quarta-feira, 10 de novembro de 2010

10 características do falso líder


A busca incessante por lideranças que façam a diferença para o negócio, só tende a aumentar. Mesmo as empresas que já contam com líderes capacitados, que levem suas equipes a terem um ótimo desempenho, continuarão na constante captação de novos talentos e investirão na formação dos líderes do futuro. Apesar dessa visível preocupação focada nas lideranças, há ainda quem detenha o "título" de líder, mas que na verdade, no dia a dia, não consegue nem dar um norte às próprias atividades quanto mais a uma equipe formada por pessoas com experiências e competências comportamentais completamente diferenciadas. Infelizmente, ainda, há pessoas que conseguem "driblar" a real visão de que pertencem ao grupo dos que apenas delegam ordens, mas que nunca conseguirão segurar o "leme" dos profissionais que estão sob suas responsabilidades. Abaixo, seguem algumas características dos falsos líderes.
1 - "Eu sei de tudo. Dou conta do meu departamento e não preciso de modismos". Um verdadeiro líder sabe que seu desenvolvimento precisa ser constante. E mais: o aprendizado não ocorre somente de maneira formal, através de treinamentos. O gestor precisa ser autodidata e reconhecer que sempre é possível aprender com aqueles que formam seu time.
2 - Se a empresa institui um Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o "pseudogestor" entra em pânico e é o primeiro a levantar a "bandeira da resistência". Tenta convencer os demais gestores de que essa ação, desenvolvida pelo "tal RH", é apenas para mostrar serviço e finca os "pés" na zona de conforto.
3 - Caso a área de Recursos Humanos procure o "falso líder" para dar respaldo às suas atividades ou, então, firmar parcerias que visem o bem-estar da equipe, torna-se visível a repulsa. Para ele, o RH nada tem a fazer em seu departamento e deve preocupar-se apenas com assuntos burocráticos. A "moda" de RH Estratégico é passageira e sua equipe não necessita de intrusos para atrapalhar.
4 - Quando uma atividade mais complexa precisa ser desenvolvida, o falso líder convocar um ou dois membros da sua equipe para realizar o trabalho. Determina prazos, mas não acompanha o processo. Ao final, cobra o conteúdo produzido, dirige-se à diretoria para cumprir das determinações e, em momento algum, cita que contou com a "ajuda" de terceiros. Os "louros" recaem sobre sua cabeça, o que garante a sua permanência no cargo de "liderança".
5 - Outra característica de quem se autointitula de líder, mas que na prática passam bem longe, é acreditar que todos que estão ao seu redor cobiçam sua colocação na empresa. Quando identifica alguém que pode destacar-se e chamar a atenção dos dirigentes, imediatamente providencia o desligamento do profissional porque se sente ameaçado.
6 - Para o falso líder, a comunicação interna é pura perda de tempo. E indaga: "Por que parar para conversar com a equipe, se as pessoas terão que parar suas atividades por uma hora ou até menos? Todos têm que continuar a todo o vapor em suas atribuições, afinal são pagos para trabalhar e não para conversar, mesmo que os assuntos estejam relacionados à superação de metas.
7 - E por falar em metas, quando o "falso líder" percebe que ficará seu setor ficará abaixo das expectativas da empresa, utiliza um estimulo motivacional, no mínimo, bizarro. Apela para gritos, ameaças de demissão e chega a cometer ações consideradas como assédio moral.
8 - A política de Portas Abertas para o "falso líder" só deve ser colocada em prática se a outra pessoa detém o título de liderança, é seu superior ou alguém que comparece à empresa para tratar de assuntos do seu próprio interesse
9 - Se uma equipe é o reflexo do seu gestor, aqueles que estão sob o julgo da "falsa liderança" apresentam sinais preocupantes para qualquer empresa como, por exemplo, desmotivação, situações de conflitos constantes entre os pares, presenteísmo, absenteísmo e baixo desempenho.
10 - Um péssimo hábito de um "falso líder" também se apresenta quando o processo de avaliação de desempenho chega às suas mãos, para que ele cumpra o papel de analisar a performance dos liderados. Ao invés de considerar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada pessoa que compõe o time, faz elogios apenas com quem esporadicamente simpatiza e deteriora a imagem dos demais colaboradores, mesmo que tenham uma atuação digna de elogios.

