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sábado, 31 de maio de 2014

Resolução da Raiva


Por Steve Andreas

Muitas vezes é dito que as pessoas devem "apenas largar, deixar de lado" o ódio, a raiva ou o ressentimento. (Isso implica em que o ódio é uma "coisa" física que se pode agarrar, ao invés de um sentimento. Normalmente o que se "agarra" não é o sentimento, mas o som, a imagem ou a voz que provoca o sentimento.) No entanto, por mais útil que o conselho possa ser, ele não diz como fazer, e não deixa a pessoa numa situação melhor. Muitas vezes, o resultado desse tipo de conselho é um aborrecimento adicional, deixando a pessoa com a mesma raiva com que começou, além de uma camada adicional de autocrítica por não ser capaz de "apenas deixar de lado a raiva".
Meses atrás, eu pedi aos leitores do meu blog que entrassem em contato comigo se experimentassem ódio, para que eu pudesse falar com eles como uma espécie de estudo piloto para conhecer mais sobre o assunto. Conversei com várias pessoas, e trabalhei com duas delas para descobrir se seria possível chegar a algum tipo de resolução. Eu usei principalmente um método chamado de "mapeamento cruzado" com submodalidades (os menores elementos dentro das cinco modalidades sensoriais), que é um método básico e muito útil desenvolvido por Richard Bandler há muitos anos atrás.
Eu descobri muitas aplicações interessantes e úteis desse método, e gostaria de compartilhar com você os resultados iniciais dessa exploração. Nesse processo, você primeiro descobre como as imagens da pessoa sobre uma experiência problemática são diferentes de uma experiência de recursos adequada. Em seguida, você mantém o mesmo conteúdo da experiência problema, mas transforma a maneira que é representada nas qualidades da experiência de recursos. Todos os nossos processos de dor, vergonha e perdão usam esse mapeamento cruzado como um aspecto fundamental da intervenção - apoiado por outros passos também fundamentais que são únicos para cada questão diferente - que nós modelamos a partir de pessoas que resolveram com sucesso cada questão.
Fred (nome fictício) foi a primeira pessoa com quem trabalhei. Um homem de 46 anos, que me disse que "há muito tempo tinha problemas com a raiva", particularmente quando se sentia decepcionado ou desconfiado. Ele disse que sempre odiou alguém, "pulando de uma pessoa para outra", resultando em uma "série de pessoas" com quem não tinha chegado a nenhuma resolução, e disse (meio de brincadeira) que "parece que eu não sou feliz a menos que esteja com raiva de alguém". Ele disse que, muitas vezes, criticava as pessoas para que elas melhorassem o que estavam fazendo, em vez de permitir que elas mesmas descobrissem como poderiam fazer melhor. Isso, muitas vezes, resultou no seu sentimento de raiva, e as pessoas, frequentemente, lhe diziam que ele estava exagerando.
Atualmente ele odiava um ex-empregado (Sam), que ele havia treinado durante anos, mas que havia parado a cerca de um ano, e com quem, desde então, não tinha tido nenhuma interação significativa. Quando lhe perguntei quanto tempo ele passava odiando Sam, ele disse que sempre que se criticava, ele o fazia usando o tom da voz do Sam, e como se criticava muito, ele pensava no Sam quase o tempo todo. E sempre que pensava no Sam, ele sentia as sensações de raiva, "como uma azia" na parte superior do tórax.
Pedi que ele comparasse a forma como pensava no Sam com a maneira como ele pensava em alguém que tinha odiado antes (Bill), mas com quem agora não tinha mais nenhum sentimento preocupante. Ele via o rosto de Sam do tamanho do seu braço, falando em voz muito alta, localizado acima e a direita, no lugar onde ele visualizava o seu futuro e dizia: "é quase como um obstáculo." A sua imagem do Bill era bastante diferente, localizada bem na sua frente, muito menor, a cerca de 3 metros de distância, o corpo completo em um contexto mais amplo, sem qualquer som. O rosto do Sam era um esboço opaco e borrado, enquanto que a imagem do Bill era numa tonalidade sépia esverdeada.
Se o Fred representasse a imagem do Sam da mesma maneira que ele representava o Bill, os seus sentimentos também mudariam por consequência. Então pedi que ele pegasse a imagem do Sam, a recuasse para uma distância de uns 3 metros, diminuísse a imagem, e ao mesmo tempo incluísse todo o corpo de Sam e enxergasse a imagem em um contexto, deixasse o som desaparecer, e deixasse a imagem deslizar para o centro, onde a sua imagem do Bill estava localizada.
No começo, ele teve dificuldades, porque o seu sentimento de ódio "continuava puxando a imagem de volta para a direita." Como eu achava que provavelmente seus sentimentos resultavam principalmente da voz crítica alta, perguntei se ele tinha permitido que o som diminuísse para zero. Descobrimos que ele tinha se esquecido de fazer isso, provavelmente porque dei muito rápido as instruções. Depois que ele permitiu o som diminuir, ficou fácil ele deslizar a imagem para o centro e para baixo.* Quando fez isso, as suas sensações imediatamente caíram para um 6 ou 7 em uma escala de 10, e depois continuou a diminuir. (As sensações, muitas vezes, duram mais do que os sons ou as imagens, e por isso, se uma sensação for forte, às vezes, para diminuir leva tempo mesmo depois de alterado o estímulo.)
Um pouco mais tarde, Fred disse que as suas sensações diminuíram para 1, e que ele estava sorrindo e dando risada. Então ele disse: "Eu estava cego no presente, não era capaz de enxergar o futuro. Agora que o rosto está fora do caminho, eu posso enxergar o meu futuro." E com um pouco de tristeza, disse: "Não há muito no futuro, mas agora que eu posso enxergá-lo, posso começar a preenchê-lo." Pouco depois, disse pensativo, em voz baixa: "Há um monte de gente a quem eu preciso pedir desculpas." Eu só queria ter certeza de que ele não ia começar a se criticar, por isso verifiquei se ele estava apenas sentindo uma leve tristeza por ter ficado irritado, tão frequentemente, com os outros de forma inadequada, ou se ele simplesmente queria fazer as pazes.
Sugeri que ele pensasse em um determinado momento no futuro, em que ele poderia ficar com raiva, e também para ter certeza de que ele poderia enxergar o resto do seu futuro e para lhe dar uma perspectiva de longo prazo sobre a atual contrariedade.
Em resumo, o rosto grande e barulhento de qualquer pessoa com quem o Fred estivesse com raiva, o impedia de ver o seu futuro. Como isso ocupava grande parte da sua atenção, sua reação ficava desproporcional para a situação. Este é um exemplo do princípio de Daniel Kahneman, extraído do seu excepcional livro "Thinking Fast and Slow": "O que você vê é tudo que existe." Agora que o Fred pode ver o seu futuro, ele tem um alcance muito maior da experiência, e por isso a sua reação à frustração ou à dificuldade será muito mais equilibrada e adequada.
* Mais tarde eu descobri que ele tinha adicionado uma peça na transição. Como ele deslizou a imagem mais para o centro e para baixo, ele a deslizou para baixo em uma espécie de "piscina de lama" e fora da vista. Isso não é algo que eu gostaria de pedir para alguém fazer, porque poderia haver alguma informação útil que estaria perdida ao desaparecer por completo. Normalmente, é muito melhor mudar a representação do que eliminá-la completamente. Como Milton Erickson disse: "Sua tarefa é a de alterar, não abolir." No entanto, parece que funcionou para o Fred (veja abaixo).
Follow-up: umas semanas mais tarde, Fred me enviou o seguinte e-mail:
"Minhas desculpas por não haver dado retorno antes. Achei a nossa conversa muito útil, na medida em que eu tenho que reconhecer o significado das imagens que eu sempre presumi ser uma questão totalmente auditiva. O nível da raiva que eu experimentava antes de nossa comunicação, reduziu-se muito uns dias depois, o que me deu a oportunidade de trabalhar sobre o porquê eu vivia retornando ao mesmo padrão de pensamento que me perturbava antes. Descobri que a raiva/ódio estava ligada à péssima relação que tive com o meu pai. Cada vez que eu enfraquecia/mudava a imagem da pessoa que atualmente me irritava, havia uma vaga imagem/sensação de meu pai à distância que eu não havia notado antes. Parecia estar 'espelhada' como se eu estivesse olhando em um espelho, mas enxergasse o meu pai em vez de mim mesmo, e isso me fazia pensar que eu estava me comportando como ele!"
