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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"A INTERNET IRÁ DESAPARECER", DIZ ERIC SCHMIDT, CHAIRMAN DO GOOGLE

EXECUTIVO REFLETIU SOBRE OS RUMOS DA TECNOLOGIA AO LADO DE EXECUTIVOS DO FACEBOOK E DA MICROSOFT NO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL


Sheryl Sandberg e presidente do Google Eric Schmidt debatem em Davos (Foto: Agência EFE)
Entre tantas novas tecnologias e mudanças cada vez mais rápidas, é até arriscado palpitar sobre o futuro da internet ou da economia digital. Eric Schmidt,  presidente do conselho de administração do Google, parece ter a resposta na ponta da língua, no entanto: "O futuro da internet é que ela vai desaparecer. Chegaremos a um estágio em que teremos muitos endereços, wearables, coisas e ferramentas interativas. Eles estarão em todos lugares. Tudo vai ser interativo. Nosso quarto, por exemplo, será completamente dinâmico", afirmou. Para ele, a conectividade será tamanha que chegará a um nível que será imperceptível. 
Schmidt participou de um debate em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, ao lado de outros nomes importantes do setor da tecnologia, como Sheryl Sandberg, do Facebook; Jim Hagemann Snabe, da SAP; e Satya Nadella, da Microsoft. Todos apresentaram uma visão bastante otimista sobre o futuro da internet e de que modo a tecnologia pode ajudar a incluir pessoas, conectar economias e melhorar o dia a dia e a saúde de cada indivíduo. "No mundo dos negócios da tecnologia, é preciso ser otimista. Mas, acima de tudo, sou otimista, porque o papel da tecnologia é utilizar capital e poder humano para fazer coisas boas. E estamos conseguindo isso. A discussão precisa girar em torno de como aproveitar melhor os progressos da tecnologia para que as sociedades possam se beneficiar inteiramente", disse Satya Nadella, CEO da Microsoft. 
Como incluir mais - e melhor 
Os executivos também concordaram em um ponto: só será possível colher benefícios maiores da internet caso mais países, estados e cidades estejam conectados. Uma das grandes barreiras nesse caminho é justamente o custo de implantar uma estrutura boa para oferecer o serviço. "Incluir pessoas digitalmente é simplesmente um problema de custo. Por exemplo, custa cerca de um dólar por dia para uma pessoa estar conectada ao Facebook. Se deixarmos a tecnologia mais barata, conseguiremos que as pessoas tenham mais acesso. Para isso, as economias têm que mudar e o preço diminuir", afirmou Sheryl Sandberg, CFO do Facebook.
E quem bancaria esses custos? Para os executivos, não é possível esperar que o investimento parta apenas das empresas. "É preciso bancar uma estrutura, um investimento e uma instalação muito grande. E há outras questões: como diminuir o custo da energia, das matérias-prima? É preciso trabalhar em conjunto com governo, comunidades e parceiros para dividir investimentos no sentido de criar algo sustentável a longo prazo", afirmou. 
Schmidt complementou acrescentando que a inclusão digital e o acesso de países menos desenvolvidos à internet pode se dar em etapas. "A fibra ótica, por exemplo, está presente nos países mais desenvolvidos. O Wireless é utilizado em países que já têm programa específico para internet e há outras tecnologias mais baratas para levar acesso à áreas bem rurais e mais isoladas", afirmou. Para ele, é a "combinação de tudo" que irá levar comunicação a todos.

Ao responder a uma pergunta da plateia, feita por um empreendedor de Gana, o executivo do Google refletiu sobre as dificuldades que a África, por exemplo, tem para melhorar a inclusão digital. "A África tem um isolamento geográfico próprio e é muito devagar e caro para instalar uma estrutura lá. As empresas têm dificuldade de acessar as cidades. Outro fator que dificulta são as várias línguas e idiomas. É preciso conseguir, primeiro, oferecer serviços básicos como acesso à conta bancária pela internet nas grandes cidades, para depois conseguir ganhar confiança e acessar as menores", afirmou. 
A internet mata empregos? 
Substituição da força de trabalho, automação de processos e aniquilamento de funções. Para muitas pessoas, a internet é vista como vilã quando o assunto é a geração de empregos. Os executivos, no entanto, discordam. Para eles, a velocidade com que a internet gera novas oportunidades, áreas e conhecimentos é muito maior do que a destruição de empregos. "O que não mudará no futuro é que todo mundo precisa de emprego. E as mudanças trarão esses empregos. Já hoje você pode trabalhar de qualquer modo: sozinho, em parceria, na empresa, em casa. E o melhor é que, se você criar seu próprio negócio, a internet barateia custos de distribuição e marketing, por exemplo. Você só precisa da habilidade em criar uma companhia", afirmou Sheryl.