sábado, 6 de novembro de 2010

A valorização de talentos leva à redução significativa de turnover


O que faz com que os profissionais sintam-se realmente e que suas atividades agregam valor significativo para a organização? A resposta para este questionamento pode ter como base as ações que a empresa adota no dia a dia e na forma como a cultura é disseminada no dia a dia que impacta diretamente no clima organizacional. Na Aon do Brasil, por exemplo, é perceptível a satisfação dos colaboradores e basta fazer uma visita a qualquer momento a qualquer unidade da empresa para comprovar que isso é, de fato, realidade.
Mas, o que faz essa organização ser considerada pelos próprios funcionários um ótimo local para se trabalhar? A história da evolução da empresa, notadamente em Gestão de Pessoas começou em 2000, quando o empresário José Felipe Vieira de Castro assumiu a presidência da Aon no Brasil. Naquela ocasião, ele assumiu o compromisso de transformar a visão da empresa, ou seja, José Felipe focou suas ações para quebrar paradigmas e fazer todos, que atuavam na organização, entenderem que para se ter fazer bons negócios era preciso investir em pessoas.
A partir dessa proposta, ocorreu a transição do RH Operacional para uma atuação estratégico na empresa. Esse processo, no entanto não ocorreu da noite para o dia e se consolidou apenas em 2005. Nesse período, a área de RH foi estruturada na empresa e criada uma identidade da empresa em relação à Gestão de Pessoas, com foco no desenvolvimento de pessoas.
A Aon é líder mundial em gerenciamento de riscos, consultoria de benefícios e corretagem de seguro e resseguros, e uma das 500 maiores empresas do mundo. A companhia, com sede em Chicago, nos Estados Unidos, é responsável pela colocação de 80 bilhões dólares de prêmio ao redor do mundo (maior volume emitido no mercado de seguros mundial). Está presente em 120 países com 500 escritórios e emprega 36 mil funcionários. Em 2009 e 2008 foi eleita pela A.M. Best e Revista Business Insurance a líder mundial em corretagem de seguros. Em 01 de junho a Aon passou a ser o principal patrocinador do time de futebol inglês Manchester United.
Desenvolvimento das pessoas - Segundo Agatha Alves, gerente de RH da Aon do Brasil, hoje é possível observar claramente que no segmento de atuação da empresa, pode-se dizer com total certeza que a companhia possui uma postura diferenciada em Gestão de Pessoas quando comparada à concorrência.
Após a estruturação da área Recursos Humanos, a empresa passou a investir um portfólio benefícios expressivos para os seus talentos humanos. "Quando falamos em benefícios não nos prendemos apenas aos salários, uma remuneração atraente, mas sim em uma série de ações que desembocam no desenvolvimento e na melhoria qualidade de vida dos nossos profissionais", pontua. O reflexo das iniciativas com foco em pessoas pode ser mensurado em números. Apenas para se ter uma ideia, entre os anos de 2005 a 2007 a companhia conseguiu diminuir a taxa de turnover de 28% para 9% ao ano.
Hoje, a gerente de RH afirma que não sobra tempo para o prenteísmo entre os profissionais, pois tudo o que envolve a empresa é sempre muito dinâmico e cada profissional sabe como administrar participação na empresa. Em 2010, até o mês de outubro, a companhia investiu 17 mil horas/aulas para 100% dos funcionários. Vale ressaltar que esse percentual não inclui as ações voltadas para os diretores que também recebem treinamentos, contudo, diferenciados.
E o que leva a Aon do Brasil a investir tanto na área de T&D? Agatha explica que esse fato ocorre porque a organização deseja que todos os talentos falem a mesma "linguagem" nas mais variadas regiões em que se fazem presentes, sempre se respeitando as questões regionais.
Academia do Talento - Para reforça as ações na área de treinamento e dar um suporte linear a todas as unidades, a Aon do Brasil instituiu a Academia do Talento que trabalhada para que todos os profissionais tenham um currículo mínimo e desenvolvam as competências que atendam as expectativas da empresa. "Para realizarmos treinamentos, inclusive na área comportamental, sempre convidamos professores universidades como de instituições como a FGV e a FAAP. Todo esse investimento nos transformou consultores de seguros, porque vamos além da corretagem, uma vez que fazemos uma avaliação para nossos clientes", cita Agatha Alves.
Vale destacar que todos os treinamentos são realizados no local de trabalho e durante o período do expediente. Se, por exemplo, há uma filial com 20 profissionais, os participantes são divididos em duas turmas, cada uma com dez alunos. Sendo que uma receberá o treinamento pela manhã e outra no período da tarde. Assim, as atividades da unidade não serão prejudicadas. No final de cada ação de desenvolvimento, os colaboradores recebem um material impresso, para que possam consultá-lo a qualquer momento e usá-lo na prática. "Queremos que a teoria que eles tiveram acesso seja aplicada no dia a dia", diz, a Agatha Alves, ao acrescentar que a área de RH envia a convocação, informando aos gestores para que os membros de suas equipes participem de determinado treinamento.
Apesar dessa "obrigatoriedade", a gerente de RH diz que os próprios funcionários cobram os treinamentos, pois através dessas atividades o desenvolvimento deles já assegurado. Para realizar a mensuração dos investimentos que promovidos em Gestão de Pessoas, a Aon do Brasil toma como base as pesquisas promovidas pelas Revistas Exame e Época que apontam as melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Ao ter o resultado dessas análises através dos dois veículos de comunicação, a companhia tem um feedback rápido sobre vários indicadores que apontam os níveis de satisfação interna. Somando-se a isso, é ainda aplicada uma pesquisa de clima organizacional a cada dois ou três anos.
"O reflexo dessas ações para os talentos podem ser sentidos em números. Não se chega a um turnover zero, para toda a empresa porque seria uma utopia. No entanto, desde o ano passado o índice de rotatividade para gerentes na Aon do Brasil foi zero, ou seja, em cargos estratégicos não houve a saída de um único funcionário", comemora Agatha Alves.
Outro índice que influencia a retenção dos talentos na empresa, segundo a gerente de RH, é a identificação do potencial de todos os profissionais que atuam na Aon. Os funcionários, dos níveis gerenciais para baixo, são convidados para terem experiências no Exterior. Só esse ano, 50 colaboradores se inscreveram para participarem essa prática. É importante lembrar que todos passam por uma avaliação da língua portuguesa, de inglês e de assessment. Quando aprovados, passam um mês no exterior, para que tivessem a oportunidade conhecer o business fora do país e retornar para aplicarem o conhecimento que adquiriram. Em dois ou três anos, esses profissionais têm reais chances de assumirem novas funções, principalmente em cargos de liderança. Essa prática foi instituída há seis anos e é muito procurada pelos talentos da empresa.
Além disso, a Aon do Brasil investiu em mais outra ação direcionada para o desenvolvimento dos seus talentos e nesse "hall" encontra-se o Programa de Transferências Regionais, direcionado apenas para a América Latina. "Durante o decorrer do ano, enviamos um ou dois profissionais para outro país e eles permanecem até seis meses fora do Brasil. Em contrapartida, recebemos profissionais que atuam em outras unidades da Aon em outras unidades estrangeiras. Para se ter uma ideia, hoje o inglês e o espanhol são recorrentes para 70% dos funcionários que mantêm contato com o Exterior", diz a gerente de RH.
O investimento em cursos de línguas também é outro diferencial oferecido pela consultora de seguros, pois mais de 20% dos funcionários da organização conversam com clientes em outra língua para a compra de produtos. Para que os profissionais desenvolvam o inglês e o espanhol a empresa estimula convênios cursos renomados em todo o Brasil. Essa prática vai além e para beneficiar ainda mais os talentos internos, a Aon do Brasil realiza parcerias com grandes empresas para que seus profissionais tenham descontos significativos na compra de produtos de consumo.
Qualidade de vida no trabalho - Não é apenas na área de desenvolvimento que ocorrem investimentos. Para melhorar a qualidade de vida no trabalho, a companhia também conta com ações específicas. Hoje, a organização conta internamente com um salão de cabeleireiro. Após o expediente, a partir das 17h30, a empresa abre espaço para que os colaboradores façam aulas de teatro e dança de salão.
"Como estamos ao lado do Parque do Ibirapuera, estimulamos as pessoas a praticarem corrida e caminhar", menciona Agatha Alves, ao citar ainda que os colaboradores são beneficiados pelo Programa "Aon Mais Leve" - uma campanha de coaching saúde, onde os colaboradores contam com um preparador físico e realizam um acompanhamento nutricional, para que percam peso acima do necessário e de forma saudável. Contudo, não é somente com a saúde física do Brasil que a Aon desenvolvem atividades específicas. Em 2009 e 2010, foram promovidas feiras para funcionários de todo Brasil tivessem de interesse geral como saúde, finanças pessoais, previdência, dentre outros.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Reflexo na Água

