terça-feira, 12 de março de 2013

Os Flanelinhas e a Indústria

Não sei de que foi a idéia nada brilhante no governo de Alcides Rodrigues, que distribuiu uniforme, crachá e autorização para vigiador de carro. Considerada uma atividade ilegal, foi dado ligitimidade a esse ato extorsionário, os desocupados, em vez de irem para a cadeia, foram incorporados nos quarteis. 
A decisão é tão errada que não encontra defensores. Ao encostar num veículo para extorquir principalmente mulheres, o flanelinha está munido da autoridade que lhe foi dada pelos órgãos públicos competentes. Quer dizer, órgãos públicos, mas não tão competentes assim.

Nem todos os flanelinhas são criminosos, mas sua atividade é claramente ilegal. A desculpa da prefeitura para tolerar a ilicitude é que são pais de família e que é melhor vigiar carro que assaltar. Os motoristas também têm casa para sustentar e se veem obrigados a dar aos vigiadores o dinheiro das despesas. A média salarial em Goiás é de mil e 500 reais por mês. Quando para próximo a um local de eventos, o coitado do goianiense entrega ao vigiador meio dia de serviço ou mais. Os flanelinhas cobram 30 reais e exigem pagamento adiantado. Não existe estatística oficial para atividade clandestina, porém, estima-se que os flanelinhas faturem mais que médico do SUS. Os chefes de quarteirão e os donos de pontos vizinhos a salões de festas recebem mais que o prefeito Paulo Garcia.

O poder público deveria garantir a integridade do motorista e do veículo e facilitar o tráfego. Seu fracasso é revelado a cada hora, pois os engarrafamentos só não são menores que os roubos. Em Goiás, os ladrões levam 20 carros por dia. O número é alto e poderia ser ainda maior se todos os proprietários registrassem ocorrência. Mas alguns sequer chamam a polícia, pois sabem que raramente os carros são encontrados e quando achados estão reduzidos a carcaças.

O fato é que nos tornamos reféns, se você se recusar a pagar é ameaçado, ou corre o risco de ter ser veículo depredado.  

O problema não é novo nem desconhecido dos governantes. Portanto, só existe a extorsão porque as maiores autoridades abandonaram o povo na mão dos infratores. Não tem saída, pois Goiânia, virou território sob domínio dos flanelinhas. Goiânia não pode parar. Quem tem que parar são os infratores.

A SMT, (AMT) que deveria ser instrumento para melhorar o caótico trânsito, se preocupa apenas em multar, todos os dias lemos, ouvimos e vemos inúmeras reclamaçãoes do abuso de prerrogativa de orgão que, primeiro deveria eduacar os condutores, proporcionar condições de tráfego e depois aplicar a lei.

Reproduzo abaixo matéria publicado no Jornal Diário da Manhã no dia 17/08/2012

Diário da Manhã
Cecília Preda
Para onde vai o dinheiro arrecadado em Goiânia com as multas aplicadas pela Agência Municipal de Trânsito (AMT)? É isso que o Ministério Público Estadual quer saber. Em fevereiro deste ano, o órgão abriu um inquérito sobre o assunto. De acordo com o promotor de Justiça Fernando Krebs, os resultados da investigação devem ser entregues no final deste mês, mas já foi constatado que a receita recolhida não é destinada para o que manda a lei. Além disso,  segundo ele, funcionários foram instruídos a multar mais para serem promovidos. Só em 2011 a AMT, arrecadou R$ 32.442.594 em multas, conforme prestação de contas do órgão noTribunal de Contas dos Municípios (TCM).
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), esse dinheiro deve ser destinado, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Para o promotor não há dúvidas de que o valor arrecadado com multas não é revertido para melhorar a infraestrutura e a qualidade do trânsito na Capital.
Para montar o inquérito, o MP levou em consideração, além das matérias divulgadas pela imprensa, um abaixo assinado feito por 150 servidores da Agência e que foi entregue ao prefeito Paulo Garcia. Junto ao documento, os funcionários entregaram uma carta com acusações de “condutas impróprias” e assédio moral, tendo em vista que os agentes seriam compelidos a atuar em desconformidade com a lei.