Schmidt afirmou que a questão é só saber como se posicionar e "não ficar atrás das oportunidades". "É que nem aquele cara da fazenda que, de repente, viu seu trabalho ir embora com a chegada do trator. O que ele fez? Foi procurar e desenvolver novas habilidades e serviços". 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Pêlo do Leão e Casamento

Numa aldeia nas montanhas da Etiópia, um rapaz e uma moça se apaixonaram e se casaram. Por algum tempo foram perfeitamente felizes, mas então os problemas chegaram à casa deles. Começaram a ver os erros um do outro nas pequenas coisas - ele a acusava de gastar muito no mercado, ela o acusava de estar sempre atrasado. Não se passava um dia sem uma discussão sobre dinheiro, sobre trabalho doméstico, sobre amigos. Às vezes ficavam tão bravos que gritavam, berravam impropérios e iam para a cama sem se falar, o que só piorava as coisas.
Depois de alguns meses ele achou que não agüentava mais aquilo e procurou um juiz velho e sábio para pedir o divórcio.
- Por quê? - perguntou ele. - Há menos de um ano que se casaram. Não ama seu marido?
- Sim, nós nos amamos, mas as coisas não vão nada bem.
- Como assim, não vão nada bem?
- Ah, brigamos muito, ele faz coisas que me irritam. Deixa roupas espalhadas pela casa toda, corta as unhas do pé na sala e deixa pelo chão, chega tarde em casa. Sempre que eu quero fazer alguma coisa, ele quer fazer outra. Não podemos viver juntos.
- Entendo - disse o velho juiz. - Talvez eu possa ajudar. Conheço um remédio mágico que vai fazer vocês se darem muito melhor. Se eu lhe der esse remédio, vai parar de pensar em divórcio?
- Claro! Gritou ela. - Qual é o remédio? Me dê!
- Calma - disse o juiz. - Para fazer o remédio preciso de um fio da cauda de um grande leão que vive perto do rio. Tem que trazer esse fio para mim.
- Mas como vou conseguir isso? - exclamou a mulher. - O leão vai me matar!
- Nisso não posso ajudar - disse o velho, abanando a cabeça. - Entendo muito de remédios, mas não entendo nada de leões. Você tem que descobrir um meio. Vai tentar?
A jovem esposa refletiu longamente. Amava muito o marido, e o remédio ia salvar seu casamento. Resolveu buscar o pêlo do leão.
Na manhã seguinte, foi ao rio e se escondeu atrás de uma pedra. Pouco tempo depois, o leão veio beber água. Quando viu as patas enormes, ela ficou tremendo de medo. O leão abriu a boca, mostrando os dentes afiados, e ela quase desmaiou. Então o leão deu um rugido e ela saiu correndo para casa.
Mas na manhã seguinte ela voltou ao rio, trazendo um saco de carne fresca. Deixou a carne no capim da margem, a duzentos metros do leão, e ficou escondida atrás da pedra enquanto ele comia.
No dia seguinte, voltou e pôs o pedaço de carne a cem metros do leão; no outro dia, pôs a carne a cinqüenta metros do leão e não se escondeu enquanto ele comia.
Assim a cada dia chegava mais perto do leão, até que um dia chegou tão perto que pôde atirar-lhe a carne na boca. No outro dia, o leão veio comer em sua mão. Tremia ao ver os dentes enormes rasgando a carne, mas tinha mais amor ao marido do que medo do leão. Muito lentamente, ela abaixou-se e arrancou um fio do pêlo da cauda da fera.
Voltou correndo ao juiz.
- Olhe! - gritou ela. - Trouxe um pêlo do leão!
O velho pegou o fio e examinou atentamente.
- Foi muita coragem sua - disse ele. - E precisou de muita paciência, não?
- Ah, sim - disse ela. - Agora me dê o remédio para salvar meu casamento!
O velho juiz abanou a cabeça.
- Não tenho mais nada a lhe dar.
- Mas o senhor prometeu! - exclamou a jovem esposa.
- Então não vê? - perguntou ele com carinho. - Já tem o remédio de que precisa. Você estava decidida a fazer o que fosse preciso, por mais que demorasse, para ter o remédio mágico para seus problemas. Mas mágica não existe. Só existe a sua determinação. Você e seu marido se amam. Se os dois tiverem a paciência, a determinação e a coragem que você demonstrou para trazer esse pêlo do leão, serão muito felizes. Pense nisso.
E a mulher voltou para casa, com novas resoluções.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Ser Sábio e Ser Amigo

