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sábado, 13 de abril de 2013

Afinal, é possível ser feliz no trabalho?


Disse certa vez Vinicius de Moraes que "A felicidade é como gota. De orvalho numa pétala de flor. Brilha tranquila. Depois de leve, oscila. E cai com uma lágrima de amor". Observa-se que é um sentimento passageiro que, por vezes, depende do estado de espírito de cada um. É possível afirmar que se trata de um sentimento momentâneo, direta ou indiretamente influenciado pelo ambiente e pelas pessoas que cercam o indivíduo. Com base em tal afirmação, é pertinente a pergunta: afinal, é possível ser feliz no trabalho?

A fim de se conseguir respostas que melhor satisfaçam tão subjetiva questão, foi realizada, no mês de setembro de 2012, pelos acadêmicos das faculdades Spei uma pesquisa para coleta de dados, com 750 pessoas, tendo dentro deste universo 53% •homens e 47 % mulheres. Estar empregado era requisito principal para responder o questionário. Os trabalhadores pesquisados responderam de acordo com sua satisfação e realidade.

Para melhor entender a Felicidade no Trabalho, foram aplicadas várias questões, dentre elas duas perguntas-chaves:
1 - Você é feliz no seu trabalho?
Sim - 86%
Não - 14%
2 - O que você considera essencial para obter a felicidade no trabalho?
Satisfação em realizar um bom trabalho e reconhecimento - 60%
Remuneração - 26%
Relacionamento com o chefe - 8%
Horários flexíveis - 4%
Relacionamento com os colegas - 2%

Constatou-se, através da primeira pergunta que 86% dos entrevistados são felizes em seus ambientes de trabalho. Para a surpresa de todos observou-se que a satisfação em realizar um bom trabalho foi apontada como um dos principais fatores de motivação. Os benefícios oferecidos pela empresa e o plano de carreira fazem com que os colaboradores desenvolvam um bom trabalho para que possam evoluir, trazendo sua satisfação em desempenhar suas tarefas da melhor forma possível.

Entretanto, 14% dos trabalhadores responderam não serem felizes no trabalho. Essa minoria informou que o essencial para a felicidade no trabalho é o reconhecimento que foi de 37%, satisfação em realizar um bom trabalho com 23% e apenas 24% colocou o salário como fator principal pela infelicidade.

Esses fatores podem ser os responsáveis por sentimentos de inutilidade, baixa produtividade e depressão. Supõe-se que há uma necessidade em ter um bom líder, pois o mesmo tende reconhecer o trabalho de seus subordinados, e os motivem para uma boa realização profissional.

Observou-se que 60% dos entrevistados consideram essencial para a felicidade no trabalho a satisfação e o reconhecimento, e apenas 26% colocaram como quesito principal para a realização profissional a remuneração (salário + benefícios). A análise desses resultados permite afirmar que o que muitos buscam são a satisfação e o reconhecimento. A remuneração é um fator importante, mas se tratando de reconhecimento a importância do salário é menor.

Dentro das empresas o clima organizacional e o reconhecimento estão interligados, pois a maneira com que o profissional trabalha determina o ambiente, que tende a ser saudável, consequentemente o reconhecimento surge.

Na organização, muitas vezes, é observado que os gestores têm grande participação em relação à felicidade no ambiente de trabalho, porque um bom relacionamento com seu líder e os demais colegas, proporciona um bom desempenho profissional.

Através da presente pesquisa, supõe-se que a felicidade não depende exclusivamente dos salários. E que, a tão sonhada felicidade no trabalho é complexa e depende de vários fatores. As necessidades de cada um não são iguais, daí a dificuldade das empresas em agradar a todos. Ser feliz no trabalho é um direito do trabalhador.

Felicidade no trabalho pode ser comparada ao funcionamento do corpo humano, onde tudo está interligado, e uma função depende da outra. A analogia é válida, já que em uma organização, o ambiente, o gestor e o clima dependem um do outro para funcionar.

Todavia, cabe ao trabalhador a decisão de dar ênfase ao estresse e à infelicidade ou se irá passar por cima disso e pensar melhor na sua saúde e no ambiente em que vive, contagiando com alegria o local onde passa o maior tempo da sua vida.

* Colaboraram para a realização desse artigo Evandro Claret Carvalho da Cruz, Adriana Costa, Geizielen Thais, Maikon Rocha e Milka Karolkievicz Silva.
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