Opinião
A reportagem do DM foi às ruas para saber se a população acredita em cobrança excessiva de multas na Capital. De 10 pessoas entrevistadas, sete alegaram que acreditam que na Capital existe uma indústria da multa. Apenas três afirmaram que o grande montante arrecadado pela AMT se justifica, porque os motoristas goianienses são realmente infratores. (Confira o Box)
Segundo Fernando Krebs, na investigação ficou comprovado que a Agência Municipal de Trânsito (AMT), afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, previstos no artigo 37, da Constituição Federal. Segundo ele,  as irregularidades constatadas no órgão implicam em ato de improbidade administrativa.
Para o promotor, a AMT desenvolve várias ações que caracterizam a chamada indústria da multa. “Existem lugares que possuem radares totalmente desnecessários, só para multar os condutores. Além disso, algumas empresas de radares foram contratadas sem licitação. Comprovamos também que os funcionários são promovidos de acordo com o número de multas aplicadas.”
Krebs também explica que os dados coletados mostram que o dinheiro é destinado para manter a agência e não para educação no trânsito ou para melhoria da sinalização e estrutura das vias. Para ele, a dependência financeira da agência é o que preocupa. Segundo análise do promotor, tudo dá a entender que a AMT é mantida pelas multas. “O inquérito deve ser finalizado no final deste mês, mas já constatamos que a receita ganha não é revertida para o que manda a lei”, ressalta.

Função
A advogada de trânsito Sirley Aparecida de Souza explica que o CTB deixa claro que a função dos agentes de trânsito é educar e não multar. Para ela, a aplicação de uma multa deve ser feita só em último caso. “O importante é ensinar o cidadão. No entanto, não é isso que acontece. Em geral, o agente é instruído a multar. Isso colabora para que seja construída uma indústria da multa na Capital”.
Sirley destaca o que determina  a Resolução 191 do Conselho Nacional de Trânsito (CNS), que dispõe sobre aplicação da receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito. “De acordo com essa Resolução, a educação de trânsito é a atividade direcionada à formação do cidadão como usuário da via pública, por meio do aprendizado de normas de respeito à vida e ao meio ambiente, visando sempre o trânsito seguro”, explica.
 A assessoria de Imprensa da AMT informou que o órgão só irá se pronunciar quando for notificado pelo Ministério Público.



 