Presidente Dieter F. Uchtdorf

Segundo Conselheiro na Primeira Presidência

Serão do SEI para os Jovens Adultos • 1 de novembro de 2009 • Universidade Brigham Young

Caros irmãos e irmãs, se transformássemos os dois hinos que acabamos de ouvir, “Louvai a Deus” e “Faze o Bem”, em nosso lema de vida, estaríamos muito bem em nosso caminho de volta ao Pai Celestial. Que visão maravilhosa são vocês! Em minha mente, visualizo muitos outros rostos belos como o de vocês — jovens membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de todas as nações do mundo. Talvez vocês não se pareçam uns com os outros, mas têm muito em comum. Considero esta tarefa muito gratificante e agradeço ao Presidente Monson por ter-me proporcionado esta oportunidade de passar alguns minutos com vocês.

O Patinho Feio


Um dos mais apreciados contadores de histórias de todos os tempos foi o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Em uma de suas histórias, “O Patinho Feio”, uma mãe pata descobre que um de seus filhinhos recém-nascidos é muito grande e feio. A princípio, a mãe imagina que talvez tenha chocado um ovo de peru, mas o filho feio sabe nadar tão bem quanto os outros. Ela, então, conclui que o pobre coitado é simplesmente anormal e desfigurado.

Os outros patinhos, porém, não deixavam o patinho feio em paz. Eles o maltratavam sem dó, bicando-o, provocando-o e tornando sua vida muito infeliz. Por fim, o patinho feio decidiu que seria melhor para todos se ele deixasse a família, e ele foge. No frio gelado do primeiro inverno que passou sozinho, o patinho feio quase morreu congelado, mas de alguma forma conseguiu sobreviver. Apesar das privações, ele se sentia mais forte e adorava abrir as asas e voar, embora estivesse sozinho.

Então, certo dia, viu voando acima dele um bando de aves majestosas, brancas como a neve, de movimentos graciosos, que tinham um pescoço longo e belo e asas grandes e elegantes. Que criaturas magníficas! E como eram felizes! O patinho feio ficou muito desejoso de voar com elas. Teve medo de que o matassem por ser tão feio. Mas decidiu que aquilo seria melhor do que ser sempre humilhado pelos outros animais ou do que morrer de frio no inverno. Então, alçou voo e seguiu o bando até um belo lago, onde todos desceram até a água.

Ao pousar no lago, o patinho feio olhou para a água e viu o reflexo de um cisne magnífico. Aos poucos, sem acreditar a princípio, o patinho feio se deu conta de que aquele era o seu próprio reflexo! Para sua surpresa, os outros cisnes o receberam muito bem e até reconheceram que ele era o mais belo e majestoso de todos os cisnes. Finalmente ele descobrira quem ele realmente era.

As Grandes Perguntas


Como aquele jovem cisne, a maioria de nós já sentiu em alguma época da vida que não se encaixava num grupo. Grande parte da confusão que sentimos nesta vida decorre do fato de simplesmente não compreendermos quem somos. Um número muito grande de pessoas segue pela vida achando que tem pouco valor, quando na verdade são criaturas magníficas e eternas, dotadas de valor infinito e um potencial que vai além do que podem imaginar.

A descoberta de quem realmente somos faz parte desta grande aventura chamada vida. As maiores mentes da humanidade têm-se debatido incessantemente com estas perguntas: De onde viemos? Por que estamos aqui? O que acontece depois da morte?E como tudo isso se encaixa? Que sentido tem todas essas coisas?

Assim que começamos a compreender as respostas a essas perguntas — não só com a mente, mas também com o coração e a alma — começaremos a compreender quem somos e nos sentiremos como o viajante que finalmente encontra seu lar. Sentiremo-nos como o jovem cisne que finalmente descobriu quem ele realmente era. Tudo finalmente passa a fazer sentido.

