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quarta-feira, 19 de março de 2014

A Arte de Decidir

Por Waleska Farias
A cada novo dia, deparamo-nos com uma soma incontável de possibilidades para decidir sobre nossas diretrizes. Mas é cada vez mais difícil fazer escolhas convergentes com o que, realmente, queremos e com quem somos. As opções são exponenciais em contraponto a posições evasivas e distantes da realidade do Eu.

Quanto mais difícil é o processo de escolha, mais procuramos preencher o tempo com novos aprendizados e incumbências sejam elas quais forem. A angústia de pensar em perder tempo e ficar defasado nos leva a não questionar o sentido de convergência e realização. Estamos ocupando as horas e seguindo o fluxo sem tempo para questionamentos. E isso é o que importa...

O tempo passou a ser artigo de luxo e justificativa para o abandono do senso de existir na verdadeira acepção da expressão. Quanto mais temos o que fazer, menos tempo temos de dar conta de nós mesmos. E assim ficamos isentos de fazer escolhas e decidir. Mas quanto menos pensamos em nossas decisões, mais nos distanciamos de quem somos e do que queremos.

Pessoas e empresas recorrem a alternativas que ajudam a clarificar ideias e visualizar os limites recorrentemente mais confusos nas relações de trabalho. No processo de coaching, a premissa básica é definir um plano estratégico que possibilite a conquista de um objetivo específico. Mas, para um grande número de pessoas, responder sobre a legitimidade e a viabilidade desse objetivo é uma árdua tarefa.

Enquanto ocupamos nosso tempo para não perdermos (imaginariamente) o lugar na fila, mais nos distanciamos do que somos em essência. O que nos faz feliz? O que nos desconforta? E o que podemos fazer para mudar nossa atual configuração de vida? São perguntas simples que nos possibilitam decidir, com consciência, sobre qual caminho trilhar e entender o porquê de desempenhar ou não determinado papel. Simplesmente, saber disso nos faz mais tolerantes e confortados. Mais donos de nós mesmos...

O autoconhecimento é fundamental para desfrutar o máximo das próprias aptidões. Se nossas vidas são frutos de nossas escolhas, por que terceirizar a responsabilidade de decidir sobre quem somos e o que queremos? Quando conhecemos o que realmente faz sentido nas nossas vidas, os benefícios potencializam-se e a recompensa de saber quem somos e o que queremos torna-se uma grande realização. Aqui, já não julgamos culpados. Escolhemos, por livre arbítrio, parceiros.

Precisamos nos conhecer em essência para, então, conquistarmos a confiança necessária que nos permitirá ressignificar nossas relações, potencializar alianças e encurtar a distância entre onde estamos e onde gostaríamos de estar. Entre quem somos hoje e quem gostaríamos de ser. Como cada um é um universo único, agora cabe personalizar o questionamento: "Continuo sendo quem sou?", "Fico onde estou ou mudo tudo?".

Essa é a transição mais significativa da nossa vida pessoal e profissional. Quando assumimos a responsabilidade pelos resultados advindos das nossas posições passamos a ser protagonista e não mais observador da própria existência. Tornamo-nos inteiros pelo fato de saber quem somos. Temos um norte, pois sabemos onde queremos estar. Tornam-se claros os objetivos.

É hora de elevar a consciência sobre nós mesmos e clarear objetivos e escolhas. Assumir as rédeas do autodesenvolvimento, construir o futuro e fazer valer o nosso querer. Decidir sozinho está difícil? Não se furte a pedir ajuda. Quando o desejo é autêntico, as alianças surgem como consequência. É preciso libertar-se das crenças e julgamentos que imobilizam e se dispor à construção do novo.
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