(Esse é um bom exemplo de como uma mudança pode, às vezes, revelar outros aspectos de um problema que precisaria ser abordado mais tarde. Fred foi capaz de dar esse passo ao examinar a sua imagem do seu pai como se estivesse espelhada.)
"Eu não tinha sido capaz de resolver os problemas com o meu pai no que se referia à raiva/ódio, pois parecia que eu tinha alguns "buracos negros" nas memórias da infância. Recentemente estive utilizando o EMDR (um tipo de trabalho do movimento ocular semelhante ao método EMI - integração do movimento ocular - da PNL), que me revelou muito sobre esses "buracos negros" e estou me sentindo muito mais calmo sobre as coisas em geral."
"Eu continuo a usar o método que você me ensinou para muitas coisas. Achei de grande utilidade para reduzir o estresse relacionado a incidentes insignificantes em que eu costumava explodir de um modo desproporcional. Agora, quando eu afundo essas pessoas na lama, eu adiciono um pouco de vapor saindo delas, e observo o vapor se dissipando no ar! Funciona muito bem. Obrigado por me mostrar isso."
A segunda pessoa com quem trabalhei, Sally, odiava um homem que já tinha admirado antes, mas que acabou por odiar todas as mulheres, e que, repetidamente, a acusava e a criticava na frente dos outros. Ela percebeu que não podia mais confiar nele, sentiu que não podia se defender sozinha e que se sentia insegura perto dele. Ambos viviam numa cidade pequena, e embora ela tentasse evitá-lo, inevitavelmente havia momentos em que os seus caminhos se cruzavam. Sempre que ela o via, sentia um aperto no peito e uma intensa raiva e repulsa – tão intensa que ela ficava "quase à beira de se desmanchar em lágrimas".
Pedi que ela pensasse em alguém que houvesse odiado no passado, mas com quem agora se sentia bem, já não o odiava mais. Então pedi que ela visse, ao mesmo tempo, a imagem dessa pessoa e a imagem do homem que ela ainda odiava, comparasse as duas e anotasse as diferenças.
A sua imagem do homem que ela odiava estava bem na frente dela, a cerca de um metro de distância. A imagem era da parte superior do tronco e do rosto, "grande, claro e em cores vividas".
A imagem da pessoa que ela tinha odiado no passado, estava a cerca de 5 metros de distância, a cerca de 20 graus para o lado esquerdo, de corpo inteiro, "desbotada, nebulosa, numa cor esmaecida". Não havia som nas duas imagens, mas ela sentia que a imagem do homem que ela odiava "possuía uma discreta raiva assustadora".
Se você comparar as imagens de Sally com as do Fred, pode notar que há semelhanças interessantes. As duas representações da pessoa odiada estão perto e grande, e incluem apenas o rosto e o tronco superior. As representações da pessoa que não é mais odiada estão muito mais longe, de corpo inteiro, e em um contexto maior. Mas também existem muitas diferenças individuais no local, na cor, no foco, etc.
Então fiz o mesmo tipo de transformação que eu tinha feito com o Fred. Pedi que ela pegasse a imagem do homem que ela odiava, permitisse que ela se afastasse para cerca de 5 metros, se tornasse desvanecida, nebulosa e em cores desbotadas, e depois a mudasse para o lado até cerca de 20 graus para a esquerda. Quando lhe perguntei como se sentia com a imagem movida para essa nova posição, ela disse que estava um pouco melhor, mas que as suas sensações de raiva "foram arrastadas junto com a imagem," uma forte indicação de que essa não era uma mudança apropriada para ela. Eu pensei que poderia haver algo sobre a sua experiência de recursos que não se encaixava perfeitamente, e que, provavelmente, se eu tivesse parado aqui ou insistido para que ela continuasse, isso não teria sido bom para ela.
Então eu procurei reunir mais informações, perguntando a ela sobre uma pessoa a quem ela já havia sentido raiva, mas com quem agora estava bem. "O que houve com essa pessoa que lhe permitiu deixar a raiva ir?" Ela disse que o tinha em consideração e confiava nele. Eu disse: "Certamente não seria apropriado ter consideração e confiar num homem que você ainda odeia, não é?", ao que ela concordou plenamente. Isso me confirmou de que precisávamos encontrar uma experiência de recursos um pouco diferente, alguém que ela havia perdoado, mas que ainda não o tinha em consideração ou confiava nele.
"Pense em alguém que você odiou uma vez, mas que foi capaz de deixar ir a raiva, e que você ainda não tem consideração nem confia nele." Quando ela fez uma pausa por um certo tempo, eu disse, meio que brincando: "Certamente deve ter havido pelo menos um ou dois deles." Ela concordou rindo, e pensou em alguém. Quando perguntei a ela sobre a imagem dessa pessoa, de novo ela disse que estava a cerca de 5 metros de distância dela, e também desbotada, nebulosa, e em cores esmaecidas, mas que estava localizada na frente dela, a cerca de 30 graus abaixo da horizontal.
Quando pedi que ela movesse a imagem do homem que ainda odiava para essa posição, e permitisse que a imagem se tornasse desbotada, nebulosa, numa cor esmaecida, ela imediatamente sentiu a diminuição da tensão no seu peito, podia respirar facilmente e a sua raiva enfraqueceu completamente.
Quando pedi que ela imaginasse vê-lo em algum lugar da sua pequena cidade, ela disse: "Minha reação interna é como, 'por mais que ele esteja por lá, para mim tudo bem’. Eu não quero ter nada a ver com ele, e não tenho mais aquela reação que costumava ter. Isso certamente me faz sentir muito melhor."
Embora a mudança parecesse completa, pedi que ela imaginasse outros cenários em diferentes locais na sua pequena cidade onde ela poderia encontrá-lo, e simplesmente percebesse a sua reação. Esses ensaios testaram a sua nova reação, e também a programaram, de modo que a reação fosse automática quando o encontrasse no mundo real. Ela não teve nenhuma reação emocional significativa em qualquer um desses ensaios. Então pedi que ela me enviasse um e-mail em uma ou duas semanas com um pequeno relatório de acompanhamento, e que entrasse em contato comigo novamente depois que tivesse visto o homem que ela odiava.
Umas semanas mais tarde, enviei um e-mail pedindo feedback. Em resposta, ela escreveu: "Eu não esbarrei com ele ainda, mas alguns dias depois do nosso trabalho, eu tive a ideia de ir a um evento em que eu pensei que ele poderia estar, só para ver como me sentia! Mas não fui (era um funeral, não era o lugar mais agradável para testar esse tipo de coisa). Eu me sinto mais confortável com a ideia de me encontrar com ele por acaso. Já é uma grande diferença para mim pensar em procurá-lo versus não ir a certos lugares a fim de evitá-lo. No próximo mês eu vou ter aulas à noite na academia e ele provavelmente vai estar lá se exercitando, então vou poder testar na prática!"
Cerca de 3 semanas depois, Sally me enviou outro e-mail: "Eu o vi hoje! Antes, se eu o visse, mesmo de longe, eu teria uma súbita descarga de adrenalina, seguida por um tipo de raiva onde você não consegue pensar direito, e depois ficaria remoendo sobre o fato por cerca de 10 a 15 minutos. Hoje, num relance, o vi, e tive o pensamento: "Ugh, não quero nem falar com ele". Aí olhei para o outro lado e continuei caminhando. Tive uma ponta de irritação que sumiu em menos de 4 segundos, e eu nem sequer voltei a pensar de novo no assunto. Foi agora que eu me lembrei de lhe mandar um e-mail. Foi fantástico! Obrigada."
Essas sessões foram agradáveis, e fui muito além do meu plano original de apenas reunir informações sobre o ódio. Entretanto, as pessoas com quem conversei já tinham reconhecido as dificuldades do ódio, ou já tinham experimentado a transformação do ódio em perdão ou aceitação (como eu havia pedido anteriormente no meu blog) de modo que isso significava que elas já estavam dispostas a ir além.
Eu gostaria de saber mais sobre o ódio extremo de alguém que está completamente satisfeito em odiar. Se você souber de alguém, peça que entre em contato pelo e-mail. Por favor, faça isso em uma base individual - eu não estou enviando esse pedido a nenhum grupo organizado. Minha intenção é simplesmente aprender como eles fazem o que fazem, e não há nenhuma tentativa de mudá-los.
O artigo original "Resolving Hate" encontra-se no Blog de Steve Andreas.



