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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Marcas na Alma

Dois amigos iam caminhando pelo deserto.
A certa altura da viagem, começaram a discutir, e um amigo desferiu no outro uma bofetada.
Entristecido, mas sem dizer nada, o que havia recebido o golpe escreveu na areia:
"Meu melhor amigo deu-me uma bofetada."
Seguiram caminhando até que encontraram um lindo lago, onde decidiram banhar-se.
O amigo que havia recebido a bofetada começou a se afogar. O outro mais que depressa, correu ao seu encontro e o salvou.
Depois de se recuperar do susto, tomou uma pedra e escreveu:
"Meu melhor amigo hoje salvou-me a vida."
O amigo, que antes o havia agredido e agora o salvara, exclamou:
- Quando te agredi, escreveste na areia e agora escreves numa pedra? Por quê?
O outro amigo respondeu:
- Quando alguém nos machuca, devemos escrever na areia, onde os ventos do perdão poderão facilmente apagá-lo; mas, quando alguém nos faz algo de bom, devemos escrever em pedras para que ninguém possa apagá-lo.
Portanto, aprendamos a escrever na areia as nossas mágoas e em pedras nossas alegrias!
Autor desconhecido

domingo, 28 de setembro de 2014

Canção da América

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância, digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.


Amizade não se força, mas se conquista.

Compositor: (Milton Nascimento E Fernando Brant)

Link: http://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/cancao-da-america.html#ixzz3EfcKeDbp


quinta-feira, 3 de abril de 2014

As duas vizinhas

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.
Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria: Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.
Dona Clotilde, na hora estranhou a atitude da velha rival, e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando... Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.
Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. "Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa". Mandou a empregada levar o presente a casa da rival, com um bilhete: "Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".
Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou. Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá. Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.
É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!
Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem: "Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, Cada um dá o que tem em abundância em sua vida".

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Para Falar a Verdade

Quando Bertolt Brecht escreveu — "a verdade é filha do tempo e não da autoridade" — denunciava o esforço autoritário de impor dogmas que não resistem à cobrança mais radical de todas. As verdades cujo prazo de validade se esgota em alguns anos são mentiras camufladas, manipulação da linguagem, arremedos de verdade que, como tais, causam medo, e não alegria.

Conhecer gera prazer. O prazer intelectual de analisar, compreender, sintetizar, rever, concluir, ampliar... é um dos prazeres mais intensos já experimentados pelo ser humano. Conhecer significa buscar a verdade, falar a verdade, revisitar a verdade, sem pagar nenhum tributo a modas fugazes, a preferências pessoais ou a interesses políticos — conhecer é buscar e encontrar o que das coisas, ou, como dizia Guimarães Rosa numa frase enigmática: o quem das coisas.

Conhecer é encontrar. Encontrar uma verdade exige método. E talvez um dos métodos mais resistentes ao tempo (e por este confirmado) seja o adotado por um frade do século XIII, Tomás de Aquino, que consiste em apresentar frases de autores consagrados, entendê-las e contestá-las com todo o rigor, e chegar a novas verdades, sem se preocupar em agradar gregos ou árabes, cristãos ou pagãos, agostinianos ou dominicanos, até mesmo tomistas ou anti-tomistas. Seu único desejo é detectar, verbalizar a verdade.

Que simplesmente pense.

Conta-se que Pôncio Pilatos, diante de Cristo, fez a famosa pergunta (Quid est veritas?) nunca respondida. Mas existe uma verdade oculta nas palavras latinas. Com as mesmas letras da frase acima, Cristo teria deixado implícita a resposta demolidora: Est vir qui adest, ou seja: é o homem que está na tua presença.


Para finalizar reflita...

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas, a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração".
William Shakespeare


Ótimo 2014.