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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Filosofia Infantil


Ele era um veterinário experiente e foi chamado para examinar um cão de raça irlandesa, chamado Belker.
Os proprietários do animal, Ron, sua esposa lisa e seu garotinho Shane eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.
O veterinário examinou o cão e descobriu que ele estava morrendo de câncer.
Disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e se ofereceu para proceder à eutanásia para o velho cão, em sua casa.
Enquanto faziam os arranjos, Ron e lisa contaram ao profissional que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de 4 anos de idade, observasse o procedimento.
Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.
No dia seguinte, o veterinário sentiu o familiar aperto na garganta, enquanto a família de Belker o rodeava.
Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que o profissional ficou a pensar se ele entendia o que estava se passando.
Dentro de poucos minutos, Belker se foi, pacificamente.
O garotinho parecia aceitar a transição do amigo, sem dificuldade ou confusão.
Então, após a morte do animal, todos se sentaram juntos, pensando alto sobre o fato da vida dos animais ser mais curta que a dos seres humanos.
Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, finalmente disse: Eu sei porquê.
Abismados, todos se voltaram para ele. O que saiu de sua boca, os assombrou.
Nunca haviam escutado uma explicação mais reconfortante.
Ele disse: as pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e serem bons, certo?
O garoto de quatro anos continuou: Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto. Portanto, não precisam ficar por tanto tempo.
Interessante pensamento de um menino de quatro anos que traduz o sentimento de conforto e proteção que o cão lhe passava.
Filosofia infantil que nos leva a meditar.
Todos nascemos  na Terra para o aprendizado, para o crescimento intelectual e moral. Exatamente nesta ordem.
O que nos compete, portanto, é aproveitar ao máximo os anos de vida, aprimorando o intelecto e progredindo moralmente.
Aprender a desculpar as pessoas, perdoar.
Amar a todos todo o tempo, com certeza, demorará um tanto mais.
Mas valem as tentativas, o aplacar o desejo de vingança, o não desejar mal a quem nos magoou fortemente, a quem nos relegou ao abandono.
Conviver com os diferentes, compreender atitudes que nos podem, à primeira vista, parecer estranhas, faz parte do crescimento individual.
Vivamos, pois, cada dia, fazendo o bem, sem desânimo.

Pensemos nisso...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O valor de Um Tesouro Escondido

Vivia na China um sacerdote rico e avarento. Amava joias e as colecionava, acrescentando constantemente novas peças ao seu maravilhoso tesouro escondido, que guardava a sete chaves, oculto de olhos que não fossem os seus.
O sacerdote tinha um amigo, que um dia o visitou e manifestou interesse em ver as joias.
- Seria um prazer tirá-las do esconderijo, e assim eu poderia olhá-las também.
A coleção foi trazida, e os dois deleitaram os olhos com o tesouro maravilhoso por longo tempo, perdidos em admiração.
Quando chegou o momento de partir, o convidado disse:
- Obrigado por me dar o tesouro.
- Não me agradeça por uma coisa que você não recebeu - disse o sacerdote. - Como não lhe dei as joias, elas não são suas, absolutamente.
- Como você sabe - respondeu o amigo, - senti tanto prazer admirando os tesouros quanto você, por isso não há essa diferença entre nós como pensa. Só que os gastos e o problema de encontrar, comprar e cuidar das joias são seus.
Autor: desconhecido
Do livro: Histórias da Tradição Sufi
Edições Dervish

