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domingo, 31 de maio de 2015

Procrastinação: perda de tempo ou sinal de alerta?

Comportamentos como a procrastinação geralmente obtêm uma condenação muito ruim. Qual é a vantagem que a procrastinação pode trazer? Você não pode evitar arranjar um tempo para efetuar a conferência da sua conta bancária, ou mudar de emprego ou cortar relações com algumas pessoas na sua vida. Como isso pode ser útil? É apenas um desperdício de tempo, certo? Na PNL nós pressupomos que todo comportamento é útil, em algum contexto. Essa é uma briga bastante ampla. Vamos olhar uma imagem que podemos pintar com esse exemplo.
E se pelo menos, algumas vezes, a procrastinação é o seu self dizendo "espere um pouco, isso precisa ser mais bem pensado"?
Só porque você está distraído ou desatento ou por hábito, a procrastinação pode lhe custar dinheiro ou constrangimento. No entanto, quando há uma razão legítima para hesitar, fazer algo pode sair mais caro. Um tipo de hesitação é inconveniente. O outro é um sinal de alerta.
Muitas vezes, nós protelamos fazer o que sabemos que precisamos fazer quando, na realidade, seria muito melhor acabar logo, como tínhamos planejado. Temos contas bancárias para verificar, formulário do imposto de renda para preencher, a manutenção da casa, roupas, louças e contas a pagar. Protelar tarefas como essas gasta uma enorme quantidade de energia. A tarefa incompleta ou não realizada vai ocupar a nossa mente e ficar "pipocando" para nos distrair em meio a outras atividades frequentemente mais prazerosas. É aqui onde a procrastinação é realmente uma dupla perda.
PNL oferece muitas maneiras simples para lidar com esses atos menores de procrastinação, e fazer isso torna a sua vida mais fácil e mais fluida. Você terá mais tempo e energia e mais tempo disponível para se concentrar no que realmente lhe satisfaz.
Existem outros tipos de procrastinação que são mais graves e que merecem mais atenção.
Um exemplo óbvio é o trabalho em que você faz corpo mole, chegando normalmente no último minuto ou depois da hora, e esquivando-se o mais cedo possível. E mesmo quando você estiver lá, você escolhe o que fazer a partir de um cardápio de coisas que você preferiria evitar completamente.
Depois, existem aquelas pessoas que você preferiria não encontrar, atividades em que você está "envolvido", obrigações sociais que são um tédio, e mesmo as obrigações familiares, de alguma forma, foram impostas.
O tipo de estresse que isso lhe causa é tão ruim como qualquer outro. Enquanto um trabalho que você não gosta pode parecer como uma necessidade, você certamente tem mais possibilidades de escolher as suas obrigações sociais.
O que é fundamental para usar sabiamente a procrastinação é reconhecer quando é um aviso e, quando é apenas... uma procrastinação. O segredo para fazer uma melhor distinção é chamado de "congruência". Ser congruente com alguma coisa é estar completamente certo sobre o que você quer fazer, quando, como e com quem. A perfeição é que quando você chega a uma escolha congruente, não há mais qualquer hesitação. Você é 100% impulso, e não perde mais tempo nem energia em criticar ou repensar.
O conceito de congruência tem sido amplamente analisado no campo da modelagem funcional conhecida como PNL ou Programação Neurolinguística. Vários modelos comportamentais eficazes foram criados para permitir que as pessoas avaliem constantemente a qualidade dacongruência nas suas escolhas.
É como o meu envolvimento com a vela, a minha atividade de lazer favorita quando adolescente. Eu navegava todas as quartas de tarde e todos finais de semana. Era uma paixão à qual estava totalmente envolvido. Uma quarta-feira à tarde, eu saí de Los Angeles dirigindo um caminhão de entregas, e exatamente às 4 da tarde peguei a rodovia 405, em Santa Monica Boulevard. Fui pela 405 norte até a 101, no meio do tráfego de LA e, em precisamente, 90 minutos e 150 quilômetros, entrei no estacionamento do Santa Barbara Yacht Club.
Não houve nenhuma hesitação envolvida - e também nenhum limite de velocidade ultrapassado. Eu simplesmente estava bastante atento e focado: bem congruente. Esse foco (e a altura do caminhão) me deu uma vantagem que eu usei para me orientar no tráfego e fazer a escolha da pista certa. Todos nós temos os nossos favoritos, seja jantar com os amigos, um jogo, um concerto e até no trabalho, podemos ter tarefas ou projetos ou pessoas favoritas.
Esses são exemplos de congruência, momentos em que você alinhou os seus valores e o seu envolvimento com uma tarefa, uma atividade ou uma pessoa. Um contraste fácil de reconhecer é um trabalho onde o coffee break é o único momento agradável que você tem o dia todo.
Quanto mais você notar essa diferença, mais escolhas você terá sobre como a sua vida está melhorando.
Tão fácil como um simples processo de PNL, ou tão completo quanto o treinamento completo, você pode começar no ritmo que escolher para criar hoje a vida que você quer. Afinal de contas, você está protelando a sua maior satisfação? Isso é tão ontem.
Escrito por: Tom Dotz, presidente da NLP Comprehensive, estuda PNL desde 1978, é Master Practitioner certificado em PNL e Practitioner em Saúde.