terça-feira, 27 de maio de 2014

Como Usar as Palavras

Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.
São Filipe lhe disse:
– Minha filha, você age mal falando dos outros; tenho que lhe passar uma penitência. Você deverá comprar uma galinha no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá arrancar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter depenado completamente a ave. Quando tiver feito isso, volte e me conte.
Ela pensou com seus botões que era mesmo uma penitência muito singular! Mas não objetou. Comprou a galinha, saiu caminhando e arrancando as penas, como ele lhe dissera. Depois, voltou e reportou a São Filipe.
– Minha filha – disse o Santo –, você completou a primeira parte da penitência. Agora vem o resto.
– Sim, o que é, padre?
– Você deverá voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.
– Mas, padre, é impossível! A esta hora, o vento já as espalhou em todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!
– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las, se desejasse?
– Não, padre.
– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre seus vizinhos, feche os lábios. Não espalhe essas penas, pequenas e maldosas, pelo seu caminho.
Do livro: O Livro das Virtudes 2- O Compasso Moral - William J. Bennet - Ed.Nova Fronteira

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Mesa do Velho Avô

Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante. A família comeu junto à mesa.
Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora: "Nós temos que fazer algo sobre o Vovô", disse o filho. "Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão ".
Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.
Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira.
Quando a família olhava de relance na direção do vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança, "O que você está fazendo?"
Da mesma maneira dócil , o menino respondeu "Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer."
O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar. As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu atrás da mesa familiar. Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tivesse sujado.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Siga a Lição


Um homem tinha um papagaio preso numa gaiola. Um dia, resolveu viajar para a Amazônia e perguntou em tom de brincadeira ao seu papagaio se ele queria que trouxesse algo de lá.
E o papagaio gentilmente lhe pediu:
- Se vires um bando de papagaios voando livres na natureza, pergunta-lhes como também posso ser livre e voar.
O dono riu de seu louro, e saiu.
Já na Amazônia, o mercador viu um bando de papagaios voando livremente e gritou-lhes a pergunta de seu louro.
- Eu tenho um papagaio numa gaiola! E ele quer saber como pode ser livre e voar?!
Ao ouvi-lo, o papagaio líder do bando caiu no chão como morto e lá ficou...
O homem ficou triste... Não entendeu o que havia acontecido, mas aquela cena ficou gravada em sua memória.
Ao voltar, contou o ocorrido ao seu papagaio e este, para seu espanto, tombou como morto dentro da gaiola. O homem lamentou, mas, resignado, retirou o louro inerte do fundo da gaiola e o atirou ao quintal. No próprio impulso com que foi jogado, ele alçou voo e pousou num galho.
O homem, muito admirado, perguntou-lhe:
- Afinal, o que significa tudo isso?
E o papagaio, levantando novamente voo em direção ao horizonte, respondeu-lhe:
- Apenas segui a lição.
Autor desconhecido

sábado, 17 de maio de 2014

A Arte da Guerra - Sobre a Medida na Disposição dos Meios.


