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domingo, 29 de setembro de 2013

Metáfora da Semana: Um punhado de sal


"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
Logo após o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - o jovem disse sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Traduzir-Se


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
alomoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
_ que é uma questão
de vida ou morte _
será arte?
Ferreira Gullar

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Risco é o Governo

        














Anos atrás, em um outro país, o presidente estava diante do desafio de conseguir turbinar o crescimento. Políticos, economistas, jornalistas discutiam as  saídas e, como sempre, havia propostas para fazer isso por meio de ações mais intensas do governo.

O presidente, então, saiu-se com uma resposta que se tornaria clássica: "Na nossa situação atual, o governo não é a solução. O governo é o problema".
A presidente Dilma, claro, jamais dirá isso, mas obviamente admitiu a incapacidade ao menos parcial do Estado quando lançou o amplo programa de concessões de obras de infraestrutura à iniciativa privada.
Se o governo tivesse dinheiro e expertise para fazer os investimentos necessários, não precisaria entregar estradas, portos, aeroportos e ferrovias ao capital privado. Reparem que a presidente Dilma  tentou turbinar os investimentos públicos. E só partiu para as concessões diante dos atrasos e da sequência de corrupção em obras importantes .
Ou seja, não foi por convicção, mas por necessidade. Ela não admite que o governo é o problema e que a infraestrutura brasileira falha por incapacidade do Estado. Ao contrário, ainda acredita que o governo pode tudo, mesmo que no momento, dadas as circunstâncias, seja preciso chamar os capitais privados.
O resultado disso é a "concessão envergonhada". Abre-se o negócio ao investidor privado, mas o governo está ali ao lado, financiando a juros de compadre, entrando de sócio, dando garantias de receita e prometendo fazer parte das obras.
Ora, dirão: qual empreiteira recusaria um negócio desses? Especialmente neste lado do mundo, a América Latina, tão viciado no capitalismo de amigos - esse sistema em que um bom lobby rende mais que ganhos de produtividade.
Por isso, foi chocante quando nenhuma empresa apresentou propostas no leilão de concessão da rodovia BR 262. A obra era considerada um "filé mignon".
O governo desconfia de alguma ação política, uma articulação da oposição, inclusive de investidores, para desmoralizar o programa. Não cola. Por mais militante que seja, nenhum empresário joga dinheiro fora. 
Logo, o pessoal não achou que o negócio era bom, mesmo com todo o apoio oferecido pelo governo. Em resumo, não achou que o governo pudesse ser a solução para os problemas.
Quais problemas? Tudo poderia ser resumido numa palavra, insegurança. Regulatória: o governo Dilma tem mudado tanto as regras, em tantos setores importantes, que não há como acreditar que as normas regendo as concessões serão mantidas pelos 30 anos do negócio.  
Insegurança jurídica: as possíveis restrições à cobrança de pedágio, a única fonte de renda do empreendimento. Políticos e governantes brasileiros não gostaram de pedágio - mais ainda, não gostam de cobrar nada diretamente do usuário. Há na cultura local uma queda pela boca livre, reforçada pelas recentes manifestações.
Não é de graça, claro. Quando uma estrada federal em Goiás não é pedagiada, ela termina paga pelo morador de Rondônia quando compra uma cerveja e um maço de cigarros. Mas é um pagamento, digamos, quase invisível, o imposto está embutido no preço. Já no pedágio, o usuário morre com seus reais cada vez que passa ali. É mais justo que só o usuário  pague pela facilidade que utiliza, mas, reparem, praticamente todos os governantes cancelaram reajustes de tarifas e pedágios depois das manifestações.
Diante desses óbvios obstáculos ao programa de concessões, o que fez o governo Dilma? Respondeu ao investidor privado:  você cobra um pedágio baratinho que a gente faz o resto. 
A garantia somos nós, disse o governo.
Ora, o risco está nessa garantia, pensaram os empresários. Não disseram, tanto que o governo contava com o sucesso do leilão. Mas pensaram exatamente isso: eu entro num negócio cuja receita é o pedágio, mas eu tenho de cobrar bem baratinho e só posso cobrar depois que o governo fizer a parte dele nas obras e garantir nos tribunais e nos meios políticos a viabilidade da cobrança; e também não posso ganhar dinheiro além do limite fixado pelo governo.
Resumindo: os obstáculos aos investimentos privados estão no ambiente de negócio ruim colocado pelo setor público. Em vez de mudar o ambiente para torná-lo mais amigável às concessões, o governo diz "deixa comigo". O problema se apresenta como solução.
E por que saem alguns negócios? Porque muitos investidores acreditam que, enfim, a gente vai conversando lá em Brasília. 
Não é assim que se vai turbinar os investimentos.
A frase lá de cima? Ronald Reagan.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A Primeira Prece


Na madrugada o homem, sequioso de aventuras, chegou ao deserto de Gila, no Novo México. 

Estacionou o caminhão e iniciou a caminhada de 32 quilômetros, para se encontrar em um acampamento, com seu grupo de alunos. 

O verão era implacável e o sol ardia como fogo. O professor começou a sentir que as botas não eram as ideais para aquele clima. Parou, arejou os pés, colocou outras meias, acelerou o passo, reduziu a marcha. Nada funcionou. 

Ao cair da noite, chegou ao acampamento. Os pés estavam uma chaga viva. Eram bolhas e machucados o que viu quando descalçou as botas. 

Apesar de tudo nada comentou com ninguém. 

Dialogou com os instrutores e com os garotos. A madrugada o surpreendeu em repouso. 

Quando a manhã se fez clara, veio o alarme. Um dos garotos sumira. 

O professor sentiu o peso da responsabilidade, antevendo as ameaças do deserto cruel que o menino iria enfrentar. Calçou as botas outra vez e teve a impressão de estar andando sobre vidro quente. Tropeçou, arrastou os pés. Tentou pensar em algo para se distrair, esquecer a dor. Tudo em vão. 

A dor foi se tornando sempre maior, insuportável. 

Finalmente, ele alcançou a trilha que saía de uns arbustos e seguiu direto ao rio que descia das montanhas, através de sombrios desfiladeiros. 

Ao ver a água, colocou os pés calçados dentro dela. Esperava alívio mas a sensação foi de milhares de agulhadas perfurando-lhe as bolhas. 

Deixou escapar um grito estridente do peito e se jogou na água, por inteiro. A dor aumentou. 

Não havia solução. Ele não conseguia mais andar e onde se encontrava, com certeza demoraria dias para ser encontrado. E o garoto? Era preciso encontrar o garoto. 

Uma idéia tomou vulto em seu cérebro e ele começou a implorar, até sua voz ecoar num brado sempre mais alto: 

Um cavalo. Por piedade. Preciso de um cavalo. 

Depois, como um lamento, colocou toda sua alma na palavra seguinte: 

Jesus! 

E prosseguiu repetindo: 

Jesus. Um cavalo. Jesus. 

Era a primeira vez que orava. 

Um cavalo apareceu. Era real. Não era alucinação. Ele o montou por toda a noite, até encontrar o garoto. 

Cedo, dois vaqueiros procuraram o animal que lhes fugira, não saberiam eles dizer o porquê. 

Mas o professor sabia. Sua prece fora ouvida e atendida. Por isso, emocionado, ali mesmo, pronunciou a segunda prece de sua vida: a prece da gratidão. 