sábado, 30 de maio de 2015

A Raposa e a Cegonha


Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre da cegonha com seu bico comprido mas pode tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: "Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro".
Moral: Trate os outros tal como deseja ser tratado.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Seu Tempo Acabou

Ele era o presidente de uma das maiores agencias de publicidade e eu um jovem consultor administrativo. Eu havia sido indicado por um de seus funcionários que tinha visto meu trabalho e achou que eu tinha algo a oferecer. Eu estava nervoso. Nesse estágio da minha carreira, não era sempre que eu tinha a oportunidade de falar com o presidente de uma companhia.
A reunião estava marcada para as dez da manhã e deveria durar uma hora. Cheguei cedo. Às dez horas em ponto fui levado a uma sala grande e arejada, com móveis estofados de um amarelo vivo.
As mangas de sua camisa estavam dobradas e a expressão de seu rosto era severa.
– Você tem apenas vinte minutos – falou rudemente.
Fiquei sentado ali, sem dizer uma palavra.
– Eu disse que você tem apenas vinte minutos.
Novamente nem uma palavra.
– Seu tempo está se esgotando. Por que não diz nada?
– Os vinte minutos são meus – respondi. – Posso fazer o que quiser com eles.
Ele deu uma gargalhada. Depois disso, conversamos por uma hora e meia. Consegui o emprego.
Martin Rutte

domingo, 10 de maio de 2015

Para Ler Quando Estiver Sozinho - Histórias para Aquecer o Coração das Mães


Eu tinha treze anos e minha família se mudara do norte da Flórida para o sul da Califórnia um ano antes. Eu era, como a maioria dos adolescentes, raivoso e rebelde, não dando importância ao que meus pais diziam, principalmente se tivesse alguma coisa a ver com meu comportamento.
Lutava para contestar qualquer coisa que não correspondesse à minha ideia do mundo. De uma extrema autosuficiência, eu rejeitava qualquer manifestação pública de amor. Na verdade, ficava irritado com a simples menção da palavra amor.
Na noite de um dia particularmente difícil, entrei no quarto como um furacão, tranquei a porta e me joguei na cama. Ali deitado, escorreguei as mãos por baixo do travesseiro e achei um envelope. Nele se lia: “Para ler quando estiver sozinho.”
Como estava sozinho, ninguém saberia se eu lera ou não. Assim, abri e li:
Mike, sei que a vida está dura agora, sei que você se sente frustrado e que, apesar da nossa boa intenção, nem tudo que fazemos é certo. Mas sei principalmente que amo você demais e nada do que você faça ou diga vai mudar isso. Nunca. Estou aqui para conversar, se você precisar e, se não precisar, tudo bem. Saiba que não importa aonde você vá ou o você faça na vida, sempre vou amá-lo e sentir orgulho de tê-lo como filho. Estou aqui por você e o amo. Isso não vai mudar nunca.
Com amor. Mamãe.
Esta foi a primeira de muitas cartas “para ler quando estiver sozinho”. Jamais falamos sobre elas, até eu ser adulto.
Hoje eu corro mundo ajudando pessoas. Estava dando um seminário na Flórida e, no final da palestra, uma senhora veio falar comigo sobre os problemas que estava tendo com o filho. Fomos até a praia e falei para ela do enorme amor de minha mãe e das cartas “para ler quando estiver sozinho”. Semanas depois, recebi um cartão onde a senhora dizia ter escrito sua primeira carta para o rapaz.
Naquela noite, passei a mão sob meu travesseiro e me lembrei do alívio que sentia sempre que encontrava uma carta. Nos anos atribulados de minha adolescência, as cartas eram a garantia silenciosa de que eu era amado, apesar de tudo, incondicionalmente. Essa gratuidade do amor de minha mãe me ajudou a superar as crises e revoltas da adolescência e fez vir à tona o que eu tinha de melhor. Agradeci a Deus por minha mãe saber do que eu – um adolescente raivoso – precisava. Por ela ter persistido apesar do meu silêncio, da minha aparente indiferença.
Hoje, quando os mares da vida se tornam revoltos, sei bem que sob o meu travesseiro está a segurança de que o amor – consistente, durável, incondicional – é capaz de mudar vidas.
Mike Straver
Histórias para Aquecer o Coração das Mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Sextante   

