Google+ Badge

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Relembre a história da Honda CG de 1976 a 2014

Linha do tempo Honda CG (Foto: Divulgação)

Chefes são chefes! Líderes são líderes!

Chefiar é fazer os outros fazerem, diz um dos preceitos organizacionais mais consagrados. Liderar, no entanto, vai além disso, porque, como diz outro preceito, é saber como motivar as pessoas a fazerem. A liderança, portanto tem duas facetas: uma é saber motivar (a si mesmo e aos outros) e a outra é dar o exemplo de conduta e saber conviver com os seus liderados. É o conceito do líder servidor.

Conheço muitos chefes (diretores, gerentes, supervisores) que possuem autoridade formal para mandar, mas não a capacidade de liderar. A autoridade é intrínseca à função de chefia, mas a liderança é inerente aos que tem competência interpessoal, e isso é mais do que muitos gestores sabem fazer.

Certa vez eu quando estava trabalhando em uma empresa de grande porte, e perguntei a um gerente de outro setor como andava seu relacionamento com os subordinados.
"Ah, muito bem", respondeu ele. "Eles não só me respeitam como também têm receio de mim", concluiu. Que grande chefe, hein? Confundir liderança com autoritarismo.


Cito aqui dois exemplos de um Coach:

Em outra ocasião perguntei ao superintendente da maior empresa de laticínios de certo Estado se ele costumava elogiar seu pessoal quando o serviço era bem feito, ou as metas atingidas.
"Nunca", disse ele. "Eles foram contratados para acertar, logo não preciso elogiar alguém por fazer algo bem feito, já que estão aqui para isso", arrematou.

Falei, então: "Se o presidente da empresa viesse à sua sala e o parabenizasse calorosamente por você e seu pessoal terem superado as metas do semestre, você gostaria disso?".
"Claro, é sempre bom saber que o chefe aprecia o meu trabalho", respondeu o superintendente.

"Então por que não faz o mesmo com o seu pessoal?", disse-lhe eu. "Certamente eles gostariam muito de ouvir um elogio merecido, também", concluí. Isto pegou de surpresa o executivo. Percebi que ele estava pensando, enquanto coçava o queixo. E a resposta veio rápida: "Só tem um detalhe", replicou ele. "O presidente da companhia jamais me elogiou nesses quatro anos que eu aqui trabalho", rebateu o superintendente, aliviado em poder dar uma resposta convincente.

"Talvez seja esse o seu grande equívoco", retruquei. "Você tomou por base o comportamento de seu chefe e o utilizou como modelo. Aliás, um modelo que não deveria ser seguido, porque os seus subordinados estão sofrendo com essa atitude", continuei. "Um elogio sincero e no momento certo pode fazer maravilhas, independente do seu chefe fazê-lo ou não com você", arrematei. Coincidência ou não, depois disso ele passou a elogiar os colaboradores quando o trabalho era bem feito, o que repercutiu favoravelmente em toda a indústria.

Cabe aqui uma pergunta: "Que tipo de líderes estamos habituados a seguir? Estamos lúcidos e conscientes a que tipo de pessoas estamos entregando nossa confiança e, sobretudo nosso futuro profissional?". De um lado vem um indivíduo que se autoproclama líder (seja na política, nas finanças, nas artes, na religião) e tem a solução certa para os nossos problemas. De outro lado, damos, frequentemente, muito crédito a pessoas de nosso relacionamento como se o que falassem fosse a verdade absoluta, sem questionarmos suas afirmações. Que valores morais e éticos, e que princípios esses líderes estão apregoando e querendo "vender-nos"?

Um líder autêntico inspira-se nos verdadeiros líderes, aqueles que já comprovaram sua capacidade no dia a dia, e continuamente desenvolve sua própria capacidade. Um verdadeiro líder é ético e sabe como motivar a si próprio e aos seus liderados. Ele concentra seu foco no desenvolvimento das capacidades de sua equipe e em atingir os objetivos e as metas da empresa.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Vamos Acordar!

Você sabe o significado da palavra acordar? Vamos fazer aqui uma pequena brincadeira e separar em sílabas a palavra acordar: A-cor-dar. Percebeu? Significa dar cor, viver, colocar o coração em tudo o que fizer. Infelizmente existem muitas pessoas que acordam tarde, muito tarde... E a vida acaba não perdoando isso!

Existe um passo indispensável para se conseguir o que se quer na vida. Este passo é saber o que se quer. Muitas pessoas despertam de manhã, mas passam o dia todo "dormindo". Existem outras que passam a vida toda e não conseguem "acordar".

Existem ainda aquelas que acordam com mais de 60 anos de idade e se descobrem na profissão errada... Imagine o trauma que uma pessoa assim criou para si, para os colegas de trabalho, para sua família! Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente "não acordou".

Uma situação como esta deve ser de grande aprendizado para os jovens não repetirem erros semelhantes. Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que você dá a ele. A vida lhe dá aquilo que você deu a ela. Sabe por quê? Porque a vida tem a cor que a gente pinta. O engraçado é que os dias são todos exclusivos e ricos e pobres têm sempre 24 horas à sua disposição! Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu. É igual à água de um rio, se você coloca o pé na água, tira e depois põe o pé novamente na água, já não é a mesma, a outra já se foi.

A pior vida é a vida que a gente não viveu. Tem gente que vive assim. Fica lamentando-se por toda a sua existência e acabam adquirindo doenças de tudo quanto é tipo e até disputam para ver quem tem uma doença maior. Os motivados fazem, enquanto que os desmotivados reclamam. O mundo que vivemos é um mundo de escolhas.

Como disse Carlos Drummond de Andrade: "Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida". E ele disse também: "Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor".

Acordar com amor, essa é a resposta que dá cor à vida. O amor é o grande diferencial do planeta e foi instituído como a coisa mais forte quando o Apóstolo Paulo disse ao povo de Corinto: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor". Até porque não existe esperança sem fé e esta não existe sem amor!

É a livre escolha que Senhor nos deu. Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor. O dia está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor de nossas vidas. O universo é o limite. Dê a você a oportunidade de "a-cor-dar" todas as manhãs e compartilhar com o outro o que Deus nos dá de melhor!



levantai-vos do pó, meus filhos, e sede homens” (2 Néfi 1:21

Pense nisso, um forte abraço

Dois Leões e uma Lição

Conta uma antiga lenda carioca que certa vez dois leões fugiram do Zoológico da Quinta da Boa Vista.
 

Um foi parar na floresta da Tijuca e comeu o pão que o diabo amassou, quer dizer, passou fome e foi literalmente comido por mosquitos e outras feras do tipo que só andam em grupos.

Esse foi capturado em poucos dias em estado de inanição. Após uma semana, sob cuidados de veterinário, retornou às ridículas funções de fera enjaulada.

O outro foi encontrado depois de uns três meses, gordo e bem disposto em um canto escuro da garagem de um ministério (o Rio de Janeiro ainda era a capital federal).

De volta à jaula, sua boa aparência espantou o colega de fuga que relatou o seu infortúnio e foi direto ao asunto:

-- Afinal onde você se escondeu e como arranjou comida esse tempo todo?

-- Bem, confessou o recém recapturado leão:

-- Eu me escondi na garagem de um ministério, e em cada dia devorava um funcionário.

-- E ninguém percebia? (Indagou o outro).

-- Não porque escolhi justamente um lugar onde os equipamentos, utensílios e ferramentas pareciam sugerir trabalho.

-- Sim, e então?

-- Logo que percebi que aquela gente não era muito chegada ao serviço, conseqüentemente aquele canto não seria nunca visitado.

