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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Dois Dedos do Afogamento


Alguns amigos convidaram Nasrudin para um piquenique. O bom humor imperava, e o almoço sobre a relva foi dos mais perfeitos. Mas a animação do grupo foi interrompida por um incidente que fez todo mundo correr em direção a um rio próximo.A
Um desconhecido tinha escorregado e estava dentro da água, profunda e lodosa naquele ponto. De todos os lados correram em seu socorro.
– Dê sua mão! Dê sua mão! – gritavam-lhe.
Nenhuma reação da parte do infeliz, que não sabia nadar e tudo que fazia era engolir água.
Estava a dois dedos de afogar-se quando Mulla apareceu. Reconheceu o sujeito assim que o viu.
– Afastem-se todos e deixem comigo! – gritou, dirigindo-se à multidão.
Estendeu a mão direita para o homem que se debatia e lhe disse:
– Pegue minha mão!
Num rápido impulso, o desconhecido agarrou-se à mão estendida de Mulla, que o tirou do rio.
Nesse meio tempo, os curiosos tinham-se aglomerado e perguntavam em voz alta:
– Explique-nos, Mulla! Por que ele não nos deu a mão, mas agarrou a sua imediatamente?
– É muito simples – respondeu Nasrudin. – Eu o conheço há muito tempo: é um sujeito de uma avareza sórdida. Então vocês não sabem que os avarentos costumam tomar, e não dar? Foi por isso que não lhe pedi que me desse a mão, mas que pegasse a minha.

domingo, 30 de agosto de 2015

Como um Vaso Quebrado

Do Quórum dos Doze Apóstolos

Qual é a melhor maneira de reagir quando nós ou nossos entes queridos enfrentamos problemas mentais ou emocionais?
O Apóstolo Pedro escreveu que os discípulos de Jesus Cristo devem ser mutuamente “compassivos”.1 Nesse espírito gostaria de falar àqueles que padecem de alguma forma de doença mental ou distúrbio emocional, sejam essas aflições leves ou severas, de breve duração ou persistentes por toda a vida. Sentimos a complexidade desses assuntos quando vemos profissionais falarem de neuroses e psicoses, de predisposições genéticas e defeitos nos cromossomos, de bipolaridade, de paranoia e esquizofrenia. Por mais assustadoras que sejam, essas aflições fazem parte da realidade da vida, e não se deveria ser mais vergonhoso admiti-las do que admitir uma batalha contra a pressão alta ou o surgimento súbito de um tumor maligno.
No empenho de obter um pouco de paz e compreensão nesses difíceis assuntos, é essencial lembrar que estamos vivendo, e escolhemos viver, num mundo decaído, no qual, por propósitos divinos, nossa busca pela divindade será testada e posta à prova muitas e muitas vezes. A maior garantia no plano de Deus é que um Salvador nos foi prometido, um Redentor que por meio de nossa fé Nele nos elevaria vitoriosos desses testes e dessas provações, embora o custo para isso fosse inimaginável tanto para o Pai, que O enviou, quanto para o Filho, que veio. É apenas nossa gratidão por esse amor divino que torna nosso próprio sofrimento, que é menor, a princípio suportável, depois compreensível e, por fim, redentor.
Deixo agora as doenças assustadoras que mencionei e me concentro no “transtorno depressivo maior”, ou como é mais comumente conhecido, “depressão”. Quando falo disso, não me refiro a um dia ruim, ao prazo final do Imposto de Renda ou de outros momentos desanimadores que todos temos. Todos enfrentamos ansiedade ou desânimo de tempos em tempos. O Livro de Mórmon diz que Amon e seus irmãos ficaram deprimidos numa época muito difícil,2 e muitos de nós também podemos ficar. Mas estou falando hoje de algo muito mais sério, uma aflição tão severa que restringe significativamente a capacidade de uma pessoa funcionar plenamente, um abismo tão profundo na mente que ninguém pode sugerir de modo responsável que ele sem dúvida desapareceria se as vítimas simplesmente endireitassem os ombros e pensassem de modo mais positivo — embora eu seja um vigoroso defensor de ombros firmes e pensamento positivo!
Não, essa escuridão da mente e do espírito é mais do que simples desânimo. Vi isso acontecer a um homem absolutamente angelical quando sua amada esposa, com quem estivera casado por 50 anos, faleceu. Vi isso acontecer a mães jovens eufemisticamente rotuladas de portadoras de depressão pós-parto. Vi isso acontecer com estudantes ansiosos, militares veteranos e avós preocupadas com o bem-estar de seus filhos crescidos.
E já vi isso acontecer com jovens pais tentando prover o sustento de sua família. Eu mesmo já tive a terrível experiência de passar por isso. Numa certa época de nossa vida de casados, quando os temores financeiros colidiram com um cansaço fatigante, o impacto psíquico que senti foi tão inesperado quanto real. Com a graça de Deus e o amor de minha família, continuei ativo e trabalhando, mas mesmo depois de todos esses anos continuo a ter uma grande compaixão por outros que se veem afligidos de modo mais crônico ou profundo com tamanha tristeza como eu fui. Qualquer que seja o caso, todos adquirimos coragem ao ver aqueles que, nas palavras do Profeta Joseph, “[vasculharam e contemplaram] o profundo abismo”,3 e o superaram, entre os quais estão Abraham Lincoln, Winston Churchill e o Élder George Albert Smith, este sendo um dos homens mais gentis e cristãos de nossa dispensação, que combateu uma depressão recorrente por alguns anos antes de se tornar o universalmente amado oitavo profeta e Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Então, qual é a melhor maneira de reagir quando nós ou nossos entes queridos enfrentamos problemas mentais ou emocionais? Acima de tudo, nunca perca a fé no Pai Celestial, que nos ama mais do que podemos compreender. Como o Presidente Monson disse sábado passado de modo tão tocante às irmãs da Sociedade de Socorro: “Esse amor nunca muda. (…) Está lá para vocês quando estiverem tristes ou felizes, desanimadas ou esperançosas. O amor de Deus está lá para vocês, quer sintam que o mereçam ou não. Ele está sempre lá, simples assim”.4 Nunca, jamais duvidem disso, e nunca endureçam o coração. Com fé sigam as práticas devocionais provadas pelo tempo que convidam o Espírito do Senhor para sua vida. Busquem o conselho daqueles que possuem as chaves para seu bem-estar espiritual. Peçam e valorizem bênçãos do sacerdócio. Tomem o sacramento todas as semanas e apeguem-se às promessas aperfeiçoadoras da Expiação de Jesus Cristo. Acreditem em milagres. Tenho visto tantos milagres acontecerem quando tudo indica que não há mais esperança. Sempre há esperança. Se esses milagres não acontecerem logo ou plenamente ou aparentemente nunca, lembrem-se do próprio exemplo angustiante do Salvador: se a taça não passar, beba-a e seja forte, confiando que dias melhores virão.5
