domingo, 19 de junho de 2016

Um Momento, Por Favor

"Como você desenvolve um relacionamento?" Essa questão foi apresentada num seminário realizado no Serviço de Relacionamento na ACM. Devo admitir que a pergunta me pegou de surpresa. Estávamos falando em "teoria" todo o tempo e aquela mulher queria métodos concretos para desenvolver um relacionamento comercial, ou de qualquer outra natureza.
Após uma pausa para ordenar meu pensamento, falei que a única coisa que eu podia dizer era a verdade colhida na minha experiência. Um pouco tímido, contei como minha mulher e eu salvamos nosso relacionamento. Lembrei de uma ocasião em que Karen e eu fomos a uma quermesse e ganhei dois corações de veludo vermelho como prêmio de consolação numa barraquinha de jogos. Separei os dois corações, dei um para Karen e guardei o outro.
Estávamos casados há dez anos e passávamos por um "ponto vazio" em nosso relacionamento. Ainda nos amávamos, mas faltava alguma coisa.
Karen não queria continuar com o "vazio". Um dia, ela pegou um dos corações de veludo e escondeu na minha toalha enquanto eu tomava banho. Quando peguei a toalha, o coração pulou. Abaixei para pegá-lo e fui tomado por uma emoção que me remeteu ao dia em que ganhei os corações e ao amor que sentíamos naquele momento.
Então escondi o coração na gaveta de meias dela. Depois ela escondeu na minha gaveta de cuecas. Escondi na geladeira. Ela o cobriu com plástico e escondeu no pote de geleia. Esconder o coração começou a ficar tão divertido quanto achá-lo. Cada vez que um de nós escondia ou achava era um momento precioso, como o momento em que nos apaixonamos, o primeiro beijo, o primeiro olhar para nossos filhos. Cada momento desses é precioso e valorizado.
Como desenvolver um relacionamento? Um momento de cada vez.
Barry Spilchuk
No livro: Você não está só. Histórias de Amor e Coragem.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vamos Começar de Novo

Algum tempo atrás, passei por uma experiência que descrevo como “Atendimento de Alta Classe ao Cliente”. Aconteceu num sábado, num dia frio de inverno, em Toronto.
O fim de semana começou, como em muitas famílias de pais separados, com meus filhos indo visitar a mãe. Kate, minha atual esposa, e eu tivemos um fim de semana sozinhos. Sábado foi um exercício de descanso e tranquilidade. Levantamo-nos tarde e tudo nesse dia foi feito agradavelmente três ou quatro horas depois do habitual.
Depois de passear pelas lojas e galerias, chegamos a um conceituado hotel quatro estrelas, por volta de quatro horas da tarde, prontos para um almoço tardio. Os funcionários do restaurante eram muito atenciosos. Kate pediu qualquer coisa passada na manteiga e, quando o prato chegou, começou a verdadeira aventura.
Em cima do prato de Kate havia a pontinha de uma luva de borracha. Chamei a garçonete.
– O que é isto? – Kate perguntou, devidamente indignada.
– Não estou certa – respondeu a garçonete enquanto levava rapidamente o prato para a cozinha.
Em menos de um minuto a garçonete voltou acompanhada do maître. – Senhora, cometemos um erro terrível e pedimos sinceras desculpas.
Até aí tudo bem.
– Vamos começar de novo – continuou o maître. – Retire tudo da mesa – instruiu à garçonete.
A garçonete começou a retirar tudo – o vinho, os talheres, minha comida, a toalha de mesa – tudo!
– Vamos apagar as lembranças – ele disse.
A mesa foi posta novamente, o cardápio apresentado e novos pedidos de comida e bebida foram feitos. Estávamos, mais uma vez, esperando um almoço fantástico.
O maître retirou a impressão de um serviço ruim e providenciou outro excelente. Não negou a experiência anterior, mas a substituiu por uma melhor e mais rica. A comida estava boa; o atendimento de alto nível. Foi um espetáculo. E a refeição foi por conta da casa.
Richard Porter
Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Cultrix