Robert D. Hales
Aprenda e adquira conhecimento e sabedoria em sua juventude. E eleve e fortaleça as pessoas a seu redor.
Se você quiser mesmo viver bem, deve seguir o conselho encontrado nas escrituras: “Aprende sabedoria em tua mocidade; sim, aprende em tua mocidade a guardar os mandamentos de Deus” (Alma 37:35). O processo de aprendizado pode ser resumido da seguinte forma:
Todos começamos com uma inteligência básica. Acrescentamos-lhe conhecimento pelo aprendizado que adquirimos na sala de aula e por meio da leitura. Acrescentamos a experiência de vida. E depois adquirimos o quarto passo: a sabedoria. É aí que o mundo para. Mas temos algo que o mundo não tem. No batismo e na confirmação, recebemos o dom do Espírito Santo. Dependendo de nossa fidelidade às leis, às ordenanças e aos convênios que fazemos no batismo, dos compromissos regulares e frequentes que fazemos na reunião sacramental e dos convênios do sacerdócio e do templo, sempre teremos o dom do Espírito Santo para ensinar-nos e orientar-nos. O Espírito nos impele a agir e a fazer. Todos temos dons e talentos espirituais (ver D&C 46).
A sabedoria aliada aos dons espirituais nos conduzem a uma compreensão no coração. “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Provérbios 4:7). É importante cultivar sabedoria e compreensão em sua juventude.
Uma experiência pessoal de minha própria juventude me ensinou uma coisa sobre a sabedoria. Eu era um menino da cidade, por isso meu pai me mandou trabalhar na fazenda de meu tio, no oeste de Utah. Enquanto estive lá, nunca entendi por que o gado, com milhares de hectares para escolher, colocava a cabeça para fora da cerca de arame farpado para comer o capim que ficava do outro lado da cerca. Já pensou em quantas vezes fazemos coisas parecidas? Sempre queremos ver quais são os limites que podemos atingir, principalmente na juventude. Como seres humanos — o homem natural — temos a tendência de chegar até o arame farpado e esticar a cabeça para o outro lado. Por que fazemos isso?
Podemos ter imensa alegria na vida sem passar dos limites. Lembre que “a sabedoria é a coisa principal” e que essa sabedoria “não [entra] pela vereda dos ímpios, nem [anda] no caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Provérbios 4:14–15). Não chegue perto. Não ponha a cabeça para o outro lado da cerca de arame farpado.

Você Tem Bons Amigos?

Você vai perceber que juntamente com esses ensinamentos sobre a sabedoria o livro de Provérbios também nos ensina a escolher bons amigos: “Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus” (Provérbios 4:14). “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas; porque os seus pés correm para o mal” (Provérbios 1:15–16).
youth studying together
Ilustrações: Keith Larson
Como saber se você tem bons amigos? Vou lhe dar dois testes. Se você aplicar esses testes, jamais entrará pelo caminho errado nem se desviará do “caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna” (2 Néfi 31:18).
  1. 1. 
    Na companhia deles é mais fácil viver os mandamentos. Um amigo verdadeiro fortalece você e o ajuda a viver os princípios do evangelho que vão permitir-lhe perseverar até o fim.
  2. 2. 
    Um amigo verdadeiro não vai fazê-lo escolher entre ele e seus caminhos e os caminhos do Senhor, desviando-o do caminho estreito e apertado. O adversário está solto no mundo e deseja muito a queda de todos nós. Se seus amigos o estão conduzindo para os caminhos da iniquidade, saia de perto deles agora mesmo. Escolha seus amigos com sabedoria.