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Alegria na Jornada


President of the Church

Vamos desfrutar a vida, ter alegria na jornada e compartilhar nosso amor com amigos e familiares.
Meus queridos irmãos e irmãs, sinto-me muito humilde por estar diante de vocês nesta manhã. Peço sua fé e suas orações, ao falar sobre coisas que têm ocupado minha mente e que fui inspirado a compartilhar com vocês.
Começo mencionando um dos aspectos mais inevitáveis de nossa vida aqui na Terra, que é amudança. Em algum momento da vida, todos nós ouvimos uma variação do conhecido adágio: “Nada é tão constante quanto a mudança”.
Na vida, precisamos aprender a lidar com a mudança. Algumas mudanças são bem-vindas, outras, não. Há mudanças em nossa vida que são súbitas, como o inesperado falecimento de um ente querido, uma doença imprevista, a perda de algo que tínhamos e de que gostávamos muito. Mas a maioria das mudanças ocorre de modo sutil e lento.
Esta conferência marca os 45 anos desde que fui chamado para o Quórum dos Doze Apóstolos. Como membro mais novo dos Doze, na época, olhei com admiração para 14 homens excepcionais, que eram mais antigos do que eu nos Doze e na Primeira Presidência. Um por um, cada um daqueles homens voltou para casa. Quando o Presidente Hinckley faleceu, há oito meses, dei-me conta de que me havia tornado o Apóstolo mais antigo. As mudanças ocorridas nesse período de 45 anos, que foram progressivas, parecem-me agora monumentais.
Na próxima semana, minha mulher e eu comemoraremos 60 anos de casados. Ao relembrar o início de nosso casamento, vejo o quanto nossa vida mudou desde aquela época. Nossos amados pais, que estavam ao nosso lado quando começamos nossa jornada juntos, já faleceram. Nossos três filhos, que preencheram completamente nossa vida por tantos anos, estão crescidos e têm sua própria família. Nossos netos, em sua maioria, são adultos, e temos agora quatro bisnetos.
Dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo, saímos de onde estávamos para onde estamos hoje. A vida de todos nós, evidentemente, passa por alterações e mudanças semelhantes. A diferença entre as mudanças em minha vida e as mudanças na vida de vocês está apenas nos detalhes. O tempo nunca pára. Ele precisa prosseguir constantemente e, com essa marcha, vêm as mudanças.
Esta é nossa única chance na vida mortal — aqui e agora. Quanto mais vivemos, maior é nossa compreensão de que ela é breve. As oportunidades chegam e depois se vão. Creio que, entre as maiores lições que devemos aprender nesta breve jornada na Terra, estão as lições que nos ajudam a distinguir o que é importante daquilo que não é. Peço a vocês que não deixem as coisas mais importantes passarem por vocês, enquanto planejam um futuro ilusório e não existente, enquanto vocês têm todo o tempo do mundo para fazer o que quiserem. Em vez disso, procurem ter alegria na jornada — agora.
Minha esposa diz que sou fanático por espetáculos. Gosto imensamente de muitos musicais, e um dos meus favoritos foi escrito pelo compositor americano Meredith Willson, chamado “The Music Man”. O professor Harold Hill, um dos personagens principais desse espetáculo, faz uma advertência que quero compartilhar com vocês. Ele diz: “Se você empilhar amanhãs em quantidade, descobrirá que colecionou muitos ontens vazios”. 1
Não haverá nada para lembrar no futuro, se não fizermos algo hoje.
Compartilhei, anteriormente, com vocês um exemplo dessa filosofia. Creio que vale a pena repetir. Há muitos anos, Arthur Gordon escreveu em uma revista de âmbito nacional:
“Quando eu tinha uns 13 anos e meu irmão 10, papai prometeu levar-nos ao circo. Mas na hora do almoço, ele recebeu um telefonema: um negócio urgente exigia que ele fosse para o centro da cidade. Preparamo-nos para ficar desapontados. Então, nós o ouvimos dizer ao telefone: ‘Não, eu não vou. Isso terá que esperar’.
Quando ele voltou para a mesa, minha mãe sorriu e disse: ‘O circo está sempre voltando para a cidade, você sabe’.
‘Eu sei’, disse meu pai, ‘mas a infância não’”. 2
Se vocês têm filhos que já cresceram e se mudaram, provavelmente já sentiram ocasionalmente a dor da perda e o reconhecimento de que não deram o devido valor a essa fase de sua vida. Evidentemente, não há como voltar, apenas seguir em frente. Em vez de reviver o passado, devemos aproveitar ao máximo o presente, aqui e agora, fazendo tudo o que pudermos para garantir lembranças agradáveis no futuro.
Se ainda estão criando seus filhos, estejam cientes de que as marcas de dedinhos que quase sempre aparecem nas superfícies que acabaram de ser limpas, os brinquedos espalhados pela casa, as pilhas e pilhas de roupa suja para ser lavada, desaparecerão muito em breve e — para sua surpresa — vocês sentirão falta disso tudo, profundamente.