-- Bom, o esconderijo está explicado, mas quem você escalava para comer e quando?

-- Nos primeiros dias, me alimentei sem critério, mais na base do abafa, para atender ao apetite. Porém, à medida que o tempo passava, o paladar ia apurando e o bucho dilatando: passei a selecionar melhor.

-- Como?...

-- Sem dúvida, os mais gordos tinham a preferência. Entretanto, o fator determinante mesmo era o horário: servidor que chegava muito cedo ou saía muito tarde era "balão apagado", ainda que estivesse em duplas.

-- Tudo ia extraordinariamente bem. Em cada dia eu garfava um, só um. Ás vezes, até capturava dois para não perder a viagem; não obstante, a ração era: um por dia.

-- Mas como te pegaram?

-- No dia (de azar e absolutamente infeliz!) em que devorei o cara que servia o cafezinho. Foi um reboliço completo: gente nervosa andando a esmo, chefes gritando com subalternos, funcionários correndo de andar em andar para sorver o matutino ópio, mulheres alvoroçadas em grande palavratório desconexo, e mais...

Sem muita alternativa, os responsáveis pela segurança decidiram evacuar o prédio.

Fui descoberto. Capturaram-me. Ah! Se, naquele dia fatídico, eu soubesse que aquela carne meio insossa era de um fazedor de café e que o seu sumiço seria notado, tinha escolhido outro elemento para matar a minha gulodice.

Moral da história: o indivíduo que faz o cafezinho é extremamente importante, o que trabalha muitas vezes não é notado!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O simples é poderoso


Hoje eu gostaria de falar sobre uma das mais poderosas ferramentas da Gestão Humana que existe, o SIMPLES. Muitas vezes, durante toda a nossa vida buscamos realizar grandes coisas tanto no campo profissional quanto pessoal. Enfim, coisas que fazem sentido para nós, e da nossa constante busca.

Às vezes nos frustramos muito porque não atingirmos determinados objetivos, não somos reconhecidos ou simplesmente ninguém quer dar a mínima para aquilo que fazemos.

O mundo é muito provocativo. Hoje temos opções para tudo, no trabalho, na escola, na internet, na família e a todo o momento surge algo novo. Temos uma predisposição de acreditar que o novo é sempre o melhor, mas quando o vivenciamos constamos que aquilo que acreditávamos nem sempre corresponde à verdade.

Nas organizações, por exemplo, nem sempre as novidades que chegam ao mercado são necessariamente boas para o modelo de cultura da empresa e, por vezes, se paga preços absurdos para alguma solução customizada que não traz qualquer resultado positivo e pior, chega a complicar o que já estava bom.

Não se trata de uma discussão sobre inovar ou não, uma vez que toda empresa tem que buscar atualizar-se, inovar, mas "pecamos" por nos concentrar em projetos mais complexos e quando esses não estão com um propósito muito claro e forte. Então, perdemos dinheiro e principalmente a credibilidade das pessoas.

Um clássico exemplo de esforço no complexo é o citado em uma das palestras do professor Mario Sergio Cortella: a empresa da pasta de dente, que gastou um grande dinheiro com projetos de engenharia e softwares para solucionar um problema na linha de produção, quando a melhor solução estava em um simples ventilador, sugerido pelo próprio pessoal da produção.

São exemplos assim que nos fazem refletir do quão poderoso é o Simples e que muitas vezes deixamos de fazer por ser "muito óbvio" ou "muito notório". Temos uma fantástica capacidade de complicar o que é muito simples, porque estamos focados em duas que situações: passado e futuro. Aí, deixamos de viver o presente.

O presente é a única coisa concreta que temos, pois o passado já aconteceu e não podemos mais alterar. O futuro ainda não aconteceu e, portanto, também não podemos alterá-lo.

O passado nos remonta ao remorso, ficamos presos ao que fizemos ou deixamos de fazer. E isso nos impede de progredir, de ter uma melhor performance na vida, porque queremos chegar aos objetivos sem passar pelas trilhas necessárias, desejamos pular algumas etapas importantes para o nosso desenvolvimento. O futuro nos remonta a expectativas que, muitas vezes, não nos trazem a clareza que precisamos. O passado deve ser uma referência, um aprendizado. O futuro precisa de planos, mas é o presente é que nos faz aprender e planejar.

Tudo aquilo é simples, mas por algum motivo deixamos de fazer e o tornamos complexo mais para frente.

Eis alguns exemplos:
- Tem gente que quer falar inglês, mas não se matricula em um curso, não estuda. Há pessoas que desejam emagrecer, contudo não desejam fazer exercícios e muito menos deixam os hábitos de alimentação exagerada. Existem indivíduos que querem ganhar dinheiro, mas têm dificuldade em trabalhar, e acredite se quiser, tem gente que quer ganhar na loteria, mas não se esforça nem para jogar.

Se analisarmos tudo isso se torna muito simples, quando tomamos a direção do que realmente queremos. Particularmente, em minha experiência em Gestão de Pessoas e treinamentos com liderança já ouvi muitas queixas de líderes que afirmam ser difícil tratar as pessoas, dar feedbacks, fazer a Gestão das Pessoas e ainda gerar resultados para a empresa. Certamente tudo tem o seu grau de dificuldade, porém inúmeras vezes aumentamos esse grau. Mas, devemos lembrar que tratar bem uma pessoa é muito simples quando você se coloca genuinamente no lugar dela, ou seja, o "segredo" está em os demais tratar como gostaria de ser tratado.

O que vale a pena ressaltar é que as coisas no nosso cotidiano são inúmeras vezes muito simples e somente se tornam complexas por não tratarmos no começo ou por não assumirmos que não dependemos dos outros para fazer qualquer mudança. Precisamos aprender e até mesmo aceitar que para realizar coisas grandiosas em qualquer área da vida é necessário fazer as pequenas coisas com grandiosidade.

sábado, 27 de julho de 2013

Seu Exemplo, Fala Mais Que Suas Ações

O que você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo.
Ralph Waldo Emerson
Era uma tarde ensolarada de sábado em Oklahoma City. Meu amigo e pai orgulhoso, Bobby Lewis estava levando seus dois garotos para jogar minigolfe. Ele foi até o sujeito na bilheteria e disse:
- Quanto é a entrada?
O jovem respondeu:
- Três dólares para o senhor e três dólares para cada garoto acima de seis anos. A entrada é livre para as crianças de seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?
Bobby respondeu:
- O advogado tem três e o médico tem sete, então, acho que eu lhe devo seis dólares.
O homem da bilheteria disse:
- Ei, o senhor acabou de ganhar na loteria ou coisa parecida? O senhor poderia ter economizado três cobres. Poderia Ter dito que o mais velho tinha seis anos; eu não saberia a diferença.
Bobby respondeu:
- É, pode ser; mas os garotos saberiam.
Como Ralph Waldo Emerson disse, "o que você é fala tão alto, que eu não consigo ouvir o que você está dizendo". Em tempos desafiadores, quando a ética é mais importante que nunca, certifique-se de dar um bom exemplo a todos com quem trabalha e vive.
Patrícia Fripp
Canja de Galinha para a Alma
Jack Canfield & Mark Victor Hanse

