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sábado, 20 de abril de 2013

O Circo O filme de Charles Chaplin, Completo


O filme de Charles Chaplin, O Circo pode ser considerado uma metáfora dos tempos atuais. O Circo é de 1928, tem uma relação muito forte com a atualidade, pois mostra a hostilidade em que trabalhadores são submetidos em prol da meta e lucro de uma pessoa ou corporação.

No filme, o vagabundo passeia pela feirinha do circo e apronta suas tripulias como, roubar doces de crianças. Ele diverte-se olhando os passantes, até que um assaltante rouba uma carteira e esconde-a no bolso de Carlitos. Este acaba sendo perseguido por policiais, que o julgam criminoso. E é fugindo do perigo que ele adentra no circo, e o público, julgando tratar-se de mais uma apresentação, aplaude euforicamente. Torna-se sucesso imediato.
O dono do circo, oportunista, decide contratá-lo e explorá-lo ao máximo. Durante o teste do personagem ele mostra ser engraçado e competente, através de sua espontaneidade. Antes disso, encontra a filha do dono do circo, que esta faminta por sofrer maus tratos do pai e ser impedida de comer por não aceitar um número do espetáculo. O vagabundo, contente por ganhar algum dinheiro, nem entende a verdadeira intenção do dono. Ele está mais preocupado com Merna, filha do proprietário, por quem se apaixona. Paixão impossível, já que ela ama Rex, o equilibrista.
Carlitos decide, então, treinar o bastante para tornar-se também ele um equilibrista. Não tem jeito. Fica triste. E desanimado, não consegue fazer o público rir da mesma forma. Seu “número” começa a ficar sem graça. O final traz uma das cenas mais lembradas do cinema mundial: sozinho, no meio da arena do circo, um close no rosto do vagabundo, e logo em seguida ele pega a estrela, dá um chute e segue seu caminho novamente.
Para se fazer rir, deve-se rir primeiro – essa seria a lógica primordial de um circo ou de um ambiente de trabalho. O dono do circo não se preocupa em cuidar de seus funcionários, e tão pouco de motivá-los a fazer algo diferente. Simplesmente critica-os e os enche de castigos. Quantas vezes já passamos por situações parecidas na carreira, aquele lugar onde não somos valorizados e cobrados por metas, quase sempre impossíveis?
Além disso, tratar bem um colaborador é preceito básico de educação e respeito ao próximo, algo que não vemos em todos os lugares, porém, as empresas estão cada vez mais focadas em melhorar estas lacunas e desenvolverem um lugar agradável e feliz de se trabalhar.
Outro fator importante, o trabalho em equipe é uma responsabilidade que desenvolve a habilidade das pessoas em conviverem com opiniões e personalidades diferentes, focadas em uma mesma proposta e meta de trabalho. Não adianta uma pessoa se sentir dona do negócio e simplesmente mandar nas pessoas, se ela própria não muda a percepção de negócio e não ajuda no básico. Isso ocorre no filme com o dono do circo, que faz críticas duras com a própria filha e palhaços, porém, não inventa nada novo e não os motiva em nada.
A última cena do filme é emblemática e resume muito o que todos nós somos de fato, humanos buscando por espaço e por uma vida melhor. Temos que tentar todas as possibilidades de felicidade e de carreira, até nos encontrarmos de verdade. Carlitos, após a partida do circo, senta no picadeiro, observa ao seu redor, pega a estrela no chão, suspira sobre o que passou naquele momento, chuta a estrela, abre um sorriso e segue seu caminho, sempre em busca da felicidade. Vencido sim, derrotado nunca!
Confira o filme completo:

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