Antigamente, os guerreiros especialistas se faziam a si mesmos invencíveis em primeiro lugar, e depois aguardavam para descobrir a vulnerabilidade de seus adversários.
Fazer-te invencível significa conhecer-te a ti mesmo; aguardar para descobrir a vulnerabilidade do adversário significa conhecer os demais.
A invencibilidade está em ti mesmo, a vulnerabilidade no adversário.
Por isto, os guerreiros especialistas podem ser invencíveis, porém não podem fazer que seus adversários sejam vulneráveis.
Se os adversários não tem ordem de batalha sobre o que informar-se, nem negligências ou falhas das quais aproveitar-se, como podes vence-los ainda que estejam bem providos? Por isto é pelo que se disse que a vitória pode ser percebida, porém não fabricada.
A invencibilidade é uma questão de defesa, a vulnerabilidade, uma questão de ataque.
Enquanto não tenhas observado vulnerabilidades na ordem de batalha dos adversários, oculta tua própria formação de ataque, e prepara-te para ser invencível, com a finalidade de preservar-te. Quando os adversários tem ordens de batalha vulneráveis, é o momento de sair e atacá-los.
A defesa é para tempos de escassez, o ataque para tempos de abundância.
Os especialistas em defesa se escondem nas profundezas da terra; os especialistas em manobras de ataque se escondem nas mais elevadas alturas do céu. Desta maneira podem proteger-se e lograr a vitória total.
Em situações de defesa, cales as vozes e elimine os cheiros, escondidos como fantasmas e espíritos sob terra, invisíveis para todo o mundo. Em situações de ataque, vosso movimento é rápido e vosso grito fulgurante, veloz como o trovão e o relâmpago, para que teus adversários não possam se preparar, mesmo que venham do céu.
Prever a vitória quando qualquer um pode conhecer não constitui verdadeira destreza. Todo mundo elogia a vitória ganha em batalha, porém essa vitória não é realmente tão boa.
Todos elogiam a vitória na batalha, porém o verdadeiramente desejável é poder ver o mundo do sutil e dar-te conta do mundo do oculto, até o ponto de ser capaz de alcançar a vitória onde não exista forma.
Não requer muita força para levantar um cabelo, não é necessário ter uma vista aguda para ver o sol e a lua, nem se necessita ter muito ouvido para escutar o retumbar do trovão.
O que todo mundo conhece não se chama sabedoria; a vitória sobre os demais obtida por meio da batalha não se considera uma boa vitória.
Na antigüidade, os que eram conhecidos como bons guerreiros venciam quando era fácil vencer.
Se só és capaz de assegurar a vitória depois de enfrentar um adversário em um conflito armado, essa vitória é uma dura vitória. Se fores capaz de ver o sutil e de dar-te conta do oculto, irrompendo antes do ordem de batalha, a vitória assim obtida é um vitória fácil.
Em conseqüência, as vitórias dos bons guerreiros se destacam por sua inteligência ou sua bravura. Assim, pois, as vitórias que ganham em batalha não são devidas à sorte. Suas vitórias não são casualidades, senão que são devidas a ter-se situado previamente em posição de poder ganhar com seguridade, impondo-se sobre os que já tinham perdido de antemão.
A grande sabedoria não é algo óbvio, o mérito grande não se anuncia. Quando és capaz de ver o sutil, é fácil ganhar; que tem isto que ver com a inteligência ou a bravura? Quando se resolvem os problemas antes de que surjam, quem chama isto inteligência? Quando há vitória sem batalha, quem fala de bravura?
Assim, pois, os bons guerreiros tomam posição em um terreno no que não podem perder, e não passam por alto as condições que fazem a seu adversário inclinar-se à derrota.
Em conseqüência, um exército vitorioso ganha primeiro e inicia a batalha depois; um exército derrotado luta primeiro e tenta obter a vitória depois.
Esta é a diferença entre os que tem estratégia e os que não tem planos premeditados.
Os que utilizam boas armas cultivam o Caminho e observam as leis. Assim podem governar prevalecendo sobre os corruptos.
Servir-se da harmonia para desvanecer a oposição, não atacar um exército inocente, não fazer prisioneiros ou tomar saques por onde passa o exército, não cortar as árvores nem contaminar os poços, limpar e purificar os templos das cidades e montanhas do caminho que atravessas, não repetir os errores de uma civilização decadente, a tudo isto se chama o Caminho e suas leis.
Quando o exército está estritamente disciplinado, até o ponto em que os soldados morreriam antes que desobedecer as ordens, e as recompensas e os castigos merecem confiança e estão bem estabelecidos, quando os chefes e oficiais são capazes de atuar desta forma, podem vencer a um Príncipe inimigo corrupto.
As regras militares são cinco: medição, valoração, cálculo, comparação e vitória. O terreno dá lugar as medições, estas dão lugar a as valorações, as valorações aos cálculos, estes às comparações, e as comparações dão lugar a as vitórias.
Mediante comparações das dimensões podes conhecer onde há vitória ou derrota.
Em conseqüência, um exército vitorioso é como um quilo comparado a um grama; um exército derrotado é como um grama comparado a um quilo.
Quando o que ganha consegue que seu povo vá à batalha como se estivesse dirigindo uma grande corrente de água ao longo de um cânion profundo, isto é uma questão de ordem de batalha.

Quando o água se acumula em um cânion profundo, ninguém pode medir sua quantidade, o mesmo que nossa defesa não mostra sua forma. Quando se solta o água, se precipita para baixo como um torrente, de maneira tão irresistível como nosso próprio ataque.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Segredo da Felicidade

Há muito tempo, em uma terra muito distante, havia um jovem rapaz, filho de um rico mercador, que buscava obstinadamente o segredo da felicidade. 

Já havia viajado por muitos reinos, falado com muitos sábios, sem
, no entanto, desvendar tal questão. 


Um dia, após longa viagem pelo deserto, chegou a um belo castelo no alto de uma montanha. 

Lá vivia um sábio, que o rapaz ansiava conhecer. 

Ao entrar em uma sala, viu uma atividade intensa. Mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves. 

De longe ele avistou o sábio, que conversava calmamente com todos os que o buscavam. 

O jovem precisou esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido. 

O sábio ouviu-o com atenção, mas lhe disse com serenidade que naquele momento não poderia explicar-lhe qual era o segredo da felicidade. 

Sugeriu que o rapaz desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas. 

"Entretanto, quero pedir-lhe um favor." - completou o sábio, entregando-lhe uma colher de chá , na qual pingou duas gotas de óleo. 

"Enquanto estiver caminhando, carregue essa colher sem deixar o óleo derramar." 

O rapaz pôs-se a subir e a descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. 

Ao fim de duas horas, retornou à presença do sábio. 

"E então?" - perguntou o sábio - "você viu as tapeçarias da pérsia que estão na sala de jantar

Viu o jardim que levou dez anos para ser cultivado? 

Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?" 

O rapaz, envergonhado, confessou não ter visto nada. 

Sua única preocupação havia sido não derramar as gotas de óleo que o sábio lhe havia confiado. 

"Pois então volte e tente perceber as belezas que adornam minha casa." - disse-lhe o sábio. 

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher com as duas gotas de óleo e voltou a percorrer o palácio, dessa vez reparando em todas as obras de arte.

Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, atentando a todos os detalhes possíveis. 

De volta à presença do sábio, relatou pormenorizadamente tudo o que vira. 

"E onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei?" - perguntou o sábio. 

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado. 

"Pois este, meu rapaz, é o único conselho que tenho para lhe dar: - disse o sábio - o segredo da felicidade está em saber admirar as maravilhas do mundo, sem nunca esquecer das duas gotas de óleo na colher." 

Pense nisso! 

Vivemos em um mundo repleto de atrativos e de propostas sedutoras. 

Há milhares de maneiras de gastarmos nosso tempo, nossa saúde, nossa vida, enfim, com coisas belas e agradáveis, mas que, na verdade, podem nos afastar de nossos reais objetivos. 

Cada um de nós carrega na consciência as missões que nos foram confiadas por Deus e as diretrizes para que as cumpramos satisfatoriamente. 

É imprescindível alcançarmos o equilíbrio para que possamos viver no mundo, sem nos deixarmos seduzir por ele. 

É urgente que tenhamos discernimento para que possamos admirar e aprender através das coisas do mundo, sem que negligenciemos, ou até mesmo abandonemos, nossos verdadeiros e inadiáveis deveres.


Autor desconhecido

terça-feira, 13 de maio de 2014

Onde encontrar a paz?

Onde encontrar a paz e o consolo
Quando o mundo estiver contra mim?
Se n'alma carregar dor, desconsolo
Onde encontrarei a paz sem fim?


Se me aflige a dor, se perco alento,
Anseio por saber a quem correrei.
Quem pode aliviar o meu tormento?
Em Cristo paz real, certo, terei.


Ele é meu Salvador e meu amigo,
Responde minha oração, dá-me paz.
Sempre que eu lhe pedir, virá comigo,
Para vencer o mal, forte me faz.


Texto: Emma Lou Thayne, n. 1924. © 1973 SUD
Música: Joleen G. Meredith, n. 1935. © 1973 SUD
Hino SUD

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Boa Intenção não é o Suficiente…


Uma velha canção diz algo como "não é o que você faz – é a maneira como você faz". Esse é um bom conselho quando aplicado na comunicação porque não é só a sua mensagem que conta, mas como você a passa.
E isso é apenas uma parte da história. E nem mesmo a mais importante. Porque isso tem a ver se você se comunica "para" ou "com" as pessoas.
E de fato, o que importa é se você tem ou não a capacidade, a flexibilidade e a receptividade para adaptar a sua comunicação com base no feedback que você recebe delas a qualquer momento.
E é essa capacidade de reagir ao feedback que você recebe a qualquer momento que distingue as pessoas com quem é uma alegria se comunicar e aquelas que são chatas, egoístas, condescendentes ou irritantes.
Uma lição dolorosa
Por volta dos anos 80, quando comecei, pela primeira vez, a ver em ação alguns do "grandes nomes" da PNL, fiquei altamente impressionado com o estilo deles e comecei a modelar e emular esse estilo. Isso foi um grande erro como descobri rapidamente. Uma coisa é entrar numa conferência ou num seminário com a reputação de que você pode caminhar sobre a água e magnetizar a sua respeitada audiência com sua habilidade e sabedoria. Isso é espetáculo – não é comunicação.
Inspirado pela observação e "modelando" o estilo dos grandes nomes, eu estava habituado, como era comum naqueles dias, a realmente me colocar "dentro do estado" a ponto tal que eu praticamente dava socos no ar com entusiasmo. Eu não me preocupava com o que a minha audiência queria ouvir – eu sabia o que eles precisavam ouvir.
Eu ainda estremeço um pouco quando penso sobre aquelas minhas "performances". Eu estava, como Benjamin Disraeli colocou tão bem, inebriado com a exuberância da minha própria verbosidade!
Felizmente, ao não conseguir repetir o trabalho com os indivíduos ou com as empresas com as quais havia me "comunicado", isso me forneceu uma forte motivação (adotada velozmente) para ajustar o meu comportamento.
Espetáculo ou comunicação?
A verdadeira comunicação é uma troca de ideias. É interação. Sim, é útil ter um plano de como você gostaria que a interação ocorresse, seja com um amigo, um cliente ou um grupo.
Entretanto, assim que a interação começa – logo que você começa a se comunicar com alguém – o que importa é como a outra pessoa reage a você e as suas mensagens a todo instante – e, o mais importante, como você usa essas reações para ajustar o seu estilo e a sua mensagem.
O significado da sua comunicação...
Essa ideia de que a sua eficiência como comunicador está baseada na sua capacidade de receber o feedback da outra pessoa e, mais importante, de reagir a ele de momento a momento é resumida, naturalmente, no princípio da PNL: o significado da sua comunicação é a resposta que você obtém.
Também está resumida na mais amplamente conhecida advertência: a intenção da mensagem nem sempre é a mensagem recebida!
Coletar e revisar seus próprios exemplos ou de outros que não operam a partir desse princípio é uma grande maneira de criar o que na PNL seria descrito como "afastando-se de", bem como assegurar que você não caia nessa armadilha no futuro. Por exemplo:
1. Pessoas que não percebem ou não reagem ao feedback – os vendedores dos seus clientes potenciais, as pessoas ligadas ao atendimento de clientes dos seus clientes, os gerentes de suas equipes, os professores de seus alunos.
2. A pessoa que organiza uma festa que as pessoas não gostam e que depois se lamenta sobre a ingratidão "depois de todo o trabalho que eu tive".
3. O trainer que, ao apresentar o seu seminário meticulosamente planejado, não reconhece quando o conteúdo ou o estilo não é aquilo que as pessoas querem – porém continua indiferente (e depois fica surpreso quando os clientes dão um conceito baixo no formulário de feedback no encerramento).
4. A loja que abre num rompante de entusiasmo e depois, como não foi verificado o que os clientes queriam ou que produto eles queriam (ou estavam preparados para comprar nesse local), o proprietário fica chocado quando fecha as portas alguns meses depois.
Pontos de ação
Dá prazer em participar da comunicação conduzida pelo feedback e é a melhor maneira de alcançar um "ganha-ganha" para as duas partes. Para participar use as suas habilidades da PNL:
1. Desenvolva as suas habilidades de acuidade sensorial – especialmente a capacidade de ver os indicadores visuais da mudança de estado/humor e a sua capacidade de ouvir os sinais sutis de que o estado da outra pessoa mudou.
2. Use estas habilidades para prestar atenção em como a outra pessoa está reagindo à sua mensagem (ou informação, seminário, produto, etc.) enquanto você a transmite. Lembre-se que esperar para considerar o feedback pode ser demasiado tarde.
3. Ao invés de tentar dominá-los com as suas maravilhas ou com aquela sua mensagem/produto em "pequenos bocados", você pode medir, de momento a momento, como está sendo recebido – e pode ir ajustando conforme prossegue.
4. Ao planejar, transmitir e, posteriormente, avaliar como você foi recebido, faça uso de Perspectivas Diferentes (também conhecido como Posições Perceptivas) para se colocar no lugar delas e ver as coisas a partir de um ângulo objetivo.
E finalmente…
A ideia aqui tem a ver com a sua atitude em relação a outra parte. Se você pensa que sabe o que é bom para ela, então só precisa comunicá-la. Entretanto, é improvável que uma audiência sofisticada (ou um cliente) irá apreciar não ser incluída nos seus planos para ela!
Comunicar-se com pessoas, trocar ideias, informações e mensagens com elas transmite os 3 R’s: respeito, reconhecimento e reassegurar a confiança – demonstrando desta maneira o seu respeito por sua integridade.
Por volta de 1900, uma troca de palavras no Parlamento Britânico entre os políticos Gladstone e Disraeli, eternos oponentes, ocorreu desta maneira:
Gladstone: O Sr. Disraeli não pode estar seguro desse fato!
Disraeli: Eu tinha vontade de poder estar convencido de alguma coisa do mesmo modo como o Sr. Gladstone está certo de tudo.
Reg Connolly é Trainer Certificado e Master Practitioner de PNL, treinador de administração e de vendas.