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Galinha Ruiva

Um dia uma galinha ruiva encontrou um grão de trigo.
- Quem me ajuda a plantar este trigo? - perguntou aos seus amigos.
- Eu não - disse o cão.
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o porquinho.
- Eu não - disse o peru.
- Então eu planto sozinha - disse a galinha. - Cocoricó!
E foi isso mesmo que ela fez. Logo o trigo começou a brotar e as folhinhas, bem verdinhas, a despontar. O sol brilhou, a chuva caiu e o trigo cresceu e cresceu, até ficar bem alto e maduro.
- Quem me ajuda a colher o trigo? - perguntou a galinha aos seus amigos.
- Eu não - disse o cão.
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o porquinho.
- Eu não - disse o peru.
- Então eu colho sozinha - disse a galinha. - Cocoricó!
E foi isso mesmo que ela fez.
- Quem me ajuda a debulhar o trigo? - perguntou a galinha aos seus amigos.
- Eu não - disse o cão.
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o porquinho.
- Eu não - disse o peru.
- Então eu debulho sozinha - disse a galinha. - Cocoricó!
E foi isso mesmo que ela fez.
- Quem me ajuda a levar o trigo ao moinho? - perguntou a galinha aos seus amigos.
- Eu não - disse o cão.
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o porquinho.
- Eu não - disse o peru.
- Então eu levo sozinha - disse a galinha. - Cocoricó!
E foi isso mesmo que ela fez. Quando, mais tarde, voltou com a farinha, perguntou:
- Quem me ajuda a assar essa farinha?
- Eu não - disse o cão.
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o porquinho.
- Eu não - disse o peru.
- Então eu asso sozinha - disse a galinha. - Cocoricó!
A galinha ruiva assou a farinha e com ela fez um lindo pão.
- Quem quer comer esse pão? - perguntou a galinha.
- Eu quero - disse o cão.
- Eu quero - disse o gato.
- Eu quero - disse o porquinho.
- Eu quero - disse o peru.
- Isso é que não! Sou eu quem vai comer esse pão! - disse a galinha. - Cocoricó.
E foi isso mesmo que ela fez.
Se queremos dividir a recompensa, devemos compartilhar o trabalho.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Passageiros terão que pagar taxa para fazer conexões em aeroportos

A partir de hoje, os passageiros que fizerem voos com conexão terão que pagar uma taxa para utilizar o aeroporto para a troca de voos. As companhias aéreas vão repassar aos passageiros o a tarifa de conexão, com valor que chega a R$ 7,16 por parada.
A TAM iniciou hoje a cobrança, que foi informada por um comunicado às agências de viagem. A mesma medida será tomada amanhã pela GOL e pela Azul. A Avianca Brasil não se pronunciou, mas também deve seguir o mesmo procedimento, que foi definido pelas companhias na Associação das Empresas Aéreas (Abear).
Segundo o comunicado da TAM, a tarifa será cobrada em todos os aeroportos do Brasil e varia de R$ 3 a R$ 7,16. Os maiores valores são cobrado nos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, administrados por empresas privadas e nos dois terminais paulistas a taxa será reajustada para R$ 7,64 a partir do dia 10 de agosto.
A Abear confirmou que as quatro maiores companhias nacionais vão passar a trazer clara e discriminadamente no recibo do bilhete aéreo e outras vias de comunicação com os consumidores os valores relativos à cobrança da tarifa de conexão, que entrou em vigor no dia 19 nos aeroportos públicos, tal como já acontece com a tarifa de embarque há três décadas. O Juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, da 8ª vara do Tribunal Regional Federal do Distrito Federal, concedeu, por meio de medida liminar, o direito que foi pleiteado pelas companhias em ação declaratória apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), que atua em parceria com a Abear.
“Nesse novo cenário de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária, com a perspectiva da melhoria dos serviços prestados aos passageiros e às companhias aéreas, é justo que os operadores sejam remunerados. A partir do momento que, com esse objetivo, foi instituída a tarifa de conexão, em tudo semelhante à tarifa de embarque que já era praticada, mas referente a serviços que até então não eram objeto de cobrança, nada mais natural que fosse dada a ela o mesmo tratamento”, explicou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.
A tarifa de conexão foi criada pela Lei 12.648/2012 e ampliou a lista das tarifas aeroportuárias, definidas pela Lei 6.009/1973.  Ela já havia sido integrada aos contratos fechados entre os aeroportos concessionados em 2012 (Guarulhos, Viracopos e Brasília) e foi recentemente regulamentada pela Anac para que passasse a ser cobrada nos aeroportos públicos da Infraero, estados e municípios (Resolução nº 274/2013) a partir do dia 19 de julho.
Tanto a tarifa de embarque como a tarifa de conexão, segundo a definição legal, existem para cobrir os custos relativos aos serviços de embarque e desembarque, carrinhos e esteiras de restituição de bagagens, inspeções de segurança, transporte entre o terminal e as aeronaves, climatização do terminal e serviços de orientação por áudio e vídeo, entre outros.

O Poder do Pensamento


Roger Ellerton Phd

Olhe ao seu redor. Talvez você veja uma cadeira. Essa cadeira é real e existe no tempo e no espaço. No entanto, antes dela existir, ela primeiro surgiu como um pensamento. Na verdade, tudo no quarto existiu como um pensamento, em algum momento, na mente de alguém. Quem você é hoje e a realidade que você criou é o resultado dos seus pensamentos - seus pensamentos sobre o que é possível e o que não é. Esses pensamentos são influenciados pela sua espiritualidade – seu objetivo – quem você se vê como ser humano, suas crenças e seus valores.

Diz-se que uma pessoa tem mais de 60 mil pensamentos por dia. Isso é mais de quarenta pensamentos por minuto! No entanto, dos 60.000 pensamentos que você terá hoje, 90 por cento deles serão os mesmos 60 mil que você teve ontem e no dia anterior, deixando pouco espaço para novos pensamentos. Não é a toa que, às vezes, a vida possa parecer tediosa. A menos que você comece a pensar de modo diferente, você está destinado a continuar criando e repetindo a mesma velha realidade todos os dias. Será que já não é hora de mudar os seus pensamentos, viver os seus sonhos e deixar a realidade recuperar o tempo perdido?

A maioria dos nossos pensamentos e ações são hábitos e nós passamos pelos mesmos movimentos todo dia, com pequenas mudanças em nossos comportamentos ou percepções. O que acontece se você desafiar esses hábitos ou costumes? E se você tivesse que sair da sua zona de conforto e explorasse novas ideias ou novas formas de fazer as coisas? A sua vida não mudaria como consequência?

Muitas vezes, os nossos pensamentos são sobre como não estamos à altura, como somos incapazes ou como estamos despreparados, em evitar o fracasso ou nos punimos porque não falamos ou fizemos a coisa certa. Assim como o pensamento precedeu a criação da cadeira, os seus pensamentos precedem a realidade que você cria para si mesmo.

O futuro está à sua frente, determinado pelos seus pensamentos atuais. Esses são os únicos pensamentos sobre os quais você tem algum controle. Quais são os pensamentos que você escolheria para si mesmo que iriam ocasionar um futuro diferente para você?

O pensamento é uma forma de energia. Será que essa energia o impulsiona para frente ou o retêm? Você tem escolha sobre os pensamentos que você pensa. Quantas vezes no passado você escolheu ignorar os seus pensamentos positivos e se concentrou em seus pensamentos negativos? Nesse momento, se você conjugasse seus esforços no sentido de agir e se concentrasse nos seus pensamentos positivos, enquanto reduzisse seus pensamentos negativos, como a sua vida mudaria?

Você se torna aquilo que você pensa. - Earl Nightingale

Para realizar os seus sonhos, preste atenção no que está acontecendo ao seu redor. Seja curioso. Observe como os seus pensamentos sobre você mesmo, os seus pensamentos sobre os outros e os seus pensamentos sobre o que os outros podem estar pensando de você, influenciam o que você é capaz de alcançar. Comece a pensar, ver e experimentar coisas, pessoas, lugares e eventos de uma maneira nova. Reconheça o que acontece quando você começa a pensar de forma diferente sobre si mesmo e do que você é capaz de alcançar.

Roger Ellerton, PhD é consultor certificado de administração, fundador e sócio gerente da Renewal Technologies. O artigo acima é baseado no seu livro "Live Your Dreams Let Reality Catch Up: NLP and Common Sense for Coaches, Managers and You".
O artigo original "The power of thought" encontra-se no site www.nlp-center.net

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dez Dicas para Melhorar seus Relacionamentos



Colin G Smith

Todos queremos nos relacionar melhor com as outras pessoas. Embora, às vezes, isso seja extremamente embaraçoso para certas pessoas! Não seria ótimo se soubéssemos alguns princípios simples que nos permitissem experimentar mais relacionamentos satisfatórios. 

As 10 dicas abaixo oferecem conselhos básicos que você pode começar a aplicar desde já.

1. Lembre que por mais irracional que alguém esteja agindo, seu comportamento provém de uma intenção positiva. Quando você 'age como se' todo comportamento tivesse uma intenção positiva por trás dele, ao descobri-la, a sua vida se tornará mais agradável. Um exemplo: você encontra uma pessoa furiosa e pensa como ela é infantil e tola. Mas se você se perguntasse "qual seria a intenção positiva por trás do comportamento furioso dessa pessoa?", você poderia propor algo útil que lhe permitiria se sentir mais confortável. Por exemplo, as pessoas, às vezes, agem com raiva porque, por trás disto, elas acreditam que esse comportamento irá protegê-las.

2. Quando você se sentir desconfortável numa interação, 'obtenha alguma perspectiva', se dissociando. No olho da sua mente, veja você e a outra pessoa interagindo, como se você estivesse vendo o filme desta situação. 

3. Coloque-se na pele da outra pessoa. Esse é um dos métodos mais poderosos para adquirir sabedoria nos seus relacionamentos. Para começar, imagine você e a outra pessoa se comunicando, perceba como ela fala, observe as expressões faciais dela, etc. Você então ‘se coloca na pele dela’ e vê através dos olhos dela e ouve através dos ouvidos dela. Então, evidentemente, você estará olhando para você mesmo! Repita rapidamente uma conversa que você teve anteriormente e que poderia ter sido melhor. Perceba 'você mesmo' e torne-se consciente de como ver as coisas através da perspectiva dessa outra pessoa lhe dá novos insights para o relacionamento.

4. Que suposições você está fazendo sobre a outra pessoa? Você está disposto a desafiar essas suposições? Escolha uma. Qual é o oposto dela? Por exemplo: preconceituoso x liberal. Agora se imagine interagindo com a pessoa nessa nova atitude. 

5. Entre no contexto ’NÓS’. Pense sobre uma pessoa com quem você quer se relacionar melhor. Dissocie-se: imagine através do seu olho da mente, os dois interagindo. Agora se permita descobrir um propósito comum entre vocês dois. Evidentemente, se você não puder propor alguma coisa, poderá sempre recorrer ao fato de que são apenas dois seres humanos tentando experimentar mais felicidade.

6. "Crie uma imagem engraçada" do seu chefe (ou daquele colega irritante): muitas pessoas experimentam dificuldades na comunicação com o seu chefe. Muitas vezes é devido ao fato dele ser muito sério. Pois aqui está uma maneira simples e rápida de injetar o antídoto: diversão! Certo, agora imagine o seu chefe ou outra pessoa. Depois perceba as feições dele. O que se destaca? É o nariz dele, os olhos, as sobrancelhas, o queixo? Agora, simplesmente exagere essas características, como faria um caricaturista. Exagere e "brinque" de uma maneira que lhe faça rir ou, pelo menos, se sentir melhor em relação ao relacionamento.

7. Não há fracasso, apenas feedback (ou experiências de aprendizado). Uma maneira realmente útil para fazer mudanças benéficas é enxergar tudo como uma experiência de aprendizado. Pense sobre um relacionamento que você ache desafiador, perceba como você usualmente responde à outra pessoa e então pergunte-se: "De que outra maneira eu poderia responder?" De quantas maneiras diferentes você poderia responder nas suas interações? Proponha pelo menos três possibilidades. Isto permitirá à sua mente gerar maior flexibilidade no comportamento.

8. Muitas vezes, quando experimentamos dificuldades nos nossos relacionamentos é porque nos focamos nos defeitos. Isto altera a nossa percepção do relacionamento geral, que é realmente uma mistura de boas e más qualidades. Para voltar a focar a nossa atenção no quadro global, comece a lembrar das qualidades que você admira na outra pessoa. Sugira três, faça uma imagem delas, aumente o tamanho e as coloque em volta da imagem das qualidades ‘defeituosas’ da pessoa. E lembre-se da intenção positiva – dê uma olhada de novo na dica número 1!

9. Qual seria a consequência de permanecer preso na mesma relação dinâmica com uma determinada pessoa, digamos por 25 anos a partir de agora?! O fato é que se você quiser experimentar melhores relacionamentos, VOCÊ terá que mudar os seus pontos de vista ou a sua atitude. Está bem, isto pode ser bastante simples. Imagine-se entrando no futuro, 25 anos a partir de agora e, ao olhar para trás, para este relacionamento, perceber que o relacionamento permaneceu no mesmo padrão preso, ano após ano, durante 25 anos! Olhando-o dessa forma, agindo como se isso pudesse realmente acontecer, permita que apareçam seus sentimentos, que o fariam dizer: "basta, eu PRECISO mudar!"

10. Pense em alguém com quem você gostaria de se relacionar melhor. Escolha alguém meio "problemático" e depois leia devagar a seguinte pergunta: Não é verdade que todos os problemas que nós experimentamos quando nos relacionamos com outra pessoa é devido aos NOSSOS sentimentos? E se tivéssemos que mudar os nossos sentimentos? Isso poderia tornar as coisas mais fáceis, não é?
Se você quiser experimentar relacionamentos mais satisfatórios, terá que adquirir algumas perspectivas novas. Aplicar um ou mais dos métodos acima irá ajudá-lo a alcançar isso mais facilmente!

Colin G Smith é Master Practitioner licenciado de PNL e autor do "The NLP TollBox", um livro para desenvolvimento pessoal que habilita o leitor a dominar qualquer área da sua vida com surpreendente velocidade.
O artigo "Better Relationships - Ten Top Tips" encontrava-se no site http://ezinearticles.com/?expert=Colin_Smith
Agora Better Relationships - Ten Top Tips

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Grande novidade: uma vacina que pode impedir a ação da cocaína e do crack


Sucesso em testes de vacina contra cocaína nos testes em animais (Imagem: Mooganic)
Sucesso em testes de vacina contra cocaína nos testes em animais

Nota de Marcos Ricardo dos Santos, publicada em edição impressa da revista Superinteressante
VACINA IMPEDE AÇÃO DA COCAÍNA E DO CRACK

