segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aja como uma pessoa de sorte



As pessoas que se consideram sortudas têm algumas características em comum - que você pode facilmente adotar na sua vida


1. Multiplique as chances
Sabe aquele conhecido que vive ganhando em promoções? Ele ganha porque joga. Participe mais de concursos.

2. Seja sociável
Quanto mais pessoas você conhecer, maior é a chance de que alguma delas traga boas notícias - como uma oferta de trabalho.

3. Tenha calma
Se você vive correndo, jamais terá a sorte de notar aquela nota de R$ 50 dando sopa na calçada.

4. Busque o novo
Faça coisas diferentes. Com isso, sua chance de ter sorte se torna estatisticamente maior.

5. Aceite o acaso
Não tente ser racional o tempo todo. Aceite que a vida tem coisas aleatórias.

6. Medite
Ajuda a tomar boas decisões, o que é essencial à sorte. Um estudo constatou que as pessoas sortudas meditam com mais frequência.

7. Acredite
Se você não acredita que vai encontrar sua cara-metade, provavelmente não vai encontrar mesmo. Seja otimista.

8. Não dê bola para os números
Queria se candidatar a um concurso concorridíssimo, mas desistiu porque a chance era pequena? Ao desistir ela passou a ser de 0%. E facilitou a vida do sortudo que conquistou a vaga.

Transforme o azar em sorte
Você terá azar de vez em quando. Mas, quando isso acontecer, esteja preparado

1. Seja positivo
Quando você está no banco, assaltantes entram e atiram e acertam seu braço de raspão. O azarado reclama de estar ali. O sortudo comemora ter se salvado por pouco.

2. Pense a longo prazo
Talvez você seja demitido hoje, mas encontre um trabalho melhor amanhã - oportunidade que só notou porque estava desempregado.

3. Não se lamente
Ficar pensando no pneu furado não fará com que um novo apareça magicamente no lugar dele.

4. Seja ativo
Analise objetivamente a situação de azar, e mude sua conduta a partir disso (encha menos o pneu ou tente evitar ir ao banco, por exemplo)

domingo, 16 de setembro de 2012

Obediência e Fé

"Obediência movida pela fé" é uma questão de confiança. A pergunta é simples: Confiamos no Pai Celestial? Confiamos em nossos profetas? 


No mundo em que vivemos, as coisas que nem sempre são o que parecem. Às vezes não nos damos conta das forças terríveis que nos influenciam. As aparências podem ser muito enganosas. 

Quando trilhamos nosso caminho pela vida, devemos estar continuamente vigilantes e ficar atentos as coisas enganadoras e não nos prender às aparências. Se não formos cuidadosos podemos nos perder. 

Uma das táticas do Adversário é fazer-nos acreditar que obedecer aos princípios e mandamentos de Deus sem questionar é obediência cega. Seu objetivo é fazer-nos acreditar que devemos seguir nossos próprios caminhos mundanos e ambições egoístas. Isso ele faz persuadindo-nos a crer que seguir os profetas e obedecer aos mandamentos "cegamente" não é pensar por si mesmo. Ele ensina que não é inteligente fazer algo somente porque um profeta vivo ou profetas das escrituras assim nos instruíram. 

O fato de obedecermos aos mandamentos de Deus sem questionar não é obediência cega. O Presidente Boyd K. Packer, na conferência de abril de 1983, ensinou: "Os santos dos últimos dias não são obedientes porque são compelidos a isso. Eles são obedientes porque conhecem certas verdades espirituais e decidiram, numa manifestação de seu próprio arbítrio individual, obedecer aos mandamentos de Deus. (. . .) Não somos obedientes porque somos cegos; somos obedientes porque vemos". ("Agency and Control",Ensign,maio de 1983, p. 66)

Poderíamos chamar isso de "obediência movida pela fé". Tendo fé, Abraão foi obediente e preparou Isaque para o sacrifício; pela fé, Noé obedeceu e construiu a arca; pela fé, Néfi foi obediente e obteve as placas de latão; e também pela fé, uma criancinha obedece e pula do alto para os braços fortes do pai. "Obediência movida pela fé" é uma questão de confiança. A pergunta é simples: Confiamos no Pai Celestial? Confiamos em nossos profetas?