O artigo "Good intentions aren’t good enough…" foi publicado no The Pegasus NLP Newsletter no site www.nlp-now.co.uk

domingo, 11 de maio de 2014

“Porque Ela É Mãe”

Por: JEFFREY R. HOLLAND  Do quurom dos doze apóstolos
Há um trecho atribuído a Victor Hugo em que lemos:
“A mulher partiu o pão em dois pedaços e os deu aos filhos, que comeram avidamente. ‘Ela não guardou nada para si mesma’, resmungou o sargento.
‘É porque não está com fome’, disse um soldado.
‘Não’, replicou o sargento, ‘é porque ela é mãe’.”
No ano em que celebramos a fé e a coragem daqueles que empreenderam a árdua jornada através dos estados de Iowa, Nebraska e Wyoming, gostaria de prestar homenagem às mães de nossos dias, que são a versão moderna daquelas mães pioneiras, que cuidaram de seus filhos, oraram por eles e tão freqüentemente os enterraram ao longo do caminho. Mas ao fazer esse elogio, sei que existem muitas mulheres ouvindo minhas palavras que anseiam em ser mães mas não o são. Nós, Autoridades Gerais, estamos plenamente cientes de sua condição. Em meio às lágrimas que vocês e nós temos vertido por esse motivo, quero dizer-lhes que Deus irá, algum dia no futuro, dar-lhes “paz ao coração”. 1 Conforme ensinado neste púlpito diversas vezes por profetas, “nenhuma bênção será negada” aos fiéis, ainda que não sejam concedidas imediatamente. 2 Neste ínterim, rejubilemo-nos pois a oportunidade de educar filhos não se resume aos que sejam de nosso próprio sangue.
Falo das mães, mas não menosprezo o papel fundamental e indispensável do pai, em especial nesta época em que a falta do pai nos lares modernos está sendo considerada por alguns “o principal problema social de nossos dias”. 3 De fato, a ausência do pai no lar pode ser um problema até mesmo nos lares em que o pai está fisicamente presente, porém, distante em pensamento e espírito. Essa, porém, é uma mensagem do sacerdócio que ficará para outro dia. Gostaria, hoje, de louvar as mães que acalentaram seus filhos, que os educaram em retidão e são a parte central do plano de Deus para nós na mortalidade.
Cito as palavras de Paulo, que escreveu a Timóteo elogiando-lhe “a fé não fingida ( . . . ) a qual habitou primeiro”, disse ele, “em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice”. 4 “E que desde a tua meninice”, disse Paulo, “sabes as sagradas Escrituras.” 5 Agradecemos a todas as mães e avós que ensinaram essas verdades a seus filhos e netos desde a mais tenra idade.
Falando às mães em geral, quero em especial elogiar e encorajar as mães jovens. O trabalho da mãe é muito difícil e freqüentemente pouco reconhecido. Geralmente o casal terá que cuidar dos filhos pequenos numa época em que o marido ou a mulher, ou ambos, ainda está freqüentando a escola ou quando o marido está no início da carreira profissional, ainda aprendendo a sustentar a família. As condições financeiras costumam variar diariamente entre pouco dinheiro e dinheiro nenhum. O apartamento geralmente é decorado num destes dois estilos elegantes: provinciano das Lojas Deseret ou despojado de móveis. O carro, se houver, tem pneus carecas e o tanque vazio. Mas tendo que acordar várias vezes à noite para alimentar ou acalentar o bebê, o maior desafio de toda mãe jovem é simplesmente o cansaço. Durante esses anos, a mãe precisa fazer mais, dormindo menos, e doar mais de si mesma com menos benefício pessoal do que qualquer grupo de pessoas que conheço em qualquer época da vida. Não é de se admirar que tenham olheiras tão profundas.
A ironia de tudo isso é que muitas vezes essa é justamente a irmã que desejamos chamar — ou precisamos chamar — para trabalhar na ala e nas auxiliares da estaca. Isso é compreensível. Quem não gostaria de contar com o exemplo dessas jovens Lóides e Eunices? Sejam sábios. Lembrem-se de que a família é nossa mais alta prioridade, especialmente nesses anos de formação do caráter dos filhos. Mesmo assim, as mães jovens ainda terão maravilhosas oportunidades de servir diligentemente na Igreja, enquanto outros estarão empenhados em servi-las e fortalecê-las — e sua família — de maneira semelhante.
Façam o melhor possível durante esses anos, mas seja o que for que fizerem, desfrutem intensamente esse papel que é unicamente de vocês, e pelo qual até mesmo os céus enviam anjos para zelarem por vocês e seus pequeninos. Maridos — especialmente os maridos — assim como os líderes da Igreja e todos os amigos, sejam prestativos, atenciosos e sensatos. Lembrem-se de que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. 6
Mães, reconhecemos e estimamos sua “fé a cada passo”. Saibam que criar os filhos é algo que valeu todo o esforço feito no passado, hoje em dia e para sempre. Se por qualquer motivo estiverem fazendo esse corajoso esforço sozinhas, sem o marido a seu lado, saibam então que nossas orações por vocês serão ainda mais fervorosas e mais resoluta nossa determinação de estender a mão para ajudá-las.
Uma jovem mãe escreveu-me recentemente que sua ansiedade geralmente se originava de três fontes. Primeiro: Sempre que ouvia discursos a respeito das mães SUD, ela geralmente preocupava-se porque não se sentia à altura da tarefa ou porque de alguma forma não estava correspondendo ao chamado. Em segundo lugar: Sentia que o mundo esperava que ela ensinasse a seus filhos a ler e escrever, assim como decoração de interiores, latim, cálculo e a como utilizar a Internet, tudo isso antes de o bebê dizer algo extremamente comum como “gugu”. Terceiro: Ela geralmente sentia que as pessoas a subestimavam, quase sempre sem intenção, porque os conselhos dados e até mesmo os cumprimentos que recebia nunca pareciam levar em consideração todo o exercício mental, o esforço espiritual e emocional, as longas noites e dias e as tarefas extenuantes normalmente exigidas daquelas que procuram e desejam ser a mãe que Deus espera que sejam. Mas uma coisa, disse ela, fazia com que prosseguisse adiante: “Apesar de todos os altos e baixos e das lágrimas ocasionais, sei do fundo do coração que estou fazendo o trabalho de Deus. Sei que em meu papel de mãe sou Sua sócia eterna. Sinto-me profundamente tocada por saber que Deus considera Seu mais importante propósito e objetivo o fato de ser Pai, mesmo que alguns de Seus filhos O façam chorar”.
“É esse entendimento”, diz ela, “que procuro lembrar naqueles inevitáveis dias difíceis em que tudo parece ser maior que nossa capacidade de suportar. Talvez seja precisamente esse nosso sentimento de incapacidade e ansiedade que nos faça procurar o Senhor, aumentando Sua capacidade de influenciar-nos. Talvez, Ele secretamente espere que nos sintamos ansiosas e oremos pedindo Sua ajuda. Então, creio eu, Ele poderá ensinar Seus filhos diretamente, por nosso intermédio, mas sem nenhuma resistência de nossa parte. Gosto dessa idéia”, conclui ela. “ Ela me dá esperança. Se eu for digna perante meu Pai Celestial, talvez Sua orientação a nossos filhos seja transmitida sem empecilhos. Talvez então esta venha a ser, literalmente, a Sua obra e Sua glória.” 7
À luz desse tipo de declaração, torna-se evidente que algumas daquelas grandes olheiras não foram provocadas unicamente pela troca de fraldas e por levar as crianças para a escola, mas por, pelo menos, algumas noites insones examinando as motivações e os sentimentos, procurando sinceramente desenvolver a capacidade de criar esses filhos para que venham a ser o que Deus espera deles. Emocionado por esse tipo de devoção e determinação, quero dizer às mães coletivamente, em nome do Senhor, que vocês são extraordinárias. Estão saindo-se muitíssimo bem. O próprio fato de terem recebido essa responsabilidade é a eterna prova da confiança que seu Pai Celestial deposita em vocês. Ele sabe que dar à luz uma criança não as transforma da noite para o dia em seres oniscientes. Se cada uma de vocês e seu marido esforçarem-se em amar a Deus e viver o evangelho; se orarem pedindo orientação e o consolo do Espírito Santo prometido aos fiéis; se forem ao templo tanto para fazer e reivindicar as promessas dos mais sagrados convênios que um homem ou mulher pode fazer neste mundo; se demonstrarem em seu relacionamento com os outros, incluindo seus filhos, que têm o mesmo coração compassivo, clemente e atencioso que desejam que os céus tenham para com vocês; se tentarem fazer o melhor possível para serem os melhores pais que puderem ser, terão feito tudo o que um ser humano é capaz de fazer e tudo o que Deus espera que façam.
Às vezes, a decisão de um filho ou neto irá partir-lhes o coração. Algumas expectativas não serão imediatamente alcançadas. Toda mãe e pai preocupa-se com isso. Até mesmo o pai amado e muito bem sucedido que foi o Presidente Joseph F. Smith implorou: “Oh! Deus não permita que eu perca os meus”. Esse é o clamor de todos os pais e revela parte do temor de todos os pais. Mas ninguém terá fracassado se continuar tentando e orando. Vocês têm todo o direito de serem encorajadas e saberem que no final seus filhos honrarão seu nome, tal como o de gerações de seus antepassados que esperaram pelas mesmas coisas e tiveram os mesmos temores.
Vocês contam com a grande herança de Eva, mãe de toda a família humana, aquela que compreendeu que ela e Adão precisavam cair para que “os homens [e as mulheres] existissem” 9 e que haveria alegria. Vocês possuem a grande herança de Sara e Rebeca e Raquel, sem as quais não teria havido aquelas magníficas promessas patriarcais a Abraão, Isaque e Jacó que nos abençoam a todos. Possuem a grande herança de Lóide e Eunice e das mães dos 2.000 jovens guerreiros. Possuem a grande herança de Maria, que foi escolhida e pré-ordenada antes do início do mundo para conceber e criar o próprio Filho de Deus. Agradecemos a todas vocês, incluindo nossas próprias mães, e dizemos que não há nada mais importante neste mundo do que participar de modo tão direto da obra e glória de Deus em proporcionar a mortalidade e a vida terrena a Seus filhos e filhas, de modo que a imortalidade e a vida eterna possam acontecer nas mansões celestiais.
Quando vocês procurarem o Senhor com humildade e mansidão e, como disse certa mãe, “esmurrarem a porta dos céus para pedir, implorar e exigir orientação e sabedoria para ajudá-las nessa imensa tarefa”, a porta será escancarada para prover-lhes a influência e o auxílio de toda a eternidade. Clamem pelas promessas do Salvador do mundo. Peçam o bálsamo da Expiação sempre que houver qualquer coisa que as esteja perturbando ou a seus filhos. Saibam que com fé todas as coisas serão endireitadas, apesar de vocês, ou melhor, por causa de vocês.
Não é possível fazerem tudo isso sozinhas, mas vocês têm ajuda. O Mestre do Céu e da Terra estará a seu lado para abençoá-las. Ele que, resolutamente, vai atrás da ovelha desgarrada, varre cuidadosamente a casa à procura da moeda perdida, espera eternamente pela volta do filho pródigo. Vocês estão realizando o trabalho de salvação e portanto serão magnificadas, recompensadas e tornar-se-ão melhores e mais capazes do que jamais foram ao procurarem fazer um esforço sincero, não importa quão débil ele lhes pareça algumas vezes.
Lembrem-se todos os dias de que “não haveríeis chegado até esse ponto se não fosse pela palavra de Cristo, com fé inabalável nele, confiando plenamente nos méritos daquele que é poderoso para salvar”. 10
Confiem Nele. Confiem realmente Nele. Confiem Nele para sempre. E “[prossigam] com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança”. 11 Vocês estão fazendo o trabalho de Deus. Estão realizando um trabalho excelente. Ele está abençoando-as e irá abençoá-las, mesmo — ou melhor, especialmente — quando seus dias e suas noites forem os mais difíceis. Como a mulher que anônima e humildemente, talvez mesmo com hesitação e vergonha, abriu caminho em meio à multidão para apenas tocar a orla da roupa do Mestre, da mesma forma Cristo dirá às mulheres que se preocupam ou se maravilham e que, às vezes, choram por causa das responsabilidades de serem mães: “Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou”. 12 E salvará seus filhos também.
No santo e sagrado nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. 9