A fim de prevenir a doença, sempre que possível, estejam atentos aos indicadores de estresse em sua própria vida e na de outros que vocês possam ajudar. Assim como fazem com seu carro, estejam alertas à elevação de temperatura, ao excesso de velocidade e ao baixo nível de combustível no tanque. Quando enfrentarem uma “depressão por exaustão”, façam os ajustes necessários. A fadiga é nosso inimigo comum — portanto, diminuam o ritmo, revigorem-se e reabasteçam. Os médicos nos garantem que, se não reservarmos um tempo para nos sentirmos bem, sem dúvida depois teremos que despender tempo passando mal.
Se as coisas continuarem a ser debilitantes, procurem o conselho de pessoas de confiança, com formação profissional comprovada, competência e bons valores. Sejam honestos com elas sobre sua história e suas dificuldades. Em espírito de oração e de modo responsável, ponderem o conselho delas e as soluções que receitarem. Se vocês tiverem apendicite, Deus espera que procurem uma bênção do sacerdócio e também o melhor atendimento médico disponível. O mesmo se dá com os distúrbios emocionais. Nosso Pai Celestial espera que usemos todos os maravilhosos dons que Ele concedeu nesta maravilhosa dispensação.
Se vocês forem a pessoa aflita ou o cuidador dela, procurem não se sobrecarregar com o tamanho da tarefa. Não tenham a pretensão de consertar todas as coisas, mas consertem o que puder. Se suas vitórias forem pequenas, fiquem gratos por elas e sejam pacientes. Dezenas de vezes nas escrituras, o Senhor ordena alguém a aquietar-se e a esperar.6 A perseverança paciente em algumas coisas faz parte de nossa educação mortal.
Para aqueles que cuidam de outros, em seu dedicado empenho de ajudar alguém a recobrar a saúde, não destruam a sua própria. Sejam sábios em todas as coisas. Não corram mais rápido do que as suas forças permitam.7 Além do que vocês forem ou não capazes de prover, ofereçam suas orações e seu “amor não fingido”.8 “A caridade é sofredora e é benigna (…) [ela] tudo sofre, (…) tudo espera, tudo suporta. (…) A caridade nunca falha.”9
Lembremos também que, ao longo de toda doença ou problema difícil, ainda há muitas coisas na vida pelas quais podemos ter esperança e gratidão. Somos infinitamente mais do que nossas limitações e nossas aflições! Stephanie Clark Nielson e sua família têm sido nossos amigos por mais de 30 anos. No dia 16 de agosto de 2008, o avião em que estavam Stephanie e seu marido, Christian, caiu e incendiou-se de forma tão devastadora que os familiares da Stephanie só foram capazes de identificá-la pelo esmalte das unhas dos pés. Quase não havia esperança de que ela sobrevivesse. Após três meses de coma profundo, ela acordou e pode ver a si mesma. A isso sobreveio uma depressão horrível e devastadora. Com quatro filhos menores de sete anos, Stephanie não queria que eles a vissem novamente. Ela sentia que seria melhor não continuar a viver. “Eu pensava que seria mais fácil”, disse-me ela certa vez em meu escritório, “se eles simplesmente se esquecessem de mim e eu sutilmente saísse da vida deles”.
Mas, por seu crédito eterno e pelas orações do marido, da família, dos amigos, de quatro lindos filhos e de um quinto filho que os Nielson tiveram há apenas 18 meses, Stephanie lutou até voltar do abismo da autodestruição para ser uma das mais populares “mamães blogueiras” dos Estados Unidos, declarando abertamente aos quatro milhões que seguem seu blog que seu “divino propósito” na vida é ser mãe e desfrutar de cada dia que lhe foi dado neste mundo maravilhoso.
Não importa qual seja sua provação, meus irmãos e irmãs, — mental, emocional, física ou outra qualquer — não tentem dar cabo ao precioso dom que receberam: a vida! Confiem em Deus. Agarrem-se a Seu amor. Saibam que um dia a alvorada surgirá brilhante e as sombras da mortalidade se dissiparão. Embora possamos nos sentir como um “vaso quebrado”, segundo o salmista,10 devemos nos lembrar de que esse vaso está nas mãos do divino oleiro. Mentes despedaçadas podem ser curadas assim como ossos e corações partidos. Enquanto Deus está operando tais reparos, o restante de nós pode ajudar, sendo misericordiosos, bondosos, sem julgamentos.
Presto testemunho da santa Ressurreição, aquela pedra angular inefável que é a dádiva da Expiação do Senhor Jesus Cristo! Assim como o Apóstolo Paulo, testifico que aquilo que foi plantado em corrupção será um dia levantado em incorrupção, e o que foi plantado em fraqueza por fim será levantado em poder.11 Presto testemunho do dia em que nossos entes queridos que sabemos que tiveram deficiências na mortalidade se erguerão diante de nós glorificados e grandiosos, admiravelmente perfeitos em corpo e mente. Que momento assombroso será! Não sei se ficaremos mais felizes por testemunhar esse milagre ou mais felizes por eles, ao vermos que estão plenamente perfeitos e “finalmente livres”.12 Até aquela hora, quando o dom perfeito de Cristo for evidente para todos nós, vivamos pela fé, perseverando na esperança e sendo “compassivos”13 uns com os outros é minha oração em nome de Jesus Cristo. Amém.

Ocultar Referências 

  1.  
    1. I Pedro 3:8.
  2.  
    2. Ver Alma 26:27; ver também Alma 56:16.
  3.  
    3. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 279.
  4.  
    4. Thomas S. Monson, “Nunca Andamos Sozinhos”, A Liahona, novembro de 2013, p. 123, 124.
  5.  
    5. Ver Mateus 26:39.
  6.  
    6. Ver, por exemplo, Salmos 4:4; Doutrina e Convênios 101:16.
  7.  
    7. Ver Mosias 4:27.
  8.  
  9.  
    9. I Coríntios 13:4, 7–8; grifo do autor; ver tambémMorôni 7:45–46.
  10.  
    10. Salmos 31:12.
  11.  
    11. Ver I Coríntios 15:42–43.
  12.  
    12. “Free at Last”, em John W. Work, comp., American Negro Songs: 230 Folk Songs and Spirituals, Religious and Secular (1998), 197.
  13.  
    13. I Pedro 3:8.
  14. Fonte:https://www.lds.org/general-conference/2013/10/like-a-broken-vessel?lang=por

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Uma Lição de um Milhão de Dólares


Eu havia voado para Dallas com o único propósito de visitar um cliente. O tempo era de suma importância e meus planos eram ir e voltar para o aeroporto o mais rápido possível. Um táxi impecável parou. O motorista correu para abrir a porta do passageiro e certificou-se de que eu estava confortavelmente sentado antes de fechá-la. Quando se sentou atrás do volante, mencionou que o Wall Street Journal, cuidadosamente dobrado ao meu lado, era para o meu uso. Mostrou-me  então várias fitas de música e perguntou que tipo eu apreciava. Ora! Olhei ao meu redor para verificar se havia uma câmera do tipo Topa Tudo Por Dinheiro escondida. Você não faria o mesmo? Eu não podia acreditar no atendimento que estava recebendo.
-- Com certeza, você se orgulha bastante do seu trabalho -- disse para o motorista. -- Você deve ter uma história para contar.
Ele tinha.
-- Eu costumava trabalhar na Corporate America -- começou. -- Mas fiquei cansado de pensar que o melhor que eu podia fazer nunca seria bom o suficiente, rápido o suficiente ou devidamente valorizado. Decidi encontrar meu lugar na vida, onde pudesse sentir orgulho de ser o melhor que eu pudesse. Eu sabia que eu nunca seria um cientista, mas adoro dirigir carros, ser útil e sentir que fiz um bom trabalho no fim do dia.
Depois de avaliar seus recursos pessoais, decidiu ser motorista de táxi.
-- Não apenas um motorista de táxi comum -- continuou -- , mas  um motorista de táxi profissional. De uma coisa estou certo: para ser bom no meu trabalho eu poderia apenas corresponder às expectativas dos passageiros. Porém, para ser excelente no meu trabalho, tenho de superar as expectativas dos clientes. Gosto mais da sensação de ser "excelente" do que ficar apenas na média.
Será que lhe dei uma boa gorjeta? Pode apostar que sim. A Coporate America saiu perdendo, mas as pessoas que viajam saíram lucrando.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A Importância de se Fazer o que é Importante na Vida