sábado, 9 de março de 2013

Todo mundo tem um sonho

Há alguns anos, aceitei uma atribuição numa cidade do sul para trabalhar numa obra assistencial do governo. O que eu queria era mostrar que todo mundo tem capacidade de ser auto-suficiente, basta que essa capacidade seja ativada. Pedi à cidade que selecionasse um grupo de pessoas da obra assistencial, pessoas de diferente grupos raciais e famílias. Assim, eu veria essas pessoas, em grupo, durante três horas, todas as sextas-feiras. Pedi também uma pequena quantia em dinheiro para o trabalho, conforme minha necessidade.
A primeira coisa que eu disse depois de apertar as mãos de todos foi: "Quero saber quais são seus sonhos." Todos me olharam como se eu fosse alguma desequilibrada.
Sonhos? Não temos sonhos.
Eu disse:
Bem, o que aconteceu quando você era criança? Não tinha algo que queria fazer?
Uma mulher me disse:
Não sei para que servem os sonhos. Os ratos estão comendo meus garotos.
Oh! eu disse. Isso é terrível. Não, é claro, você esta muito envolvida com os ratos e seus garotos. Como pode se resolver isto?
Bem, eu poderia utilizar uma nova porta de tela porque há buracos na minha.
Perguntei:
Há alguém aqui que saiba consertar uma porta de tela?
Havia um homem no grupo, que disse:
Eu costumava fazer coisas assim há muito tempo, mas agora tenho uma terrível dor nas costas. No entanto, vou tentar.
Eu disse a ele que tinha algum dinheiro, se ele iria até a loja comprar um pouco de tela para consertar a porta da senhora.
Acha que pode fazer isso?
Sim, vou tentar.
Na semana seguinte, quando o grupo se sentou, eu disse:
Bem, sua porta de tela está consertada?
Oh, sim - ela disse.
Podemos então começar a sonhar, não podemos?
Ela deu um meio sorriso.
Eu disse ao homem que havia feito o trabalho:
Como se sente?
Ele disse:
Bem, sabe, é muito engraçado. Estou começando a me sentir muito melhor.
Aquilo ajudou o grupo a começar a sonhar. Estes aparentemente pequenos sucessos permitiram que o grupo visse que os sonhos nao eram insanos. Estes pequenos passos começaram a fazer as pessoas sentirem que algo podia realmente acontecer.
Comecei a perguntar a outras pessoas sobre seus sonhos. Uma mulher contou que sempre quisera ser secretária. Eu disse:
Bem, o que a impede? (Esta é sempre minha próxima pergunta.)
Ela disse:
Tenho seis filhos e ninguém que tome conta deles enquanto estou fora.
Vamos ver - eu disse - Há alguém aqui que tome conta de seis crianças por um dia ou dois na semana enquanto esta mulher faz um treinamento na faculdade da comunidade?
Uma mulher disse:
Também tenho filhos, mas poderia fazer isso.
Mãos à obra - eu disse. Então criou-se um plano e a mulher foi para a escola.
Todos encontraram algo. O homem que instalou a porta de tela tornou-se faz-tudo. A mulher que tomou conta das crianças transformou essa atividade em profissão. Em doze semanas, todas aquelas pessoas estavam fora da obra assistencial. E eu não fiz isso uma única vez, tenho feito muitas vezes.

                
Do livro: "Canja de galinha para a alma"
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro

sábado, 2 de março de 2013

A arte da comunicação interpessoal


Eu falo. Você ouve. Mas não nos entendemos.
Nunca se falou tanto em comunicação organizacional e interpessoal. Até parece que somente nos últimos tempos as pessoas e as organizações descobriram que esse processo aparentemente muito simples, mas de complexo mecanismo, tem sido o causador de inúmeros transtornos uma vez que ouvir ativa e empaticamente exige performance elaborada.

Quando pequenos fomos treinados a andar, a falar, a ler e a escrever. Ouvir cuidadosamente, jamais. Muito além das palavras existe um vasto elenco de códigos e símbolos que traduzem o que está sendo falado, o que ser quer dizer ou o que a pessoa está sentido. Conhecida como linguagem não-verbal ou não-escrita, muitas mensagens são transmitidas por um corpo que sente e que fala por meio do sorriso da alegria, do olhar que desaprova, dos dedos em V de vitória, do silêncio do respeito, por exemplo. As faces rubras, a gagueira e o tremor das mãos compõem manifestações físicas sinalizando estados de irritação, de insegurança, de medo ou de cansaço.

A arte da comunicação exige técnica, percepção apurada e sensibilidade e isso ainda é problema para muita gente e empresas. Geralmente, os "ruídos de comunicação" surgem a partir da não identificação ou descumprimento de regras essenciais. Quem não se deparou com a sensação de desconforto após ter emitido uma mensagem e o resultado ter sido desastroso? O emissor tem a certeza de ter atingido o seu objetivo, o que nem sempre é verdadeiro.

A comunicação só se processa, de fato, quando o receptor compreende exatamente o que lhe foi transmitido e para que isso aconteça muitos fatores estão envolvidos ainda que muitas pessoas não percebam. Não importa com quem se fala ou que se fala. Elementos como clareza, objetividade, vocabulário, dicção, local, além dos aspectos emocionais e psicológicos do emissor e do receptor são fatores determinantes para o alcance da compreensão necessária. A ausência ou o comprometimento de um destes elementos podem contribuir para o recrudescimento dos conflitos. Nos ambientes corporativos, como ferramenta estratégica e na geração de valor da imagem, a aplicação de algumas regras auxilia na construção de relações harmônicas assegurando confiança, credibilidade e segurança.