REALMENTE ACREDITAMOS NOS NOSSOS PROFETAS? O Profeta tem dito que devemos ser obedientes a lei do dizimo, a castidade, ao casamento e fieis aos convenios sagrados do Templo.
Que desobedece aos mandamentos nega a Cristo e os Profetas.
 
Outra cilada do Adversário é fazer-nos acreditar que a sabedoria do mundo e o que ele tem a nos ensinar é a única fonte de conhecimento que devemos usar. O irmão do profeta Néfi, Jacó, compreendeu o plano do Adversário e alertou-nos quanto a isso:

"Oh! Quão astuto é o plano do maligno! Oh! A vaidade e a fraqueza e a insensatez dos homens! Quando são instruídos pensam que são sábios e não dão ouvidos aos conselhos de Deus, pondo-os de lado, supondo que sabem por si mesmos; portanto sua sabedoria é insensatez e não lhes traz proveito. E eles perecerão." (2 Néfi 9:28)

Jacó não disse que não deveríamos nos instruir. Ele continua seu discurso, dizendo que é bom ser instruído quando ouvimos os conselhos de Deus.

Alguns acreditam que podemos escolher quais mandamentos de Deus seguir. Por conveniência, rotulam muitos mandamentos como insignificantes, coisas que podem ser ignoradas e que não oferecem ameaça à vida ou não são muito importantes. Por exemplo, orar, guardar o Dia Santificado, dizer aos filhos que os amamos, ler as escrituras, pagar dízimos e ofertas, ir às reuniões da Igreja, e assim por diante.

O Pai Celestial comunica-Se de modo muito claro com Seus filhos. Nos ensinamentos do evangelho não existe o sonido incerto. Não há nenhuma pergunta a respeito do significado do que está sendo dito ou sobre os sussurros do Espírito. Não nos deixaram sozinhos. Temos as escrituras, os profetas, pais que nos amam e líderes. 

Por que às vezes nos desviamos do caminho? Por que nos deixamos influenciar pelas trapaças do Adversário? A solução para essas ciladas é simples na teoria, mas às vezes difícil na prática. O Presidente Harold B. Lee, na conferência de outubro de 1970, falou sobre o Senhor, o Adversário e a solução para enfrentar o poder de suas armadilhas.

"Temos algumas provações difíceis para enfrentar antes que o Senhor complete sua obra nesta Igreja e no mundo nesta dispensação. (. . .) O poder de Satanás aumentará; vemos isso em toda a parte. (. . .)Devemos aprender a dar ouvidos às palavras e mandamentos que o Senhor dará por intermédio de Seu profeta. (. . .) Algumas coisas exigirão paciência e fé." (Conference Report,outubro de 1970, p. 152)

O Presidente Lee acrescentou um alerta ao continuar seu discurso, dizendo que podemos às vezes não gostar do que dizem as autoridades da Igreja porque podem entrar em conflito com nosso ponto de vista ou interferir com alguma coisa em nossa vida social. Entretanto, se ouvirmos e fizermos essas coisas como se fossem ditas pelo próprio Senhor, não seremos enganados e receberemos grandes bênçãos.

Esse conceito traz-nos de volta à obediência. Devemos sempre ser obedientes. Faz parte do plano de felicidade eterna. Não conheço nenhuma doutrina mais crucial para o nosso bem-estar nesta vida e na próxima. Todas as escrituras ensinam obediência e nunca houve um apóstolo ou profeta que não tenha ensinado o princípio da obediência.