* * * 

A oração deveria fazer parte de nossa vida. 

Orar jamais deveria ser nosso último recurso, mas o primeiro a ser buscado. 

A prece movimenta profundas forças que concorrem para reverter quadros enfermiços, enquanto alimenta com novo vigor a esperança e restabelece o bom ânimo.

sábado, 21 de setembro de 2013

Lição de bondade

Aquele moço seguia todos os dias pelo mesmo caminho. Em suas viagens diárias do subúrbio, onde morava, ao centro da cidade, onde trabalhava, o trem sempre passava por um viaduto de onde se podia ver o interior de alguns apartamentos no prédio localizado em nível inferior.
Naquele lugar o trem diminuía a velocidade e por isso o rapaz podia observar através da janela de um dos apartamentos, uma senhora idosa deitada sobre a cama. Ele via aquela cena há mais de um mês. A senhora certamente convalescia de alguma enfermidade, era o que ele pensava.
O jovem teve pena dela e desejou vê-la restabelecida.
Num domingo, achando-se casualmente naquelas imediações, cedeu a um impulso sentimental e foi até o prédio onde a senhora morava.
Perguntou ao porteiro o nome da anciã e depois lhe enviou um cartão com votos de restabelecimento, assinando apenas: "Um rapaz que passa diariamente de trem."
Dali a uma semana mais ou menos, a caminho de casa no trem, o jovem olhou como sempre, para a janela. No quarto não havia ninguém e a cama estava cuidadosamente arrumada.
No parapeito da janela, porém, estava afixado um pequeno cartaz escrito à mão e iluminado por uma lâmpada de cabeceira. Mostrava apenas uma frase singela de gratidão, dizendo: "Deus o abençoe"
Aquele jovem do trem não tinha outra intenção a não ser ajudar anonimamente a uma pessoa desconhecida, atendendo a um apelo do seu coração generoso. E é por essas e outras razões que vale a pena acreditar que ainda encontramos pessoas boas no mundo.
Um gesto de solidariedade não custa nada, não tem contraindicação e está ao alcance de todos.

Autor: Desconhecido

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Valorizando as Coisas

Um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou.
- Sei que és um grande mestre – disse. - Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro; devo ajudá-lo?
- Se essa não é uma situação de emergência, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.
- Mas se tenho condições de ajudá-lo agora, que diferença fará esperar uma semana?
- Uma diferença muito grande – respondeu o sábio. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Inveja, eu?



Quem nunca fez ou foi vítima de fofoca no trabalho que atire a primeira pedra! E saiba que a fofoca é uma das máscaras da inveja.

Convivemos há tantos anos com a inveja que não conseguimos detectá-la e chegamos a nos iludir de que não sofremos desse mal. Entretanto, a inveja nos acompanha desde o nascimento, mas começa a tomar uma proporção maior na idade escolar.

Segundo o dicionário Aurélio, inveja é o "desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio". Portanto, a inveja só pode ocorrer na comparação do eu com o outro.


É por isso que o ambiente competitivo é favorável ao desenvolvimento da inveja. Na escola, além de ler e escrever, aprendemos a competir pela melhor nota, pelo melhor desempenho e, mais tarde, no ambiente de trabalho, pelo melhor salário, melhor carro, melhor casa etc. O mundo competitivo alimenta a inveja e nem sempre prepara o homem para a vida.


A inveja traz sentimentos negativos de inferioridade e baixa autoestima. Ao nos compararmos o tempo todo com o que está fora, perdemos a referência das características positivas que temos.

Como o invejoso não pode ter o que é do outro, ele destrói o que é do outro através de pensamentos, palavras e ações. Exemplo, "fulano é rico, mas é feio!". "Ciclano é inteligente, mas é pobre". "Fulano tem um carrão, mas está cheio de dívidas". O invejoso se vangloria com elogios falsos para compensar o mal estar, e está sempre menosprezando, falando mal e criticando aqueles que inveja.

Outro exemplo de mecanismo é a pessoa que inveja a calma e a inteligência de outrem. Ela ataca o outro até que o "tira do sério". Desta forma, ela consegue tirar a calma do outro e faz com que o outro tenha comportamento nada inteligente.


A inveja também pode afetar os comportamentos sociais, como a afirmação "eu não vou à festa porque só tem gente metida lá, e eu odeio gente metida!". O que está por detrás da aversão à festa é o medo de ser desmascarado. Então, justifica o medo da exposição desvalorizando o evento social e as pessoas que lá estão.


A inveja possui diversas máscaras. Veja alguns exemplos de como a inveja se manifesta no ambiente de trabalho:

Máscara da FOFOCA: o fofoqueiro, ao invés de se esforçar para crescer e progredir, prefere denegrir os outros para compensar a sua índole e ociosidade.

Máscara da LAMENTAÇÃO: percebe-se como "o azarado", sente que nunca é reconhecido pelo trabalho. Uma fala muito comum do lamentador é a comparação, "Você viu o Pedrinho, como tem regalias aqui? Ele entrou aqui há poucos meses e já é coordenador! E eu? Que estou aqui há mais de cinco anos não consegui nada até agora".

Máscara da HIPOCRISIA: apresenta-se sorridente e afetuoso, com palavras amáveis, entretanto, desencoraja o crescimento alheio. Exemplo, "se eu fosse você, eu não correria o risco de falar com o chefe sobre esse assunto. Eu mesmo já vi vários casos de pessoas que, quando foram falar sobre promoção, foram logo demitidas".


Máscara da PIEDADE: mostra-se manso e humilde, entretanto, menospreza o esforço alheio. "É, o coitado é novato mesmo, chega cheio de gás, cheio de vontade, mas a hora que ele perceber como as coisas funcionam aqui, quero ver para onde é que a alegria dele vai".

Máscara da MELANCOLIA: muito parecida com a máscara da lamentação, a diferença é que a melancolia cai mais para a baixa autoestima enquanto que a lamentação coloca a culpa na situação ou em outras pessoas. "Eu me sinto tão burro, sabe? Ele não, ele é tão extrovertido, tão simpático, tão animado, e eu... eu sou tão murcho...".

Máscara do COMPETITIVO: perceptível não apenas por meio das palavras, mas também por meio de comportamentos consumistas. A máxima - "Tem gente que gasta o que não tem, para comprar o que não precisa e mostrar para quem não gosta" - fala por si só!

Máscara do SENSATO: denigre a imagem alheia mostrando o quanto o outro é insensato. Exemplo.: "Se eu tivesse metade do que ele tem, eu estaria feliz!".


Como lidar com a própria inveja?
A única forma de combater a inveja é freando os impulsos comparativos, olhar para si mesmo e aceitar-se (gostar de si mesmo) como realmente é. Quando deixamos de nos comparar aos outros e passamos a nos observar, a autoestima tende a aumentar porque nos permitimos observar o quanto estamos melhorando em diversos aspectos.


O que fazer quando a inveja impera na equipe?
Tente retirar o mecanismo comparador do foco principal da pessoa em questão, trazendo para discussão o comportamento da própria pessoa. Mostre que a comparação não agrega em nada, não ajuda nem a equipe crescer e nem ela mesma.

Dê-lhe feedbacks. O invejoso é inseguro de si mesmo porque não se conhece. Olha tanto para o outro que perde a referência de si mesmo. Mostre a ele os pontos positivos e os pontos que ainda precisa melhorar.


Ajude-o a criar um ideal de vida. O melhor remédio contra a inveja é conhecer o sentido da própria existência e sentir prazer em coisas simples. Incentive-o a ir ao cinema, ao teatro, a ler livros inspiradores, poesias, romances etc.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Covarde, o Corajoso e o Ganancioso

Um homem que vivia perto de um cemitério, uma noite, ouviu uma voz que o chamava de uma sepultura. Sendo covarde demais para, sozinho, investigar o que se passava, confiou o ocorrido a um corajoso amigo que, após estudar o local de onde saíra a voz, resolveu vir, à noite, para ver o que aconteceria.
Anoiteceu. Enquanto o covarde tremulava de medo, seu amigo foi ao cemitério e ouviu a mesma voz saindo de uma sepultura. O amigo perguntou à voz quem era e o que desejava. A voz, vinda de baixo, respondeu : "Sou um tesouro oculto e decidi dar-me a alguém. Eu me ofereci a um homem ontem à noite, mas ele era tão medroso que não veio me buscar; por isso dou-me a você que é merecedor. Amanhã de manhã, irei à sua casa com meus sete seguidores."
O homem corajoso disse : "Estarei esperando por vocês, mas, por favor, diga-me como devo tratá-los." A voz replicou : "Iremos vestidos de monge. Tenha uma sala pronta para nós, com água; lave o seu corpo, limpe a sala e tenha oito cadeiras e oito tigelas de sopa para nós. Após a refeição, você deverá conduzir a cada um de nós a um quarto fechado, no qual nos transformaremos em potes cheios de ouro."
Na manhã seguinte, o homem lavou o corpo e limpou a sala, como lhe fora ordenado, e ficou à espera dos oito monges. À hora aprazada, eles apareceram, sendo cortesmente recebidos pelo homem. Depois que tomaram a sopa, ele os conduziu um por um ao quarto fechado, onde cada monge se transformou em um pote cheio de ouro.
Um homem muito ganancioso que vivia naquela mesma aldeia, ao tomar conhecimento do incidente, desejou ter os potes de ouro. Para tanto, convidou oito monges para virem até sua casa. Depois que eles tomaram a refeição, o ganancioso, esperando obter o almejado tesouro, conduziu-os a um quarto fechado. Entretanto, ao invés de se transformarem em potes de ouro, os monges se enfureceram e denunciaram o ganancioso à polícia que o prendeu.
Quanto ao covarde, quando ouviu que a voz da sepultura havia trazido riqueza ao seu corajoso amigo, foi até a casa dele e avidamente lhe pediu o ouro, insistindo que era seu, porque a voz foi dirigida primeiramente a ele. Quando o medroso tentou pegar os potes, neles encontrou apenas cobras, erguendo as cabeças prontas para atacá-lo.
O rei, tomando conhecimento desse fato, determinou que os potes pertenciam ao homem corajoso, e proferiu a seguinte observação : "Assim se passa com tudo neste mundo. Os tolos cobiçam apenas os bons resultados, mas são covardes demais para procurá-los, e por isso, estão continuamente falhando."

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Seja Exemplo do que Você Fala

De nada adianta atirar palavras ao vento, sem que elas ecoem na mente das pessoas através da força de suas atitudes.
Não adianta você fazer apresentações maravilhosas se suas palavras não forem condizentes com suas ações.
Existe uma frase bastante significativa a esse respeito, dita pelo professor Henrique José de Souza: “Nada pior que um bom discurso seguido de um péssimo exemplo”.

Não funciona o “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Você precisa prati­car o que prega:
• Se seu tema é qualidade de vida, você precisa exalar bem-estar, saúde e tranquilidade.
• Se seu tema é organização de tem­po, você deve ser pontual, preciso, terminar no horário, cumprir prazos e saber administrar seu tempo.
• Se seu tema é um programa de emagrecimento, você deve ser magro, elegante e esbelto.
• Se seu tema é sucesso em finanças, você tem de mostrar sua prosperidade e riqueza.
• Se seu tema é sobre felicidade, você precisa transmitir alegria e satisfação de viver.
• Se seu tema é superação, você precisa haver superado algo realmente acima da média.
• Se você fala de ter sucesso em vendas, você precisa ser um excelente vendedor.
• Se você se propõe a ensinar alguém a escrever um livro de sucesso, você precisa ser um escritor de sucesso.
É muito comum ver pessoas com um discurso totalmente diferente daquilo que elas praticam em sua vida pessoal e profissional. É óbvio que isso não vai funcionar.
Então, seja sempre um bom exemplo daquilo que você diz.
Suas palavras podem ser fortes, podem falar alto e tocar as pessoas, mas elas só terão força real se forem acompanha­das do exemplo correspondente.
Como se diz, com muita razão, “palavras falam alto, mas exemplos gritam”.
Por isso, faça com que sua vida seja o testemunho do que você fala.
É a partir daí que você vai construir o seu sucesso.



Pense Nisso

Sua Bagunça Pode Comprometer a sua Carreira

Seu espaço de trabalho é organizado ou você é daquelas pessoas que colecionam papéis, caixas de arquivos, pastas e até copinhos descartáveis em cima da mesa? O desktop do seu computador é limpo e organizado ou é lotado de ícones amontoados e sem critério? Sua caixa de entrada de e-mails está sempre vazia ou abarrotada com mensagens antigas?
Atenção! A maneira como você organiza e gerencia seu espaço de trabalho pode afetar sua carreira.
A forma como você é percebido pelas outras pessoas pode fazer a diferença na hora de ser escolhido para gerenciar um novo projeto ou ser promovido.
No caso do empreendedor ou do profissional liberal pode significar ganhar ou não um novo cliente. Tão importante como se vestir bem ou se relacionar bem é manter a boa aparência e produtividade na sua área de trabalho.
A desordem comunica uma mensagem ruim. Uma mesa bagunçada e desorganizada aponta geralmente para uma pessoa bagunçada e desorganizada. Pesquisa feita na Universidade do Texas nos USA mostrou que colegas de trabalho percebem os desorganizados como ineficientes e não imaginativos.
Portanto, mesmo que você se veja como um "gênio criativo" e ache que consegue se dar bem num ambiente bagunçado, são grandes as possibilidades de que seus colegas, gerentes ou clientes, não o vejam da mesma maneira.
Um estudo da OfficeMax, grande varejista americano de material de escritório, constatou que 90% dos americanos acreditam que a desordem tem um impacto negativo em suas vida seu no seu trabalho. 77% dos entrevistados disseram que a desorganização afeta sua produtividade. Além disso, mais da metade dos entrevistados disse que a desorganização prejudica o seu estado de espírito e os níveis de motivação, enquanto duas em cada cinco pessoas disseram ter sua imagem profissional afetada pela bagunça.

