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sábado, 2 de março de 2013

A arte da comunicação interpessoal


Eu falo. Você ouve. Mas não nos entendemos.
Nunca se falou tanto em comunicação organizacional e interpessoal. Até parece que somente nos últimos tempos as pessoas e as organizações descobriram que esse processo aparentemente muito simples, mas de complexo mecanismo, tem sido o causador de inúmeros transtornos uma vez que ouvir ativa e empaticamente exige performance elaborada.

Quando pequenos fomos treinados a andar, a falar, a ler e a escrever. Ouvir cuidadosamente, jamais. Muito além das palavras existe um vasto elenco de códigos e símbolos que traduzem o que está sendo falado, o que ser quer dizer ou o que a pessoa está sentido. Conhecida como linguagem não-verbal ou não-escrita, muitas mensagens são transmitidas por um corpo que sente e que fala por meio do sorriso da alegria, do olhar que desaprova, dos dedos em V de vitória, do silêncio do respeito, por exemplo. As faces rubras, a gagueira e o tremor das mãos compõem manifestações físicas sinalizando estados de irritação, de insegurança, de medo ou de cansaço.

A arte da comunicação exige técnica, percepção apurada e sensibilidade e isso ainda é problema para muita gente e empresas. Geralmente, os "ruídos de comunicação" surgem a partir da não identificação ou descumprimento de regras essenciais. Quem não se deparou com a sensação de desconforto após ter emitido uma mensagem e o resultado ter sido desastroso? O emissor tem a certeza de ter atingido o seu objetivo, o que nem sempre é verdadeiro.

A comunicação só se processa, de fato, quando o receptor compreende exatamente o que lhe foi transmitido e para que isso aconteça muitos fatores estão envolvidos ainda que muitas pessoas não percebam. Não importa com quem se fala ou que se fala. Elementos como clareza, objetividade, vocabulário, dicção, local, além dos aspectos emocionais e psicológicos do emissor e do receptor são fatores determinantes para o alcance da compreensão necessária. A ausência ou o comprometimento de um destes elementos podem contribuir para o recrudescimento dos conflitos. Nos ambientes corporativos, como ferramenta estratégica e na geração de valor da imagem, a aplicação de algumas regras auxilia na construção de relações harmônicas assegurando confiança, credibilidade e segurança.

Por isso vale a atenção para alguns cuidados:
- Discipline a audição. Aprenda a ouvir o outro.
- Evite avaliações precipitadas e preconceituosas sobre quem está falando e o que está sendo falado.
- Respeite as diferenças. Saiba conviver com as diversidades.
- Fale com clareza, com objetividade, o necessário.
- Fale com naturalidade, sem artifícios.
- Use vocábulos de fácil compreensão. Gírias nem pensar.
- Tenha domínio sobre o que está falando.
- Certifique-se que o receptor entendeu a informação transmitida.
- Cuide da expressão corporal. Ela sinaliza muito o quê e a intenção daquilo está sendo falado.

Cuidar do falar é mais do que necessário e cultivar uma boa audição é imprescindível na convivência cotidiana.
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