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domingo, 16 de setembro de 2012

Obediência e Fé

"Obediência movida pela fé" é uma questão de confiança. A pergunta é simples: Confiamos no Pai Celestial? Confiamos em nossos profetas? 


No mundo em que vivemos, as coisas que nem sempre são o que parecem. Às vezes não nos damos conta das forças terríveis que nos influenciam. As aparências podem ser muito enganosas. 

Quando trilhamos nosso caminho pela vida, devemos estar continuamente vigilantes e ficar atentos as coisas enganadoras e não nos prender às aparências. Se não formos cuidadosos podemos nos perder. 

Uma das táticas do Adversário é fazer-nos acreditar que obedecer aos princípios e mandamentos de Deus sem questionar é obediência cega. Seu objetivo é fazer-nos acreditar que devemos seguir nossos próprios caminhos mundanos e ambições egoístas. Isso ele faz persuadindo-nos a crer que seguir os profetas e obedecer aos mandamentos "cegamente" não é pensar por si mesmo. Ele ensina que não é inteligente fazer algo somente porque um profeta vivo ou profetas das escrituras assim nos instruíram. 

O fato de obedecermos aos mandamentos de Deus sem questionar não é obediência cega. O Presidente Boyd K. Packer, na conferência de abril de 1983, ensinou: "Os santos dos últimos dias não são obedientes porque são compelidos a isso. Eles são obedientes porque conhecem certas verdades espirituais e decidiram, numa manifestação de seu próprio arbítrio individual, obedecer aos mandamentos de Deus. (. . .) Não somos obedientes porque somos cegos; somos obedientes porque vemos". ("Agency and Control",Ensign,maio de 1983, p. 66)

Poderíamos chamar isso de "obediência movida pela fé". Tendo fé, Abraão foi obediente e preparou Isaque para o sacrifício; pela fé, Noé obedeceu e construiu a arca; pela fé, Néfi foi obediente e obteve as placas de latão; e também pela fé, uma criancinha obedece e pula do alto para os braços fortes do pai. "Obediência movida pela fé" é uma questão de confiança. A pergunta é simples: Confiamos no Pai Celestial? Confiamos em nossos profetas?

REALMENTE ACREDITAMOS NOS NOSSOS PROFETAS? O Profeta tem dito que devemos ser obedientes a lei do dizimo, a castidade, ao casamento e fieis aos convenios sagrados do Templo.
Que desobedece aos mandamentos nega a Cristo e os Profetas.
 
Outra cilada do Adversário é fazer-nos acreditar que a sabedoria do mundo e o que ele tem a nos ensinar é a única fonte de conhecimento que devemos usar. O irmão do profeta Néfi, Jacó, compreendeu o plano do Adversário e alertou-nos quanto a isso:

"Oh! Quão astuto é o plano do maligno! Oh! A vaidade e a fraqueza e a insensatez dos homens! Quando são instruídos pensam que são sábios e não dão ouvidos aos conselhos de Deus, pondo-os de lado, supondo que sabem por si mesmos; portanto sua sabedoria é insensatez e não lhes traz proveito. E eles perecerão." (2 Néfi 9:28)

Jacó não disse que não deveríamos nos instruir. Ele continua seu discurso, dizendo que é bom ser instruído quando ouvimos os conselhos de Deus.

Alguns acreditam que podemos escolher quais mandamentos de Deus seguir. Por conveniência, rotulam muitos mandamentos como insignificantes, coisas que podem ser ignoradas e que não oferecem ameaça à vida ou não são muito importantes. Por exemplo, orar, guardar o Dia Santificado, dizer aos filhos que os amamos, ler as escrituras, pagar dízimos e ofertas, ir às reuniões da Igreja, e assim por diante.

O Pai Celestial comunica-Se de modo muito claro com Seus filhos. Nos ensinamentos do evangelho não existe o sonido incerto. Não há nenhuma pergunta a respeito do significado do que está sendo dito ou sobre os sussurros do Espírito. Não nos deixaram sozinhos. Temos as escrituras, os profetas, pais que nos amam e líderes. 

Por que às vezes nos desviamos do caminho? Por que nos deixamos influenciar pelas trapaças do Adversário? A solução para essas ciladas é simples na teoria, mas às vezes difícil na prática. O Presidente Harold B. Lee, na conferência de outubro de 1970, falou sobre o Senhor, o Adversário e a solução para enfrentar o poder de suas armadilhas.