Veja o quadro abaixo (Pesquisa OfficeMax 2010:
Mas se tanta gente tem consciência de quanto a desorganização pode ser prejudicial para a produtividade, por que não tomam uma atitude e acabam de vez com a bagunça?
Muitas vezes falta a motivação necessária ou mesmo saber por onde começar. Veja o que mostra outra parte da pesquisa (OfficeMax 2010):
Espaço organizado de trabalho
Na pesquisa da Officemax, 26% dos participantes disseram que eram desorganizados, pois não tinham espaço suficiente para suas coisas. Segundo Peter Walsh, especialista americano, o problema não é a falta de espaço e sim o fato das pessoas terem coisas demais.
Ele define a bagunça em duas categorias: Bagunça da Memória, aquela que lembra você de uma pessoa importante ou de um objetivo que quer alcançar, e a Bagunça tipo eu-posso-precisar-disso-algum-dia. Ironicamente, quanto mais coisas você mantém à sua volta para se sentir com o controle, mais as pessoas vão achar que você não tem controle sobre o que acontece à sua volta.
Definir limites para a quantidade de coisas que você vai tolerar desde o início, é desafiar-se a cumpri-los. Permita-se apenas uma estante. Quando estiver cheia, doe um livro para cada novo que adicionar.
O mesmo vale para os arquivos. Quando ficar carregado, é hora jogar fora alguns dos papéis que você não precisa mais. Walsh afirma que "80% dos papéis que temos em um arquivo ou armário nunca verão a luz do dia".
Uma pessoa com quem ele recentemente havia trabalhado possuía caixas de arquivo com recibos de 1989, incluindo recibos de sanduíches que ele havia pagado em dinheiro. Aí vai faltar espaço mesmo!
Fazer manutenção em longo prazo é tão importante quanto o plano de organização original. Crie o compromisso de duas vezes por ano percorrer seus arquivos antigos, a cada seis semanas para limpar as gavetas de sua mesa e, ao final de cada dia para organizar e jogar coisas fora.
"Os 10 minutos mais importantes de cada dia são os 10 minutos antes de ir para casa à noite", diz Walsh. Ele aconselha a usar o final do dia para colocar as coisas em seus lugares, jogar lixo fora, e escrever a lista de coisas a fazer. Assim, seu escritório parecerá um lugar mais produtivo e acolhedor todas as manhãs.
Aqui na minha empresa, também criamos enquetes que foram respondidas no nosso portal por mais de cinco mil internautas e que mostra a percepção que têm as pessoas quanto à desorganização em seu ambiente de trabalho. Veja este quadro abaixo:
O que mais afeta minha produtividade no trabalho
Para encerrar, observe os espaços de trabalho de outros colegas à sua volta e ao que isto está associado. Que tipo de mensagem eles emitem?
Perceba que tipo de mensagem você também pode estar transmitindo através do seu próprio espaço de trabalho. É esta a forma como você quer que as pessoas te percebam ou avaliem?
Se não é, está na hora de mudar. Sua carreira e o seu futuro podem muito bem depender disto.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Preconceito - procure e você encontrará!