terça-feira, 22 de julho de 2014

A Construção do Navio

A construção de um navio parece com a formação das pessoas. Durante a gestação o casco é construído, até que somos lançados ao mar. A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente. Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente - e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.
Apesar disso é preciso partir.... Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados ao cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos. Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto tornam-se pesados demais e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem revoltadas e lamentando-se por tudo isso.... mas nem todo mundo é assim....
Alguns mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco...
Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem... e o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado... nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.
Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque tem medo de atrair ventos contrários ou então querem agradar ou impressionar alguém.... a gente não deve aceitar isso, pois significa concordar em ser menos do que pode ser. Todo dia é dia de evolução e aprendizado e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.
Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si próprio e isso equivale a pensar com a própria cabeça, ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem a coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo-sempre... pois ninguém sabe nossa autonomia no mar, nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.
Ninguém nos conhece melhor que nos mesmos e, por mais que digam o que temos - ou não temos - que fazer, ninguém pode viver a vida no nosso lugar. Outras pessoas, ainda, vivem frustradas e infelizes porque não conseguem ter as mesmas coisas que viram em outro navio. Algumas também vivem furiosas quando alguma coisa ou alguém não age ou sai como gostariam. O amor a si próprio e ao próximo é um exercício diário para saber a diferença entre o que precisa ser mudado e o que devemos aceitar como é.
Muita gente tem preferido impor suas idéias e opiniões em vez de escutar o outro; ficar revoltada com o mundo, em vez de admirar a vida, pois não sabem o que é amar. E tem viajantes que pensam no amor como algo a ser obtido, como se fosse um objeto e não como uma arte que precisa ser aprendida. Alguns acabam confundindo o amor, Deus ou a felicidade com o significado de suas rotas, e vivem frustradas navegando atrás do que não conseguem alcançar - e até desistem no meio do caminho, desalentados, achando que a vida não vale a pena, que Deus não existe e felicidade e amor são balelas... mas Deus, felicidade, amor, bondade não são lugares ou coisas que possam ser possuídos.
A primeira coisa a fazer para quem quer encontrar estes bens é não procurar! Quando procuramos o que não é um lugar ou objeto, e que muito menos está escondido, quem fica perdido somos nós mesmos. Mas quando não procuramos, porque não pode ser encontrado fora de nós, descobrimos que o que tanto queremos - Deus, felicidade, paz - habita camarotes no coração do nosso próprio navio... e tem pessoas tão preocupadas em procurar do lado de fora que até se esquecem de olhar por dentro!...
Não existe navio que não tem passado por tempestades e muitos afundam por não saberem evitá-las, por falta de comunicação ou por acharem que não precisam dos outros. Somos fortes quando unidos. Juntos somos tão grandes e poderosos quanto a onda mais forte e ameaçadora. Perdoar as falhas e limitações de nossos semelhantes é muito mais que amor ou virtude - é questão de inteligência e sobrevivência... pois a única coisa que possuímos de verdade é a necessidade do outro.
Mas não existe tempestades que durem para sempre, assim como os dias de sol também não são permanentes. Dor e frustrações muitas vezes são resultado de querermos perpetuar momentos de prazer, bem-estar, alegria, que por si só são efêmeros e com que facilidade esquecemos que nada é eterno - a não ser o próprio movimento - e que, por isso, momentos de alegria se alternam com momentos de tristeza, dor se alterna com prazer, fome com saciedade, doença com saúde - um sempre dando lugar ao outro.
Quando a gente pára de tentar lutar contra isso e se abandona nesse jogo delicioso da vida, descobrimos que, acima de tudo, a vida vale a pena ser vivida intensamente.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Conselhos de um Cardiologista

Dr. Cláudio Domênico - Cardiologista
Quando publiquei estes conselhos em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta.

São eles:
1. Não cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são prioritárias.
2. Não trabalhe aos sábados o dia inteiro e, de maneira nenhuma trabalhe aos domingos.
3. Não permaneça no escritório à noite e não leve trabalho para casa e/ou trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer "sim" a tudo que lhe solicitarem, aprenda a dizer "não".
5. Não procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e nem aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Se dê ao luxo de um café da manhã ou de uma refeição tranquila. Não aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7. Pratique esportes. Faça ginástica, natação, caminhe, pesque, jogue bola ou tênis.
8. Tire férias sempre que puder, você precisa disso. Lembre-se que você não é de ferro.
9. Não centralize todo o trabalho em você, não é preciso controlar e examinar tudo para ver se está dando certo... Aprenda a delegar.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, não tome logo remédios, estimulantes, energéticos e antiácidos. Procure um médico.
11. Não tome calmantes e sedativos de todos os tipos para dormir. Apesar deles agirem rápido e serem baratos, o uso contínuo faz mal à saúde.
12. E por último, o mais importante: permita-se a ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto não é só para crédulos e tolos sensíveis; faz bem à vida e à saúde.
IMPORTANTE:
OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos. Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo. Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.
Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam não se levantaram. Mas a dor no peito pode acordá-lo de um sono profundo.
Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Grave seu Amor