Cientistas americanos anunciaram a criação de algo que pode revolucionar as políticas de combate a drogas: uma vacina capaz de anular o efeito da cocaína e do crack. Ela foi desenvolvida pela Faculdade de Medicina Weill Cornell, em Nova York, e já foi testada com sucesso em ratos e macacos.
Os pesquisadores manipularam o vírus que causa gripe comum – ele foi acoplado a uma molécula artificial, criada em laboratório, que tem exatamente o mesmo formato da molécula de cocaína. Em seguida, esse vírus foi injetado em cobaias.
E algo incrível ocorreu: o sistema imunológico dos animais criou defesa contra a molécula.
A partir daí, se o animal consumisse cocaína, ela era destruída pelo organismo. Não chegava ao cérebro, e portanto não produzia efeito.
“Nós ensinamos o organismo a ver a molécula de cocaína como intrusa”, explica o geneticista Ronald Crystal, líder do estudo. A vacina também funciona contra o crack.
Ela não causou efeitos colaterais, mas mostrou ter duração limitada: 13 semanas em ratos e sete em macacos. Não se sabe por quanto tempo se manterá eficaz em humanos (os testes em pessoas começarão em 2014).
Além disso, a vacina não elimina a dependência química e psíquica – o dependente sente falta da droga e continua tendo vontade de consumi-la. A diferença é que, se ele fizer isso, não obterá efeito. Por isso, a vacina não dispensa o acompanhamento psicológico. Mas poderá ser de grande ajuda para quem luta contra o vício.

domingo, 21 de julho de 2013

Filmes que inspiram: 12 Homens e uma Sentença

O filme sobre decisão e persuasão prende a atenção e nos leva a reflexão do início ao fim. Lançado em 1957 e dirigido por Sidney Lumet, o longa apresenta uma proposta atual mesmo tendo 56 anos de existência.

O roteiro conta a história de um jovem porto-riquenho que é acusado de um brutal crime – ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.
Toda a história se passa dentro de uma sala onde os jurados apresentam de forma dura e objetiva, os próprios preconceitos, desinteresse e a falta de preocupação com o destino do jovem. Estas atitudes são vistas, muitas vezes, em equipes que deixam de entregar os melhores resultados ou, até mesmo, de decidir algo importante por conta da ignorância, arrogância e egocentrismo de alguns colaboradores.
O filme é um “soco no estômago”, e nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade e nas empresas. Quando trabalhamos por uma companhia estamos, querendo ou não, trazendo um diferencial para a sociedade. Um produto, um serviço ou assistência fazem com que nosso sistema ande e se complete – por que não fazermos com responsabilidade e consideração ao próximo?
O único jurado que não julgou o menino afirmou: “Não posso me preocupar com futebol ou com o jantar enquanto estou com o destino de um menino em minhas mãos, sou contra a condenação sem avaliarmos aos fatos corretamente”. Com isso, ele incitou a fúria daqueles que não estavam preocupados com o significado de uma condenação, por puro senso comum e ignorância.
Quantas vezes nós agimos com negligência por preguiça ou por acreditar nas aparências ou em resquícios culturais? Devemos eliminar nossa ignorância e trabalhar mais em equipe, ajudando uns aos outros, canalizando o tempo e inteligência para os resultados e não para atrapalhar um colega ou a empresa. Ter sucesso e fazer o correto é questão de ser coeso, responsável e engajado. O final do filme é surpreendente e vale como entretenimento, com toda certeza.

Confira o filme completo!

sábado, 20 de julho de 2013

Reflexões Sobre a Vida por Charles Chaplin

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei para proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só para escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e…
…tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida…
e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E A VIDA É MUITO, para ser insignificante.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Curiosidade: Seu cérebro é capaz de revelar essa foto (em cores)




Circulando pelo Facebook, encontrei essa imagem acompanhada de uma descrição curiosa – segundo o autor da postagem, nosso cérebro seria capaz de ‘revelar’ a foto em cores, como um negativo. Fiz o teste e descobrir que o negócio funciona mesmo. Experimente:
- Olhe fixamente para o ponto vermelho no nariz da moça (sim, ele está lá) por 30 segundos. Vai parecer uma eternidade, mas o período precisa ser cumprido à risca para que o experimento funcione.
- Depois dos 30 segundos, desvie seu olhar para uma superfície clara (de preferência branca). Pisque os olhos rapidamente, sem tirar os olhos da parede/mesa/objeto claro escolhido.
Voilá, a foto ‘revelada’ em cores diante de seus olhos.
Mas como isso acontece?
Você provavelmente já ficou com a ‘impressão’ de algo na retina. Ao olhar para luzes de um carro à noite, por exemplo, você as vê ao piscar. Isso acontece porque os fotosensores de sua retina ficam saturados com a luz. Isso faz com que seus olhos ‘percam’ temporariamente a habilidade de perceber corretamente a cor que fez com que seus olhos ficassem saturados – na prática, significa que por olhar muito tempo para uma cor determinada, você vai perceber as cores opostas à original, como em um negativo. E é dessa forma que seu cérebro ‘revelou’ a imagem acima.

Comidas Fake: veja cinco alimentos que não são o que parecem

Chocolate, kani-kama, cereja enlatada, pipoca de microondas e pão integral. Você sabe o que está comendo?

por Ana Freitas
É um problema contemporâneo: nem sempre você come o que acha que está comendo.
Os rótulos enganam, os processos de manufatura alimentícia não parecem ser tão confiáveis quanto nós gostaríamos que fossem e vez ou outra um escândalo acaba mostrando isso pra gente: lembra dos mais de 12 países europeus atingidos pelo escândalo envolvendo venda de carne de cavalo no lugar de carne de vaca no início desse ano? A carne de cavalo no lugar da de boi e vaca, aliás, nem é exclusividade europeia: no início do mês, em Pernambuco, a polícia apreendeu 500 quilos de carne de cavalo que estavam sendo usados para fazer cachorro-quente.
Nos EUA, a ONG U.S. Pharmacopeial Convention informou, em janeiro deste ano, que entre os alimentos mais camuflados nos EUA estão o azeite, que é vendido misturado com óleos mais baratos, o chá, que é diluído com outras ervas - até grama! - e temperos como páprica e açafrão, que são adulterados com corantes de alimentos que imitam as cores desses condimentos.
Ninguém está à salvo: a realidade é que só dá pra ter certeza do que se está comendo se é você o responsável pela cadeia de produção da sua comida. E como isso é algo muito raro nesses tempos, vale lembrar os cinco alimentos que você achou que estivesse comendo mas, na verdade, não passam de pura engenharia alimentícia.

Editora Globo
Chocolate que não é chocolate As leis brasileiras são claras em relação ao que é um chocolate: para ser classificado como tal, um produto precisa ter pelo menos 25% de cacau. Acontece que, de acordo com uma entrevista do presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA) para o portal UOL na última semana, um em cada três chocolates no Brasil não concentra essa quantidade de cacau e, portanto, não pode ser considerado chocolate. Na reportagem, Lessa estima que praticamente 35% dos chocolates comuns nas prateleiras, produzidos pelas grandes empresas alimentícias, são doces tipo chocolate. Segundo com ele, muitos afirmam ter alta porcentagem de cacau, mas estariam enganando o consumidor, já que não haveria fiscalização que comprovasse esse tipo de informação do rótulo - e informar esse número, aliás, nem é obrigatório por lei. Em vez de cacau, esses doces contém altas quantidades de açúcar e gordura.
Editora Globo
Pão e biscoito integral que não são, digamos, integralmente integrais
Alimentos integrais são grãos que não passam por um processo de refinamento. Com as fibras preservadas, eles ajudam a limpar o organismo: mantém os níveis de colesterol baixos e controlam os picos de insulina no sangue, aumentando a saciedade e facilitando o emagrecimento. Só que comprar pães e biscoitos integrais não é tão fácil quanto parece. É que a Anvisa não estabelece nenhuma regra para a fabricação desses produtos, como por exemplo uma porcentagem mínima de farinha integral na composição para que ela possa ser chamado assim. Comece a ler as embalagens com bastante atenção e você vai reparar que a maioria desses alimentos nas prateleiras também inclui farinha refinada na composição. Ou seja: na maioria das vezes, pão integral não é 100% integral. E em alguns casos, a porcentagem de farinha integral pode chegar a apenas 30%. Para ter certeza que não está levando gato por lebre, lembre-se dessa dica: o pão realmente integral tem de 3 a 5 gramas de fibras a cada 50 gramas de pão. Fique de olho na tabela nutricional.
Editora Globo
Cereja que é feita de chuchu
O chuchu é o vegetal mais sem personalidade que existe. E a cereja é cara no mundo tropical. Por isso, confeiteiros e culinaristas muitas vezes recorrem a um truque culinário que transforma o chuchu em cerejas em calda. Elas são usadas em bolos e tortas, e você provavelmente já comeu muito chuchu por cereja nessa vida. Claro que cerejas frescas, daquelas que a gente só come no Natal (e que são importadas) não fazem parte da farsa alimentícia. Mas aquela cerejinha que enfeita a fatia de bolo da padaria da esquina por cima do marshmallow provavelmente é uma farsante.
Editora Globo