Que Tipo de Amigo Você É?

Agora vou fazer uma pergunta mais difícil: que tipo de amigo é você?
Nossa preocupação na vida não deve ser apenas nossa própria salvação. Temos o encargo de elevar e fortalecer as pessoas a nosso redor. O Senhor quer que todos voltemos à presença Dele juntos.
Você é um farol, e nada é mais perigoso do que um farol apagado. Lembre quem você é: uma luz para o mundo, para seus amigos, para seus irmãos. É para você que eles vão olhar.
Lemos ainda em Provérbios 4:
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam” (versículos 18–19).
Eles nem sabem por que estão tropeçando. Não têm luz, não têm rumo.
Sabe como é depender de um farol quando não há luz nele? O resultado é a escuridão, e ficamos perdidos.
Quando um piloto fica sem eletricidade, não tem nenhum indicador a não ser as coisas que funcionam sem energia elétrica. Ele se sente totalmente desamparado quando está voando sozinho num caça a mais de 10.000 metros de altura, empurrado de um lado para o outro pelas nuvens e por outras coisas. Ele não sabe o rumo a seguir. Sei disso por experiência própria e fico feliz por estar aqui hoje. É algo que nunca vou esquecer. Você também talvez se encontre um dia numa situação parecida. Não há nada mais perigoso do que um farol apagado, principalmente quando você depende da luz.
Será que alguma pessoa depende de sua luz para guiá-la? Seja um bom exemplo. Seja uma luz para o mundo e guie as pessoas a seu redor para os caminhos da retidão. Elas dependem de que você seja um farol confiável. Esteja presente quando alguém precisar de você.
O Espírito é a luz orientadora que nos proporciona alegria e felicidade. Que nunca lhe seja negada a companhia do Espírito por causa de sua conduta. Oh, como oro para que jamais estejamos sozinhos e desolados neste mundo “escuro e triste” (1 Néfi 8:4).
Que as bênçãos do Senhor estejam com você ao se esforçar para aprender e adquirir conhecimento e sabedoria em sua juventude. Que você também adquira sabedoria e compreensão no coração sobre as verdades do evangelho por intermédio da obediência e também pela luz do Espírito, o Espírito Santo. Seja um bom amigo. Eleve e fortaleça as pessoas a seu redor. Torne este mundo melhor por causa de sua presença nele. Ajude seus amigos a permanecerem no caminho estreito e apertado, a perseverarem até o fim e a retornarem com honra.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Me dê tempo para pensar!

Você provavelmente já passou por uma situação como essa. Você está batendo papo com alguém muito falante e elétrico – tanto que se você fizer uma pausa para respirar, ele se intromete com as próprias opiniões e comentários! Até mesmo manter a sua sequência de ideias pode ser uma experiência frustrante – isso sem falar em conseguir expressá-las adequadamente.
Em situações iguais a essa, muitas pessoas adotam a atitude "fazer o quê!" – simplesmente desistem e permitem que o falador entusiasmado continue falando.
Agora, na remota possibilidade de que, em uma ocasião fora do comum, algum de nós possa se sentir culpado por falar muito e com entusiasmo, apresento este artigo que ensina como melhorar a sua comunicação falando menos!
Para alguns, isso pode exigir um pouco de esforço porque uma vez que a boca se prepara para acelerar, é difícil parar.
As famosas Pistas Visuais de Acesso nos habilitam a reconhecer que alguém pode estar pensando por meio de imagens, sons, sensações, ou através do diálogo interno. Isto é muito valioso como forma de entender e melhorar como você se comunica com esta pessoa.
Porém...uma das aplicações mais importantes desse modelo é raramente comentada: quando os olhos de alguém estão se movendo, permaneça em silêncio...
Vamos repetir de novo para enfatizar: enquanto os olhos da outra pessoa estão se movendo, você permanece quieto e permite que ela pense.
Por que não fazer como nos velhos tempos?
O movimento dos olhos indica que uma pessoa está pensando – ela está processando a informação – ela provavelmente está examinando as imagens dela, os sons, as sensações e tendo diálogos internos silenciosos. Se você falar demais e não der espaço para ela pensar, você interrompe o processamento dela e:
1. Você diminui significativamente a qualidade da sua interação com ela – o que significa que, um ou outro, ou ambos, não vão conseguir o que precisam deste encontro em particular.
2. Você pode frustrá-la – especialmente se o assunto for complexo ou importante visto que você não permitiu que ela considerasse todos os resultados possíveis na proporção ou na extensão adequada para ela.
3. Você demonstra egoísmo porque está tentando impor a ela o seu ritmo de pensamento e fala – em vez de respeitar a necessidade dela. (Este é o caso se você pensa principalmente por meio de imagens e a outra pessoa através de sensações, visto que "conferir as próprias sensações" toma um tempo consideravelmente maior do que escanear as imagens.)
Processamento cinestésico
Muitas pessoas que se valem do processamento cinestésico – elas pensam por meio das suas sensações – podem se comportar como "vagarosas" porque, na verdade, elas o são em comparação com alguém que processa, digamos, visualmente. Isto é, elas são detalhistas e cuidadosas (mas seguramente não são pessoas lerdas).
Por exemplo, digamos que Martina é uma pessoa adulta que pensa principalmente de modocinestésico. Martina gosta de considerar as coisas em detalhes, de conferir como ela se sente com estas coisas e escolher as palavras com cuidado, porque ela quer ser capaz de expressar as sutis nuances das sensações que ela é capaz de experimentar.
Agora, na escola, é muito provável que as professoras tenham ficado impacientes com as respostas refletidas para as perguntas delas. E que os outros alunos rissem da "lentidão" dela. E que nos debates, ela só vai pensar em alguma coisa que gostaria de ter dito minutos ou horas depois que o debate terminou, e foi "vencido" pelos especialistas visual/auditivos de pensamento mais rápido. Por isso, depois de muitos anos processando desse modo, não será surpresa se a frustração dela crescer e conduzir, ocasionalmente, a explosões de raiva ou até de violência.
Os três R’s – e os benefícios de permitir "tempo para pensar"
Básico, em todos os nossos cursos de PNL, é o conceito de Respeito, Reconhecimento e Restabelecimento da confiança. Por isto, tendo considerado alguns dos "Afastando-se de", vamos agora olhar para alguns dos "Em Direção" – os benefícios ao permitir que a pessoa pense no seu próprio ritmo em vez de interrompê-la ou tentar apressá-la?
Respeito: ao permitir que a conversa progrida no ritmo apropriado ao estilo do pensamento dela, você está demonstrando, a um nível muito profundo, o seu Respeito ao Modelo do Mundo dela. Isso cria um rapport poderoso e subliminar.
Reconhecimento: você está reconhecendo e respondendo à comunicação não verbal dela – ao movimento dos olhos e ao padrão de contato visual dela. Desta maneira, você está aumentando mais o rapport através do não verbal, indicando que você reconhece quando ela precisa "ir para o interior" e quando ela está pronta para você falar.
Restabelecimento da confiança: você está criando um "ambiente seguro" – o elemento chave no Restabelecimento da confiança. A pessoa tem a experiência de que o modelo do mundo dela está sendo respeitado e que ela está sendo tratada de maneira idêntica. Tentar encorajar uma pessoa a fazer algo que ela não quer só porque nós a consideramos muito devagar, muito maçante ou muito cansativa, não a fará se sentir mais confiante...
Pontos de ação
Como com qualquer habilidade nova, é melhor introduzir o "dar tempo para as pessoas pensarem" um pouco de cada vez – tentar fazer isso em cada interação a partir de agora, provavelmente irá interferir com a sua competência normal.
Nas próximas semanas, selecione apenas uma conversa por dia e, nos primeiros minutos dessa conversa, observe os movimentos dos olhos da outra pessoa.
Quando você enxergar os olhos dela se movendo – espere, embora possa parecer difícil – até que ela faça contato visual com você de novo.
E, se às vezes, o seu entusiasmo ou sua impaciência se impuserem e você cortar o pensamento dela, peça desculpas. Não será apenas uma cortesia, porque com isso você demonstra sutilmente que está, realmente, prestando atenção tanto na comunicação não verbal como na verbal.
Finalmente, se você não passa muito tempo interagindo com pessoas no seu dia a dia, procure uma oportunidade quando você estiver fazendo o que faz normalmente e fale com as pessoas porque assim você pode "se ligar" nas suas habilidades de PNL. Apenas um minuto ou dois, uma ou duas vezes por dia, irá fazer uma diferença significativa.
Reg Connolly é Trainer Certificado e Master Practitioner de PNL, treinador de administração e de vendas.
Tradução JVF, direitos da tradução reservados.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Cultura da Empresa e Jangadas

