sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Anotações para uma reedição da história universal da infâmia
PUBLICADO NA VEJA, 10 DE NOVEMBRO DE 2009
Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.
Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.
Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Imediatamente recusado, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.
Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi expulsa. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares do PT lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia numa das bandeiras da campanha presidencial.
Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo.Trecho: Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos. Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!
O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS? Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos. “Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha entoada há quase sete anos.
Faz sentido. Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos. É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.
Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse. O condutor do rebanho não tem semelhanças com o Lula do século passado, mas continua ouvindo o som dos balidos aprovadores. O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal. O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável. O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.
Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência. É inveja, Lula deu de gritar agora. O espelho reflete o contrário. Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.
Lula não esquece que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno. E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido.
Por Augusto Nunes
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
AS MARCAS DE UM HOMEM
Goiânia, 04 de Junho de 2012
Ao embarcar em meu vôo de Miami para Salt Lake City, parei por um momento para recuperar o fôlego Na parte da frente do avião havia um animado jovem de provavelmente 19 anos, sentado junto aos seus pais. Seu cabelo era curto e suas roupas novas e bem feitas. Seu terno servia perfeitamente e seus sapatos pretos ainda mantinham aquele brilho de loja. Seu corpo em boa forma, seu rosto claro e suas mãos limpas. Em seus olhos eu pude perceber uma expressão nervosa, e seus movimentos era como os de ator em noite de estreia. Obviamente, ele estava voando para Utah, afim de tornar-se um missionário d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sorri ao passar por ele e senti orgulho por pertencer a essa mesma igreja, onde esse jovens rapazes e moças servem ao Salvador voluntariamente por dois anos. Com este sentimento especial, continuei me dirigindo para a parte de trás onde meu assento estava localizado. Ao tomar meu assento, olhei para o lado direito e para minha surpresa, vi outro missionário adormecido no assento ao lado da janela.
Seu cabelo também estava curto,
mas essa era a única semelhança entre os dois. Esse último estava obviamente
voltando para casa e eu pude perceber de que tipo missionário ele havia sido. O
fato dele já estar adormecido me disse tudo. Parecia que um grande suspiro
emanava de seu corpo inteiro. Era como se esta a primeira vez que ele dormia.
Ao olhar para seu rosto, pude ver um inchaço abaixo de seus olhos, os lábios
ressequidos e o rosto bronzeado do sol escaldante da Florida. Seu terno estava
roto e gasto.
Algumas costuras estavam se abrindo e eu notei que alguns pontos haviam
sido mal costurados à mão. Vi a plaqueta torta e arranhada declarando o nome da
Igreja que ele representava. A gravação estava quase apagada. Vi os joelhos de
suas calças gastos, devido às muitas horas de humilde oração.
Uma lagrima veio a meus olhos ao notar as coisas que realmente me diziam
o tipo de missionário que ele havia sido. Vi as marcas que fizeram desse
garoto, um homem. Seus pés, os dois que o haviam levado de casa em casa, repousando
agora ali cansados. Eles estavam cobertos por um par de sapatos gastos e
furados. Muito dos rachos no sapato haviam sido engraxados vezes sem conta. Seus
livros pousados em seu colo eram suas escrituras- a palavra de Deus. Uma vez novos
esses livros que testificam de Jesus Cristo e sua missão estava agora, puídos
pelo uso. Suas mãos grandes e fortes, mão que havia sido usadas para abençoar e
ensinar, haviam sido usados perfeitamente usadas batendo nas portas. Essas eram
de fato, as marcas de um homem, e ao olhar para ele, vi as marcas de um outro
homem , o Salvador , quando Ele pendia na cruz pelo pecado do mundo. Seus pés
agora, aqueles que haviam uma vez levado pela terra durante seu ministério,
estavam agora pregados na cruz. Seu lado estava agora transpassado por uma
lança. Suas mãos, as mãos que haviam sido usadas para ordenar seus servos e
abençoar os doentes estavam também marcadas pelos cravos. Ao voltar minha mente
para o missionário, todo meu corpo parecia expandir-se de alegria porque eu sabia,
olhando para ele, que ele servia bem ao mestre. Minha alegria era tão grande,
senti vontade de correr para frente do avião e pegar aquele missionário e
levá-lo ali atrás para ver no que ele podia se tornar, o que ele poderia fazer.
Mas, veria ele as coisas que eu vira? Poderia alguém enxergar as coisas que eu
enxerguei? Ou, veria ele apenas a aparência externa daquele poderoso Élder
cansado e esgotado? Quando aterrisamos, eu alcancei-o e dei uma batidinha para
acordá-lo. Ao acordá-lo, Parecia que nova vida entrava em seu corpo.
Toda sua constituição física
parecia encher-se de energia ao por em pé. Quando ele virou seu rosto para mim,
vi uma luz sobre sua face que eu não havia visto antes. Olhei em seus olhos.
