trabalho”, enfatizaMaurício Seriacopi, consultor empresarial e coach. Para ele, as pessoas podem se transformar negativamente no ambiente de trabalho, seja por questão de autoridade, descontentamento ou cobiça.
Atualmente os recrutadores conseguem identificar através das dinâmicas e entrevistas por competências se o candidato tem alguma característica que possa atrapalhar o ambiente da empresa. Para Mariella Gallo, especialista em coaching, tudo isso depende da solicitação da empresa, pois esta pode exigir profissionais mais ambiciosos ou autoritários, e que podem passar por cima de determinadas situações, por exemplo.
Confira, abaixo, os 9 perfis de difícil convivência no trabalho:

O chefe holofote

Se dá tudo certo: “Eu que fiz”. Se errado: “Eles fizeram”. Não compartilha os bons resultados com a equipe, tampouco é capaz de fazer elogios. Toda ação que pode lhe render visibilidade tem seu apoio, independente se será benéfico para a equipe ou até para a organização.
Como lidar: Tente aproximar-se mais (sem se tornar um puxa-saco) e demonstre, aos poucos, que uma equipe competente é o reflexo de quem a comanda. Assim, ele será ainda mais valorizado por formar profissionais competentes.

O chefe partidário

Vive dizendo que não tem nenhum privilegiado, mas na prática, além de ter seus favoritos, faz de tudo para protegê-los e promovê-los. E mais, sempre que possível, emprega amigos e conhecidos.
Como lidar: Nem sempre mostrar-se solícito e “amiguinho” irá trazer segurança e melhor tratamento. Não abra mão de seus princípios e convicções. Procure uma nova colocação no mercado.

O chefe barriga

Finge ser descentralizador, mas na verdade empurra com a barriga e “delega” para que outros façam. Dois grandes motivos para essa atitude, ocorre por puro desinteresse e por falta de competência.
Como lidar: O melhor nesta situação é tirar proveito e absorver o máximo de conhecimento e aprendizado que lhe servirão para uma promoção interna ou enriquecimento de seu currículo em novas oportunidades.

O ladrão de ideias

É aquele que se aproxima, geralmente enaltecendo suas qualidades para gerar estímulos na criatividade e assim, se apodera das ideias.
Como lidar: Analise se os elogios são coerentes e cabíveis. Ao elaborar uma ideia, não a passe por completo e, se possível, diga que pensará e o procurará quando encontrar uma sugestão.

O telhado de vidro

Sempre tem solução para todo e qualquer problema. Faz uso da máxima “se eu fosse fulano…”, mas quando tem a autonomia, encontra justificativa para não fazer nada e a frase passa a ser “veja bem, não é tão simples assim…”.
Como lidar: Procure não dar concordância às suas ideias. Se pedir sua opinião, apenas diga algo como: “Não tinha visto por esse ângulo, vou analisar melhor…”.

O bipolar arrependido

Chega pela manhã totalmente simpático e solícito. De repente, volta do almoço como se tivesse comido um pote de pimenta com suco de limão sem açúcar. Torna-se mal humorado, agressivo e intolerante. Quando termina a crise, passa a tratar as pessoas como se nada tivesse acontecido ou que foi um pico de estresse e que não mais se repetirá.
Como lidar: Não bata de frente nos momentos críticos. Quando restabelecida a “normalidade” tente demonstrar, com muita sutileza, como foi constrangedor e desagradável passar por aquela situação. Utilize-se de metáforas e parábolas.

O psicopata corporativo

Esse é o mais ardiloso de todos. Quando em grupo, age com muita simpatia e sorriso. Pessoas que não convivem no dia a dia, ficam quase hipnotizadas e encantadas. No entanto, quando está só, tornar-se irreconhecível, com atitudes de crueldade e exploração, principalmente se for líder. Enquanto atende ao telefone chama a pessoa de “querida” e ao desligar, cospe cobras e lagartos.
Como lidar: Evite ao máximo ficar a sós. No entanto, se inevitável, documente todas suas solicitações e acordos. Seja hábil em reuniões e levante questionamentos que gerem subsídios para desmascará-lo.

O (hiena) Hardy

“Oh vida, oh céus, oh azar…” Pessimista, vive reclamando de tudo e todos. Considera-se o maior perseguido e injustiçado do mundo. Se o dia de hoje está ruim, amanhã será pior.
Como lidar: Pouco há para se fazer. Demanda de um esforço coletivo em contagiá-lo com pensamentos e atitudes positivas. Porém, se não houver mudança no comportamento, o melhor é distanciar-se.

O (síndrome de) Gabriela

“Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim…” Julga-se a pessoa mais sincera e transparente. Fala o que pensa sem medir as palavras e consequências. Quando alguém tenta aconselhar-lhe para tentar mudar, responde: “Quem quiser gostar de mim, que seja desse jeito”.
Como lidar: Mesmas maneiras com o “Hardy”. Acrescenta-se uma dose extra de paciência e, quando possível, procurar pedir para que não seja impulsivo e que experimente ver as coisas por outro prisma exercitando a empatia.



Fonte: Os 9 perfis de difícil convivência no trabalho | Portal Carreira & Sucesso 

sábado, 25 de maio de 2013

Sinais que revelam se você está desmotivado no trabalho

Se pararmos por apenas cinco minutos para fazermos uma breve retrospectiva das pessoas que de alguma forma já participaram do nosso dia a dia de trabalho provavelmente será preciso muito mais do que duas palmas das mãos. No decorrer da nossa carreira, não importa a idade que tenhamos, vamos observar que encontramos pessoas que se destacaram dos times, enquanto que outras, apesar de terem as acesso às mesmas oportunidades dentro da empresa sempre apresentaram sinais de que a insatisfação é uma constante. Vários são os fatores que podem levar a pessoa a perder o estímulo de fazer parte de uma empresa. Contudo, é bom lembrarmos que isso não é saudável nem para a organização e tampouco para o próprio profissional que fica desmotivado, uma vez que ele também é diretamente prejudicado. Confira abaixo as características de um profissional desmotivado. E se você apresenta alguns desses sinais, fique atento para que com o passar dos anos sua carreira não seja considerada uma "perda de tempo".

1 - Quem está desmotivado com o trabalho, acorda todos os dias com a impressão de que "o hoje" sempre será uma verdadeira segunda-feira daquelas. Ou seja, o pior dia da semana é sempre aquele que abrir os olhos, lembra que precisa levantar e ir para o trabalho. Essa rotina torna-se um sacrifício cada vez mais pesado!

2 - Não existe coisa mais complicada para um profissional quando surge aquele questionamento: "O que eu estou fazendo aqui, nessa empresa?". Quem não encontra a resposta para essa pergunta e não compreende valor da sua presença para a vida da empresa, dificilmente se sentirá motivado para exercer suas atividades.

3 - Por mais que a empresa ofereça oportunidade de desenvolvimento, nada parece motivá-lo a participar e tudo é perda de tempo. Se essa é a impressão que você tem sobre as oportunidades de aprendizado que surgem no dia a dia, é um sinal de alerta de que algo está muito errado no campo profissional.

4 -
 Há ainda aquelas pessoas que procuram desfaçar a falta de motivação e quando surgem cursos, treinamentos ou ferramentas que possam enriquecê-las em conhecimento, argumentam que já sabem o suficiente para cumprirem com "louvor" as atividades ligadas às suas funções. Nenhuma aprendizagem fará o diferencial na sua trajetória profissional. Esse é um pensamento de alguém dominado pela desmotivação.

5 - 
Como o desmotivado é contagiado pelo desânimo, ele se torna um opositor a qualquer novo processo de mudança e faz questão de defender a "bandeira" - "Se tudo sempre foi feito assim, por que mudar? Vamos nos desgastar à toa!". Ele esquece de que tudo no universo se transforma e vivenciamos uma época de constantes inovações.

6 - 
Outra característica que pode sinalizar a falta de motivação de uma profissional é quando ele identifica apenas nas outras empresas o melhor local para se trabalhar, mesmo que ele não conheça a realidade vivenciada por outras profissionais. Costuma afirmar com veemência: "Qualquer lugar é melhor do que aqui!".

7 - 
O presenteísmo faz parte da sua rotina de alguém desmotivado. Ele pode estar presente fisicamente no ambiente de trabalho e ter à sua frente todos os recursos para exercer a sua atividade. Não faz mais do que o necessário, isso quando consegue. Tentar superar-se em algo é fato completamente descartado. Nunca questiona se através dos recursos oferecidos pela empresa ele pode ser um autodidata, se pode ir à busca do autoconhecimento.

8 - As pessoas desmotivadas contribuem para o aumentos dos índices de absenteísmo - uma grande preocupação de qualquer empresa, afinal o colaborador está ausente do ambiente de trabalho quando deveria estar exercendo suas atividades. A falta de motivação leva muitas pessoas a se ausentarem do trabalho por motivos justificados (problemas de saúde que surgem já a partir do fato deles conviverem em um local que provoca sensações negativas, por exemplo) ou simplesmente porque não ir trabalhar é a melhor alternativa para aquele dia que será moroso e penoso para o trabalhador.

9 - Quem está desmotivado com o trabalho não consegue esconder nem de si e nem dos outros que algo não está bem. Geralmente, as pessoas que apresentam sinais de desmotivação apresentam alteração no humor e em alguns casos, tornam-se propensos a criar conflitos e a se excluírem da equipe.

10 - Se todos esses fatores forem levados em consideração, outro indicador aparecerá no profissional desmotivado: a queda no desempenho. Quem não está feliz no trabalho não conseguirá atingir ou superar suas metas, pois cada dia vivenciado se tornará mais complicado, caso a pessoa não seja honesta consigo e tente sentar com o seu líder para encontrar a raiz do fator que o levou àquela realidade.