O problema é que as respostas a essas perguntas estão simplesmente além da capacidade lógica terrena do homem. Perguntas que abordam coisas espirituais exigem respostas espirituais. Aqueles que rejeitam a revelação e insistem em obter provas concretas podem apenas especular ou negar que haja vida antes ou depois desta esfera mortal. Consequentemente, talvez nunca compreendam quem realmente são ou qual é o verdadeiro propósito da vida.

Como membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, porém, fomos abençoados com respostas a essas perguntas, e as transmitimos livremente a todos os que queiram ouvir. Conhecemos essas respostas não devido a suposições inteligentes ou porque encontramos uma explicação científica. Temos as respostas porque mensageiros celestes revelaram esses mistérios ao homem. Esse mesmo conhecimento está ao alcance de todos neste planeta, pelo poder do Santo Espírito, desde que sejam sinceros de coração.

Não se trata de algo insignificante. Ao longo da história, imperadores e filósofos teriam oferecido grandes tesouros em troca daquilo que Deus nos concede gratuitamente em nossa época. Por ser misericordioso e amar Seus filhos, Deus novamente nos concedeu, nestes últimos dias, a verdade a respeito de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos.

MMeus caros jovens amigos, esse conhecimento permite que vocês vejam seu próprio reflexo na água. Dá-lhes a certeza de que vocês não são comuns, não foram rejeitados e não são feios. Vocês são divinos e mais belos e gloriosos do que podem imaginar. Esse conhecimento muda tudo. Muda seu presente. E pode mudar seu futuro. Pode mudar o mundo.

Estamos profundamente cientes, meus caros jovens amigos da Igreja, que vocês enfrentam muitos desafios na vida onde quer que estejam. Por meio de seus líderes e por contato direto com vocês individualmente, sei quão grandes são suas preocupações. Escolhi dentre as muitas perguntas que me foram encaminhadas apenas algumas que creio serem as mais difíceis e preocupantes que afetam vocês, jovens santos do mundo inteiro. Espero poder incutir-lhes hoje, na mente e no coração, que o conhecimento de quem vocês realmente são pode ajudá-los a sobrepujar as questões mais difíceis da vida.

Ser ou Não Ser


Eis a primeira pergunta: “Sinto-me infeliz e deprimido. Às vezes, parece que o mundo seria um lugar melhor se eu não estivesse nele. Por que devo continuar vivendo?”

Quero deixar isto bem claro:  a depressão grave e as ideias suicidas não são assuntos triviais e devem ser levados a sério. Peço a todos que sofrem de depressão ou que têm ideias suicidas que procurem ajuda de profissionais de confiança e dos líderes da Igreja. Se vocês conhecem alguém que pensa em suicídio, sejam amigos verdadeiros dessa pessoa e cuidem para que ela receba ajuda. Por favor, saibam que amamos vocês e queremos que tenham sucesso e sejam felizes na vida.

Tendo esclarecido esse ponto, quero dizer que a maioria das pessoas se sente triste ou incapaz de vez em quando. É natural que tenhamos momentos de infelicidade ou dúvida.  A pergunta “por que devo continuar vivendo?” é simplesmente outra forma de expressar a antiga dúvida escrita por William Shakespeare, há 400 anos e proferida por milhões de Hamlets no mundo inteiro desde aquela época: “Ser ou não ser: eis a questão”.1

Mas Shakespeare estava errado: “Ser ou não ser” não é a questão de forma alguma. Há outras opções além dessa simples contradição. A meu ver, Hamlet deveria dirigir-se ao público e dizer:  “Sabendo que sou filho de Deus, o que preciso fazere como devo ser para viver à altura desse potencial? Eis a questão”. Sei que essa alteração no texto arruinaria por completo uma das maiores obras-primas da literatura de todos os tempos. Mesmo assim, se eu tivesse escrito um roteiro para vocês, é isso que eu colocaria nele.

Pensem de onde vocês vieram. Vocês são filhos e filhas do maior e mais glorioso ser de todo o universo. Ele ama vocês com um amor infinito. Ele quer o melhor para vocês. Acham que o Pai Celestial quer que vocês se sintam deprimidos e infelizes? Ele não quer isso, de modo algum. Ele nos deu os mandamentos, que é a estrada real para uma vida cheia de propósito, paz e alegria. Tudo o que precisamos fazer é seguir por ela. Conhecer e viver os mandamentos de Deus realmente nos enchem de alegria e satisfação.

Nosso destino é maior do que podemos imaginar. Se simplesmente compreendêssemos quem somos e o que nos está reservado, nosso coração transbordaria de gratidão e felicidade, a ponto de iluminar as mais tenebrosas tristezas com a luz e o amor de Deus, nosso Pai Celestial. Da próxima vez que se sentirem infelizes, lembrem-se de onde vieram e para onde estão indo.  Em vez de pensarem nas coisas que embotam seus pensamentos com tristeza, decidam concentrar-se nas coisas que enchem a alma de esperança.  Vocês vão perceber que essas coisas estão sempre relacionadas ao serviço a Deus e ao próximo. Lembrem-se de que o Senhor nos deu Sua palavra nas escrituras. Orem sinceramente a Ele, conversem com Ele todos os dias. Aprendam com Ele e sigam Seu caminho. Sirvam a Deus e a seus semelhantes.

Lembrem-se de que há “tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar” (Eclesiastes 3:4). Se estão sentindo pesar há algum tempo, talvez agora seja o momento de permitir que a luz do Filho de Deus entre em seu coração. Peço a vocês que simplesmente olhem para a água e vejam seu verdadeiro reflexo! Percebam o propósito para o qual foram criados! Ergam o rosto e contemplem o horizonte distante!