Às vezes é necessário ser obediente mesmo quando não entendemos a razão para a lei. É preciso ter fé para ser obediente. O Profeta Joseph Smith, ao ensinar sobre esse assunto, disse que tudo quanto Deus requer é justo, embora não possamos compreender porque razão Ele ordena isso ou aquilo, senão até depois de muito tempo. [VerEnsinamentos do Profeta Joseph Smith,sel. Joseph Fielding Smith (1976), p. 250]

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”1


Como podemos edificar essa fé? Por meio de nossos atos. Temos de “cumprir as ordens do Senhor”,2 como Néfi aconselhou. Temos de “confiar no Senhor de todo o coração”.

Às vezes, porém, vemos que até quando fazemos o máximo para servir ao Senhor, ainda sofremos. Talvez vocês conheçam alguém que enfrenta as mais difíceis circunstâncias: pensem nos pais de um filho doente, por quem todos oram e jejuam do fundo do coração, mas que acaba por morrer; ou no missionário que se sacrifica para sair em missão e, depois, fica com alguma doença terrível que o deixa incapacitado ou com dores crônicas; ou na mulher que leva a vida com toda a fidelidade e obediência possível, mas nunca consegue ter os filhos que deseja; ou na mulher casada que dá o máximo de si para ter um bom lar para a família e criar os filhos, mas que é abandonada pelo marido. As escrituras têm muitos exemplos de pessoas que foram salvas depois de mostrarem muita fé, como, por exemplo, Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha ardente. Mas as escrituras também têm muitos exemplos de pessoas dedicadas que não conseguiram ajuda divina no momento de crise. Abinádi foi queimado vivo, João Batista foi decapitado, os seguidores de Alma e Amuleque foram lançados ao fogo. Sair-se bem não quer dizer que tudo sempre correrá bem. A chave é lembrar que a fé e a obediência continuam a ser a saída: mesmo quando as coisas dão errado; talvez, principalmente quando as coisas dão errado.

Lembrem-se de que o Senhor prometeu que nos ajudará a enfrentar as adversidades. Ele tem especial compaixão pelos que sofrem. Foi Ele quem disse: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.3

Em 4. João 14:27. Como parte da Expiação, o Salvador suportou todas as coisas. Ele sabe o que é o sofrimento físico e o emocional; sabe o que é o pesar da perda e traição, mas mostrou-nos que, no final, o amor, a paciência, a humildade e a obediência são o caminho da paz e felicidade verdadeiras. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”; mas então, para alertar-nos para que busquemos mais do que o consolo do mundo, Jesus acrescentou, “não vo-la dou como o mundo a dá”.4 O mundo vê a paz como a ausência de conflito ou sofrimento, mas Jesus nos oferece consolo apesar de nosso sofrimento. A vida Dele não foi livre dos conflitos e dores, mas foi livre do medo e cheia de significado. O Apóstolo Pedro escreveu: “(...) Se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (...)

O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”.5

Nós que aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador temos de confiar plenamente nos méritos de Cristo. Ele nos salvará depois de tudo o que pudermos fazer. Se agirmos com fé e coragem e seguirmos adiante com confiança nos méritos de Cristo, Ele nos abençoará e guiará em tudo o que fizermos. Ele nos fortalecerá e dará paz nos momentos de provação. “Porque andamos por fé, e não por vista.”6 Oro para que cada um de nós consiga aprender melhor a confiar no Senhor e a ter mais fé Nele.

domingo, 9 de setembro de 2012

Parábola do Urso




Era uma vez um urso que morava em sua floresta. Conhecia cada canto de seu hábitat. Os rios, as árvores, os outros animais, tudo com os detalhes familiares a um morador antigo.
Todos os anos, durante o inverno rigoroso, o urso entrava na caverna e lã ficava até o verão. Hibernando, dormindo...
Durante o inverno o urso ficou dentro da caverna. Quando chegou o verão ele saiu ansioso para ver sua floresta. E algo diferente aconteceu nesse ano. Surpresa enorme teve nosso personagem quando percebeu que toda a floresta havia sido derrubada e no lugar dela havia uma indústria. O urso ficou assustadíssimo. Não acreditou no que estava vendo. Ele se beliscou várias vezes, achando que sonhava. De repente, aproxima-se dele um trabalhador e lhe pergunta:
que o senhor estáfazendo aí parado?