Aqueles olhos. Nunca esquecerei aqueles olhos. Eram olhos de um líder,
seguidor, um servo - um profeta. Eles eram os olhos do Salvador. Nenhuma
palavra foi necessária. Ao esvaziar-se o avião, afastei-me para o lado, a fim
de deixá-lo ir primeiro. Observei que ele caminhava lento, mas firme, cansado,
mas forte. Eu o segui e encontrei-me andando pelo caminho que ele andara.
Quando atravessei as portas, vi este jovem nos braços de seus pais, e eu não
pude me conter mais. Com lágrimas rolando por minha face, assistir aqueles
amorosos pais, cuidar o filho que havia estado longe por curto tempo. E
imaginei se nossos pais no céu nos saudarão da mesma forma maneira. Irão eles
enlaçar seus abraços em volta de nós e nos fazer bem-vindos ao lar, na volta de
nossa jornada na terra? Creio que Eles o farão. Eu só espero que possa estar
suficientemente digno para receber tal honra. Tenho certeza de que aquele
missionário estará. Fiz uma oração silenciosa, agradecendo ao senhor por
missionários como aquele jovem. Acho que nunca me esqueci da alegria e
felicidade que me trouxe aquele dia.
Autor Desconhecido.
Formatado por Valdir Malagueta
sábado, 12 de maio de 2012
Mãe Má
O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objectivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais.
A única condição solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar”.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, os meus filhos vão lhes dizer:
“Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!”
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como a minha mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Aquelas que já são mães, que não se culpem, e aquelas que serão, que isso sirva de alerta!
A única condição solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar”.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, os meus filhos vão lhes dizer:
“Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!”
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como a minha mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Aquelas que já são mães, que não se culpem, e aquelas que serão, que isso sirva de alerta!
(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra
Mães Que Sabem
Julie B. Beck
Presidente Geral da Sociedade de Socorro
Há uma influência e poder eternos na maternidade.
No Livro de Mórmon, lemos a respeito de dois mil rapazes exemplares que eram extremamente valorosos, corajosos e fortes. “Sim, eles eram homens íntegros e sóbrios, pois haviam aprendido a guardar os mandamentos de Deus e a andar retamente perante ele” (Alma 53:21). Aqueles fiéis rapazes prestaram homenagem às mães, dizendo: “Nossas mães [sabiam]” (Alma 56:48). Suponho que a mãe do capitão Morôni, a de Mosias, a de Mórmon e a dos demais grandes líderes também soubessem.
A responsabilidade que as mães têm, hoje em dia, exige mais vigilância que nunca. Mais do que em qualquer outra época da história do mundo, precisamos de mães que saibam. Os filhos nascem em um mundo no qual “não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12) 1. No entanto, as mães não precisam temer. Se souberem quem elas são, e quem é Deus, e se tiverem feito convênios com Ele, terão grande poder e uma influência positiva sobre os filhos.
Mães Que Sabem, Geram Filhos
As mães que sabem, querem gerar filhos. Embora em muitas culturas do mundo os filhos estejam começando a tornar-se “menos valorizados”2, na cultura do evangelho ainda acreditamos em ter filhos. Os profetas, videntes e reveladores que apoiamos nesta conferência declararam que “o mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a Terra, continua em vigor”.3 O Presidente Ezra Taft Benson ensinou que os jovens casais não devem adiar o momento de ter filhos e que “do ponto de vista eterno, são os filhos — não as posses, os cargos ou o prestígio — os nossos maiores tesouros”.4
As filhas fiéis de Deus desejam ter filhos. Nas escrituras, lemos a respeito de Eva (ver Moisés 4:26), Sara (ver Gênesis 17:16), Rebeca (ver Gênesis 24:60) e Maria (ver 1 Néfi 11:13–20), que foram preordenadas para ser mães antes que seus filhos nascessem. Algumas mulheres não recebem a responsabilidade de gerar filhos na mortalidade, mas assim como Ana, do Velho Testamento, que orou fervorosamente por seu filho (ver I Samuel 1:11), a importância que as mulheres dão à maternidade nesta vida, bem como os atributos da maternidade, que alcançarem aqui, surgirão com elas na Ressurreição (ver D&C 130:18). As mulheres que desejam essa bênção na vida e se esforçam por alcançá-la têm a promessa de que a receberão por toda a eternidade, que é muitíssimo mais longa que a mortalidade. Há uma influência e poder eternos na maternidade.
Mães Que Sabem, Honram as Ordenanças e Convênios Sagrados
As mães que sabem, honram as ordenanças e convênios sagrados. Assisti a reuniões sacramentais em alguns dos lugares mais pobres da Terra, onde as mães vestiam, com muito esmero, sua melhor roupa de domingo, embora tivessem de caminhar muitos quilômetros por ruas empoeiradas e utilizar transportes públicos muito precários. Levavam as filhas vestidas com roupas limpas e bem passadas, com o cabelo bem penteado; os filhos vestiam camisa branca e gravata, com corte de cabelo no estilo missionário. Aquelas mães sabiam que estavam indo para uma reunião sacramental, em que convênios seriam renovados. Elas tinham feito convênios no templo e os honravam. Sabiam que, se não estivessem encaminhando seus filhos para o templo, não os estariam encaminhando para as metas eternas desejadas. Aquelas mães tinham influência e poder.