Faz bem rir! Faz bem ser feliz!  Ergam a voz e “[louvem] ao Senhor com cânticos, com música, com dança, e com orações de louvor e ação de graças” (Doutrina e Convênios 136:28).

Não consigo imaginar um céu só de pessoas sérias, que nunca dizem o que pensam ou que não gostam de música nem de conversar uns com os outros. Para mim, isso não seria o céu. Tenho certeza de que vocês não foram criados para passar as horas e os dias de sua vida isolados uns dos outros, preocupados ou desesperados. Vocês foram criados para ter alegria (ver 2 Néfi 2:25), por isso vamos comemorar as misericordiosas bênçãos de um Pai Celestial alegre e amoroso!

Vocês não precisam esperar por uma permissão para encher a alma de gratidão e felicidade. Podem muito bem fazer isso por conta própria. Reúnam os jovens de suas alas ou ramos assim como de outras estacas e distritos próximos. Dancem juntos, estudem o evangelho juntos, trabalhem juntos, sirvam ao próximo juntos, e divirtam-se com essas coisas. É minha sincera oração que o conhecimento de quem vocês são e do que podem se tornar encha seu coração com o sereno amor de Deus e que isso acenda em vocês uma felicidade digna de seu verdadeiro legado, porque verdadeiramente vocês são príncipes e princesas, reis e rainhas.

Será Que Algum Dia Vou Encontrar Minha Alma Gêmea?


Outra pergunta que ouvimos de vocês, jovens, é: “Sinto-me tão só.  Será que algum dia vou encontrar minha alma gêmea?” Há algumas coisas que quero dizer a esse respeito, mas vamos começar pelo conceito de encontrar uma pessoa ideal, uma pessoa perfeita para vocês.

Há uma velha história sobre uma moça que estava numa expedição arqueológica e encontrou uma lâmpada de aparência muito antiga. Quando ela esfregou a lâmpada, um gênio apareceu e ofereceu-lhe um desejo. Ela pensou um pouco e pediu paz no mundo — que as pessoas se amassem e vivessem em harmonia para sempre.

O gênio pensou no pedido dela e, por fim, disse:  “O que você está pedindo é impossível. A divisão entre os povos do mundo existe há muito tempo e é por demais profunda. Por favor, peça outra coisa.  Qualquer coisa menos isso”.

Ela pensou de novo e disse:  “Em algum lugar do mundo há uma pessoa que é a ideal para mim. Quero encontrar esse homem, que é bonito, atencioso e tem senso de humor. Um homem que vai me ajudar com as tarefas domésticas, que adora crianças, que não fica assistindo a programas esportivos o tempo todo, que tem um ótimo emprego e que pensa na minha felicidade em primeiro lugar. Um homem que irá fazer compras comigo e que se dará bem com minha família”.

O gênio pensou um pouco no pedido dela, deu um profundo suspiro e então respondeu: “Vamos ver o que consigo fazer com relação à paz no mundo”.

Sei que isso pode ser uma decepção para alguns de vocês, mas não acredito que haja somente uma pessoa ideal para vocês. Acho que me apaixonei por minha esposa, Harriet, desde a primeira vez que a vi. Mesmo assim, se ela tivesse decidido se casar com outro, acredito que eu teria conhecido outra pessoa e me apaixonado por ela.  Sinto-me eternamente grato por isso não ter acontecido, mas não creio que ela fosse minha única chance de felicidade nesta vida, nem eu tampouco para ela.

Outro erro que vocês podem cometer facilmente ao sair com alguém é esperar que a pessoa seja perfeita. A verdade é que as únicas pessoas perfeitas que vocês vão encontrar são aquelas que vocês não conhecem muito bem. Todo mundo tem imperfeições. Não estou sugerindo que baixem seus padrões e casem-se com alguém com quem não poderão ser felizes. Mas uma das coisas que aprendi à medida que fui amadurecendo na vida é que, se uma pessoa está disposta a me aceitar, imperfeito como sou, então, eu também devo estar disposto a ser paciente com as imperfeições dos outros. Como você não vai encontrar perfeição na outra pessoa, e ela também não vai encontrar perfeição em você, sua única chance de perfeição está em tornarem-se perfeitos juntos.

Há pessoas que não se casam porque sentem que falta uma certa “magia” no relacionamento. Suponho que ao dizerem “magia”, refiram-se à centelha da atração. Apaixonar-se é um sentimento maravilhoso, e eu jamais os aconselharia a casar com alguém que não amem. No entanto — e isso é outra coisa que às vezes é difícil de aceitar — essa centelha de magia precisa ser constantemente cultivada. Quando a magia perdura num relacionamento é porque o casal fez com que isso acontecesse, e não porque ela surgiu misticamente por meio de alguma força cósmica.

Falando com franqueza, chega a dar trabalho. Para que qualquer relacionamento sobreviva, os dois lados precisam trazer consigo sua própria magia e usá-la para manter o amor. Embora eu já tenha dito que não acredito em uma alma gêmea única e exclusiva, sei o seguinte: depois que você se compromete a casar, seu cônjuge se torna sua alma gêmea, e é seu dever e responsabilidade esforçar-se todos os dias para manter as coisas assim. Depois que assumimos o compromisso, a busca por uma alma gêmea chega ao fim. Nossos pensamentos e ações deixam de ser de procurar e passam a ser de criar.

Mas e os que perdem a esperança de encontrar um companheiro eterno? Em primeiro lugar, não desistam. Participem das atividades, conheçam pessoas e façam tudo o que puderem. Sei que sair com alguém pode ser penoso. Rejeição é uma das coisas mais dolorosas que podemos sentir. Podem acreditar, sei como é. Eu me apaixonei pela Harriet muito antes de ela se apaixonar por mim.