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Não mate o Mensageiro.

Era uma vez um rei que recebeu um mensageiro de uma terra distante. O mensageiro trouxe a notícia de que a filha preferida do rei estava prestes a se casar com o filho de um de seus mais odiados inimigos. O rei ficou tão irritado que na hora matou o mensageiro. Quando os guardas do rei chegaram para remover o corpo, ele descobriu, para seu horror, que o mensageiro era a sua filha disfarçada. Muito tarde, ele percebeu que ela havia se disfarçado na esperança de prepará-lo e diminuir a sua reação furiosa de modo que pudesse, eventualmente, reconciliar todos com o seu casamento e receber as suas bênçãos – eles que se amavam profundamente.

Qual é a sua primeira reação a uma emoção desconfortável ou difícil? É procurar a maneira - às vezes qualquer maneira – de fazê-la parar, de ficar longe dela, de neutralizá-la!
O que é uma emoção? Esses sentimentos que podem dirigir a nossa vida, são a cola que nos mantém juntos ou a força que pode nos destruir. A emoção é um pensamento ou ideia acompanhada por uma sensação corporal. Ela é experimentada como uma forma de energia. Frequentemente nós não temos a consciência do pensamento original ou a consciência é de curta duração e fugaz. Com emoções intensas e dramáticas, como alegria ou o terror, as sensações corporais são óbvias; porém, quando a emoção é mais mundana e ordinária, como acontece com o tédio ou aborrecimento, as sensações físicas podem ser muito sutis e não serem notadas.