- Você gosta do meu vestido?, perguntou uma menina para uma estranha que passava.
- Minha mãe fez para mim! comentou com uma lágrima nos olhos.
- Bem, eu acho que é muito bonito. Mas me conte porque você está chorando, disse a senhora. Com um ligeiro tremor na voz a menina falou:
- Depois que mamãe me fez este vestido, ela teve que ir embora.
- Bem, disse a senhora, agora você deve ficar esperando por ela.
Estou certa que ela voltará em breve.
- Não senhora, a senhora não entendeu. Meu pai disse que a mamãe está com meu avô, no céu.
Finalmente, a mulher percebeu o que a criança estava dizendo e porque estava choramingando.
Comovida, ajoelhou-se e, carinhosamente, embalou a criança nos braços.
Acariciando-a, chorou baixinho com ela. Então, de repente, a menina fez algo que a mulher achou muito estranho: começou a cantar.
Cantava tão suavemente que era quase um sussurro. Era o mais doce som que a mulher já tinha ouvido. Parecia a canção de um pássaro.
Quando a criança parou de cantar, explicou para a senhora:
- Minha mãe cantou esta canção para mim antes de ir embora. Ela me fez prometer sempre cantar quando começasse a chorar, porque isso me faria parar.
Veja, exclamou a criança, cantei e agora os meus olhos estão secos.
Quando a mulher se virou para ir embora, a pequena menina se agarrou na sua roupa.
- Senhora, pode ficar apenas mais um minuto? Quero lhe mostrar uma coisa.
- Claro que sim, falou a dama. O que você quer que eu veja?
Apontando para uma mancha no seu vestidinho, a menina falou:
- Aqui está a marca onde minha mãe beijou meu vestido. E aqui, disse, apontando outra mancha, é outro beijo, e aqui, e aqui. A mamãe disse que colocou todos esses beijos em meu vestido para que eu sempre tenha seus beijos se algo me fizesse chorar.
Naquele momento a senhora percebeu que não estava apenas olhando para uma criança, cuja mãe sabia que iria partir e que não estaria presente, fisicamente, para beijar as lesões que a filha viesse a ter.
Aquela mãe havia gravado todo seu amor no vestido da sua pequena e encantadora criança. Vestido que agora a menina usava tão orgulhosamente.
A mulher já não via apenas uma pequena menina dentro de um simples vestido. Via uma criança embrulhada no amor de sua mãe.
A morte a todos alcança. Preparar-se para recebê-la com dignidade, preparando igualmente os que permanecerão na terra por mais tempo, demonstra altruísmo e grandeza de alma.
Como Jesus nos afirmou que nenhum de nós sabe exatamente a hora em que terá que partir, importante que distribuamos o nosso amor e vivamos as nossas vidas em totalidade.
Assim, quando tivermos que partir, as lembranças do que fomos e do que fizemos, aquecerão as almas dos nossos amores, amenizando o vazio da nossa ausência física.

domingo, 13 de julho de 2014

Tudo depende de mim.

Charles Chaplin não foi somente um grande comediante, criativo, que nos legou peças raras do cinema.
Soube legar mensagens de piedade, de compaixão, mesmo numa época em que o cinema ainda era mudo.
Servindo-se da possibilidade que detinha, criou o personagem "Carlitos", doce, ingênuo e trapalhão, tudo ao mesmo tempo.
Contudo, com um detalhe indiscutível: uma imensa capacidade de amar.
Sabendo tecer críticas sem se tornar agressivo, Charles Chaplin legou ao mundo um acervo considerável de peças cinematográficas, até hoje vistas e revistas.
Mas, não somente fez cinema. Como ser humano, desde cedo, sofreu muito, vivenciando na infância a dor da orfandade paterna e a doença mental de sua mãe.
Triunfando, apesar de todas as adversidades, ele escreveu belas páginas, e uma delas fala exatamente em como superar os obstáculos da vida. Chama-se: a decisão, e diz assim:
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer, antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje."
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria, ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de mim.

Você já parou para pensar em como pode decidir pela sua felicidade ou infelicidade, a cada dia?
Já se deu conta de que tudo depende da forma como você encara o que acontece?
Há tantos momentos na sua vida, que você desperdiça, e passa na inutilidade ou na reclamação.
Momentos que podem se transformar em aflições ou em alegrias.
Num momento você pode resolver vencer ou se entregar à derrota; libertar-se das velhas fórmulas de queixas ou prosseguir acabrunhado e triste.
Lembre-se: a cada segundo você pode decidir o momento seguinte. Por isso, resolva-se pela escolha da melhor parte, porque este é o seu momento de decisão.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Elvis Presley - My Way (Legendado)