Anos atrás quando eu trabalhava como consultor, Eileen (nome fictício) veio me ver. Do ponto de vista dela, tudo na vida dela estava errado. Por exemplo, ela, como eu, veio morar na Grã-Bretanha vinda da Irlanda, e eu ainda me lembro do momento em que ela fez o comentário imortal: "É evidente que eu não preciso lhe contar a discriminação e o preconceito que eu tive que aguentar!"
Nessa época, eu já vivia na Grã-Bretanha há cerca de 20 anos, me socializando e trabalhando com os ingleses. De fato, quando cheguei aqui pela primeira vez, passei quase um ano trabalhando nos ônibus de Londres, encontrando centenas de pessoas todos os dias. E não tive, nem tenho desde então, sofrido preconceito de qualquer espécie por ser irlandês. Mas Eileen sim! De fato, de acordo com ela, ela sofre preconceito o tempo todo.
Como aconteceu isso?
Isso é mais ou menos como o fenômeno do carro novo. Durante anos você dirigiu, digamos um Ford Escort e agora comprou um Renault Clio. E de repente você descobre que quase todo mundo saiu de madrugada e comprou um Clio! Lógico que eles não o fizeram. Eles já estavam por aí dirigindo esse carro – apenas você não havia percebido. Mas como agora você está sintonizado no Clio, você enxerga um em tudo que é lugar.
Como aconteceu isso?
Aproximadamente vinte anos atrás, quando comprei o meu primeiro computador, eu fui procurar uma revista sobre computadores numa banca de jornal. Até aquele momento, eu nunca tinha visto uma e pensava que para conseguir uma teria que fazer um pedido especial. Mas, adivinhe? De repente surgiram prateleiras cheias de revistas relacionadas à computadores! Os editores haviam decidido publicar todas essas revistas só para mim!
Como aconteceu isso?
Depois, temos o fenômeno "um daqueles dias". O seu dia não começa muito bem; uma ou duas coisas saem erradas e você diz para si mesmo: "Ah não, vai ser um daqueles dias!" E, naturalmente, você está coberto de razão: você percebe que, de repente, o mundo conspirou para que hoje tudo fique difícil para você. Quando você está pronto para sair, não consegue encontrar as coisas que normalmente tem que levar. No seu caminho para o trabalho, tudo e todos o atrasam. Quando chega ao trabalho, o astral das pessoas mudou e elas estão irritadas, aborrecidas ou indiferentes. E assim vai o dia todo.
Como aconteceu isso?
Ou que tal: "Coisa ruim sempre acontece três vezes?" Alguma coisa ruim ocorre e você ignora. Outra acontece e você de repente se lembra da primeira. E você pensa consigo mesmo: "Lá vamos nós, coisa ruim sempre acontece em trios – qual será a próxima?" E, com certeza, em pouco tempo você terá provado que estava certo e alguma coisa mais vai dar errado. Elas sempre acontecem em trios, você sabe! Agora, como as suas expectativas foram satisfatoriamente cumpridas, você para de ficar de olho. E as coisas ruins param de acontecer.
Como aconteceu isso?
Você agora está percebendo o padrão? Nós nos colocamos acima das profecias autorrealizáveis. Nós selecionamos o nosso mito para o dia, ou pior, o nosso mito para a vida e, em seguida, saímos procurando evidência para apoiá-lo! E encontramos essa evidência por tudo que é lugar, em abundância.
Se o meu mito para a vida é que as pessoas não gostam de mim, eu vou encontrar muitas evidências que confirmam isso.
Se o meu mito para a vida é que as pessoas "de cor violeta" (ou qualquer grupo alvo que eu selecionar) são indignas de confiança, preguiçosas, violentas ou qualquer coisa, eu vou encontrar muitas evidências que apóiem isso.
Outros mitos da vida... Existem muitos estrangeiros no meu país. Os jovens de hoje não obedecem às leis e estão fora de controle. O mundo é um lugar perigoso e violento. A minha cidade é um lugar perigoso. Os velhos são uns chatos. Os desempregados e os sem-teto são parasitas. E isso segue sem parar – motoristas mulheres, motoristas homens, donos de cachorros, esqueitistas, motoqueiros, católicos, muçulmanos, hindus, judeus, etc., etc.
Depois existem os mitos sobre o próprio indivíduo. Eu sou um inútil. Eu estou perdendo a memória. Ninguém gosta de mim. Eu não sou de confiança. Eu não sou bom em matemática. Eu sou muito alto, baixo, gordo, muito magro, feio, etc.
E os mitos sobre o(a) companheiro(a)? Ela não é mais engraçada como antes. Ele está perdendo sua boa aparência. Acho que ela está tendo um caso. Ele não me ama mais como costumava fazer.
Qualquer que seja o seu mito favorito (ou preconceito)
Você vai encontrar muitas evidências que o apoiem. É um pouco como ter um filtro no seu cérebro que deixa entrar a evidência que apoia o seu preconceito e repele qualquer evidência que pode contestá-lo. E, como você está inconscientemente criando aquele argumento poderoso para apoiar o seu preconceito, também muda o seu comportamento em relação ao assunto - o que cria mais e mais forte evidência.
Ele/ela está tendo um caso!
Vamos pegar o mito - eles estão tendo um caso. Você percebeu que ultimamente a sua companheira parece mais feliz. Fica um pouco mais de tempo fora de casa. Cuida um pouco mais da sua aparência, etc. Então você "sabe" que ela está tendo um caso. Por causa disso, você se torna agressivo ou introvertido. Você a questiona mais, procura evidência física, pega em cada comentário dela, etc.
O seu comportamento agora (como ele é experimentado por eles) mudou e eles começam a reagir a esse novo comportamento. Eles estão descobrindo que você não é mais tão divertido para ficar por perto – por isso ficam mais tempo fora. Mais evidência para você! Eles acham o seu questionamento irritante e intrusivo e o experimentam como uma prova da sua falta de confiança neles – por isso se tornam menos sinceros e afáveis. E dessa forma as coisas se agravam - por vezes muito rapidamente.
Pré-julgar é mais fácil do que pensar!
Preconceito ou "pré-julgar" é um fenômeno interessante... é o processo de ter opiniões já prontas. O bom é que ele nos poupa ter que pensar. Nós não precisamos - nós já temos pronto o nosso pré-julgamento! Eu não preciso conhecê-lo melhor - posso dizer que tipo de pessoa você é pelo seu porte, ou pela sua cor da pele, ou pelo seu sotaque, ou sua religião, ou suas posses, etc.
Como isso acontece?
Nós normalmente não "escolhemos" ser preconceituosos. Às vezes, desenvolvemos os nossos preconceitos por descuido. Inconscientemente assumimos a opinião pré-digerida dos outros - a opinião do jornal que lemos, ou dos produtores de TV ou do programa do rádio que estamos ouvindo, ou mesmo dos nossos colegas de trabalho, ou dos amigos ou familiares (especialmente quando éramos muito jovens).
Todos os nossos preconceitos são mantidos através da nossa própria negligência mental: por não nos preocuparmos em pensar criticamente e, por não admitirmos como o nosso estado de ânimo desvirtua as nossas percepções e como isso começa o processo para acumular dados a favor e a ignorar as evidências contrárias.
Digamos, por exemplo, que eu esteja irritado e frustrado com certas coisas em casa ou no trabalho. E não queira ou tenha medo de confrontar ou perturbar as pessoas que lá estão.
Agora, quando não estou lá, fazendo compras ou me socializando, pequenas coisas que normalmente eu ignoro, agora me chateiam e eu, interiormente, responsabilizo as pessoas envolvidas - eu descobri um alvo para os meus sentimentos. De agora em diante, vou estar à espera de um comportamento semelhante dessas pessoas para 'provar' meu novo preconceito. E, ao evitar o pensamento crítico, posso ignorar qualquer evidência, desconfortável ou conflitante.
O metamodelo e as generalizações
No metamodelo da PNL, o fenômeno dessa profecia autorrealizável é reconhecido no padrão das generalizações, que mapeia como nós criamos inconscientemente uma crença global baseada em poucos exemplos isolados e depois mantemos essa crença, não prestando atenção para as exceções da regra que acabamos de criar.
As implicações
E daí? Eu tenho preconceitos. Você tem preconceitos. Todos nós temos preconceitos. Será que isso realmente importa?
Isso depende em grande parte se os seus preconceitos são sérios ou são questões triviais. A profecia autorrealizável ‘um daqueles dias’ pode não ser uma particularmente séria. Por outro lado, ter um preconceito sobre um grupo particular, ou raça, religião, é uma questão completamente diferente. E desenvolver um preconceito sobre alguém íntimo seu, pode estragar rapidamente a relação.
A solução?
Use pensamento crítico e auto-observação. Sempre que você se encontrar arranjando evidências contra uma pessoa ou um grupo, desafie a você mesmo com perguntas como:
"Isso é verdade em cada momento?"
"Será que todas as pessoas desse tipo se comportam exatamente como essa?"
"Existem exceções a essa regra?"
"Estou, nesse momento, simplesmente filtrando e criando uma profecia autorrealizável?"
O fenômeno criação de preconceito é um exemplo de como formamos as nossas crenças. Em um extremo, as pessoas morrem pelas suas crenças - sem sequer pensar - e há ampla evidência disso no mundo de hoje.
Menos extremo, é a multiplicidade de pequenos preconceitos que corroem a nossa felicidade, a paz de espírito e os relacionamentos. Não é necessário erradicar todos eles, imediatamente. Comece desafiando os seus e, aos poucos, eles irão se dissolvendo.
Reg Connolly é Trainer e Master Practitioner de PNL, treinador de administração e de vendas.
O artigo original "Prejudice: Seek and you will find!" encontra-se no site The Pegasus NLP Training
Tradução JVF, direitos da tradução reservados.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Arte de Liderar

O mundo de hoje está mudando de uma forma extraordinária... as mudanças antigamente levavam décadas para acontecer e hoje estão acontecendo em meses e às vezes até em dias....
Com isso, o Líder de hoje é muito diferente do de antes, pois ele deve ser muito mais um sábio do que um técnico... deve acompanhar todas as mudanças... além disso antigamente o bom Líder era aquele que sabia mandar, e hoje ele deve saber compartilhar e investir nas pessoas para que elas dêem o melhor de si mesmas.
Quando falo sobre o Líder, estou falando de qualquer pessoa, de qualquer idade, que atue na Vida desta maneira... pode ser uma criança liderando seus amiguinhos na hora de brincar; um adolescente liderando sua "tribo"; uma dona de casa liderando seu lar; um atleta liderando seu time; um gerente liderando seus colaboradores.....
Liderar é uma maneira de agir, uma maneira de ser, não é algo somente de fora, somente para outros, para pessoas famosas. É uma parte natural da Vida.
Liderar é desenvolver a visão do que é possível e ser capaz de inspirar outros a ajudá-lo a realizar estas possibilidades.
Ser Líder significa desenvolver competência e talento internos completamente.
Vivemos em Sistemas o tempo todo... começando pelo nosso Sistema Interno (partes e órgãos internos), nosso Sistema Familiar, Profissional, Social, Comunitário, até o Sistema da Natureza, o Sistema Solar, o Universo... fazemos parte direta ou indiretamente de todos eles e eles interferem em nossas Vidas.
Então, para ser um bom Líder, a pessoa precisa primeiro saber liderar bem seu Sistema Interno pois sem Auto-Conhecimento, sem conseguir "dirigir seu próprio carro", como é que alguém pode querer dirigir outras pessoas? Antigamente víamos líderes que só sabiam mandar e que perdiam completamente o controle de si mesmos por coisas bem pequenas... hoje estes perdem é a condição de serem líderes!!!
Depois a pessoa deve conhecer os Sistemas que fazem parte de sua Vida para poder viver de forma congruente. Não tem nada mais desagradável do que alguém que quer ser Líder falar algo e fazer outra coisa diferente... ou seja, não agir de forma congruente com suas palavras.
Em Inglês há a expressão "walking my talk" que fala exatamente sobre isso... quando o Líder fala uma coisa e faz outra, como conseqüência perde credibilidade.
Outra coisa muito importante nos dias de hoje é a filosofia do "ganha/ganha", ou seja, o bom Líder é aquele que sempre age de forma que todos os envolvidos saiam ganhando... o Líder que "passa por cima" das pessoas está "por fora"!!!
Hoje e cada vez mais o mundo está transformando a Competitividade pela Cooperação e o Líder deve ser o primeiro a atuar desta forma.
Líderes! Vamos juntos ajudar o Mundo a completar esta transformação!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Construindo a Ponte Para o Objetivo