Há momentos estressantes na vida, seja qual for nossa situação. Precisamos lidar com eles da melhor maneira possível. Mas não devemos permitir que atrapalhem o que é mais importante; e o mais importante quase sempre envolve as pessoas a nosso redor. Freqüentemente, presumimos que elas devem saber o quanto as amamos. Mas não devemos presumir, precisamos fazer com que saibam. William Shakespeare escreveu: “Quem não demonstra seu amor, não ama”. 3Jamais nos arrependeremos das palavras bondosas proferidas ou do afeto demonstrado. Em vez disso, vamos arrepender-nos, se omitirmos tais coisas em nosso relacionamento com aqueles que mais significam para nós.
Enviem um bilhete para aquele amigo que vocês têm negligenciado; dêem um abraço em seu filho; dêem um abraço em seus pais. Digam mais: “Amo você”; expressem sempre sua gratidão. Nunca permitam que um problema a ser resolvido se torne mais importante do que uma pessoa a ser amada. Os amigos se mudam, os filhos crescem e os entes queridos morrem. É muito fácil negligenciarmos as pessoas, até o momento em que elas saem da nossa vida e ficamos com o sentimento de que as coisas poderiam ter sido diferentes. A escritora Harriet Beecher Stowe disse: “As lágrimas mais amargas derramadas junto aos túmulos decorrem das palavras que não proferimos e das coisas que deixamos de fazer”. 4
Na década de 1960, durante a guerra do Vietnã, o membro da Igreja Jay Hess, que servia na força aérea, foi derrubado quando sobrevoava o Vietnã do Norte. Durante dois anos, sua família ficou sem saber se ele estava vivo ou morto. Seus captores, em Hanói, acabaram permitindo que ele escrevesse para casa, mas limitaram sua mensagem a menos de 25 palavras. O que diríamos para nossa família se estivéssemos nessa situação — sem poder vê-los, há mais de dois anos, e sem saber se os veríamos novamente? Querendo oferecer algo que sua família reconhecesse como sendo dele, e também querendo dar-lhes um valioso conselho, o irmão Hess escreveu: “Estas coisas são importantes: casamento no templo, missão, faculdade. Sigam em frente, estabeleçam metas, escrevam sua história, tirem fotos duas vezes por ano”.5
Vamos desfrutar a vida, ter alegria na jornada e compartilhar nosso amor com amigos e familiares. Um dia, para todos nós, não haverá mais amanhãs.
No livro de João, no Novo Testamento, capítulo 13, versículo 34, o Salvador nos admoesta: “Como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”.
Alguns de vocês devem conhecer a clássica obra de Thornton Wilder: Our Town. Se conhecem, devem lembrar a cidade de Grover’s Corners, onde acontece a história. Na peça, Emily Webb morre ao dar à luz, e lemos a respeito da solitária tristeza de seu jovem marido, George, que fica com o filho de quatro anos. Emily não quer repousar em paz, quer sentir novamente as alegrias de sua vida. É-lhe concedido o privilégio de voltar para a Terra e reviver o dia de seu aniversário de doze anos. A princípio, foi emocionante ser jovem de novo, mas o entusiasmo logo esfriou. O dia não tinha alegria, porque Emily sabia o que o futuro reservava. Era insuportável ver como ela estava alheia ao significado e à maravilha da vida, enquanto estava viva. Antes de voltar ao seu lugar de descanso, Emily lamentou: “Será (…) que os seres humanos se dão conta da vida que têm, enquanto a vivem, (…) a cada minuto?”
Nossa compreensão do que é mais importante na vida caminha de mãos dadas com a gratidão por nossas bênçãos.
Um conhecido escritor disse: “Tanto a abundância como a escassez existem simultaneamente em nossa vida, como realidades paralelas. É sempre nossa escolha consciente que determina qual jardim vamos cultivar. (…) Quando optamos por não enfocar o que está faltando em nossa vida, mas somos gratos pela abundância presente — amor, saúde, família, amigos, trabalho, as alegrias da natureza e os objetivos pessoais que nos proporcionam [felicidade] — o deserto da ilusão se desfaz e vivenciamos o céu na Terra”. 6
Em Doutrina e Convênios, seção 88, versículo 33, lemos: “Pois de que vale a um homem ser-lhe conferida uma dádiva e não a receber? Eis que ele não se regozija no que lhe foi dado nem se regozija naquele que faz a doação”.
O antigo filósofo romano Horácio advertiu: “Seja qual for o momento com que Deus lhe tenha abençoado, aceite-o com gratidão. Não adie suas alegrias de ano para ano, para que, onde quer que tenha estado, você possa dizer que viveu alegremente”.