Não há emoções ruins; há emoções desejáveis e indesejáveis, mas não emoções ruins. Porque uma emoção é dolorosa ou desconfortável não a torna ruim. Quando um ente querido faz algo contra você, é humano e adequado se sentir magoado e decepcionado - você seria menos do que humano, se não ficar.

Você pode não querer sentir a dor emocional, mas quando você se encontra em uma situação dolorosa é apropriado sentir que dói. A questão essencial sobre as emoções não é se elas são boas ou más, mas se a emoção é apropriada para a situação. Isto é, a emoção combina com as circunstâncias. Por exemplo, uma mulher inteligente, bem-educada, que volta para a faculdade e, às vezes, se sente confusa e sobrecarregada, está sentindo emoções que combinam ou são apropriadas para essa situação. Se, contudo, ela for da confusão ao pânico ou ao terror, essa emoção é inapropriada para essa situação; a emoção não combina com as circunstâncias. Quando você está passando por um divórcio é apropriado sentir a perda e a dor, mas não é apropriado sentir essas emoções cada vez que o seu companheiro sair para trabalhar. Isso não torna essas emoções ruins - apenas inapropriadas.

Por ser humano, você pode, muitas vezes, ter essas emoções "impróprias". O que isso significa? Você está sendo avisado com urgência! Qualquer emoção recorrente que não combina com a situação é um sinal - uma mensagem sobre algum aspecto de sua vida.
Um jovem trabalha como vice-presidente na empresa da família. Ele sofre de depressão, ainda que as circunstâncias não pareçam justificar essa reação. Ele é casado com uma mulher que ele ama, seu primeiro filho é feliz e saudável e ele ganha o suficiente para proporcionar conforto para a sua família. Essa emoção é um mensageiro. Um mensageiro que está tentando lhe dizer algo sobre a sua vida. Normalmente, ele iria ignorar a sensação, esperando que ela fosse embora, beberia ou tomaria antidepressivos, teria um caso, trabalharia o triplo do tempo - qualquer coisa para não sentir a depressão. Encorajado a sentir essa emoção dentro da disposição de aprender sobre a mensagem sob a depressão, ele começa a perceber que essa emoção é sobre como e onde ele gasta a sua vida de trabalho. No fundo, ele nunca quis estar na empresa e trabalhar na cidade, em um arranha-céu, em um escritório estéril. Ele realmente quer trabalhar com a liberdade do ar fresco, em contato com a terra e a natureza - coisas que crescem. Ele quer ser fazendeiro. Agora, se ele tivesse matado o mensageiro - enterrado a depressão com remédios, bebida, sexo, trabalho, ele nunca teria percebido essa verdade essencial sobre si mesmo e provavelmente acabaria divorciado, separado de seu filho, com uma úlcera ou pior, insatisfeito e desperdiçando o seu potencial para uma vida plena.

As emoções são uma dádiva que nos torna e nos mantém humanos - você tem o direito de sentir cada uma e qualquer emoção que você experimentar. Quando as emoções combinam com as circunstâncias, elas expressam a sua humanidade, curam e completam a experiência, de modo que você possa ir em frente com sua vida de uma forma limpa, sem a excessiva bagagem de emoções não reconhecidas ou não expressas. Quando elas não combinam com as circunstâncias, elas se tornam oportunidades para se aprender algo importante sobre a própria pessoa e a sua vida. É aí quando você precisa ouvir - essas emoções são seus professores, não fuja delas. Pergunte-se: "o que essa emoção está tentando me dizer sobre a minha vida?" Uma mulher de meia idade constantemente se sentia culpada pela limpeza da sua casa. Ela era excessivamente cuidadosa com a limpeza, de modo que estava sempre cansada e negligenciando a sua família. Quando ela tentou relaxar e limpar um pouco menos a casa a fim de desfrutar da sua família, mais se atormentava com a culpa. Ela foi incentivada a procurar a mensagem por baixo da emoção da culpa – já que isso certamente era inapropriado para a situação. A mensagem universal de culpa é que você violou os seus próprios padrões. Essa mulher descobriu que ela não estava usando seus padrões de limpeza; ela estava usando os padrões da sua mãe e sempre falhando. Quando ela desenvolveu e usou os seus próprios padrões, ela começou a passar menos tempo na limpeza, se sentia bem sobre a sua casa e a sua família, e estava livre de culpa.

A mensagem é diferente para cada pessoa. Entretanto, existem certas mensagens universais contidas em algumas das emoções mais comuns, as emoções frequentemente experimentadas. A lista a seguir é um guia para ajudá-lo a explorar e aprender com as suas emoções.

CULPA: uma mensagem de que você violou os seus próprios padrões. Certifique-se de que você está usando realmente os seus padrões, e de que eles são apropriados para a situação. Você pode modificar e ajustar os padrões e aprender para o futuro.

DECEPÇÃO: uma mensagem para mudar as expectativas. A decepção resulta por não termos satisfeito as nossas expectativas.

DEPRESSÃO: uma mensagem de que você precisa mudar algo sobre você mesmo e/ou na sua vida.

DESANIMADO: uma mensagem para abrir mão de alguma coisa.

CIÚME: Uma mensagem de que o seu bem-estar emocional está ameaçado.

INVEJA: uma mensagem de que existe algo que você quer. É "algo" que vale a pena o suficiente para ir atrás?

PRESO: uma mensagem para olhar fora de você e reunir mais informações e recursos.

RAIVA: uma mensagem sobre a necessidade de parar o abuso - de você em relação a você mesmo ou de outros em relação a você.

PROCRASTINAÇÃO: uma mensagem de que você, ou não sabe como fazer alguma coisa ou não quer.

As emoções são seus amigos, seus aliados - não devem ser utilizadas como desculpa para evitar pensar ou agir, mas para respeitar e aprender com elas. Quando você se permite sentir algo que está em processo em você e que o processo o move para a frente, de modo que logo você estará sentindo alguma coisa a mais e se movimentando. Às vezes as pessoas têm medo de que irão se afogar nas emoções se "cederem'' a elas. O verdadeiro é exatamente o oposto; no final é "cedendo" às emoções que vai conduzi-lo pelo túnel para a luz da aprendizagem e da mudança. As emoções não nos criam problemas - são as emoções que temos sobre as nossas emoções que nos aprisionam e nos mantém em um redemoinho de negatividade e de estagnação.

As emoções são os nossos professores e oportunidades para aprender e mudar. Ouça a mensagem e não mate o mensageiro.


Anné Linden fundou e é diretora do New York Training Institute for NLP (NYTI/NLP) em Manhattan. Anné foi testemunha e participante da criação da PNL. Ela criou um Programa de Treinamento e Certificação de Hipnose Ericksoniana usando a PNL para tornar mais clara e mais acessível o gênio do Dr. Milton Erickson.