Carne de siri que é feita de todo o resto que há no mar, menos siri
Ele é a estrela do restaurante japonês: o kani é o coringa dos sushis mais sem-graça da bandeja. É usado também em saladas orientais e até como snack. O kani, como se sabe, é feito de carne de siri processada. Só que não. Carne de siri de verdade é cara - e o kani que conhecemos certamente não seria tão abundante assim se esse não fosse o caso. A principal matéria prima do kani é o surimi, uma massa feita de carnes de diferentes tipos de pescados e misturada com coisas como amido de trigo, clara de ovo, açúcar, extrato de algas, extratos aromatizantes de caranguejo e lagostas, sal, vinho de arroz e até glutamato monossódico, uma substância difícil de ser metabolizada pelo corpo e que pode até causar câncer. O pigmento rosa? É Colchonilla, um corante alimentício avermelhado que é obtido esmagando-se um inseto vermelho de mesmo nome.
Editora Globo
Manteiga na pipoca do cinema que é, na verdade, óleo de soja e aromatizante artificial
Não tem nada mais aconchegante do que o cheirinho de pipoca amanteigada ao entrar no hall do cinema. Aquele cheiro antecipa todo o lazer e conforto o que você espera das duas horas que vai passar aninhado naquela poltrona. Pena que esse aroma tão emblemático é uma farsa. Para você ter uma ideia, em 2011, redes de cinema norte-americanas se recusaram a informar exatamente o que eles colocam em suas pipocas. Manteiga é cara e existem alternativas mais baratas e que não deixam a pipoca tão murcha: as pipocas de cinema costumam ser banhadas com óleo de soja com sabor artificial de manteiga, além de um pouco de beta caroteno pra ajudar na cor.
(fotos: Wikimedia Commons)
Temas relacionados