Por isso vale a atenção para alguns cuidados:
- Discipline a audição. Aprenda a ouvir o outro.
- Evite avaliações precipitadas e preconceituosas sobre quem está falando e o que está sendo falado.
- Respeite as diferenças. Saiba conviver com as diversidades.
- Fale com clareza, com objetividade, o necessário.
- Fale com naturalidade, sem artifícios.
- Use vocábulos de fácil compreensão. Gírias nem pensar.
- Tenha domínio sobre o que está falando.
- Certifique-se que o receptor entendeu a informação transmitida.
- Cuide da expressão corporal. Ela sinaliza muito o quê e a intenção daquilo está sendo falado.

Cuidar do falar é mais do que necessário e cultivar uma boa audição é imprescindível na convivência cotidiana.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Catedral 20 anos - Atemporal




Pensamos que tudo de errado acontece com os outros, erramos
Vivemos o lado imperfeito daquilo que somos, falhamos
A vida nem sempre segue o nosso querer
Mas ela é perfeita naquilo que tem que ser,
É um ciclo...
Queremos os sonhos dos outros em nosso universo, mudamos
Naquilo que temos de mais bonito e imperfeito, humanos
Eterno enquanto dure tem um final
Mas meu amor por você é atemporal
Não tem preço...
O que é mais sagrado na vida é viver
Livremente, intensamente, sem medos
O que é mais sagrado na vida é viver
Plenamente, honestamente, viver..."

As Cores Que Usamos

VERMELHO: esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. Vestir-se de vermelho também pode indicar sexualidade vigorosa.

LARANJA: esta cor revigorante e estimulante não tem muito do mesmo dinamismo do vermelho. Se estiver usando roupas da cor laranja, você pode ter traços corajosos e aventureiros, demonstrando entusiasmo e zelo em qualquer coisa que faça, mesmo que isso consuma suas energias. As pessoas que usam essa cor são afirmativas e gostam de rir e fazer outras pessoas rirem. O uso de roupas da cor laranja também estimula a conversação e o senso de humor.

AMARELO: esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a receptividade e a atenção aos detalhes. Vestir-se de amarelo "atrai a luz". Essa é a cor mais associada com o Sol e tende a gerar qualidades otimistas e positivas nas pessoas que a usam em suas roupas.

VERDE: esta cor ajuda as pessoas a criarem um ambiente equilibrado, suavizante e calmo à sua volta. Ela simboliza harmonia e equilíbrio. O verde das roupas tende a refletir tipos convencionais, pessoas que gostam de ater-se ao que é certo e justo e que preferem não sobressair numa multidão. Os indivíduos que apreciam essa cor geralmente gostam da natureza e da segurança que ela traz.

AZUL: vestir-se de azul sugere espiritualidade e ordem. As pessoas que usam essa cor refletem um desejo de paz e quietude, tranqüilidade e até mesmo solidão. Essa cor não é ameaçadora e o indivíduo que a utiliza por certo valoriza a lealdade e a honestidade.

PRETO: na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam a sociedade ou se rebelam contra as normas sociais. O preto é uma cor que nega a luz e as pessoas que a usam nas roupas rejeitam a luz em si próprias, empurrando-a para longe e não permitindo que ela seja absorvida. Essa é a cor usada pelos homens de negócio, policiais e padres para refletir poder e autoridade. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo. Contudo, essa cor também é usada pelas pessoas que preferem parecer tradicionais e responsáveis.

BRANCO: as roupas brancas têm sido associadas à limpeza, à pureza e a inocência. Nos países orientais, o branco é usado como uma cor adequada para a morte e o pesar, aceitando que a pessoa morta partiu do mundo físico para um plano espiritual mais puro. Essa é a cor do desprendimento. O branco reflete todas as cores e as pessoas que o utilizam nas roupas podem faze-lo para manter-se refrescadas sob o calor dos raios solares.