O que você realmente deseja na vida? O que o entusiasma?
Apesar de tudo, a maioria das pessoas não descobre o que quer na vida até a velhice - e isso é lamentável.
Muitas pessoas gastam os "melhores" anos de suas vidas fazendo coisas de que não gostam, apenas passando o tempo ou assistindo televisão. É isso estar vivo? Um autor descreveu a humanidade dizendo: "A maioria das pessoas morre aos vinte anos e é enterrada aos oitenta." Você é um desses zumbis vivos?
Qual é o seu objetivo e o seu destino nessa vida?
Algumas pessoas se esforçam para responder a tal pergunta. Quando se pergunta o que elas querem ou quais são as suas metas na vida, muitas ficam inseguras. Elas embromam as suas decisões, raramente fornecendo algum pensamento sobre o que elas querem da vida. Seus padrões de pensamentos insípidos refletem em seu estilo de vida sem rumo. Elas participam da vida tanto quanto os espectadores participam da partida de algum esporte. Elas não se envolvem e, portanto, não se sentem envolvidas. Pessoas sem metas definidas deixam a vida passar por elas. Você é uma dessas pessoas?
Se a hora para entrar em campo no jogo da vida não for agora, então quando será? O sagaz Mark Twain disse: "Daqui a vinte anos você estará mais decepcionado pelas coisas que não fez do que pelas coisas que você fez." Então, que tal evitar desilusões e viver uma vida inspirada... agora!
Um dos meus professores me disse certa vez: "Não há vento favorável para um barco sem destino." E uma vez, um grande amigo me disse: "Mire na lua, pois se errar ainda poderá ficar entre as estrelas." E eu interpretava: "Se você não decide o que você quer, então pode estar certo de que alguém irá decidir por você." A minha conclusão é resumida na seguinte citação de Anais Nin: "E chegará o dia em que o risco de continuar espremido dentro do botão será mais doloroso que o de desabrochar."
Se você está indeciso sobre o que quer da vida, não se preocupe. Há muitas maneiras de descobrir o seu objetivo na vida. Como um coach de bem-estar, ajudar as pessoas a traçar um rumo na vida e capacitá-las para içar a vela na direção de seus sonhos é parte do que eu faço.
Para descobrir o que você quer na vida, tente olhar profundamente para o seu coração. Muitas vezes, as pessoas são regidas pela lógica. As pessoas vivem como elas acham que deve ser, ou como os outros querem que elas sejam. O momento ideal para ouvir o seu coração é quando você está se sentindo com medo, confuso, frustrado, deprimido ou desmotivado. As respostas ou as soluções que você procura estão dentro de você. O que o seu coração deseja vem dos sussurros do seu próprio self. O seu autêntico self é o seu eu verdadeiro.
Ouça o seu coração para ser capaz de ouvir o seu próprio eu. O que o seu coração diz normalmente você o percebe como certo. O que o seu coração deseja é o que você normalmente gosta de fazer e isso representa a sua paixão. Qualquer coisa feita com paixão é como uma brincadeira em que a tarefa é realizada sem hesitação. Você dá o seu melhor e não sente nenhuma pressão ou resistência.
Você tem prazer em fazer aquilo que é a sua paixão. Contratempos, dificuldades e obstáculos tornam tudo mais desafiador, mas não devem detê-lo de perseguir os seus objetivos. Como seria de se esperar, podem existir barreiras que o impeçam de alcançar o seu objetivo, mas o desejo do seu coração irá encontrar formas de ultrapassar essas barreiras para que você possa obter o que quer na vida.
Lembre-se: o universo apoia as pessoas que estão em busca da sua paixão e aqueles que estão em busca do seu destino.
Contudo, isso não significa que você não deva usar a sua cabeça. As pessoas nascem com sua mente e seu coração. Seu dever é viver a sua melhor vida e estar em harmonia com sua mente e seu coração. O poeta Rumi sabiamente disse: "Viva completamente na cabeça e você não poderá sentir a respiração e o ritmo da vida. Viva completamente no coração e você poderá se descobrir agindo como um tolo loucamente enamorado com pouco discernimento e disciplina. É tudo um fino equilíbrio - a cabeça e o coração devem forjar um relacionamento por toda a vida se alguém quiser viver uma vida maravilhosa."
Ouça o seu instinto. Parte da natureza humana é a misteriosa e espontânea reação sobre as coisas. Esses impulsos são chamados de instintos. Negar seus impulsos é negar o fato de que você é humano. O seu eu autêntico se comunica com você e o guia através desses instintos impulsivos. Eles podem ser reconhecidos como aquelas leves cutucadas que o estimulam a agir e a seguir um determinado caminho. Seu papel é, então, se familiarizar com essa comunicação, prestar atenção e agir.
Muitas vezes, nós ouvimos o que os outros dizem e permitimos que eles dirijam a nossa vida. Os pais fazem isso, muitas vezes, com seus filhos. "Nós somos de uma família de advogados, então meu filho também deve ser advogado." Quantas vezes não ouvimos isso de pais que têm boas intenções para os seus filhos? Os pais, inconscientemente, bloqueiam a expressão genuína do verdadeiro eu de seus filhos e de sua vocação. Amigos e críticos o desanimam e apontam a impossibilidade de seu sonho. Antes de acatar os conselhos deles, avalie as realizações dos críticos. Eles alcançaram os sonhos deles? Eles de algum modo sonham grande?
Lembre-se, é o seu destino que está em jogo, não o deles. Isso não significa, porém, que você não vá ouvir o que as outras pessoas dizem. Deixe-as falar, pois as palavras delas podem tocar num ponto sensível dentro de você. Porém, a decisão final deve ser sua.
As emoções negativas são indicadores de que a maneira que você está pensando está fora de alinhamento com o seu objetivo de vida. Sentimentos indesejados estão lá para trazer você de volta ao caminho certo quando você sair do curso. E esse caminho deve, supostamente, enchê-lo de entusiasmo e alegria. Ninguém disse que a sua jornada pela vida seria sem desafios. Entretanto, você pode aprender como encarar cada desafio com sabedoria e positividade do seu autêntico eu. Então, a vida começa a fluir sem esforço.
Há somente uma coisa para lembrar: cada um, para viver verdadeira e significativamente, deve definir como ele/ela quer viver e com o que se parece a sua vida mais brilhante. Ouça os seus instintos e siga o desejo do seu coração. Você nunca estará errado.
"Um barco estará mais seguro no porto, mas os barcos não foram construídos para isso. Então solte as amarras. Navegue para fora do porto seguro. Aproveite o vento nas suas velas. Explore. Descubra o sonhar." Mark Twain
Jevon Dängeli(link is external) é Trainer de PNL e Coach de bem-estar

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A Vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando as sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho; como o senhor e a sua Família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc...; para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela Família, mas, como percebeu o silencio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e estão muito bem de vida???
E o senhor entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí­ em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora ...
Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua.
Aproveite esse novo ano e a proximidade do final do milênio para empurrar sua "vaquinha" morro abaixo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Uma Nova Perspectiva


Quando era criança, sempre podia contar com meu pai para olhar as dificuldades sob outra perspectiva, fosse uma perna quebrada ou um coração partido. Anos depois, eu estava arrasada, com uma série de problemas pessoais. Precisando de ajuda e me sentindo derrotada, gastei minhas últimas economias numa viagem à Flórida para ver meu pai.
Na última noite da minha visita, estávamos na ponta de um píer olhando o pôr-do-sol. Não conseguia mais conter meu amargor.
- Sabe, papai, se pudéssemos juntar todos os bons momentos da vida, não durariam vinte minutos.
- É - ele concordou.
Olhei-o, espantada. Ele ainda estava estudando o sol que se punha no horizonte. Então, olhando firmemente nos meus olhos, acrescentou tranquilamente:
- São como tesouros, não são?
Sean Coxe
Histórias para aquecer o coração dos Pais
Jack Canfield e outros
Editora Sextante

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O Sabor de Perder...


Nasrudin viu um homem sentado na beira de uma estrada, com ar de completa desolação.
- O que o preocupa? – quis saber.
- Meu irmão, não existe nada interessante na minha vida. Eu tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar, e estava viajando para ver se havia alguma coisa curiosa no mundo. Entretanto, todas as pessoas que encontrei nada tem de novo para me dizer, e só conseguem aumentar meu tédio.
Na mesma hora, Nasrudin agarrou a mala do homem, e saiu correndo pela estrada. Como conhecia a região, rapidamente conseguiu distanciar-se dele, pegando atalhos pelos campos e colinas.
Quando se distanciou bastante, colocou de novo a mala no meio da estrada por onde o viajante iria passar, e escondeu-se por detrás de uma rocha. Meia hora depois o homem apareceu, sentindo-se mais miserável que nunca, por causa do ladrão que encontrara.
Assim que viu a mala, correu até ela e abriu-a, ofegante. Ao ver que seu conteúdo estava intacto, olhou para o céu cheio de alegria, e agradeceu ao Senhor pela vida.
Autor desconhecido