Lynn Timpany
Era uma vez ….um mineiro que estava perdido numa mina dentro de uma galeria grande e escura. Não tendo absolutamente nenhum sentido da direção a seguir para sair do buraco em que estava, o mineiro só podia enxergar o pequeno círculo de luz projetado pela lanterna do seu capacete. Esse mineiro, em especial, estava totalmente seguro sobre o resultado que ele queria: sair vivo dali, e de preferência, chegar em casa a tempo para o chá! É fácil entender que se ele ficasse lá, esperando ficar seguro e confiante sobre a direção da saída antes de se movimentar, ele poderia ficar no mesmo lugar por um tempo bem longo!
Estabelecer objetivos é o primeiro passo de um dos processos fundamentais da PNL. Nós entendemos que ao estabelecer um objetivo claro e específico, nós damos a direção para o funcionamento automático dos filtros da mente inconsciente, que é em si mesma um processo de mudança. Porém para mim parece que lá se encontram algumas das limitações reais do modelo tradicional de estabelecer objetivos. Talvez o ato de colocar uma meta estabelecida para o futuro possa ser a maior de todas as substantivações!
 Num recente treinamento de practitioner, eu estava conversando com um dos participantes que exaltava as virtudes e o tremendo impacto que estabelecer metas teve nele. Ele me contou que estava realmente seguro sobre o que queria fazer na vida: ele tinha um objetivo bem claro para criar um centro de cura onde as pessoas poderiam ir para serem rejuvenescidas e revitalizadas e para tirar proveito das maravilhosas ferramentas que a PNL tinha para oferecer. Ele estava muito entusiasmado. Eu disse:
 "E o que você está planejando fazer AGORA para tornar isto uma realidade?" (uma pergunta tipo desubstantivação)
 Ele me olhou com total espanto e horrorizado disse: "O que você quer dizer? Conseguir um emprego!!??"
 Essa pessoa está tão incapacitada como o mineiro que fica parado na galeria esperando identificar o caminho de saída antes de se movimentar.
 Essa carência de uma ponte entre o estado presente e o estado desejado é perceptível particularmente na área da cura física. Eu tive recentemente um cliente que queria se curar sozinho de um problema imunológico que já existia há bastante tempo. Mais ainda, ele tinha certeza sobre o resultado no longo prazo afirmando coisas como aumento de energia, sem dor (reformulado para sentir se confortável com o corpo), ser capaz de trabalhar o dia inteiro, etc. Porém quando eu questionei: "E o que você estará fazendo e pensando de modo diferente quando você estiver totalmente alinhado em direção a esse objetivo?," obtive a típica resposta:
 "Eu não tenho nenhuma dor, eu me sinto confortável com o meu corpo."
 Então eu disse: "E o que ocorre antes do desconforto desaparecer totalmente? Se você tiver uma falta de conforto no corpo, como irá lidar com isto diferentemente de quando você estava totalmente alinhado em direção ao objetivo da cura total."
 A partir dessa discussão de construir pontes para o objetivo, apareceu uma consciência incrivelmente valiosa dos hábitos diários exigidos para se alinhar com o objetivo da cura total. Nós somos capazes de alinhar qualquer parte contestando ter aqueles hábitos diários, para estabelecer objetivos detalhados para esses hábitos diários e criar ponte ao futuro deles, de novo, em detalhes.
 Basicamente o que estamos fazendo é a desubstantivação do objetivo e trazendo para o momento atual a fim de construir uma ponte para o futuro desejado ou:
 Descobrir o que precisa estar acontecendo, agora, para ser alinhado com o objetivo, antes do objetivo existir completamente em alguma realidade.
 Etapas básicas para a discussão da construção da ponte para o objetivo
 A. Estabeleça o objetivo da maneira usual (Especifique)
 B. Desubstantive o objetivo – isto é, faça bastantes perguntas em que apareçam muitos gerúndios nelas, e combine a informação do sentido da desubstantivação com as palavras "sendo fazendo tendo".
 Por exemplo:
 O que você estará fazendo e que não está fazendo agora, quando conseguir este objetivo?
  • O que você estará dizendo para você mesmo de maneira diferente, quando conseguir este objetivo?
  • Como você estará se sentindo quando você estiver realizando este objetivo? etc.
 Você também pode fazer perguntas similares a partir de posições perceptivas diferentes.
 Por exemplo:
  • O que os outros estarão vendo de diferente em você quando você conseguir este objetivo?
  • Como você estará diferente para os outros quando conseguir este objetivo?
 C. Retorne para o curto prazo fazendo as mesmas perguntas para o futuro próximo.
 Por exemplo:
  • Como você está totalmente alinhado em direção a este objetivo, o que você estará fazendo de diferente na próxima semana?
  • Como você estará pensando na próxima semana quando estiver alinhado em direção a sua meta?
  • O que você pensa que está apoiando-o para atingir a sua meta?
  • O que você está vendo que na próxima semana irá informá-lo que está alinhado com suas metas?
 D. Construa a ponte! Transfira o objetivo para agora. O propósito é descobrir como as respostas para a situação atual, como são realmente agora, precisam mudar para se alinhar com o objetivo. Assim, se alguém sente que está enfraquecendo e ele quer ser bem sucedido, então as perguntas devem eliciar a maneira diferente dele lidar com a situação atual onde parece existir falta de bons resultados, para uma maneira que produza e apóie o seu sucesso.
 Por exemplo:
  • Como você precisa reagir, agora em qualquer momento, para estar alinhado com o objetivo, antes do objetivo existir completamente na realidade?
  • Quando você estiver alinhado em direção ao objetivo, de que modo diferente você estará pensando e se comportando?
 Elicie uma versão completa da representação sensorial específica disso e faça uma ponte ao futuro, seguida pelo acompanhamento futuro da conclusão bem-sucedida das etapas intermediárias e a meta final.
 No momento em que o mineiro caminha para o foco da luz disponível, de lá ele enxerga mais longe.
Lynn Timpany é uma das mais experientes trainers de PNL na Nova Zelândia. Lynn tem uma clínica particular em Christchurch, Nova Zelândia há mais de 10 anos e é membro da NZ Association of Counsellors e também Hipnoterapeuta Ericksoniana Certificada. 
Seu site: www.lynntimpany.co.nz 
Esse artigo está no site de Lynn Timpany em articles sob o título Building Outcome Bridges