Mas isso não me impediu de agir, de modo algum. Encontrei maneiras de estar no mesmo lugar em que ela estava. Quando eu distribuía o sacramento na Igreja, eu dava um jeito de levá-lo para a família dela. Fazia tudo o que podia para impressioná-la, mas acho que ela me considerava um pouquinho imaturo. A centelha simplesmente não existia para ela. Cheguei a perder a esperança de convencê-la de que poderíamos ser algo mais do que amigos.

Então, fui embora, alistei-me na força aérea e viajei para o outro lado do mundo para fazer um curso de piloto nos Estados Unidos.  Foi só quando voltei para a Alemanha, depois de terminar meu treinamento como piloto de caça — vários anos depois de tê-la conhecido — que aquela bela jovem olhou para mim e disse as palavras mágicas que eu tanto ansiara por ouvir: “Você amadureceu desde a última vez que o vi”.

Agi rapidamente depois disso, e em poucos meses casei-me com a mulher que eu  já amava havia tanto, tanto tempo.

Portanto, não desistam, irmãos e irmãs.  Só por terem sido rejeitados uma ou duas vezes, ou três ou quatro, ou algumas centenas de vezes, não percam a esperança. Irmãos, o segredo para encontrar a garota de seus sonhos é procurar conhecer muitas moças e, quando se apaixonarem e sentirem que é a coisa certa, pedi-la em casamento. Se ela disser que não, continue a procurar e a orar até finalmente levar a jovem certa para o altar do templo. Simplesmente não desistam.

Irmãs, sejam gentis. Vocês podem muito bem recusar convites para sair ou propostas de casamento. Mas, por favor, façam-no de modo gentil. E irmãos, por favor, comecem a convidar! Há muitas de nossas jovens que nunca saem com rapazes.  Não suponham que certas garotas jamais sairiam com vocês. Às vezes, elas estão se perguntando por que ninguém as convida para sair.  Simplesmente convidem e estejam preparados para seguir adiante, caso a resposta for não.

Uma das tendências que vemos em algumas partes do mundo é a dos nossos jovens se reunirem apenas em grandes grupos em vez de saírem com alguém, como casal. Embora não haja nada de errado em reunir-se frequentemente com outros jovens da mesma idade, não sei se vocês podem realmente conhecer uma pessoa se estiverem sempre em grupo. Uma das coisas que vocês precisam aprender é a conversar com alguém do sexo oposto. Uma ótima maneira de aprender isso é estar a sós com alguém, para conversar, sem ter a “proteção” do grupo.

Na maioria das vezes, ao saírem com alguém, não é necessário gastar muito ou planejar demais. Quando minha mulher e eu nos mudamos da Alemanha para Salt Lake City, uma das coisas que mais nos surpreendeu foi o processo elaborado e às vezes desgastante que os jovens desenvolveram para convidar alguém para sair ou para aceitar esses convites.

Relaxem.  Encontrem maneiras simples de estarem juntos. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer quando era jovem e queria sair com uma moça era acompanhá-la até sua casa depois da Igreja. Lembrem-se, seu objetivo não deve ser o de colocar o vídeo de seu encontro no YouTube para que tenha milhões de acessos. Seu objetivo é conhecer uma pessoa e aprender a desenvolver um relacionamento significativo com pessoas do sexo oposto.

Há entre vocês, bons jovens da Igreja, alguns que talvez nunca se casem.  Embora sejam dignos em todos os aspectos, pode ser que nunca encontrem alguém com quem se selarão no templo do Senhor nesta vida. Sós os que já sentiram essa desesperança conseguem realmente compreender a solidão e a dor dessas pessoas.  Conheço muitas mulheres cujo maior desejo é o de ser esposa e mãe, mas não compreendem por que suas orações nunca foram atendidas. Há muitos homens solteiros que, por algum motivo, também se encontram sozinhos.

Em primeiro lugar, quero dizer-lhes que suas orações foram ouvidas. Seu Pai Celestial conhece o desejo de seu coração. Não sei por que as orações de uma pessoa são respondidas de uma forma, ao passo que as de outra são respondidas de modo diferente. Mas posso dizer-lhes o seguinte: os desejos justos de seu coração serão realizados.

Às vezes, pode ser difícil ver algo além do que está bem à nossa frente. Somos impacientes e não queremos esperar o cumprimento futuro de nossos maiores desejos. No entanto, o curto período desta vida não é nada comparado com a eternidade. Se simplesmente tivermos esperança, exercermos fé e perseverarmos com alegria até o fim — e eu disse com alegria até o fim — lá, no grande futuro celeste, veremos o cumprimento dos desejos justos de nosso coração e muitas coisas mais que hoje mal conseguimos compreender.

Enquanto isso, não fiquem esperando alguém para tornar sua vida completa. Parem de ter dúvidas em relação a si mesmos e de achar que vocês têm algum defeito. Em vez disso, procurem atingir seu potencial como filhos de Deus. Procurem estudar. Empenhem-se numa carreira profissional significativa e busquem realização própria servindo aos outros. Usem seu tempo, talentos e recursos para melhorar a si mesmos e abençoar as pessoas a seu redor. Tudo isso faz parte de sua preparação para terem sua própria família. Envolvam-se ativamente em sua ala ou ramo e procurem magnificar seus chamados, sejam eles quais forem.

O grande propósito desta existência mortal é aprender a amar plenamente a nosso Pai Celestial e a nosso próximo como a nós mesmos. Se fizermos isso com todo poder, mente e força, nosso destino eterno será glorioso e bem maior do que podemos imaginar. Sejam fiéis, e as coisas darão certo para vocês. Essa é a promessa eterna que Ele fez a todos que O amam e honram.