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Poder da Determinação

A casinha da escola rural era aquecida por um velho e bojudo forno a carvão. Um garotinho tinha a função de ir mais cedo à escola todos os dias, para acender o fogo e aquecer o recinto antes que a professora e seus colegas chegassem.
Certa manhã, eles chegaram e encontraram a escola envolvida pelas chamas. Retiraram o garotinho inconsciente do prédio em chamas, mais morto do que vivo. Tinha queimaduras profundas na parte inferior do corpo e foi levado para o hospital do município vizinho.
De seu leito, o semiconsciente e pavorosamente queimado garotinho ouviu ao longe o médico que conversava com sua mãe. O médico dizia a ela que seu filho seguramente morreria -- o que na realidade, até seria melhor -- pois o terrível fogo devastara a parte inferior de seu corpo.
Porém o bravo garoto não queria morrer. Ele se convenceu de que sobreviveria. De alguma maneira, para surpresa do médico, ele realmente sobreviveu. Quando o risco de morte havia passado, ele novamente ouviu o médico e sua mãe falando baixinho. A mãe foi informada de que, uma vez que o fogo destruíra tantos músculos na parte inferior de seu corpo, quase que teria sido melhor que ele tivesse morrido, já que estava condenado a ser eternamente inválido e não fazer uso algum de seus membros inferiores.
Mais uma vez o bravo garoto tomou uma decisão. Não seria inválido. Ele andaria. Mas, infelizmente, da cintura para baixo, ele não tinha nenhuma capacidade motora. Suas pernas finas pendiam inertes, quase sem vida.
Finalmente, ele teve alta do hospital. Todos os dias sua mãe massageava suas perninhas, mas não havia sensação, controle, nada. Ainda assim, sua determinação de andar era mais forte do que nunca.
Quando ele não estava na cama, estava confinado a uma cadeira de rodas. Num dia ensolarado, sua mãe o conduziu até o quintal para tomar um pouco de ar fresco. Neste dia, ao invés de ficar sentado na cadeira, ele se jogou no chão. Arrastou-se pela grama, puxando as pernas atrás de si.
Arrastou-se até a cerca de estacas brancas que limitava o terreno. Com grande esforço, levantou-se apoiando-se na cerca. E então, estaca por estaca começou a arrastar-se ao longo da cerca, decidido a andar. Começou a fazer isso todos os dias até que um caminho se formou ao lado da cerca, e em volta de todo o quintal. Não havia nada que ele desejasse mais do que dar vida àquelas pernas.
Finalmente, com as massagens diárias, com sua persistência de ferro e com sua resoluta determinação, ele foi capaz de ficar em pé, depois de andar mancando, e então, de andar sozinho. Mais tarde, de correr.
Começou a caminhar para a escola, depois passou a correr para a escola, e a correr, pura e simplesmente, pela alegria de correr. Na faculdade, integrou o time de corrida com obstáculos.
Depois, no Madison Square Garden, aquele rapaz sem esperanças de sobreviver, que seguramente não andaria nunca mais, e que jamais poderia esperar correr -- aquele rapaz determinado, o Dr. Glenn Cunningham, foi o corredor mais rápido do mundo na corrida de uma milha!
Burt Dubin, do livro: Canja de galinha para a alma
(livro esgotado)
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro

domingo, 27 de março de 2016

Correndo Riscos

Duas sementes descansam lado a lado no solo fértil da primavera.
A primeira semente disse:
-- Eu quero crescer! Quero enviar minhas raízes às profundezas do solo e fazer meus brotos rasgarem a superfície da terra... Quero abrir meus botões como bandeiras anunciando a chegada da primavera... Quero sentir o calor do sol em meu rosto e a benção do orvalho da manhã em minhas pétalas!
E assim ela cresceu.
A segunda semente disse:
-- Tenho medo. Se eu enviar minhas raízes às profundezas, não sei o que encontrarei na escuridão. Se rasgar a superfície dura, posso danificar meus brotos... e se eu deixar que meus brotos se abram e um caracol tentar comê-los? E se abrir minhas flores e uma criança me arrancar do chão? Não é muito melhor esperar até que eu me sinta segura?
E assim ela esperou.
Uma galinha ciscando no solo da primavera recente, à procura de comida, encontrou  e rapidamente comeu a semente à espera de segurança.
MORAL DA  HISTÓRIA
Os que se recusam a correr riscos e crescer são engolidos pela vida.
Patty Hansen
Canja de galinha para a alma - livro esgotado.
Jack Canfield e Mark Victor Hansen
Ediouro

segunda-feira, 14 de março de 2016

As Regras Para Ser Humano

1. Você receberá um corpo.
Você pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu enquanto durar seu tempo por aqui.
2. Você fará um aprendizado.
Você está inscrito por tempo integral numa escola informal chamada Vida. A cada dia nesta escola você terá a oportunidade de aprender lições. Você pode gostar das lições ou achá-las estúpidas ou irrelevantes.
3. Não existem erros, apenas lições.
Crescer é um processo de tentativa e erro: experimentação. Os experimentos "fracassados" são parte do processo, tanto quanto o experimento que efetivamente "funciona".
4. Uma lição será repetida até que seja aprendida.
Uma lição lhe será apresentada de formas variadas, até que você a tenha aprendido. Quando a tiver aprendido, você poderá passar à lição seguinte.
5. O aprendizado nunca termina.
Não há parte da vida que não contenha suas lições. Enquanto você estiver vivo, haverá lições a serem aprendidas.
6. "Lá" não é melhor do que "aqui".
Quando o seu "lá" tiver se tornado um "aqui", você simplesmente obterá um outro "lá", que novamente parecerá melhor do que "aqui".
7. Os outros são meramente seus espelhos.
Você não pode amar ou odiar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que ama ou odeia em si mesmo.
8. O que você faz da sua vida é escolha sua.
Você possui todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que fará com eles depende de você. A escolha é sua.
9. Suas respostas estão dentro de você.
As respostas às questões da Vida estão dentro de você. Tudo que você precisa fazer é ver, ouvir e confiar.
10. Você se esquecerá de tudo isso.
11. Você poderá se lembrar quando quiser.
Anônimo
Do livro:Canja de galinha para a alma - livro esgotado
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro