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segunda-feira, 4 de junho de 2012

AS MARCAS DE UM HOMEM


Goiânia, 04 de Junho de 2012


         Ao embarcar em meu vôo de Miami para Salt Lake City, parei por um momento para recuperar o fôlego Na parte da frente do avião havia um animado jovem de provavelmente 19 anos, sentado junto aos seus pais. Seu cabelo era curto e suas roupas novas e bem feitas. Seu terno servia perfeitamente e seus sapatos pretos ainda mantinham aquele brilho de loja. Seu corpo em boa forma, seu rosto claro e suas mãos limpas. Em seus olhos eu pude perceber uma expressão nervosa, e seus movimentos era como os de ator em noite de estreia. Obviamente, ele estava voando para Utah, afim de tornar-se um missionário d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sorri ao passar por ele e senti orgulho por pertencer a essa mesma igreja, onde esse jovens rapazes e moças servem ao Salvador voluntariamente por dois anos. Com este sentimento especial, continuei me dirigindo para a parte de trás onde meu assento estava localizado. Ao tomar meu assento, olhei para o lado direito e para minha surpresa, vi outro missionário adormecido no assento ao lado da janela.
 Seu cabelo também estava curto, mas essa era a única semelhança entre os dois. Esse último estava obviamente voltando para casa e eu pude perceber de que tipo missionário ele havia sido. O fato dele já estar adormecido me disse tudo. Parecia que um grande suspiro emanava de seu corpo inteiro. Era como se esta a primeira vez que ele dormia. Ao olhar para seu rosto, pude ver um inchaço abaixo de seus olhos, os lábios ressequidos e o rosto bronzeado do sol escaldante da Florida. Seu terno estava roto e gasto.
Algumas costuras estavam se abrindo e eu notei que alguns pontos haviam sido mal costurados à mão. Vi a plaqueta torta e arranhada declarando o nome da Igreja que ele representava. A gravação estava quase apagada. Vi os joelhos de suas calças gastos, devido às muitas horas de humilde oração.
Uma lagrima veio a meus olhos ao notar as coisas que realmente me diziam o tipo de missionário que ele havia sido. Vi as marcas que fizeram desse garoto, um homem. Seus pés, os dois que o haviam levado de casa em casa, repousando agora ali cansados. Eles estavam cobertos por um par de sapatos gastos e furados. Muito dos rachos no sapato haviam sido engraxados vezes sem conta. Seus livros pousados em seu colo eram suas escrituras- a palavra de Deus. Uma vez novos esses livros que testificam de Jesus Cristo e sua missão estava agora, puídos pelo uso. Suas mãos grandes e fortes, mão que havia sido usadas para abençoar e ensinar, haviam sido usados perfeitamente usadas batendo nas portas. Essas eram de fato, as marcas de um homem, e ao olhar para ele, vi as marcas de um outro homem , o Salvador , quando Ele pendia na cruz pelo pecado do mundo. Seus pés agora, aqueles que haviam uma vez levado pela terra durante seu ministério, estavam agora pregados na cruz. Seu lado estava agora transpassado por uma lança. Suas mãos, as mãos que haviam sido usadas para ordenar seus servos e abençoar os doentes estavam também marcadas pelos cravos. Ao voltar minha mente para o missionário, todo meu corpo parecia expandir-se de alegria porque eu sabia, olhando para ele, que ele servia bem ao mestre. Minha alegria era tão grande, senti vontade de correr para frente do avião e pegar aquele missionário e levá-lo ali atrás para ver no que ele podia se tornar, o que ele poderia fazer. Mas, veria ele as coisas que eu vira? Poderia alguém enxergar as coisas que eu enxerguei? Ou, veria ele apenas a aparência externa daquele poderoso Élder cansado e esgotado? Quando aterrisamos, eu alcancei-o e dei uma batidinha para acordá-lo. Ao acordá-lo, Parecia que nova vida entrava em seu corpo.
 Toda sua constituição física parecia encher-se de energia ao por em pé. Quando ele virou seu rosto para mim, vi uma luz sobre sua face que eu não havia visto antes. Olhei em seus olhos. Aqueles olhos. Nunca esquecerei aqueles olhos. Eram olhos de um líder, seguidor, um servo - um profeta. Eles eram os olhos do Salvador. Nenhuma palavra foi necessária. Ao esvaziar-se o avião, afastei-me para o lado, a fim de deixá-lo ir primeiro. Observei que ele caminhava lento, mas firme, cansado, mas forte. Eu o segui e encontrei-me andando pelo caminho que ele andara. Quando atravessei as portas, vi este jovem nos braços de seus pais, e eu não pude me conter mais. Com lágrimas rolando por minha face, assistir aqueles amorosos pais, cuidar o filho que havia estado longe por curto tempo. E imaginei se nossos pais no céu nos saudarão da mesma forma maneira. Irão eles enlaçar seus abraços em volta de nós e nos fazer bem-vindos ao lar, na volta de nossa jornada na terra? Creio que Eles o farão. Eu só espero que possa estar suficientemente digno para receber tal honra. Tenho certeza de que aquele missionário estará. Fiz uma oração silenciosa, agradecendo ao senhor por missionários como aquele jovem. Acho que nunca me esqueci da alegria e felicidade que me trouxe aquele dia.
Autor Desconhecido.
Formatado por Valdir Malagueta
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