sábado, 7 de setembro de 2013

Mãozinhas Que Ajudam -2013


Perigo! Postura Errada


De que adianta uma dieta saudável se o estômago está espremido entre as costelas, o intestino amassado pelo tronco e os nutrientes tirados da comida não circulam porque as veias foram obstruídas por vértebras mal empilhadas? Ou, então, de que vale largar o cigarro quando o pulmão está tão esmagado que não sobra espaço para o ar puro? E para que serve, afinal, um corpo forte e musculoso se as juntas não funcionam e as costas doem a qualquer movimento?
Os médicos estão cada vez mais convencidos de que, sem uma boa postura, não dá nem para sonhar com um corpo saudável. “As evidências de que muitas doenças nos órgãos estão ligadas à posição do corpo tornaram-se incontestáveis”, afirma o pesquisador americano Donald Harrison, da Universidade do Sul da Califórnia. “Sabemos que enfermidades nos pulmões, rins e no estômago estão associados à coluna”, concorda o ortopedista Ronaldo Azze, da Universidade de São Paulo. “Não há mais dúvidas de que uma boa saúde depende também da postura.”
Partindo dessa idéia, uma nova geração de terapeutas brasileiros tenta resolver os problemas antes de eles virarem doenças. “É preciso que todos tenham consciência de sua postura”, afirma Carmela Romano, de São Paulo, praticante de ginástica holística, uma dessas novas terapias (veja na página 34) de reeducação corporal que atraem cada vez mais adeptos. Ou seja, se não quisermos sofrer depois, precisamos aprender a perceber quais ossos estão curvados, que músculos ficam tensionados e quais tendões estão sendo puxados cada vez que andamos, sentamos ou deitamos. Por isso, endireite o corpo e preste atenção no que você vai ler.

Órgãos precisam de espaço
Não fossem seus ossos, você se pareceria muito com um saco de batatas. O esqueleto serve para sustentar seu corpo em pé, mas não é só isso. É ele que mantém as veias esticadas, separa os pulmões do coração e segura o sistema digestivo no lugar. Enfim, sem ele não haveria espaço para nenhuma de suas engenhosas maquininhas internas funcionarem. Isso tudo, é claro, se cada osso estiver no lugar certo. Um corpo curvado, com ossos tortos, atrapalha mais do que ajuda.
Para começar, um sujeito que tem lordose, que é uma curvatura para dentro nas costas, ou escoliose, nome que se dá à coluna torta para o lado, simplesmente não consegue inflar completamente os pulmões. “Ele respira menos, por absoluta falta de espaço”, conta o psicólogo Pedro Prado, praticante de uma técnica de educação de postura chamada rolfing.
Como conseqüência, o sangue torna-se mais pobre em oxigênio. Não bastasse isso, circula com mais dificuldade. “Nossos tecidos são como esponjas”, compara o ortopedista e terapeuta de rolfing Fernando Bertolucci, de São Paulo. “Se ficamos curvados, as células se amontoam umas nas outras, espremendo a esponja. Daí o sangue não consegue entrar nelas.”
Como faltam oxigênio e nutrientes, o organismo acaba se enfraquecendo. A próxima vítima é o sistema imunológico, que se torna ineficiente. Por causa de uma coluna mal posicionada, temos então um paciente sujeito a todo tipo de doenças. Os outros órgãos também sofrem com a falta de espaço (veja alguns exemplos nos infográficos). Até os sentidos acabam prejudicados. “Um pescoço tenso demais atrapalha a visão porque não permite que a cabeça vire facilmente”, diz Prado. Resumindo: nada funciona direito.

Toda posição cansa depois de um tempo
Não existe uma única postura certa. “Todas elas geram dor”, afirma Raquel Casarotto, fisioterapeuta da Universidade de São Paulo. Algumas posições provocam menos desgaste (veja os infográficos), mas passar o dia inteiro sentado é sempre ruim. “Durante o trabalho, é preciso parar por 10 minutos a cada hora, para aliviar ossos e músculos”, recomenda Raquel.
As lesões por esforço repetitivo são contusões produzidas pela manutenção por muitas horas de uma posição inadequada. “Elas são a maior causa de invalidez provocada por doença adquirida no trabalho”, alerta a médica Maria Maeno, do Centro de Referência da Saúde do Trabalhador, em São Paulo. O melhor jeito de evitar problemas desse tipo é se obrigar a variar ao máximo a postura. Assim, nenhuma articulação, nenhum músculo ou tendão se desgasta em excesso.

Um conjunto delicado de articulações
A preocupação com a postura resulta da consciência de que todas as partes do corpo estão ligadas. Os músculos não são apenas feixes isolados. Eles fazem parte de grandes cadeias que podem conectar os pés à cabeça. “São como um elástico”, compara a fisioterapeuta Amélia Pasqual Marques, da Universidade de São Paulo. “Não adianta puxar uma ponta, que a outra cede. Temos que mexer em tudo ao mesmo tempo.”
Os ossos, do mesmo modo, estão presos uns nos outros. Por isso é inevitável que uma pisada torta acabe inclinando a bacia e, por fim, curvando a coluna. “Dores nas costas costumam ser reflexo de problemas em outros lugares”, diz Rogério Augusto Queiroz, que pratica, em Campinas, a terapia de postura que se chama osteopatia.
A regra
de ouro é nunca forçar demais uma parte do corpo. O peso tem que ficar distribuído entre os ossos – ou seja, não pode apoiar-se sobre uma só perna, deixando a outra solta. A força tem que ser repartida entre os músculos, evitando tensionar em excesso uns e relaxar muito outros. Quando as costas ficam tensas, por exemplo, os músculos do abdômen acabam se soltando. Resultado: as vértebras se desgastam e a barriga, sem exercício, fica mole.
Uma única dica resume todas as outras no que se refere à boa postura: preste atenção. “Temos que aprender a usar apenas a energia necessária para nos movermos ou ficarmos parados – nem mais nem menos”, resume Ana Rosa Brocca, terapeuta da técnica eutonia. É tudo uma questão de aprender a distribuir o peso para resistir à gravidade (conheça as escolas de educação postural à direita). Assim, não há dúvida de que você vai evitar problemas sérios no futuro.

Algo mais
O menino americano Andrew Still, nascido em 1828, sofria de constantes dores de cabeça. Num dia em que se sentia mal, dormiu com a nuca apoiada em uma corda. Quando acordou, estava bom. Still depois se tornou médico e, em 1880, fundou a osteopatia, uma das primeiras técnicas a melhorar a saúde com massagens.

Nada no lugar

Saiba tudo que uma postura ruim, como a desta foto, pode causar.
Sem saída

Uma prisão de ventre pode ser reflexo de um intestino esmagado pelo peso das costas.

Rim ruim
Acredite: as costas curvadas podem ser as culpadas pelos cálculos renais. Elas amassam os rins, fazendo com que eles funcionem mal.

Dor de cabeça
É bem provável que a causa de muitas enxaquecas esteja mais embaixo – na posição da coluna cervical.

Sangue preso
Posturas ruins amassam as veias e atrapalham a circulação sanguínea, além de abafar os batimentos cardíacos.

Autodigestão
Dentro de um estômago prensado, os ácidos da digestão acabam atacando as paredes do próprio órgão. Resultado: úlcera.

Todo torto
Dor nas costas é batata. Qualquer problema postural nos pés, ombros, na bacia ou no pescoço acaba doendo na coluna.

Fraqueza imunológica
Por causa dos órgãos esmagados, faltam nutrientes e oxigênio para o corpo, o que o deixa enfraquecido. A vítima fica mais propensa a pegar infecções.

Sufocado
Pessoas curvadas absorvem menos oxigênio porque têm os pulmões comprimidos. O risco de pneumonia é maior.

Assim pode
Para evitar todos esses males, a moça devia estar sentada como nesta foto – com a coluna e o pescoço eretos, apoiada no encosto do sofá.

O bumbum e a barriguinha

Um problema de postura pode amolecer o abdômen e criar uma barriga.
1. Para manter os quadris empinados, a moça inclina a bacia para a frente, aumentando a curvatura e a tensão nas costas.

2. O pescoço compensa virando para cima. Fica tenso e pode começar a doer. As costas, tortas, doem também.

3. Como a coluna faz mais força, os músculos da frente do corpo relaxam. Se a postura errada for muito repetida, esse relaxamento resulta em uma barriguinha saliente que resiste a qualquer exercício.

A vítima

A coluna parece com um "s". Mas curvas demais são um sinal de má postura. Veja como cada parte é afetada.
As vértebras cervicais sofrem quando o pescoço e os ombros estão tensos.

As torácicas são as menos flexíveis porque precisam sustentar as costelas. Como se movem pouco, não causam tantas dores.

As lombares sustentam todo o peso das costas. Um corpo curvado acaba doendo aqui.

Explicando a enxaqueca

Tensão excessiva no pescoço vira dor de cabeça.
Muita gente fica com o pescoço esticado para cima quando a tela da TV ou o monitor do computador estão altos demais.

Esta posição aperta os discos, um tipo de gelatina que separa uma vértebra da outra, bloqueando a circulação do sangue. O mais atingido é o disco da segunda vértebra cervical, logo abaixo da cabeça.

Os vasos que passam pelas vértebras são fechados, diminuindo a irrigação sanguínea do cérebro. Essa pode ser a causa de muitas enxaquecas.

Do pé ao rim

Um calo no pé  pode se transformar em uma pedra no rim.
1. Se alguém equilibra mal a bacia sobre as pernas ou pisa errado, acaba tendo que curvar as costas para compensar.

2. Note como um ombro fica mais alto que o outro. É que a coluna está levemente dobrada na décima segunda vértebra torácica.

3. Se você parar sempre nesta posição, acabará machucando a décima segunda costela, ligada à vértebra dobrada.

4. É essa costela que sustenta o rim. Se ela estiver torta, o órgão fica amassado e não consegue filtrar as impurezas com eficiência. Pode acabar acumulando sujeira e formando uma pedra.

Dormindo sem descansar

Quem deita errado pode acordar ainda mais cansado.
As costas dele estão retas e os órgãos, apoiados sobre os ossos. Assim, ele não desgasta nenhuma articulação.

A almofada entre as pernas evita que aquela que está por cima caia no colchão, forçando a bacia.

Dormir de lado é bom, desde que as costas fiquem retas. O travesseiro tem que erguer a cabeça até o nível da coluna, para que o pescoço não dobre.

A perna de cima não se apóia sobre a outra. Desse jeito ela acaba torcendo a bacia.

Deitado de bruços, as costas dele formam um arco e espremem todos os órgãos internos.

A coluna dela ficou torcida, lesionando os nervos que passam por dentro.

Computador com e sem dor

O micro é o principal causador de lesões posturais.
Ao segurar o telefone com o pescoço, você tensiona o músculo esternocleidomastodeu, que causa o torcicolo.

Enquanto um lado do pescoço está tenso, o outro relaxa. Assim, um ombro fica mais alto que o outro e dói.

As costas ficam tortas, pondo em risco os nervos.

O pé está dobrado, apoiado apenas nos dedos. Desse jeito, a articulação do tornozelo fica tensionada e empurra a fíbula, osso da perna. A fíbula acaba forçando o joelho.

O monitor não pode ficar mais alto do que a linha de visão, para não forçar o pescoço para cima.

O cotovelo tem que estar no nível da mesa, para não lesionar os tendões.

A coluna está reta e apoiada na cadeira. O ângulo entre as pernas e as costas tem que ser maior do que 100 graus.

Ao colocar toda a planta do pé no chão, alivia-se a pressão no joelho e no tornozelo.

Muito peso nas costas

Para carregar objetos pesados, é preciso poupar a coluna.
As costas estão torcidas e inclinadas. Desse jeito, todo o peso da caixa e do corpo força a base da coluna.

Dobre as pernas, não a coluna. Erga o peso mantendo as costas tão retas quanto possível.

Quem é quem

Já há muitos terapeutas no Brasil trabalhando com educação postural. Conheça aqui algumas das técnicas.
Rolfing

Os rolfistas manipulam com as mãos o tecido que envolve todos os ossos, músculos e órgãos internos. O objetivo é moldá-lo para permitir que as partes do corpo possam mover-se livremente. Os terapeutas afirmam que, com essa liberdade, a postura vai lentamente se arrumando. Depois de pelo menos dez sessões, o paciente adquire consciência de seus movimentos e aprende a evitar o desgaste. A técnica foi criada nos Estados Unidos em 1916 e há 75 rolfistas no Brasil.

Ginástica holística
A idéia dessa técnica, elaborada na França em 1933, é que o paciente conheça bem cada parte de seu corpo. As sessões são em grupo e cada participante segue as orientações do terapeuta sem imitar seus movimentos, tentando encontrar o seu próprio modo de mexer o corpo. Muitos exercícios são feitos com as costas no chão, o que força o paciente a sentir todas as suas vértebras.

Eutonia
Cada músculo, osso ou órgão tem seu tônus, que é a força que ele está fazendo. A idéia por trás da eutonia, técnica surgida em 1957 na Alemanha, é equilibrar o tônus de cada parte do corpo. Quando seguramos o telefone com muita força, exageramos na tonificação dos músculos e ossos da mão e, assim, desperdiçamos energia. A eutonia ensina a economizá-la com posições mais confortáveis para o corpo. Há 28 eutonistas no Brasil.

Osteopatia
A idéia por trás dessa escola americana nascida em 1880 é a de que o corpo sabe se defender das doenças, desde que o deixemos num estado correto. Os terapeutas usam técnicas como o estalo da coluna para permitir o movimento dos músculos e das articulações, melhorando a saúde do paciente. A primeira turma de terapeutas brasileiros se forma este ano, mas alguns dos alunos já estão praticando.

RPG
A sigla de reeducação postural global designa a mais popular entre as técnicas. Baseada no fato de que os músculos se estruturam em cadeias, a RPG prega a distribuição racional do peso no corpo e o alongamento, para compensar o esforço excessivo de suas partes. Nascida na França em 1981, ela já é aplicada corriqueiramente por muitos fisioterapeutas no Brasil inteiro.

Para saber mais
Guia de Abordagens Corporais, Ana Rita Ribeiro e Romero Magalhães (organizadores), Summus Editorial, São Paulo, 1997.
Cadeias Musculares, Amélia Pasqual Marques, Editora Manole, São Paulo, 2000.