Construindo Auto Estima

Por Don A Blackerby, Ph.D

Introdução
A seguir, transcrevo alguns exemplos de afirmações que tenho ouvido em meu consultório e em minhas observações da vida.
Um pai me disse, na frente de seu filho, que desejava que eu tratasse: "Ele não está fazendo seus trabalhos escolares, e suas notas estão baixas! Ele é simplesmente preguiçoso e tem uma má atitude! Ele não se endireita, não vai conseguir coisa alguma!".
De um treinador, para um jogador de futebol, de 5 anos de idade: "David, seu pateta!! Eu lhe disse para bater com seu pé esquerdo. Você está usando o pé direito! Você não pode fazer nada certo?"
De um pai, para uma criança: "Nós recebemos uma outra notificação da escola hoje, informando que você não está fazendo suas tarefas! Por que você não é como sua irmã? Ela sempre faz tudo certo! Ela é uma filha perfeita!"
Pai, para a filha da 5a. série, após receber o boletim dela, com 5 A e 1 B: "Você tirou outro B!! Você não vai conseguir um bom emprego se não apertar o cinto! Estou muito decepcionado com você. Você provavelmente vai acabar na assistência social, ou eu terei que sustentá-la por toda a sua vida."
Pai para um filho, após ouvi-lo contar a outro estudante como se saíra bem em um teste: "Eu ouvi você se gabando para o Tim sobre a nota que tirou no teste de Matemática. Não quero que fique cantando louvores a si próprio e dizendo a todo mundo o quanto você é bom. Você tem obrigação de sair-se bem em matemática. Eu sou professor de matemática e ensinei-lhe tudo! Isso não significa que você é bom!"
Não acredito que essas pessoas conheçam os efeitos devastadores que esses comentários causam sobre a auto-estima de uma criança (ou de um adulto). Tenho certeza de que os pais, os treinadores, ou os professores têm intenção positiva quando fazem isso. Provavelmente estão tentando ajudar a criança a ser melhor, mas o efeito dessas atitudes não é o que eles desejam. No decorrer dos anos em que tenho trabalhado com estudantes e famílias, notei diversas maneiras como a auto-estima pode ser destruída. Por exemplo:
Maneiras de Destruir a Auto-estima
A.     Enfatizar, ou até mesmo deturpar, os atributos ou comportamentos negativos. Chamar a criança de desajeitada quando derrama algo, ou fazer comentários negativos sobre sua aparência ou notas escolares. Considere com cuidado e pode ter certeza de que elas se sentem muito mal a respeito disso.
B.     Não prestar nenhuma atenção aos comportamentos e atributos positivos. Se ela trouxer para casa um boletim com dois A´s e dois C´s, censurá-la sobre os C´s e não dizer nada sobre os A´s.
C.    Transformar os erros em fracassos pessoais de sua parte. Os erros podem ser corrigidos facilmente; os fracassos atingem diretamente a identidade e a auto-estima. Se ela tirar uma nota baixa ou não se sair bem num recital, o comentário "Se você não melhorar, você nunca conseguirá nada" pode ferir profundamente, por um longo tempo. Assim, uma nota baixa significa que a criança é preguiçosa, ou não fazer a cama significa que ela é irresponsável.
D.    Apontar as qualidades positivas de outra pessoa e mostrar que a criança não as tem. "Por que você não pode ser um estudante grau "A" como sua irmã?"
E.     Não permitir que faça qualquer coisa ou assuma a responsabilidade e/ou o crédito por seu progresso positivo ou por suas conquistas. Acusá-la de vaidade quando tenta fazê-lo, ou censurá-la por falar sobre elas.
Como Construir a Auto-estima
Ao trabalhar com estudantes que usam meus processos para "Redescobrir a Alegria de Aprender", muitas vezes é necessário consertar a auto-imagem e a auto-estima severamente prejudicadas. Considerando que muitos dos estudantes modernos jamais foram ensinados COMO aprender e COMO fazer as inúmeras tarefas acadêmicas exigidas pela escola, sabemos que, às vezes, eles não fazem as tarefas muito bem, e suas notas sofrem. E o mesmo acontece com sua auto-imagem e auto-estima. Eles tendem a tomar isso muito pessoalmente e presumem que há algo de errado consigo mesmos, porque não conseguem cumprir suas tarefas. Assim, mesmo depois de ensiná-los como aprender, ainda é necessário encontrar maneiras de reconstruir sua auto-estima. Este artigo trata das maneiras que desenvolvi para fazer exatamente isso. As técnicas e processos não precisam ser exclusivos para aos estudantes; aplicam-se aos indivíduos de todas as idades e todos os níveis, em todos os ambientes.
Antes de mais nada, algumas definições – meu dicionário define auto-estima como – "a crença em si próprio; auto-respeito." Ele define auto-imagem como "a concepção do indivíduo sobre si mesmo e sua própria identidade, capacidades, dignidade, etc." O dicionário também define auto-conceito como auto-imagem. Portanto, a distinção é muito delicada. Eu normalmente uso auto-estima como a soma, em nível de identidade/crença, de todas as auto-imagens que o indivíduo tem sobre vários aspectos de si próprio.
Em minha opinião, nossa auto-estima e auto-imagem provêm da resposta a duas perguntas: "Que tipo de pessoa eu sou?" e, "Que evidência tenho disso? " A evidência é o que sentimos no mundo ao nosso redor. É o que vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos e degustamos sobre nós mesmos. Então, atribuímos significado à evidência sob a forma de atributos, qualidades, ou características. A soma disso tudo forma nossa auto-imagem. O significado que atribuímos a essa soma é a nossa auto-estima. Indivíduos diferentes referem diferentes atributos à mesma evidência. Portanto, tem tudo a ver com a percepção. A coisa boa sobre a percepção, especialmente para aqueles de nós que praticamos a Programação Neurolingüística ou PNL, é que isso pode ser mudado e formado.
A maneira mais simples de afetar positivamente a auto-estima é notar quando um indivíduo faz alguma coisa muito bem. Então, procuramos um atributo do qual o comportamento seja um exemplo. Quando aparece um, dizemos ao indivíduo: "Esse comportamento prova-me que você é um indivíduo do tipo (dizer o atributo)." Assim, por exemplo, suponhamos que seu filho estudou realmente muito para um teste e o realizou com 100% de sucesso. O atributo poderia ser escolhido dentre muitos – aplicado, brilhante, esperto, bom estudante, etc. Vamos usar aplicado. A frase poderia ser: "Esse 100% no teste mostra-me que você é um jovem aplicado. Mantenha esse bom trabalho!"
A estrutura do processo e da linguagem é a seguinte:
 1) você está deliberadamente conectando o atributo de sua escolha a uma evidência que o indivíduo não pode contestar, e 2) você está ligando sua própria credibilidade à coerência. Se você continuar a elaborar sobre a coerência e falar sobre a importância do atributo, isso ajudará a construir a auto-estima ainda mais. Tenha cuidado, contudo, para não exagerar e ser muito efusivo, pois isso poderia gerar a descrença do indivíduo. Obviamente, se você não tiver qualquer credibilidade perante o indivíduo, isso não funcionará.
Uma das maneiras criativas que os pais podem usar é pensar no tipo de filho ou filha que eles querem ter. Pense nos atributos que você quer que eles incorporem. Então, note quando eles fazem algo ao qual esses atributos podem ser ligados e faça a declaração. Os comportamentos podem ser mais ou menos importantes. Também, podem ser comportamentos nos quais eles NÃO se envolvam. Por exemplo: "Eu notei, Cris, que você não usa drogas, embora elas estejam disponíveis para você. Isso mostra-me que você está crescendo com muita responsabilidade pelo seu próprio comportamento e saúde, e que você não está simplesmente acompanhando a turma. Eu tenho muito orgulho da maneira como você toma essas decisões responsáveis."
Não espere comportamentos melhores antes de usar esse processo. Ele tem poder devido à sua precisão. De fato, às vezes, os comportamentos menos importantes têm mais efeito porque o indivíduo não os havia considerado. Quando você faz a conexão, está alertando para algo sobre o qual ele não havia pensado; e isso sempre tem um efeito-surpresa que enriquece a reação emocional. Isso vale especialmente para os indivíduos que não são estrelas – os estudantes nota 10 ou os que fazem tudo certo. Em relação aos alunos que possuem incapacidade de aprender ou outras deficiências, isso pode ter um efeito poderoso, porque eles raramente recebem um feedback positivo. Por exemplo, uma vez ouvi o seguinte relato de uma professora: "Certa vez, eu tive um aluno com a Síndrome de Down, e decidi usar esse processo com ele. Após pensar sobre ele por algum tempo, ficou claro para mim que ele sempre entrava em minha sala de aula com um largo sorriso, vinha até mim e me dava um grande abraço. Na vez seguinte que ele fez isso, eu lhe disse: "Você sabe, Doug, eu notei que você sempre entra em aula com um belo sorriso e me dá um abraço. Isso me diz que você é uma pessoa muito feliz e amorosa, e eu realmente aprecio isso em você. Você é muito especial para mim." A professora contou que Doug inflou o peito e nunca deixou de sorrir para o resto da classe. E, todas as vezes que ela a viu depois, ele sorria e lhe dava um abraço, sabendo que ele era especial para ela.
Se você tem problema em notar quando eles fazem algo que lhe permita fazer uma afirmação desse tipo, crie algo para eles fazerem; e quando eles o fizerem com sucesso, faça a afirmação. Por exemplo, em minha primeira entrevista com um estudante eu uso essa técnica. Durante minha avaliação, peço-lhes que escrevam palavras de trás para frente (da direita para a esquerda). Geralmente, nunca tentaram fazer isso antes, e é algo novo para eles. Quando conseguem, eu faço o seguinte comentário: "Isso me diz que não há nada errado com o seu cérebro. Eu posso transformar você em um estudante-estrela, ensinando-lhe a fazer coisas com a sua mente. Posso ajudá-lo a ser o tipo de estudante que você sempre desejou ser."
Outra coisa interessante sobre esse processo é o seu efeito duradouro. Você não precisa se preocupar em fazer o processo repetidamente. Ele tende a ir direto ao coração e à alma da pessoa e aí permanecer por um longo tempo. A razão disso é que você está criando uma "experiência referencial pessoalmente atrativa" para eles. As propriedades de uma experiência referencial pessoalmente atrativa são:
Propriedades de uma Experiência Referencial Pessoalmente Atrativa
A.     Está relacionada com o conceito de si próprio.
B.     É dada no sistema representacional apropriado.
C.    É dada por uma referência externa com credibilidade.
D.    É intensa.
E.     É uma surpresa ou algo completamente diferente da maneira como eles pensavam sobre o assunto anteriormente – às vezes, chamado de mudança de paradigma.
Está relacionada com o conceito de si próprio.
Obviamente, esse é o ponto. Você está deliberadamente fazendo essa ligação quando diz, "Esses 100% do teste me informam que você é um jovem aplicado". Analisando isso através dos níveis lógicos, você está comunicando pelo menos ao nível de Identidade e pode, na elaboração, elevá-lo para o nível Espiritual/Sistema Superior. Isso transformaria o processo em algo ainda mais atrativo. Um exemplo de elaboração seria:
"Sua mãe, seus avós e até mesmo os professores de sua escola já me haviam comentado que você é muito aplicado. Parece que eles apreciam isso a seu respeito, e dizem que esse é um traço que irá ajudá-lo no futuro."
É dada no sistema representacional apropriado.
Quando você está liga o atributo a uma experiência sensorial completa que eles acabaram de ter, eles a representam em todos os sistemas representacionais. Eles não podem negar que isso não ocorreu, pois você está lhes dando um feedback instantâneo e específico.
É dada por uma referência externa com credibilidade.
Você é a referência externa e tem credibilidade. Se no momento você achar que não tem credibilidade, espere até tê-la, e o momento certo. É uma oportunidade muito poderosa para perdê-la. Um exemplo seria quando a pessoa está agitada e zangada com alguma coisa. Espere até que ela se acalme.
É intensa.
A intensidade ou resposta emocional é o que torna o processo atrativo o suficiente para durar. Você pode construir a intensidade de qualquer uma ou das quatro diferentes maneiras:
1.     Freqüência – se eles não fizerem outros 100% num teste, por exemplo, a experiência original perde sua intensidade.
2.     Repetição – quanto mais repetem alguma coisa, tanto melhor ela penetrará na memória a longo prazo.
3.     Duração – quanto mais longo for o momento ou a elaboração, tanto maior a intensidade. Se for um comentário passageiro, não terá muita chance de durar. Essa é a razão porque a elaboração é tão importante.
4.     Força – quanto mais robusta a resposta emocional, tanto mais intensa será. É assim que funciona a fobia, que é um exemplo de uma experiência aprendida em uma única vez.
É uma surpresa ou algo completamente diferente da maneira como eles pensavam sobre o assunto anteriormente – às vezes, chamada de mudança de paradigma.
Esta é a maneira mais fácil de construir a intensidade. Quanto mais surpreendente for, tanto mais chocará e tanto mais será atrativa. Você vai ouvir a clássica resposta: "Uau! – eu nunca pensei nisso DESSA maneira".
Conforme dissemos anteriormente, a maneira mais fácil de construir a auto-estima é aproveitar quando o indivíduo faz algo de bom e positivo. Mas, o que fazer se alguém se comporta de maneira negativa ou se já tem um atributo negativo ligado a um comportamento? Existe uma maneira de desligar o negativo e ligar um atributo positivo? A resposta para as 
duas perguntas é: sim.
http://www.golfinho.com.br/artpnl/artigo200211.gif