"Temos algumas provações difíceis para enfrentar antes que o Senhor complete sua obra nesta Igreja e no mundo nesta dispensação. (. . .) O poder de Satanás aumentará; vemos isso em toda a parte. (. . .)Devemos aprender a dar ouvidos às palavras e mandamentos que o Senhor dará por intermédio de Seu profeta. (. . .) Algumas coisas exigirão paciência e fé." (Conference Report,outubro de 1970, p. 152)

O Presidente Lee acrescentou um alerta ao continuar seu discurso, dizendo que podemos às vezes não gostar do que dizem as autoridades da Igreja porque podem entrar em conflito com nosso ponto de vista ou interferir com alguma coisa em nossa vida social. Entretanto, se ouvirmos e fizermos essas coisas como se fossem ditas pelo próprio Senhor, não seremos enganados e receberemos grandes bênçãos.

Esse conceito traz-nos de volta à obediência. Devemos sempre ser obedientes. Faz parte do plano de felicidade eterna. Não conheço nenhuma doutrina mais crucial para o nosso bem-estar nesta vida e na próxima. Todas as escrituras ensinam obediência e nunca houve um apóstolo ou profeta que não tenha ensinado o princípio da obediência.

Às vezes é necessário ser obediente mesmo quando não entendemos a razão para a lei. É preciso ter fé para ser obediente. O Profeta Joseph Smith, ao ensinar sobre esse assunto, disse que tudo quanto Deus requer é justo, embora não possamos compreender porque razão Ele ordena isso ou aquilo, senão até depois de muito tempo. [VerEnsinamentos do Profeta Joseph Smith,sel. Joseph Fielding Smith (1976), p. 250]

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”1


Como podemos edificar essa fé? Por meio de nossos atos. Temos de “cumprir as ordens do Senhor”,2 como Néfi aconselhou. Temos de “confiar no Senhor de todo o coração”.

Às vezes, porém, vemos que até quando fazemos o máximo para servir ao Senhor, ainda sofremos. Talvez vocês conheçam alguém que enfrenta as mais difíceis circunstâncias: pensem nos pais de um filho doente, por quem todos oram e jejuam do fundo do coração, mas que acaba por morrer; ou no missionário que se sacrifica para sair em missão e, depois, fica com alguma doença terrível que o deixa incapacitado ou com dores crônicas; ou na mulher que leva a vida com toda a fidelidade e obediência possível, mas nunca consegue ter os filhos que deseja; ou na mulher casada que dá o máximo de si para ter um bom lar para a família e criar os filhos, mas que é abandonada pelo marido. As escrituras têm muitos exemplos de pessoas que foram salvas depois de mostrarem muita fé, como, por exemplo, Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha ardente. Mas as escrituras também têm muitos exemplos de pessoas dedicadas que não conseguiram ajuda divina no momento de crise. Abinádi foi queimado vivo, João Batista foi decapitado, os seguidores de Alma e Amuleque foram lançados ao fogo. Sair-se bem não quer dizer que tudo sempre correrá bem. A chave é lembrar que a fé e a obediência continuam a ser a saída: mesmo quando as coisas dão errado; talvez, principalmente quando as coisas dão errado.

Lembrem-se de que o Senhor prometeu que nos ajudará a enfrentar as adversidades. Ele tem especial compaixão pelos que sofrem. Foi Ele quem disse: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.3

Em 4. João 14:27. Como parte da Expiação, o Salvador suportou todas as coisas. Ele sabe o que é o sofrimento físico e o emocional; sabe o que é o pesar da perda e traição, mas mostrou-nos que, no final, o amor, a paciência, a humildade e a obediência são o caminho da paz e felicidade verdadeiras. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”; mas então, para alertar-nos para que busquemos mais do que o consolo do mundo, Jesus acrescentou, “não vo-la dou como o mundo a dá”.4 O mundo vê a paz como a ausência de conflito ou sofrimento, mas Jesus nos oferece consolo apesar de nosso sofrimento. A vida Dele não foi livre dos conflitos e dores, mas foi livre do medo e cheia de significado. O Apóstolo Pedro escreveu: “(...) Se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (...)

O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”.5

Nós que aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador temos de confiar plenamente nos méritos de Cristo. Ele nos salvará depois de tudo o que pudermos fazer. Se agirmos com fé e coragem e seguirmos adiante com confiança nos méritos de Cristo, Ele nos abençoará e guiará em tudo o que fizermos. Ele nos fortalecerá e dará paz nos momentos de provação. “Porque andamos por fé, e não por vista.”6 Oro para que cada um de nós consiga aprender melhor a confiar no Senhor e a ter mais fé Nele.
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