Assim eu enfrento a cortina final
Minha amiga, eu direi isto claramente

Eu declararei meu caso do qual eu estou certo


Eu vivi uma vida que está cheia

Eu viajei cada e toda estrada

E mais, muito mais que isto

Eu fiz do meu jeito


Arrependimentos, eu tive alguns

Mas novamente, muito pouco pra mencionar

Eu fiz o que eu tive que fazer

E vi tudo sem exceção


Eu planejei cada gráfico do percurso

Cada passo cuidadoso ao longo do caminho

Oh, e mais, muito mais que isto

Eu fiz do meu jeito


Sim, havia tempos, tenho certeza que você sabe

Quando eu mordi mais que eu poderia mastigar

Mas alem disso quando havia dúvida

Eu comi isto e cuspi fora

Eu enfrentei tudo e eu me mantive alto

E fiz do meu jeito


Eu amei, eu ri e chorei

Eu tive minhas faltas, minha parte de perder

E agora que as lágrimas cessaram

Eu acho isso tudo tão divertido

Pensar eu fiz tudo aquilo

E se posso dizer, não de um modo tímido

Oh, não, não eu

Eu fiz do meu jeito


Para o que é um homem, o que ele tem

Se não ele proprio, então ele não tem

Para dizer as palavras que ele sente de verdade

E não as palavras de alguém que se ajoelha

Os registros mostram que eu recuperei o fôlego

E fiz do meu jeito

Os registros mostram que eu recuperei o fôlego

E fiz do meu jeito

Letra de Paul Anka 



Link: http://www.vagalume.com.br/elvis-presley/my-way-traducao.html#ixzz377Xiowv0

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Pessimista

Todo o mundo o conhecia como o pessimista. Era fácil reconhecê-lo, sempre que ele aparecia na vila estava desalinhado, um tanto caótico, passava muito tempo reclamando consigo mesmo e parecia amaldiçoar o dia em que todos haviam nascido! Naquele dia em particular, ele perambulava por uma estrada relativamente deserta nos arredores da vila, o sol estava quente e isso lhe dava muito prazer na medida em que, a cada passo, ele tinha a chance de se queixar do calor.
Exausto tanto pelo calor como por ficar se queixando, ele parou para descansar encostando-se em um tronco à sombra de uma antiga e enorme nogueira. Ao sentar, olhou à esquerda e notou uma exuberante trepadeira que toda entrelaçada praticamente cobria completamente uma cerca antiga. Os ramos da trepadeira se penduravam pesadamente com as abóboras que amadureciam.
- Que ridículo, ele resmungava, um absurdo desproporcional! Quão estúpida pode ser a mãe natureza! Olha só o tamanho daquelas abóboras! Que absurdo elas crescerem em uma trepadeira tão frágil! Será que a mãe natureza não tem nenhum bom senso? Resmungando e resmungando: - É óbvio, é óbvio que as abóboras deveriam crescer em uma árvore grande e forte como a nogueira, enquanto as nozes, sim, deveriam crescer em uma trepadeira. É impossível, impossível, viver em um mundo tão ilógico! Nem mesmo a mãe natureza consegue fazer algo direito!
Neste exato momento, uma leve brisa balançou os ramos da árvore acima dele, soltando uma pequena noz que caiu bem em cima de sua cabeça (ai!), quicando e pousando a alguns centímetros de distância.
Será que é preciso dizer mais alguma coisa?
Autor desconhecido
Do livro: Uma abordagem Ericksoniana para um inconsciente informado.
Stephen Paul Adler, Ph.D. - Editora Leader

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Limpando o Que Nos Atrapalha