Eu? - retrucou urso. - Ora, não estou fazendo nada, estou apenas olhando.
- Vá fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e começar a trabalhar - ordenou o funcionário,
- Ora, deixe disso. Eu sou um urso. Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa muito menos trabalhar.
- Eu não vou discutir com o senhor. Imediatamente chamou o chefe da seção.
- Ele está dizendo que é um urso.
- Ora - disse o chefe - vamos parar de brincadeira. Vã fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar.
- Eu não vou fazer nada disso. Eu sou um urso. Urso não faz a barba, não toma banho, não troca de roupa e não trabalha.
- Eu não vou discutir com o senhor. Vou levá-lo até o gerente da empresa.
Lá se foram urso, o funcionário e o chefe ter com o gerente da empresa.
que está acontecendo? -perguntou o gerente.
- Esse camarada está dizendo que é um urso - respondeu o chefe.
- Estou dizendo não. Eu sou um urso. E não adianta querer me enganar.
- Vamos parar com essa brincadeira disse o gerente. - Vã fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar.
-Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa, nem trabalhar. Eu sou um urso' Vamos levá-lo até o diretor.

E lá se foram, o urso. o funcionário, o chefe e o gerente.
- Senhor diretor - disse o gerente - temos um pequeno problema Este nosso funcionário teima em afirmar que é um urso,
- Teimo não. Vocês é que teimam em dizer o contrário. Eu sou um urso.
- Pronto - disse o diretor. - Está resolvido. O senhor agora vá fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar. E não se fala mais nisso. É uma ordem.
- Ora essa, eu não recebo ordem de ninguém. Eu sou um urso. Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa, nem trabalhar.
Resolveram levá-lo ao vice-presidente da empresa, que já sabia do disque-disque na empresa e foi falando sem muita paciência:
-  Olha aqui, não tenho muito tempo a perder. Sou um homem bastante ocupado. Vá imediatamente fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar ou eu vou demiti-lo.
-Pode demitir - disse o urso - eu não estou admitido. Eu sou um urso, um urso! Entenderam ou não? Eu não vou fazer a barba, não vou tomar banho, não vou trocar de roupa nem trabalhar.
- Bem - disse o vice-presidente - vamos conversar com opresidente da empresa.
E lá se foram, o urso, o funcionário, o chefe, o gerente, o diretor e o vice-presidente. Cada sala era maior que a outra, e ° urso se espantava com o número de secretárias.
O presidente foi logo se adiantando:
- Seja bem-vindo, meu amigo urso!

Educação: A solução está no afeto
Ora, eu nem estou acreditando - retrucou o urso.
- Deixem-me a sós com ele.
E saíram todos, ficando apenas o urso e o presidente.
- Vamos dar uma volta? - convidou o presidente.
Com muito prazer- respondeu o urso.
E lá se foram, o presidente e o urso, ao jardim zoológico. Quando chegaram lá, viram logo uma jaula em que moravam alguns ursos. Perguntou o presidente ao urso que estava dentro da jaula:
- Meu amigo urso, pode me tirar uma dúvida?
- Com toda certeza respondeu o urso de dentro da jaula.
Este que está aqui comigo — continuou o presidente, apontando para o urso que o acompanhava - é um homem ou um urso?
- É um homem - afivmou o urso. Se ele fosse urso, estaria aqui, dentro da jaula.
O urso ficou espantado. O presidente continuava com aquele olhar confiante, astuto.
Vamos ao circo? sugeriu o presidente.
- Sim - respondeu o urso, cambaleante.
No circo a cena se repetiu. O presidente perguntou ao urso que estava nopicadeiro se aquele que o acompanhava era homem ou urso. e sem deixar dúvidas respondeu o urso do picadeiro:
- Ora, ê um homem. Se ele fosse urso, estaria nopicadeiro.
E um ursinho, um pouco atrevido, deu força:
que ele precisa éfazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar - se não bastasse vagabundo!

