quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Marcas na Alma

Dois amigos iam caminhando pelo deserto.
A certa altura da viagem, começaram a discutir, e um amigo desferiu no outro uma bofetada.
Entristecido, mas sem dizer nada, o que havia recebido o golpe escreveu na areia:
"Meu melhor amigo deu-me uma bofetada."
Seguiram caminhando até que encontraram um lindo lago, onde decidiram banhar-se.
O amigo que havia recebido a bofetada começou a se afogar. O outro mais que depressa, correu ao seu encontro e o salvou.
Depois de se recuperar do susto, tomou uma pedra e escreveu:
"Meu melhor amigo hoje salvou-me a vida."
O amigo, que antes o havia agredido e agora o salvara, exclamou:
- Quando te agredi, escreveste na areia e agora escreves numa pedra? Por quê?
O outro amigo respondeu:
- Quando alguém nos machuca, devemos escrever na areia, onde os ventos do perdão poderão facilmente apagá-lo; mas, quando alguém nos faz algo de bom, devemos escrever em pedras para que ninguém possa apagá-lo.
Portanto, aprendamos a escrever na areia as nossas mágoas e em pedras nossas alegrias!
Autor desconhecido

sábado, 27 de agosto de 2016

Uma Pergunta e Uma Bela Resposta

Um homem escreveu uma carta para um pequeno hotel de uma cidade do centro-oeste que planejava visitar em suas férias. Escreveu:
Gostaria muito de levar meu cachorro comigo. Ele é muito bem cuidado e muito bem-educado. Seria possível que ficasse comigo em meu quarto à noite?
Uma resposta imediata veio do dono do hotel que disse:
Administro este hotel há muitos anos. Em todo este tempo, nunca hospedei um cachorro que tivesse roubado as toalhas, as roupas de cama, os talheres ou os quadros das paredes.
Nunca tive que expulsar um cachorro no meio da noite por estar bêbado e fazendo desordem. E nunca hospedei um cachorro que tivesse fugido sem pagar a conta.
Portanto, seu cachorro é bem-vindo em meu hotel. E, se seu cachorro garantir, o senhor também será bem-vindo para se hospedar aqui.
Karl Albrecht e Ron Zenke
No livro: Canja de galinha para a alma - livro esgotado

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Os Ramos Secos



Era uma vez... um mestre jardineiro, hábil em ensinar a cultivação de flores, árvores frutíferas e de plantas ornamentais para apartamentos e jardins. Um dia, o mestre decide explicar a arte da poda. Ensina como e quando deve ser feita segundo quais parâmetros, mas, sobretudo, sublinha a sua importância. Deve ser executada com cuidado porque os ramos secos continuam a chupar linfa vital, impedindo ou atrasando o crescimento de novos brotos. Explica as diferentes técnicas de poda, das mais tradicionais às mais modernas.  
Num determinado momento, um aluno pergunta: “E o que fazemos com os ramos secos?” O docente, devolvendo a questão aos alunos pergunta: “O que vocês fariam?” Um deles responde dizendo que escolheria os ramos mais bonitos utilizando-os em composições de flores secas. Outro diz que com os ramos menores faria húmus, presenteando com as maiores um amigo que tem por hobby esculpir em madeira. Um outro os usaria para acender o fogo. Outro usaria os ramos mais fortes como apoio para outras árvores ou para construir andaimes.
Até que o mestre percebe que um dos alunos não participa da discussão, parece imerso em seus pensamentos. Educadamente, dirige-se a ele, perguntando em que pensava. Ele responde que pensava em seu avô, que desperdiçou seu talento de jardineiro tentando cultivar ramos secos. Colocava alguns na água com adubo, outros diretamente na terra adubada. Dedicava todo seu tempo aos ramos secos, descuidando-se de ramos e plantas vivas e fortes. Eles foram sua grande paixão, o que, no entanto, impediu que ele se dedicasse aos brotos, que lhe teriam dado satisfação bem maior.