Há muitos anos, fiquei tocado com a história de Borghild Dahl. Ela nasceu em Minnesota, em 1890, de pais noruegueses e, desde a infância, sofria de grave deficiência visual. Tinha imenso desejo de participar da vida cotidiana, apesar de sua limitação e, por meio de firme determinação, foi bem-sucedida em quase tudo que decidiu fazer. Contrariando o conselho de educadores, que achavam que sua deficiência era por demais intensa, ela cursou a faculdade, conquistando um diploma da Universidade de Minnesota. Mais tarde, estudou na Universidade Columbia e na Universidade de Oslo. Acabou tornando-se diretora de oito escolas na parte oeste de Minnesota e em Dakota do Norte.
Ela escreveu o seguinte, em um dos 17 livros de sua autoria: “Minha visão se limitava a uma pequena abertura no olho esquerdo, que estava coberto de cicatrizes profundas. Eu só conseguia ver um livro se o segurasse bem perto do rosto e forçando meu único olho o máximo possível para a esquerda”. 7
Milagrosamente, em 1943, quando ela estava com mais de 50 anos, um procedimento revolucionário foi desenvolvido e, finalmente, restaurou grande parte da visão que lhe faltara por tanto tempo. Abriu-se diante dela um mundo novo e emocionante. Ela sentia grande prazer nas pequenas coisas que passam despercebidas para a maior parte das pessoas, como ver um pássaro voando, perceber a luz refletida nas bolhas de sua lavadora de louça ou observar as fases da lua a cada noite. Ela encerrou um de seus livros com estas palavras: “Querido (…) Pai Celestial. Eu Te agradeço. Eu Te agradeço”. 8
Borghild Dahl, tanto antes, como depois de sua vista ser restaurada, tinha imensa gratidão por suas bênçãos.
Em 1982, dois anos antes de falecer, aos 92 anos de idade, seu último livro foi publicado com o título Happy All My Life [Fui Feliz a Vida Inteira]. Sua atitude de gratidão permitiu-lhe valorizar as bênçãos e levar uma vida plena e rica, apesar dos desafios.
Em I Tessalonicenses, no Novo Testamento, capítulo 5, versículo 18, o Apóstolo Paulo nos diz: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus”.
Relembrem comigo a história dos dez leprosos:
“E, entrando [Jesus] numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe;
e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.
E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.
E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz;
E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.
E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?
Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro”? 9
Em uma revelação dada por intermédio do Profeta Joseph Smith, o Senhor disse: “E em nada ofende o homem a Deus ou contra ninguém está acesa sua ira, a não ser contra os que não confessam sua mão em todas as coisas”. 10 Que sejamos encontrados entre os que expressam gratidão a nosso Pai Celestial. Se a ingratidão é um dos pecados graves, então a gratidão é uma das virtudes mais nobres.
Apesar das mudanças que ocorrem em nossa vida, sejamos gratos e preenchamos nossos dias ao máximo com as coisas que mais importam. Que tratemos com carinho aqueles a quem amamos e que lhes expressemos nosso afeto, e que façamos isso por meio de palavras e ações.
Para encerrar, oro para que todos nós expressemos gratidão a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Seu glorioso evangelho tem a resposta para as maiores questões da vida: De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde irá meu espírito quando eu morrer?
Ele nos ensinou a orar. Ele nos ensinou a servir. Ele nos ensinou a viver. Sua vida é um legado de amor. Os enfermos, Ele curou. Aos oprimidos, Ele deu alento. O pecador, Ele salvou.
Chegou um momento em que Ele ficou sozinho. Alguns Apóstolos duvidaram Dele e um deles O traiu. Os soldados romanos traspassaram-Lhe o lado. Uma multidão enraivecida exigiu Sua vida. Ainda ressoam do Monte do Calvário Suas palavras compassivas: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. 11
Antes disso, talvez sentindo que chegava o momento culminante de Sua missão terrena, Ele lamentou: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. 12“Não há lugar na estalagem” 13 não foi uma expressão única de rejeição — foi apenas a primeira. Ainda assim, Ele nos convida — a mim e a vocês — a recebê-Lo. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” 14
Quem foi esse Homem de dores, experimentado nos trabalhos? Quem é o Rei da glória, o Senhor das hostes? Ele é o nosso Mestre. É o nosso Salvador. Ele é o Filho de Deus. Ele é o autor de nossa salvação. Ele nos chama: “Segue-me”. 15 Ele nos instrui: “Vai, e faze da mesma maneira”. 16 Ele nos pede: “Guarda meus mandamentos”. 17
Vamos segui-Lo. Vamos imitar Seu exemplo. Vamos obedecer a Sua palavra. Ao fazê-lo, daremos a Ele a dádiva divina da gratidão.
Irmãos e irmãs, minha sincera oração é de que nos adaptemos às mudanças em nossa vida, que reconheçamos o que é mais importante, que expressemos sempre nossa gratidão e que, assim, encontremos alegria na jornada. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Ocultar Referências 

  1.  
    1. Meredith Willson e Franklin Lacey, The Music Man,1957.
  2.  
    2. Arthur Gordon, A Touch of Wonder, 1974, pp. 77–78.
  3.  
    3. William Shakespeare, Os Dois Cavalheiros de Verona, ato 1, cena 2, linha 31.
  4.  
    4. Harriet Beecher Stowe, Gordon Carruth e Eugene Erlich, comp., The Harper Book of American Quotations,1988, p. 173.
  5.  
    5. Correspondência pessoal.
  6.  
    6. Sarah Ban Breathnach, The Book of Positive Quotations, 2ª ed. John Cook, compilado por John Cook,, 2007, p. 342.
  7.  
    7. Borghild Dahl, I Wanted to See, 1944, p.1.
  8.  
    8.  I Wanted to See, p. 210.
  9.  
    9. Lucas 17:12–18.
  10.  
    10. D&C 59:21.
  11.  
    11. Lucas 23:34.
  12.  
    12. Mateus 8:20.
  13.  
    13. Ver Lucas 2:7.
  14.  
    14. Apocalipse 3:20.
  15.  
    15. Marcos 2:14.
  16.  
    16. Lucas 10:37.
  17.  
    17. D&C 11:6.

domingo, 3 de maio de 2015

Quem Eu Sou Faz a Diferença - Uma Metáfora para Ponderá

Uma professora de determinado colégio decidiu homenagear cada um dos seus formandos dizendo-lhes da diferença que tinham feito em sua vida de mestra.
Chamou um de cada vez para frente da classe. Começou dizendo a cada um a diferença que tinham feito para ela e para os outros da turma.
Então deu a cada um uma fita azul, gravada com letras douradas que diziam: "Quem Eu Sou Faz a Diferença".
Mais adiante, resolveu propor um Projeto para a turma, para que pudessem ver o impacto que o reconhecimento positivo pode ter sobre uma comunidade.
Deu aos alunos mais três fitas azuis para cada um, com os mesmos dizeres, e os orientou a entregarem as fitas para as pessoas de seu conhecimento que achavam que desempenhavam um papel diferente. Mas que deveriam poder acompanhar os resultados para ver quem homenagearia quem, e informar esses resultados à classe ao fim de uma semana.
Um dos rapazes procurou um executivo iniciante em uma empresa próxima, e o homenageou por tê-lo ajudado a planejar sua carreira. Deu-lhe uma fita azul, pregando-a em sua camisa. Feito isso, deu-lhe as outras duas fitas dizendo:
"Estamos desenvolvendo um projeto de classe sobre reconhecimento, e gostaríamos que você escolhesse alguém para homenagear, entregando-lhe uma fita azul, e mais outra, para que ela, por sua vez, também possa homenagear a uma outra pessoa, e manter este processo vivo. Mas depois, por favor, me conte o que perceber ter acontecido."
Mais tarde, naquele dia, o executivo iniciante procurou seu chefe, que era conhecido, por sinal, como uma pessoa de difícil trato. Fez seu chefe sentar, disse-lhe que o admirava muito por ser um gênio criativo. O chefe pareceu ficar muito surpreso. O executivo subalterno perguntou a ele se aceitaria uma fita azul e se lhe permitiria colocá-la nele.
