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terça-feira, 25 de março de 2014

Águia ou Galinha?



         Um certo homem, enquanto caminhava por uma floresta, encontrou um filhote de águia, machucado e desprotegido. Levou-o para casa, colocou no se galinheiro, onde ele cresceu e aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se comportar como elas.
         Um dia, um biólogo que ia passando por ali, perguntou-lhe porque uma águia, a rainha de todos os pássaros, deveria ser condenada a viver no galinheiro como as galinhas.
         -“Depois que lhe dei comida de galinha e a eduquei para ser para ser uma galinha, ela nunca aprendeu a voar – replicou o dono. – Comparta-se como uma galinha, portanto não é mais uma águia”.
         -“Mas – insistiu o biólogo – ela tem coração de águia e certamente poderá a voar”.
         Depois de falar muito sobre o assunto, os dois homens concordaram em tentar mudar o comportamento da águia. Cuidadosamente, o cientista pegou a águia nos braços e disse:
         -“Você pertence aos céus e não à terra. Bata bem as asas e voe!”
         A águia, entretanto, estava confusa; não sabia quem era e, vendo as galinhas comendo, pulou para ir juntar-se a elas. Inconformado, o biólogo levou a águia no dia seguinte para uma alta montanha. Lá, segurou a rainha dos pássaros bem no alto e encorajou-a de novo, dizendo:

Você é uma águia. Você pertence ao céu e à terra.
Bata bem as asas, agora, e voe!

A águia olhou em torno, olhou para o galinheiro e para o céu. Ainda não voou. Então o cientista levantou-a na direção do sol e a águia começou a tremer e, lentamente, abriu as asas. Finalmente, levantou vôo para o céu.
         Pode ser que a águia ainda se lembre das galinhas, com saudades; pode ser que ainda, ocasionalmente, torne a visitar o galinheiro. Mas até onde foi possível saber, nunca mais voltou a viver como galinha. Ela era uma águia embora tivesse sido mantida e domesticada como galinha.
         Será que, sendo águias muitas vezes não estamos vivendo entre galinhas e agindo como galinhas?

A ação de mudar é nossa.
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