domingo, 19 de junho de 2016

Um Momento, Por Favor

"Como você desenvolve um relacionamento?" Essa questão foi apresentada num seminário realizado no Serviço de Relacionamento na ACM. Devo admitir que a pergunta me pegou de surpresa. Estávamos falando em "teoria" todo o tempo e aquela mulher queria métodos concretos para desenvolver um relacionamento comercial, ou de qualquer outra natureza.
Após uma pausa para ordenar meu pensamento, falei que a única coisa que eu podia dizer era a verdade colhida na minha experiência. Um pouco tímido, contei como minha mulher e eu salvamos nosso relacionamento. Lembrei de uma ocasião em que Karen e eu fomos a uma quermesse e ganhei dois corações de veludo vermelho como prêmio de consolação numa barraquinha de jogos. Separei os dois corações, dei um para Karen e guardei o outro.
Estávamos casados há dez anos e passávamos por um "ponto vazio" em nosso relacionamento. Ainda nos amávamos, mas faltava alguma coisa.
Karen não queria continuar com o "vazio". Um dia, ela pegou um dos corações de veludo e escondeu na minha toalha enquanto eu tomava banho. Quando peguei a toalha, o coração pulou. Abaixei para pegá-lo e fui tomado por uma emoção que me remeteu ao dia em que ganhei os corações e ao amor que sentíamos naquele momento.
Então escondi o coração na gaveta de meias dela. Depois ela escondeu na minha gaveta de cuecas. Escondi na geladeira. Ela o cobriu com plástico e escondeu no pote de geleia. Esconder o coração começou a ficar tão divertido quanto achá-lo. Cada vez que um de nós escondia ou achava era um momento precioso, como o momento em que nos apaixonamos, o primeiro beijo, o primeiro olhar para nossos filhos. Cada momento desses é precioso e valorizado.
Como desenvolver um relacionamento? Um momento de cada vez.
Barry Spilchuk
No livro: Você não está só. Histórias de Amor e Coragem.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vamos Começar de Novo

Algum tempo atrás, passei por uma experiência que descrevo como “Atendimento de Alta Classe ao Cliente”. Aconteceu num sábado, num dia frio de inverno, em Toronto.
O fim de semana começou, como em muitas famílias de pais separados, com meus filhos indo visitar a mãe. Kate, minha atual esposa, e eu tivemos um fim de semana sozinhos. Sábado foi um exercício de descanso e tranquilidade. Levantamo-nos tarde e tudo nesse dia foi feito agradavelmente três ou quatro horas depois do habitual.
Depois de passear pelas lojas e galerias, chegamos a um conceituado hotel quatro estrelas, por volta de quatro horas da tarde, prontos para um almoço tardio. Os funcionários do restaurante eram muito atenciosos. Kate pediu qualquer coisa passada na manteiga e, quando o prato chegou, começou a verdadeira aventura.
Em cima do prato de Kate havia a pontinha de uma luva de borracha. Chamei a garçonete.
– O que é isto? – Kate perguntou, devidamente indignada.
– Não estou certa – respondeu a garçonete enquanto levava rapidamente o prato para a cozinha.
Em menos de um minuto a garçonete voltou acompanhada do maître. – Senhora, cometemos um erro terrível e pedimos sinceras desculpas.
Até aí tudo bem.
– Vamos começar de novo – continuou o maître. – Retire tudo da mesa – instruiu à garçonete.
A garçonete começou a retirar tudo – o vinho, os talheres, minha comida, a toalha de mesa – tudo!
– Vamos apagar as lembranças – ele disse.
A mesa foi posta novamente, o cardápio apresentado e novos pedidos de comida e bebida foram feitos. Estávamos, mais uma vez, esperando um almoço fantástico.
O maître retirou a impressão de um serviço ruim e providenciou outro excelente. Não negou a experiência anterior, mas a substituiu por uma melhor e mais rica. A comida estava boa; o atendimento de alto nível. Foi um espetáculo. E a refeição foi por conta da casa.
Richard Porter
Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Cultrix