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segunda-feira, 29 de julho de 2013

O simples é poderoso


Hoje eu gostaria de falar sobre uma das mais poderosas ferramentas da Gestão Humana que existe, o SIMPLES. Muitas vezes, durante toda a nossa vida buscamos realizar grandes coisas tanto no campo profissional quanto pessoal. Enfim, coisas que fazem sentido para nós, e da nossa constante busca.

Às vezes nos frustramos muito porque não atingirmos determinados objetivos, não somos reconhecidos ou simplesmente ninguém quer dar a mínima para aquilo que fazemos.

O mundo é muito provocativo. Hoje temos opções para tudo, no trabalho, na escola, na internet, na família e a todo o momento surge algo novo. Temos uma predisposição de acreditar que o novo é sempre o melhor, mas quando o vivenciamos constamos que aquilo que acreditávamos nem sempre corresponde à verdade.

Nas organizações, por exemplo, nem sempre as novidades que chegam ao mercado são necessariamente boas para o modelo de cultura da empresa e, por vezes, se paga preços absurdos para alguma solução customizada que não traz qualquer resultado positivo e pior, chega a complicar o que já estava bom.

Não se trata de uma discussão sobre inovar ou não, uma vez que toda empresa tem que buscar atualizar-se, inovar, mas "pecamos" por nos concentrar em projetos mais complexos e quando esses não estão com um propósito muito claro e forte. Então, perdemos dinheiro e principalmente a credibilidade das pessoas.

Um clássico exemplo de esforço no complexo é o citado em uma das palestras do professor Mario Sergio Cortella: a empresa da pasta de dente, que gastou um grande dinheiro com projetos de engenharia e softwares para solucionar um problema na linha de produção, quando a melhor solução estava em um simples ventilador, sugerido pelo próprio pessoal da produção.

São exemplos assim que nos fazem refletir do quão poderoso é o Simples e que muitas vezes deixamos de fazer por ser "muito óbvio" ou "muito notório". Temos uma fantástica capacidade de complicar o que é muito simples, porque estamos focados em duas que situações: passado e futuro. Aí, deixamos de viver o presente.

O presente é a única coisa concreta que temos, pois o passado já aconteceu e não podemos mais alterar. O futuro ainda não aconteceu e, portanto, também não podemos alterá-lo.

O passado nos remonta ao remorso, ficamos presos ao que fizemos ou deixamos de fazer. E isso nos impede de progredir, de ter uma melhor performance na vida, porque queremos chegar aos objetivos sem passar pelas trilhas necessárias, desejamos pular algumas etapas importantes para o nosso desenvolvimento. O futuro nos remonta a expectativas que, muitas vezes, não nos trazem a clareza que precisamos. O passado deve ser uma referência, um aprendizado. O futuro precisa de planos, mas é o presente é que nos faz aprender e planejar.

Tudo aquilo é simples, mas por algum motivo deixamos de fazer e o tornamos complexo mais para frente.

Eis alguns exemplos:
- Tem gente que quer falar inglês, mas não se matricula em um curso, não estuda. Há pessoas que desejam emagrecer, contudo não desejam fazer exercícios e muito menos deixam os hábitos de alimentação exagerada. Existem indivíduos que querem ganhar dinheiro, mas têm dificuldade em trabalhar, e acredite se quiser, tem gente que quer ganhar na loteria, mas não se esforça nem para jogar.

Se analisarmos tudo isso se torna muito simples, quando tomamos a direção do que realmente queremos. Particularmente, em minha experiência em Gestão de Pessoas e treinamentos com liderança já ouvi muitas queixas de líderes que afirmam ser difícil tratar as pessoas, dar feedbacks, fazer a Gestão das Pessoas e ainda gerar resultados para a empresa. Certamente tudo tem o seu grau de dificuldade, porém inúmeras vezes aumentamos esse grau. Mas, devemos lembrar que tratar bem uma pessoa é muito simples quando você se coloca genuinamente no lugar dela, ou seja, o "segredo" está em os demais tratar como gostaria de ser tratado.

O que vale a pena ressaltar é que as coisas no nosso cotidiano são inúmeras vezes muito simples e somente se tornam complexas por não tratarmos no começo ou por não assumirmos que não dependemos dos outros para fazer qualquer mudança. Precisamos aprender e até mesmo aceitar que para realizar coisas grandiosas em qualquer área da vida é necessário fazer as pequenas coisas com grandiosidade.
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