segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ONDE NASCE A MOTIVAÇÃO?



Paulo Kretly


O que um líder de RH precisa que seus funcionários façam para obter os resultados de negócios que desejam? Atualmente, o departamento de RH das grandes corporações tem enfrentado um grande desafio: criar habilidade para execução das tarefas rotineiras focando as pessoas como processo primordial.

É fundamental que organizemos as atividades, voltando-nos para um processo de três etapas, no qual a pessoa vem em primeiro lugar, a estratégia é o segundo passo depois de definido os indivíduos certos para atingir metas e em seguida parte-se para as operações, que é a terceira etapa deste processo fundamental para eficácia na vida profissional e pessoal dos funcionários de uma organização. Desta forma, o líder em RH se integra aos processos de negócios da companhia, se tornando peça chave no desenvolvimento e execução de atividades que são prioridades.

Pesquisas realizadas pela FranklinCovey apontam que 70% das falhas estratégicas se devem a uma fraca execução de liderança e raramente resultam da falta de perspicácia ou de visão dos profissionais. Somente 26% dos pesquisados têm uma lista de objetivos específicos de trabalho; somente 17% preparam-se para cada dia de trabalho com um plano; somente 37% priorizam tarefas de modo que as mais importantes recebam mais tempo e atenção e somente 54% são capazes de visualizar o que precisam fazer para alcançar os objetivos da empresa.

O papel do líder para mudar esse quadro atual é transmitir aos funcionários três requisitos fundamentais para que estes foquem e executem bem suas tarefas, independente da responsabilidade e cargo que exercem. Esses requisitos baseiam-se em mostrar que o indivíduo tem que saber o que fazer, como fazer e sentir-se motivado para que haja oquerer fazer. Desta forma, o líder tem o papel de treinar seus funcionários para atingir suas prioridades de forma organizacional, garantindo o empenho e dinâmica do seu pessoal e a certeza de que todos estão focados em prioridades do seu negócio e que são capazes de apresentar resultados diariamente com eficácia buscando maximizar os resultados obtidos.

domingo, 2 de setembro de 2012

Procura-se um amigo




Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Morais

Por que não respondem meus emails?


Ter suas mensagens ignoradas é difícil, mas acontece com todo mundo. Entenda os motivos e como lidar com a espera



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É mais confortável achar que esses silêncios sejam resultado de algum problema técnico. Mas, geralmente, o culpado é mesmo a falta de cortesia.



“Quando as pessoas não respondem meus emails, sempre acho que alguma tragédia aconteceu”, diz o escritor e ator John Leguizamo, cujo primeiro casamento acabou quando sua esposa pediu o divórcio via correio eletrônico. “Acho que foram atingidos por um meteorito ou algo assim”.

Betsy Rapoport, editora e coach, diz: “Acho que nunca recebi resposta para nenhum email que tenha mandado para meus filhos, hoje com 21 e 18 anos”. O linguista David Crystal diz que sua mulher recebeu recentemente uma resposta a um email enviado em 2006. “Foi como receber um cartão-postal da Segunda Guerra”, diz. 

 O incômodo silêncio. A pausa que não termina. O mundo está cheio de exemplos de como as características da internet nos fazem escrever e publicar coisas de que nos arrependemos. Mas e quando essas características nos deixam esperando uma resposta no vácuo?

“A internet é algo muito informal, que aconteceu a uma sociedade que, por sua vez, já era informal”, diz P.M. Forni, especialista em etiqueta e autor de “Choosing Civility.” “A infinita quantidade de pessoas que podemos contatar significa que não somos tão cuidados ou gentis quanto deveríamos. De forma consciente ou inconsciente, pensamos em nossos interlocutores como substituíveis ou descartáveis”.

"Não-relacionamento"
 A escritora Diana Abu-Jaber conta que, há alguns anos, teve “um não-relacionamento” com uma colega também escritora que aparentemente se recusava a clicar em “responder”. As duas tinham amigos em comum, e começaram a se dar bem quando saíram para almoçar. Depois do encontro, a colega passou a enviar frequentes emails propondo novos encontros; mas nunca respondia quando Abu-Jaber retrucava com a proposta de horários e lugares.

“Eu não recebia resposta nenhuma e, de repente, semanas depois, chegvam emails com “Você está ocupada? Adoraria te encontrar”. Ou até: “Nossa, que loucura, há quanto tempo! Estou com saudade”.”
 A comediante Jean Villepique passou por um aperto ainda pior há cinco anos, quando desenvolveu uma paixonite por um colega. Depois de um flerte mínimo, ela sentou-se em seu computador e escreveu “um texto terrível que incluía frases como ‘compreensão especial’ e ‘não estou com vontade de me fazer de tímida ‘. Esperar a resposta foi como tentar manter a cabeça erguida em uma sala que aos poucos vai enchendo de água. Tentava me convencer de que não ia me afogar na humilhação. E ele nunca respondeu”.

 Rapoport, a editora que nunca recebe respostas dos filhos, não é a única que culpa os jovens. “Há uma cortesia profissional que você aprende quando já tem vinte e tantos anos”, diz Leguizamo. “Depois de já ter sido demitido muitas vezes”.