O diagrama acima fornece uma forma mais visual para demonstrar o que estamos fazendo. Quando o comportamento é bom, nós simplesmente ligamos o atributo positivo ao bom comportamento, usando a afirmação. Se, no entanto, o comportamento não for bom, encontramos a intenção positiva por detrás do comportamento e ligamos o atributo positivo à intenção positiva. Assim, por exemplo, quando meu filho ainda estava no segundo grau, nós fizemos um acordo de que ele voltaria no horário estabelecido, nas noites em que saía com seus amigos. Ou, se não pudesse ser pontual, ele nos chamaria e informaria a razão, indicando o novo horário (assim, não nos preocuparíamos com ele). Ele foi muito confiável e responsável no cumprimento dessa promessa. Uma sexta-feira à noite, contudo, ele se atrasou muito e não nos telefonou. Sua mãe estava acordada, andando pela casa (eu estava dormindo). Ele chegou depois das duas ou três horas do Sábado de manhã. Na manhã seguinte, quando ele se levantou, eu perguntei a respeito e se nós deveríamos refazer o acordo. Sua resposta foi: "Não, pai, vou contar-lhe porque não pude ligar. Um de meus amigos tinha um revólver e estava falando em suicidar-se, mas quis falar comigo. Eu sabia que você não gostaria que eu o abandonasse, portanto fiquei com ele até conseguir levá-lo para casa." Minha resposta foi: "Obrigado, agora entendo e aplaudo sua escolha. Suas intenções de permanecer com nosso acordo e de ajudar seu amigo me dizem que você é de fato o jovem altamente responsável, que eu sempre achei que fosse. E agora sei que você pode ser um amigo bom e confiável, também. Seus companheiros são felizes por terem um amigo como você".
Antes de continuar com a estratégia acima, é importante que você averigúe se o mau comportamento foi um erro da parte da pessoa, baseada naquilo que ela pensava estar acontecendo, ou uma ocorrência extraordinária ou inesperada. Se for este o caso, encontre a intenção positiva por detrás do que ela pensava que estava acontecendo, e faça a afirmação ligando o atributo positivo à intenção positiva. Se foi um erro, diga algo como "Todos nós cometemos erros e podemos aprender deles, portanto não vamos continuar repetindo os mesmos. Como você poderá comportar-se de maneira diferente no futuro?" Depois, encontre a intenção positiva existente por detrás do novo comportamento e a disposição da pessoa para aprender a partir de seus erros e, em seus comentários de acompanhamento, ligue os atributos positivos.
Se o mau comportamento continuar e for repetitivo (como, por exemplo, não fazer as tarefas ou bater na irmã menor, etc.), diga algo como: "Esse comportamento não representa o tipo de pessoa que eu acho que você é. Eu acho que você é o tipo de pessoa que (diga diversos atributos positivos). Estou errado?" Quando você obtiver a resposta, diga, "Bem, agora que nós concordamos sobre o tipo de pessoa que você é, que comportamentos esse tipo de pessoa teria, na mesma situação? " Quando ela apresentar alguns comportamentos melhores, você pode ligar os novos comportamentos a atributos ainda mais positivos. Se você fizer a ponte ao futuro com os novos comportamentos e fizer com que experimente como seria comportar-se assim no futuro, vai ajudar muito a mudar os velhos comportamentos. Essa situação realmente exige ALTA credibilidade de sua parte. A pessoa começa a se preocupar com aquilo que você pensa e sente a respeito dela.
Muitas vezes, eu recebo estudantes com atributos negativos já ligados a certos comportamentos. Por exemplo, às vezes os pais rotulam seus filhos de preguiçosos ou que têm atitudes ruins ou tolas, porque estão indo mal na escola. A maneira de desligar os atributos negativos e ligar atributos positivos é a seguinte: pense num exemplo contrário ao atributo negativo que você pode gerar, e depois ligue esse exemplo a um atributo positivo. Por exemplo, vamos supor que o pai acabou de dizer que seu filho não foi muito brilhante, foi até tolo. Quando faço uma criança escrever uma palavra de trás para frente, e ela o faz com sucesso, eu digo: "Isso prova-me que não há nada errado com sua mente, e você certamente não é boba. Escrever essa palavra de trás para a frente mostra-me que eu posso ensinar você como aprender, para que você seja tão esperto e bem sucedido na escola quanto você quiser. No passado você não foi capaz de ter sucesso porque nossas escolas falharam em ensinar-lhe COMO aprender. Você fez o melhor que pode, mas algumas das estratégias de aprendizado que você tentou não foram eficientes nem eficazes. Agora eu vou ensinar você COMO aprender."
Resumo
"Que tipo de pessoa sou eu?" Devido ao fato de que nós, seres humanos, temos essa pergunta predominante no fundo de nossas mentes o tempo todo, somos vulneráveis a qualquer comentário ao nosso redor. Se tivermos uma auto-estima forte, podemos filtrar esses comentários, avaliá-los, e descartá-los como inválidos. No entanto, quando uma pessoa é jovem e ainda maleável, ela pode fazer isso facilmente. Se nós, os pais, professores e outros adultos ao redor deles, intencionalmente queremos moldar a auto-estima para o bem do jovem, usando essas técnicas, podemos ir muito longe na missão de tornar este mundo um lugar melhor. Positivamente, estaremos afetando as vidas dos jovens ao nosso redor. Que objetivo magnífico e que visão para nós!
Don A Blackerby, Ph.D. é o fundador de HABILIDADES DE SUCESSO, em Parker, CO. Ele é um ex-professor de Matemática e diretor de colégio, e fundou as HABILIDADES DE SUCESSO em 1981, a fim de focalizar o uso da Programação Neurolingüística (PNL) para ajudar os alunos com dificuldades na escola. Em 1996, escreveu o livro "Redescubra a Alegria de Aprender", no qual descreve suas estratégias e processos baseados na PNL, com os quais ajuda os alunos em dificuldade, inclusive aqueles que sofrem da Distúrbio do Déficit de Atenção (ADD). Seu endereço é: SUCCESS SKILLS, P.O.Box 2804, Parker, CO. 80134 USA.
E-mail: info@nlpok.com. Site na Web: www.nlpok.com