O chefe surpreso disse: "É claro." Afixando a fita no bolso da lapela, bem acima do coração, o executivo deu-lhe mais uma fita azul igual e pediu: "Leve esta outra fita e passe-a a alguém que você também admira muito." E explicou sobre o projeto de classe do menino que havia dado a fita a ele próprio.
No final do dia, quando o chefe chegou a sua casa, chamou seu filho de 14 anos e o fez sentar-se diante dele. E disse:
"A coisa mais incrível me aconteceu hoje. Eu estava na minha sala e um dos executivos subalternos veio e me deu uma fita azul pelo meu gênio criativo. Imagine só! Ele acha que sou um gênio! Então me colocou esta fita que diz que "Quem Eu Sou Faz a Diferença". Deu-me uma fita a mais pedindo que eu escolhesse alguma outra pessoa que eu achasse merecedora de igual reconhecimento." Quando vinha para casa, enquanto dirigia, fiquei pensando em quem eu escolheria e pensei em você...
Gostaria de homenageá-lo. "Meus dias são muito caóticos e quando chego em casa, não dou muita atenção a você. As vezes grito com você por não conseguir notas melhores na escola, e por seu quarto estar sempre uma bagunça. Mas por alguma razão, hoje, agora, me deu vontade de tê-lo à minha frente. Simplesmente, sabe, para dizer a você, que você faz uma grande diferença para mim. Além de sua mãe, você é a pessoa mais importante da minha vida. Você é um grande garoto filho, e eu te amo!"
O menino, pego de surpresa, desandou a chorar convulsivamente sem parar. Ele olhou seu pai e falou entre lágrimas:
"Pai, poucas horas atrás eu estava no meu quarto e escrevi uma carta de despedida endereçada a você e à mamãe, explicando porque havia decidido suicidar e lhes pedindo perdão". Pretendia me matar enquanto vocês dormiam. Achei que vocês não se importavam comigo. "A carta está lá em cima, mas acho que afinal, não vou precisar dela mesmo." Seu pai foi lá em cima e encontrou uma carta cheia de angústia e de dor.
O homem foi para o trabalho no dia seguinte completamente mudado. Ele não era mais ranzinza e fez questão de que cada um dos seus subordinados soubesse a diferença que cada um fazia. O executivo que deu origem a isso ajudou muitos outros a planejarem suas carreiras e nunca esqueceu de lhes dizer que cada um havia feito uma diferença em sua vida... Sendo um deles o filho do próprio chefe.
A consequência desse projeto é que cada um dos alunos que participou dele aprendeu uma grande lição. De que "Quem Você É Faz sim, uma Grande Diferença".
Você não precisa passar isso adiante para ninguém... Nem para duas nem para duzentas pessoas. Continue a sua vida como você acha que está bom para você.
Por outro lado, se quiser, pode enviar para aquelas pessoas que significaram ou significam algo para você, sejam quantas forem.
Quando eu era um jovem missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, meu presidente de Missão, falou para mim. "Você Pode" e "Você é a Solução", "Nunca esqueça quem você é! Isso fez toda a diferença na minha vida".