Há muitos anos, Tom era funcionário de uma empresa muito preocupada com a educação. Um dia, o executivo principal decidiu que ele e todo grupo gerencial - um total de 12 pessoas - deveriam participar de um curso de sobrevivência de três dias, que tinha a forma de uma longa corrida de obstáculos. Um dos obstáculos era cruzar um rio violento e impetuoso. Para a surpresa de todos, pela primeira vez o grupo gerencial foi solicitado a dividir-se em três grupos menores de quatro pessoas para a superação daquele obstáculo.
Os grupos eram : A , B , C .
O grupo A recebeu quatro tambores de óleos vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos. O grupo B recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante. Já o grupo C não recebeu recurso nenhum para cruzar o rio; eles foram solicitados a usarem os recursos fornecidos pela natureza, caso conseguissem encontrar algum perto do rio ou na floresta próxima. Não foi dada nenhuma instrução a mais. Simplesmente foi dito aos participantes que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.
Tom teve a "sorte" de estar no grupo A, que não levou mais do que meia hora para construir uma maravilhosa jangada. Um quarto de hora mais tarde, todo o grupo estava em segurança e com os pés enxutos no outro lado do rio, observando os outros grupos em sua luta desesperada.
O grupo B, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio. Havia muito tempo que Tom e sua equipe não riam tanto como no momento em que a tora e os dois tambores viraram com os gerentes financeiro, de computação, de produção e o de pessoal. E o melhor ainda estava por vir. Nem mesmo o rugido das águas do rio era suficiente para sufocar o riso dos oito homens quando o grupo C tentou lutar contra as águas espumantes.
Os coitados agarraram-se a um emaranhado de galhos, que estavam se movendo rapidamente com a correnteza.
O auge da diversão foi quando o grupo bateu em um rochedo, quebrando os galhos. Somente reunindo todas as forças que lhes restavam foi que o último membro do grupo C, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados conseguiu atingir a margem, 200 metros rio abaixo.
Quando o líder do curso voltou, depois de quatro horas, perguntou : " Então como vocês se saíram ? "
O grupo A respondeu em coro : " Nós vencemos ! Atravessamos o rio em 45 minutos !"
O líder do curso respondeu. " Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer as expensas dos outros. A tarefa foi concluída quando os três grupos atravessaram o rio dentro de quatro horas".
Foi uma lição para todos no grupo gerencial. Nenhum deles pensou um ajuda mútua, nem sonhou em dividir os recursos (tambores, toras, corda e remos) para atingirem uma meta comum. Não ocorreu a nenhum dos grupos coordenar os esforços e ajudar os outros.
Todos caíram direto na armadilha. Mas naquele dia, todo o grupo gerencial aprendeu muito a respeito de trabalho em equipe e de lealdade em relação a todos.
Eles aprenderam como pode ser útil combater a cultura "nós/eles" e substituir por uma cultura "nós".
Autor e fonte desconhecidos (se alguém souber, por favor envie a informação)