Sou Capaz de Permanecer Fiel?


Uma terceira pergunta que vocês, jovens, fazem é: “Será que sou capaz de permanecer fiel?”  Há pessoas que têm dúvidas sobre Deus ou sobre a Igreja. Outros cedem à tentação que os afasta da segurança do caminho estreito e apertado do discipulado.

Quando eu era piloto, frequentemente via um fenômeno meteorológico interessante ao voar entre a Europa e a África. Esse fenômeno é chamado de convergência intertropical, uma série de tempestades elétricas que se movem de norte a sul ao longo do equador, enchendo o horizonte de colunas de nuvens densas e ameaçadoras.

Nunca consegui olhar para aquelas nuvens sem ficar fascinado com sua beleza e grandiosidade. Elas se erguiam em imensas formações escuras e dentro delas viam-se relâmpagos brilhantes faiscando de um lado para o outro, com indescritível fúria flamejante. Que visão gloriosa e fascinante!

Mas o que vocês acham que os pilotos fazem quando se aproximam dessas tempestades?  Eles fogem delas, por mais belas e fascinantes que pareçam. À medida que a umidade se eleva nessas nuvens, começa a congelar, formando granizos do tamanho de bolas de futebol que podem perfurar metal e destruir um avião. A turbulência e as fortes descargas elétricas podem fazer o avião ou seus sistemas entrarem em pane.

O mesmo princípio não se aplica também quando vocês veem coisas capazes de causar dano espiritual? A tentação não seria tentação se não parecesse atraente, fascinante ou divertida. No entanto, tal como o piloto que se aproxima de uma tempestade, vocês precisam aprender a fugir dela, por mais bela ou fascinante que pareça.

Por amar Seus filhos, o Pai Celestial nos deu mandamentos para manter-nos a uma distância segura dessas tempestades perigosas. Ele não obriga nenhum de Seus filhos a seguir Seu caminho. Ele permite e espera que vocês escolham por si mesmos, mas saibam disto: algumas escolhas conduzem ao desastre. Portanto, escolham o que é certo.

Acrescento meu testemunho às inúmeras advertências já feitas contra o terrível problema da pornografia. Fujam dela. Fiquem longe dessas coisas.As mesmas palavras que usamos para treinar nossos pilotos em relação às tempestades eu digo a vocês em relação à pornografia: “Fujam, fujam, fujam!”

Não pensem que conseguirão colocar só a pontinha do nariz do avião dentro da tempestade; não brinquem com a pornografia. Lembrem-se de que geralmente as coisas mais repulsivas e destrutivas podem parecer atraentes no princípio. Fiquem longe dessas coisas que podem colocá-los em perigo.

É Verdade?


Agora, a próxima questão: Como encontrar respostas para as dúvidas e perguntas?  Como vocês podem saber que o evangelho é verdadeiro? Há algum problema em termos dúvidas a respeito da Igreja ou de sua doutrina? Meus queridos jovens amigos, somos um povo questionador porque sabemos que as dúvidas nos conduzem à verdade. Foi assim que a Igreja começou: com um rapaz que tinha dúvidas. Na verdade, não sei como podemos descobrir a verdade sem fazer perguntas. Nas escrituras, raramente encontramos uma revelação que não foi dada em resposta a uma pergunta. Sempre que uma pergunta surgia, e Joseph Smith não tinha certeza de qual era a resposta, ele procurava o Senhor, e o resultado foram as maravilhosas revelações de Doutrina e Convênios. Muitas vezes o conhecimento que Joseph recebia ia muito além da pergunta original. Isso acontece porque o Senhor pode responder não apenas às perguntas que fazemos, mas o mais importante é que Ele pode responder às perguntas que deveríamos ter feito. Vamos dar ouvidos a essas respostas!

O trabalho missionário da Igreja se baseia em pesquisadores sinceros que fazem perguntas genuínas. O questionamento é a base do testemunho. Alguns podem sentir-se envergonhados ou indignos por terem dúvidas a respeito do evangelho, mas não precisam se sentir assim. Fazer perguntas não é um sinal de fraqueza, mas, sim, um precursor do crescimento.

Deus ordena que procuremos resposta para nossas dúvidas (ver Tiago 1:5-6) e pede apenas que busquemos “com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo”(Morôni 10:4).Se fizermos isso, a verdade de todas as coisas pode ser manifestada a nós “pelo poder do Espírito Santo” (Morôni 10:5).

Não tenham medo; façam perguntas. Sejam curiosos, mas não duvidem! Apeguem-se sempre à fé e à luz que já receberam. Como vemos de maneira imperfeita na mortalidade, nem todas as coisas farão sentido agora. Na verdade, acho que se tudo fizesse sentido para nós, isso seria uma prova de que tudo fora inventado por uma mente mortal. Lembrem-se de que Deus disse:

“Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. …

Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”(Isaías 55:8-9).

No entanto, vocês sabem que um dos propósitos da mortalidade é o de que vocês se tornem mais semelhantes ao Pai Celestial, em pensamento e ação. Desse ponto de vista, buscar respostas para suas dúvidas é algo que pode levá-los para mais perto de Deus, fortalecendo seu testemunho em vez de abalá-lo. É verdade que “fé não é … um perfeito conhecimento” (Alma 32:21), mas se vocês exercerem fé e colocarem em prática os princípios do evangelho todos os dias sob quaisquer circunstâncias, provarão os doces frutos do evangelho e por esse fruto conhecerão a veracidade dele (ver Mateus 7:16-20João 7:17Alma 32:41-43).

Vocês São Eternos


É claro que sempre haverá pessoas que irão chamá-los de tolos por acreditarem que são cisnes, insistindo em dizer que vocês são patinhos feios e que não podem esperar nada mais do que isso.