Mães Que Sabem, Nutrem
As mães que sabem, nutrem os filhos. Essa é sua tarefa e seu papel especial no plano de felicidade.5 Nutrir significa cultivar, cuidar e fazer crescer. Portanto, as mães que sabem, criam o ambiente propício para o crescimento espiritual e material dentro do lar. Outra tradução para nutrir são os afazeres domésticos, que incluem cozinhar, lavar as roupas e a louça, manter o lar em ordem. É no lar que as mulheres têm maior poder e influência; portanto, as mulheres da Igreja devem ser as melhores donas-de-casa do mundo. Trabalhar ao lado das crianças nos afazeres domésticos cria oportunidades para ensinar e moldar qualidades que os filhos e filhas devem imitar. As mães que nutrem são instruídas, mas toda a instrução que as mulheres adquirem de nada vale, se não souberem fazer do lar um ambiente propício ao crescimento espiritual. O crescimento ocorre melhor numa “casa de ordem”, e as mulheres devem fazer da casa do Senhor o padrão para seu próprio lar (ver D&C 109). A nutrição exige organização, paciência, amor e trabalho. Ajudar no crescimento por meio da nutrição é um papel realmente poderoso e importante concedido às mulheres.
Mães Que Sabem, São Líderes
As mães que sabem, são líderes. Sendo parceiras iguais aos maridos, as mães lideram uma grande organização eterna. Essas mães planejam o futuro da sua organização. Fazem planos para a missão, o casamento no templo e os estudos dos filhos. Fazem planos para a oração, o estudo das escrituras e a reunião da noite familiar. As mães que sabem, criam seus filhos para que se tornem futuros líderes e são um grande exemplo de liderança. Não abandonam seus planos, cedendo às pressões sociais e modelos mundanos de criação dos filhos. Essas sábias mães que sabem são seletivas em relação às próprias atividades e envolvimentos, para que conservem suas forças limitadas de modo a exercer ao máximo sua influência nas coisas mais importantes.
Mães Que Sabem, São Professoras
As mães que sabem, são professoras. Como não são babás contratadas, nunca tiram folga. Uma amiga muito instruída me disse que não aprendeu nada na igreja que já não tivesse aprendido em casa. Seus pais usavam o estudo das escrituras em família, a oração familiar, a reunião da noite familiar, a hora da refeição e outras reuniões para ensinar. Pensem na força de nosso futuro exército de missionários, se as mães considerarem o lar um pré-centro de treinamento missionário. Desse modo, as doutrinas do evangelho ensinadas no CTM seriam uma revisão e não uma revelação. Isso é influência; isso é poder.
Mães Que Sabem, Permitem Menos
As mães que sabem, permitem menos. Permitem menos coisas que não dão frutos na eternidade. Permitem menos entretenimentos da mídia no lar, menos distrações, menos atividades que desviem a atenção dos filhos para longe de casa. As mães que sabem estão dispostas a desfrutar e consumir menos bens materiais para passar mais tempo com os filhos: mais tempo em refeições em família, mais tempo trabalhando juntos, mais tempo lendo juntos, mais tempo conversando, rindo, cantando e servindo de exemplo. Essas mães escolhem cuidadosamente suas atividades e não tentam fazer tudo. Sua meta é preparar a geração vindoura de filhos que levará o evangelho de Jesus Cristo ao mundo inteiro. Sua meta é preparar futuros pais e mães que edificarão o reino do Senhor nos próximos 50 anos. Isso é influência; isso é poder.
Mães Que Sabem, São Firmes e Inamovíveis
Quem vai preparar essa geração justa de filhos e filhas? As mulheres da Igreja farão isso — mulheres que conhecem e amam o Senhor e prestam testemunho Dele; mulheres que permanecem firmes e inamovíveis e não desistem nos momentos de dificuldade ou desânimo. Somos guiados por um inspirado profeta de Deus, que conclamou as mulheres da Igreja a “[permanecerem] firmes e inamovíveis quanto ao que é correto e adequado de acordo com o plano do Senhor”.6 Pediu a elas que “[começassem] por sua própria casa”,7 ensinando aos filhos os caminhos da verdade. As mulheres da Igreja devem ser as melhores do mundo na defesa, nutrição e proteção da família. Tenho plena certeza de que nossas mulheres farão isso, vindo a ser conhecidas como mulheres que “sabiam” (Alma 56:48). Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. Ver Gordon B. Hinckley, “Permanecer Firmes e Inamovíveis”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21.
2. James E. Faust, “Problemas Que as Famílias Enfrentam”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2.
3. A Família — Proclamação ao Mundo, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.
4. Ezra Taft Benson, To the Mothers in Zion (folheto, 1987), p. 3
5. Ver “A Família — Proclamação ao Mundo”.
6. Gordon B. Hinckley, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20.
7. Gordon B. Hinckley, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20.
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