Urso ou homem, não se sabe muito bem, voltou com o presidente para a empresa. Fez a barba, tomou banho trocou de roupa e começou a trabalhar. Trabalhou incansavelmente e sem muito tempo para pensar até que chegou novamente o inverno. Todos na indústria foram para suas casas, houve férias coletivas devido ao frio rigoroso. Eele, nosso personagem central, iria para onde?
Ele andou de um lado a outro, passou perto da caverna e resolveu que não poderia entrar. Tinha feito a barba, tomado banho, trocado de roupa e trabalhado. Não era urso certamente.
Depois de muito resistir, entrou na caverna. Deitou-se, fechou os olhos, cocou a barriga, dormiu... e sonhou que era urso.
Era homem ou urso?
Era urso. Era urso que foi convencido a ser algo que não era, que resistiu até onde pôde para não se deixar levar pela conversa de estranhos. Enquanto gritaram com ele, enquanto o obrigaram a acreditar em algo que não acreditava, ele resistiu. Mas, diante da sutileza do presidente, ele se convenceu, não resistiu à pressão externa, à publicidade, à propaganda, e acabou se convencendo de algo que, na verdade, não era.
O presidente da empresa, astuciosamente, conduziu o urso por onde quis. E de forma sutil o convenceu de algo que ele não era - um homem! O presidente era experiente, esperto, astuto e sabia como enganar. Não foi truculento como os outros funcionários. Conheceu primeiro a fragilidade do urso, agiu sobre essa fragilidade e com isso atingiu seus objetivos.
O mais triste escravo é aquele que não percebe a situação em que se encontra.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