Por Steve Andreas
De tempos em tempos, precisamos por em ordem as coisas acumuladas a fim de fazer espaço para aquilo que queremos manter. Entretanto, muitas pessoas têm dificuldades em fazer isso. Você gostaria de aprender um truque ridiculamente simples para tornar isso mais fácil?
Quando a maioria das pessoas faz isso, elas olham para o seu armário cheio de roupas, a gaveta cheia de meias ou para a prateleira cheia de livros e tentam decidir o que elas não querem. Apesar disso parecer muito lógico e direto, há várias razões porque esta não é a melhor maneira de realizar a tarefa.
Imagine que você foi ao supermercado comprar comida e que estava focado no que não queria comprar. Pare por um momento para imaginar na sua mente você realmente fazendo isso, e descubra como seria fazer compras dessa maneira...
Isso não parece uma inversão? Agora se imagine fazendo as suas compras da maneira que você normalmente faz, focando no que você quer...
Se você já tem a lista das coisas que decidiu que quer ou se você fica percorrendo com os olhos para ver o que lhe atrai (ou ambos), se concentrar no que você quer é muito mais simples e mais direto.
Provavelmente existem poucos itens que você quer e um número muito grande de itens que você não quer. Se você estiver focado em eliminar aquilo que não quer, você levará muito mais tempo porque existem muito mais itens para processar.
A sua atenção tem um certo limite: concentrando a sua atenção no que não quer, 'sobrará' menos atenção para o que você quer e você até poderá perder de vista o todo, que é o que acontece na paranoia.
Talvez mais importante, é que se você se concentrar no que não quer, terá os sentimentos que vem junto quando pensa nessas coisas. Esses sentimentos tendem a serem menos agradáveis do que os que você tem quando pensa no que quer. Tente isso na sua imaginação. Primeiro pense em uma comida que não quer... e depois pense em uma que você quer...
Qual delas faz você se sentir melhor? Você vai se sentir melhor se pensar naquilo que quer e estará mais disposto para continuar fazendo as suas compras. Mas se você está tendo os sentimentos que acompanham o pensamento de todas aquelas coisas que não quer, você provavelmente vai parar logo para que possa se sentir melhor!
Tenho escrito até agora sobre o que você quer e o que não quer. Mas há uma outra categoria de bugigangas que é ainda maior do que essas duas juntas, coisas com as quais você não se preocupa muito de uma forma ou de outra – "senhor tanto faz, tanto fez." Quando você focaliza a sua atenção sobre o que quer, tudo isso é ignorado junto com todas as coisas que você não quer.
Para resumir, se você está decidindo o que comprar em uma loja, faz muito mais sentido se concentrar no que você quer do que naquilo que você não quer. Isso também é muito simples de fazer porque para nós é mais difícil processar negações como "não fazer".
Agora vamos voltar para a tarefa de selecionar dentre um monte de coisas para decidir o que você deseja manter. Todos os fatores que discutimos acima são igualmente verdadeiros quando você quiser selecionar um determinado material. Se você se concentrar no que não quer, será mais difícil, menos direto, vai demorar mais e parece desagradável, e você provavelmente vai desistir logo e fazer outra coisa – talvez se repreendendo pelo seu desleixo, pela "falta de vontade" ou pela "falta de persistência".
Como podemos aplicar a maneira que usamos para comprar, de modo natural e eficiente, com a tarefa de descartar as coisas?
É absurdamente simples: esvazie por completo aquele armário, a gaveta ou a estante e coloque tudo que estava lá em outro lugar. Agora imagine que isso tudo está disponível em uma loja e que você pode selecionar o que quiser – absolutamente de graça! Agora examine todo o material para decidir o que você deseja manter e o que descartar.
Existe uma vantagem adicional nessa maneira de selecionar o material a fim de simplificar e racionalizar o seu ambiente. Se você foi bem sucedido em fazer o que a maioria das pessoas faz – se concentrar no que não quer e descartar isso, você ainda terá todas aquelas coisas que não fazem sentido para você – "senhor tanto faz, tanto fez." Mas, ao selecionar o que você quer daquela pilha de coisas, todas as coisas do "senhor dois extremos" permanecerá na pilha a ser descartada.
Se você é alguém que gosta de manter as coisas "tanto faz, tanto fez" por um tempo porque elas podem se tornar úteis, coloque-as em uma caixa e ponha a data. Se você não olhou para elas depois de um determinado tempo, talvez seis meses ou um ano, examine-as rapidamente para ter certeza de que não há nada que você deseja manter, e então as descarte.
Outro pequeno truque que eu uso é pensar em quem ficaria feliz em possuir o material que estou descartando. Apesar desse material não ter mais utilidade para mim, ele pode ser importante para alguém – o pensamento de que alguém possa apreciá-lo me dá um prazer adicional ao pensar em passar isso para alguém, tornando até mais fácil me desfazer desse material.
Essa é apenas uma aplicação específica da importância de concentrar a sua atenção em objetivos positivos – o que você realmente quer, ao invés do que você não quer – um elemento básico da PNL e para você viver uma vida satisfatória.


O artigo original Clearing out clutter encontra-se blog de Steve Andreas.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Jóia Perdida


Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe montado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos.
Aproximou-se dele e disse:
-- Pareceis muito preocupado. Posso ajudar-vos em alguma coisa?
-- Ah! - respondeu o árabe com tristeza - estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as joias.
-- Que joia era essa? - perguntou o viajante.
-- Era uma joia como jamais haverá outra - respondeu o seu interlocutor. Estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feita na oficina do tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais se agrupavam sessenta menores. Já vereis que tenho razão em dizer que joia igual jamais poderá reproduzir-se.
-- Por minha fé - disse o viajante - a vossa joia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual? Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
-- A joia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrá-lo.
Autor desconhecido