Mas vocês sabem que não é verdade. Graças à palavra revelada de um Deus misericordioso, vocês já viram seu verdadeiro reflexo na água e sentiram a glória eterna do espírito divino que há dentro de vocês. Vocês não são seres comuns, meus amados amigos de todo o mundo. Vocês são gloriosos e eternos.

Não importam quais sejam suas provações e circunstâncias na vida, peço que se lembrem de quem são, de onde vieram e para onde estão indo: porque a resposta a essas perguntas vai lhes dar verdadeira confiança e orientação na vida.

O Pai Celestial vive. Ele conhece vocês. Ele fala com vocês nestes últimos dias por intermédio de profetas e apóstolos. O Presidente Thomas S. Monson é o profeta do Senhor na Terra em nossos dias. Esta Igreja é dirigida pelo Salvador, Jesus Cristo. Sei disso. Ele é o cabeça desta Igreja.

Falo a vocês hoje com imperfeições e com sotaque alemão, mas prometo-lhes que as palavras que sentem no coração, na mente e na alma chegam até vocês por meio da eloquência, da pureza e do poder do Espírito Santo. E pelo poder do Espírito Santo vocês podem saber a verdade de todas as coisas.

Irmãos e irmãs, meus queridos amigos, eu os amo. Eu os amo de todo o coração.  Sou grato por vocês.  Sou grato por suas virtudes. Como Apóstolo do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, eu os abençoo individual e coletivamente, para que aprendam a saber quem realmente são e o que precisam fazer e ser para ter uma vida feliz e recompensadora.

É minha oração e bênção que ao olharem para seu reflexo consigam ver além das imperfeições e incertezas e reconheçam quem realmente são: gloriosos filhos e filhas do Deus Todo-Poderoso. No sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.

Jeito Japonês de Fazer Política

Enviado por Karina Kovalick - 
15.10.2010
 | 
9h05m Jornal O Globo

Japoneses fazem propaganda política até em rolos de papel higiênico

Os japoneses acharam uma solução ( como de hábito, criativa)  para enfrentar aquela campanha política marcada pela sujeira e pela baixaria tão comum em certos países… 
  Em vez dos velhos santinhos de guerra, políticos de Odawara, no Japão, estamparam o rosto em rolos de papel higiênico, que foram distribuídos pelos bares e restaurantes da cidade, junto com posters e porta-copos. Foi nas últimas eleições, em agosto, mas achei que a notícia cabia muito bem no momento atual.
E olha, por incrível que pareça, não foram os adversários que botaram  as caras desses políticos no papel higiênico. Foram eles próprios que pagaram cerca de R$ 2.400,00 pela impressão de 200 rolos, com o objetivo de, digamos assim, ter esse contato mais íntimo com os eleitores… 
Para nós brasileiros, isso pode parecer esquisito. Muito esquisito. No post anterior, uma amiga do blog escreveu dizendo que os japoneses são “sem noção”.  Na verdade, é por aí mesmo. Os japoneses não tem o mesmo “senso de ridículo” que nós temos. É uma grande diferença cultural que acaba sendo engraçada. O que parece absurdo para nós brasileiros é absolutamente normal na terra do sol nascente.
Voltando ao papel higiênico político: no rolo,  estão impressas orientações sobre como votar e fazer doações.
Além de propaganda política e da finalidade original, o papel higiênico também  vem sendo utilizado como mídia para a divulgação de HQs e histórias de terror. No ano passado,  a empresa  Banbix produziu e comercializou três versões diferentes de rolos de papel higiênico com tiras de Mitsuro Yaku, um popular autor de mangás.  Os rolos  foram  vendidos a cerca de R$ 170.
E até a obra do  renomado escritor japonês  Koji Suzuki, autor da trilogia de terror  “O Chamado”, que foi adaptada para o cinema,  foi parar nos banheiros daqui. Calma!!  Isso não significa que a “obra” seja uma porcaria. Eu explico: É que, no ano passado, Suzuki e os  fabricantes de papel Hayashi Paper lançaram  o  romance de terror Drop na versão papel higiênico.  O rolo de Drop tem cerca de 90 cm de pura adrenalina e conta a história de um espírito maligno que mora em um vaso sanitário. Ah, a brincadeira sai pelo equivalente a R$ 5,00. 
Ou seja, com o papel higiênico cultural, não precisamos mais levar o jornal para passar o tempo enquanto esperamos que a natureza siga seu curso. E tem mais uma vantagem, segundo os japoneses: uma pesquisa mostrou que os usuários dos banheiros públicos tendem a usar 20% menos papel quando o rolo tem algum tipo de mensagem. Não perguntem, por favor, como a pesquisa foi feita, mas a conclusão dos japoneses é que desta forma eles  estão colaborando para reduzir o aquecimento global. Este país é ou não é muito hilário?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Será Que Vamos Ter Debate?

Parecia que tudo ia bem. Na nossa jovem democracia, de apenas 25 anos, tínhamos no primeiro turno três candidatos a presidente com votação significativa por quem podíamos sentir respeito. Lamentávamos os debates de mentirinha, as imagens esculpidas com botox e cirurgias plásticas (para quê?), as promessas de ocasião. Tínhamos preferência por um, divergências com outro, natural e desejável numa sociedade plural. Mas não tínhamos vergonha. Não havia, nesta disputa presidencial, nenhum Fernando Collor de Mello ou Paulo Maluf, cujas biografias dispensam comentários. O segundo turno veio e pensamos: quem sabe agora haverá um debate de verdade e poderemos comparar propostas e idéias? E então começamos a sentir vergonha. Profunda vergonha.