190 Anos de Independência, Está na Hora de Avançar


Hoje, por todo o país, a população aproveita um belo feriado nacional. E a data acontece para celebrarmos o Dia da Independência. Pensemos sobre a trajetória do Brasil desde aquele momento do “Terra à vista!” até aqui. Há muito ou pouco que se comemorar?
O Brasil inicia sua história oficial com uma aventura marítima realizada pela esquadra liderada pelo almirante Pedro Alvares Cabral, que partiu de Lisboa no dia 8 de março de 1500, com 1.500 homens, entre eles navegadores experientes como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, além de cientistas, padres, soldados e comerciantes.
Cerca de duas semanas depois, o grupo perdeu um de seus barcos e, conforme dizem os documentos, as tormentas acabaram por mudar a rota prevista originalmente e a esquadra, então, atingiu a costa brasileira em 22 de abril, tempos de Páscoa. Os lusos eram exploradores tarimbados. Já tinham noção da existência de terras a oeste de Cabo Verde. De qualquer forma, então, devido aos ventos ou mesmo pela quase certeza de algo, arriscaram, chegaram e tomaram posse das terras. Solo fértil, água e sol. Cabral seguiu depois seu itinerário inicial previsto à Índia. Não voltou mais àquele lugar paradisíaco que deparara com os desvios. Porém, desde quando partiu, nunca mais as coisas foram as mesmas.
A terra encontrada não era desabitada. Pelo contrário. Havia muita gente por aqui. Não existe um cálculo preciso para se saber um número correto de habitantes. Mas, de acordo com o IBGE, estima-se entre um milhão e cinco milhões o número de índios que por aqui viviam. Outra estimativa é a de que esses nativos estavam distribuídos em 1.400 tribos, que falavam 1.300 línguas diferentes. Era como se fosse uma Europa tropical. Cheia de povos, de grupos distintos. Muita gente. Assim, fica claro que o encontro entre os europeus e os nativos resultou em uma nova expressão cultural, diferente absolutamente de tudo o que existia até o momento. E essa união deu-se com a instalação do processo colonial português.
Os lusos já vinham avançando suas conquistas pelo mundo, obtendo domínios no continente africano e também na Ásia, além das ilhas Açores e Madeira. Nos primeiros trinta anos se limitaram a realizar a extração do pau-brasil no longo litoral brasileiro. Depois, sob a pressão de outras nações européias que também desejavam explorar o Novo Mundo e passaram a usar de pirataria, a coroa portuguesa foi obrigada a intensificar sua presença. Quer dizer, somente em 1532 é que acontece de fato o princípio da colonização, com Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente.
Decidiu-se por um sistema de distribuição organizado por meio da divisão do território. Essa divisão resultaria em capitanias hereditárias, grande extensões de terra que eram doadas para nobres, burocratas ou comerciantes influentes dentro da Corte. Mas, não funcionou a contento. Criou-se, então, em 1549, o chamado governo-geral, um líder nomeado pelo rei que deveria tomar medidas em favor da criação de vilas, a exploração econômica das terras e o combate aos contrabandistas. O primeiro governador geral foi Tomé de Souza. Criou-se um corpo de funcionários e a primeira capital para abrigar o governo-geral, a cidade de São Salvador, Bahia.
Foi o início efetivo de quatro séculos de exploração dos recursos locais que eram voltados completamente aos interesses da Metrópole. A esta condição chamamos de Colônia de Exploração, diferente daquela dita como Colônia de Povoamento onde, em tese, há um aprimoramento da estrutura básica dos moradores e de sua subsistência, embora para muitos estudiosos esses termos sejam irreais, afinal, colonizar é explorar outro local que não o seu. Desta forma, o conceito de ‘colônia de povoamento’ foi uma manobra, um apelo ideológico criado pelos Europeus, para amenizar o próprio sentido da invasão que realizavam, a exploração sobre outras nações.
A crise do sistema colonial português se deu dentro de um contexto de alteração do próprio modo de produção capitalista, que vinha se desenvolvendo desde a decadência do modo feudal, por volta dos séculos XIV e XV. Os interesses da burguesia, dos comerciantes, eram cada vez mais pela ampliação da produção e do mercado. Entre os séculos XVIII e XIX, a Inglaterra promoveu a Revolução Industrial onde conquistou o aumento da oferta de mercadorias, valorizou a capacidade de empreender e a liberdade do indivíduo, calcada em alta exploração operária. A ciência e a tecnologia foram destacadas.
Não obstante, a colonização brasileira estava sustentada sobre a mão de obra escrava africana, por muito tempo uma fonte de grande riqueza para os mercadores, e na produção agrária exportadora. Segundo Boris Fausto, em sua “História do Brasil”, entre 1550 e 1855 entraram pelos portos brasileiros cerca de 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino. Outros historiadores, como Caio Prado Jr., citam 7 milhões. Pedro Calmon e Pandiá Calógeras calculam algo entre 8 e 13 milhões. Mundos de gente para serem gastos, usados como bens de capital na produção e serviço. Não tínhamos fábricas e impulsos tecnológicos arrojados.
Então, com a nova ideologia do Iluminismo e do Liberalismo europeus, outras políticas passam a ser pensadas também no Brasil. Há uma crise no chamado Antigo Regime. Além da industrialização acontecem a Independência dos EUA e a Revolução Francesa. Todos esses fatos acabam também por repercutir no chamado Pacto Colonial entre Brasil e Portugal. Como explica o professor Fernando Novaes, o processo de colonização da América, onde o Brasil está inserido, é parte da expansão econômica mercantil européia e ligado ao processo de formação do capitalismo. Os acontecimentos no Velho Mundo e América do Norte são então elementos de rompimento com o Pacto Colonial e o Antigo Regime. Inconfidências e revoltas coloniais vão resultar assim também na independência brasileira.
Após o brado às margens do Ipiranga em setembro de 1822 funções burocráticas e políticas ganharam nova relevância na formação do Estado nacional e seu vasto território imperial. As elites que tomaram o poder com a independência compunham-se de fazendeiros, comerciantes e membros de sua clientela, ligados ao comércio importador e exportador, interessados na manutenção das estruturas tradicionais de produção, cujas bases eram o sistema escravocrata e o latifúndio. Teses progressistas foram sufocadas, mantendo uma ideologia conservadora e antidemocrática.
Somente em 1888, aconteceu a libertação dos negros, com estimulo à imigração estrangeira para o trabalho assalariado, e no ano seguinte proclamou-se a República. A República Velha trouxe o poder das oligarquias cafeeiras – grande destaque de nossa economia desde o II Reinado – e repressão ao sistema fabril. Novamente foram os ventos fortes do exterior, a quem permanentemente estávamos dedicados, que obrigaram as alterações em nossas estruturas.
Com a quebra da Bolsa de Nova York e a depressão internacional, nossa agricultura ficou sem consumidores, a economia parou e tínhamos então que nos virar para produzirmos nossos próprios bens e serviços. A crise interna trouxe ao poder um grupo de insatisfeitos com a política existente, levando Getulio Vargas ao governo. Assim, o Brasil pode iniciar efetivamente seu processo de industrialização, embora sob o jugo de um regime autoritário e na órbita da política estadunidense.
O país foi, portanto, sendo construído e rumando a alguma modernização. Teve, ao longo do século XX, pouco tempo de liberdade. Viveu longos períodos de ditadura, com governos repressivos, que não deram espaço para maiores conquistas sociais e experiências democráticas. Não aconteceu no país um Estado do Bem Estar Social como pode ser conhecido entre os europeus. Nossa história é uma sucessão de comandos que não pensaram – ou, se pensaram foram demovidos de suas intenções – em trazer à luz os interesses populares, direitos ampliados e justiça para a maioria.
O Brasil entrou, então, no século XXI, o terceiro milênio, tempos de globalização capitalista, de acordo com a PNAD/ 2002, com 170 milhões de habitantes; 70 anos como esperança de vida; 30% de taxa mortalidade infantil; 79 milhões de ocupados, mas apenas 29% de trabalho formal; 12,6% de trabalhadores entre 5 e 17 anos de idade e média de 7 anos de estudos por habitante. O desemprego variou de 1992-2001 com uma taxa média entre 6 e 9%, mas sempre mulheres e negros, em todas as faixas etárias e escolaridades, tiveram mais elevadas as taxas que homens e brancos. Por hora trabalhada as mulheres recebiam 21% a menos que os homens em média. E os trabalhadores negros, de ambos os sexos, recebiam somente 50% do que os brancos, homens e mulheres. E, se separarmos as mulheres negras e confrontarmos com os homens brancos, esta diferença ampliava-se para 61% a menos que os homens brancos. Na virada do século 2% dos negros estavam na faculdade.  78,3% dos ocupados recebiam 3 salários mínimos e os 10% mais ricos recebiam uma renda 58,7 vezes superior à renda dos 10% mais pobres.
Em 2000 o IBGE apontava 47% municípios e 67% domicílios sem rede de esgoto. O país mantinha um grande percentual de commodities na sua pauta de exportação, uma boa proporção no grupo de média densidade tecnológica, caso de automóveis e indústria de semi-duráveis, como ‘linha branca’, e ainda pequena participação em alta tecnologia, como o ramo de aviação e de telecomunicações. Um setor externo calcado na oferta de produtos de baixo valor agregado 180 anos depois ter deixado de ser colônia.
Nascemos cativos, oprimidos – apenas para lembrar o início de tudo: a original população indígena sobrevive hoje como 0,42% da demografia do país, isto é, 817 mil pessoas (IBGE2010) -, condicionados a servir os outros, e estas feridas ainda não foram por completo extintas. A elevação do grau de escolaridade e renda, o fim dos altos níveis de insalubridade, a maior participação popular nas decisões locais e regionais, e uma maior compensação entre áreas como o sudeste e o nordeste, moderando migrações e equilibrando investimentos, ainda são metas a serem alcançadas.
Conquistas foram realizadas, sim, o mundo nos olha de forma mais diferente e participativa, contudo, o caminho para um país menos desigual permanece longo e cheio de interesses particulares e perigos para essa brava gente brasileira dar com força e verdade o seu autêntico brado do Ipiranga. A independência deve ser uma realização diária.
Como escreveu o antropólogo e professor Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro” (1995) “O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso auto-sustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.”

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Remédio para Mente e Corpo

Música produz efeitos que melhoram o aprendizado e o desenvolvimento do cérebro da criança

A música tornou-se remédio para acalmar os bebês. A melodia produz uma série de efeitos para o bem-estar da criança. Entre os benefícios estão a melhora do sono, do aprendizado e do desenvolvimento do cérebro. Médicos afirmam que o som é capaz de agir ainda na fase intra-uterina e proporcionar conforto durante gravidez, após o parto, na infância e adolescência. A aposta já é realizada em algus hospitais da Europa. Maternidade na cidade de Kosice-Saca, Eslováquia, usa música clássica para tranqüilizar e facilitar o sono dos bebês.

Mozart e Vivaldi são os compositores preferidos dos recém-nascidos, segundo a agência de notícias EFE. O programa está em teste há quatro anos. Em Goiás, ainda não existe projeto sobre hospitais que sigam essa mesma experiência. O que há atualmente no Estado são terapias que, aliadas à música, auxiliam crianças desde o nascimento a demonstrarem suas habilidades tanto profissionais quanto emocionais.

Estudos sobre musicoterapia revelam as contribuições da melodia a longo prazo. Mostram que a música tem influência na parte afetiva, coordenação motora, poder de concentração, socialização das crianças, além da interatividade entre pais e filhos. Algumas das pesquisas revelam até as melodias preferidas dos bebês. As clássicas são sempre as mais ouvidas, principalmente para acalmar recém-nascidos no momento de dormir.

Segundo Carlos Nogueira Aucélio, professor de Neurologia Infantil pela Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), a música desenvolve o cérebro e pode dar início a esse processo ainda na fase intra-uterina. Ele explica que essa familiarização do bebê é iniciada quando o som entra pelo ouvido até chegar ao hipocampo, que é a parte do cérebro responsável pela memória.

De acordo com o especialista, quando atinge esse local, o som fica armazenado antes de ser distribuído para o córtex e a formação reticular, que são as regiões principais do cérebro. “A primeira guarda o ruído a longo prazo. A outra comanda o sono.” O médico diz que, mesmo após o nascimento, se a criança continua ouvindo música, ela pode resgatar esse som, localizado na região límbica, onde estão as amígdalas, responsável pelas emoções.

Audição – Carlos Aucélio destaca a importância da interação do bebê com o mundo externo. Ele cita que o cérebro possui as vias auditiva e visual, que são os principais meios de captação dos recém-nascidos. “Porém, a maior percepção dos bebês se dá por meio da audição.”

Segundo o especialista, a música é um dos melhores estímulos para o indivíduo. Isso ocorre porque o som desencadeia dois processos de maturação do cérebro: a mielinização (que é uma maneira de desenvolvimento dos neurônios) e o aumento dos contatos sinápticos (que são os neurônios que fazem contato com os outros).

O médico afirma que não existe estilo musical melhor para o bebê. “Sabe-se que o clássico é o mais usado para acalmar e facilitar o sono.” De acordo com Carlos Aucélio, esse tipo de melodia está ligado diretamente à questão comportamental. “É comprovado cientificamente que a música faz bem para o corpo e a mente. Cada criança se adapta a um tipo de ritmo.”