 Independentemente da idade do remetente, uma boa olhada nas razões para as pessoas não responderem, ou responderem de maneira seca, pode ajudar a vida dos não-destinatários.

Um dos cenários foi elucidado por Erin McKean, ex-editora de dicionários da Oxford University Press - emails que exigem esforço são mais ignorados. “Se me mandam um email que requer que eu vá atrás de alguma informação ou desça as escadas, ele vira pedra na minha caixa de entrada. Aí acho que devia mandar algo a mais, como um link engraçadinho para compensar meu atraso – e a procrastinação piora”. Da mesma forma, muitos de nós enrolamos para responder “não” a um RSVP, por exemplo.

Algumas pessoas não respondem porque recebem coisas demais, como o advogado Lawrence Lessig, que em 2004 se livrou da obrigação de responder ao criar uma declaração de “falência de email” que é enviada para todos os remetentes das 200 mensagens que chegam por dia à sua caixa. Desculpando-se por sua falta de “cyber-decência”, Lessig dizia aos remetentes que, se eles reenviassem a mensagem, um programa marcaria seus emails para receberem atenção especial, mas que, mesmo assim, era possível que ele não conseguisse quitar a “dívida”.

Por fim, alguns responsabilizam a falha humana. A atriz Sarah Thyre admite que deleta emails sem querer em seu iPhone. “O ícone da lixeira fica exatamente onde o dedo para depois de dar um scroll!”, lamenta. 
 Então checamos neuroticamente nossas caixas de spam e temos pensamentos rabugentos sobre a pessoa que não nos escreve. Lutamos com quão difícil é se sentir esperando e carente. Em alguns casos, nos dizem que o email foi parar na caixa de spam, uma afirmação que desperta nosso ceticismo ou simpatia (“é a tal mentirinha branca”, diz McKean. “Equivalente a dizer que não pode ir a uma festa porque está mal do estômago”.)

Como lidar

 No fim, além de ativar as confirmações de recebimento, o que muitos acham grosseria, a única esperança é mudar de atitude. “Nós nos comunicamos porque podemos, não porque temos algo importante a dizer”, afirma Forni. “Investimos tempo precioso de nossas reflexões na troca de trivialidades. Quero acreditar que quando nós topamos com esses “buracos negros” de silêncio na internet, isso em parte significa pelo menos que alguém está reagindo à tirania da hiperconexão”. “Devem haver almas espertas e corajosas que perceberam que pensar é mais importante do que comunicar”, acredita. 

 O monge budista Jisho Perry ensinou, 75 horas depois do email com pedido de entrevista ter sido enviado, que “a paciência é a habilidade de acabar com nossas expectativas”.




sábado, 1 de setembro de 2012

Consertar o que Está Quebrado


A estradinha estreita que corta Nazaré
É longa ao viajante que a percorre a pé,
Mas quem arfante trilhar esse caminho inteiro,
Há de passar à porta de um Mestre Carpinteiro.
E nessa estrada de terra, levantando tanto pó
Anda o povo o dia inteiro atarefado que só.
E todo dia há quem bata à porta do Carpinteiro
Levando algo quebrado que há de mister consertar.
Leva a menina a boneca,
O lavrador, o arado;
A mulher leva a cadeira...
E tudo isso em que estado!
E cada um a seu tempo
Recebe o que encomendou,
A ferramenta, o brinquedo, o móvel que se quebrou,
Pronto de novo, perfeito e consertado a contento.
Sai um ano, entra outro, numa longa sucessão,
E o povo esperançoso, a passo cansado e lento,
Leva a carga estrada acima numa longa procissão
E cada qual faz ouvir o mesmo pedido e lamento:
“Ó meu Senhor Carpinteiro!
Tende piedade de nós!
Sara o coração cansado,
Emenda esta vida desfeita deposta diante de Vós!”
E com mão terna e segura
O
A estradinha estreita que corta Nazaré
É longa ao viajante que a percorre a pé,
Mas quem arfante trilhar esse caminho inteiro,
Há de passar à porta de um Mestre Carpinteiro.
E nessa estrada de terra, levantando tanto pó
Anda o povo o dia inteiro atarefado que só.
E todo dia há quem bata à porta do Carpinteiro
Levando algo quebrado que há de mister consertar.
Leva a menina a boneca,
O lavrador, o arado;
A mulher leva a cadeira...
E tudo isso em que estado!
E cada um a seu tempo
Recebe o que encomendou,
A ferramenta, o brinquedo, o móvel que se quebrou,
Pronto de novo, perfeito e consertado a contento.
Sai um ano, entra outro, numa longa sucessão,
E o povo esperançoso, a passo cansado e lento,
Leva a carga estrada acima numa longa procissão
E cada qual faz ouvir o mesmo pedido e lamento:
“Ó meu Senhor Carpinteiro!
Tende piedade de nós!
Sara o coração cansado,
Emenda esta vida desfeita deposta diante de Vós!”
E com mão terna e segura
O Excelente Carpinteiro
Sua vida verte na nossa,
Agora nova, perfeita, transformada por inteiro.
“Deponho ante Vós, em pedaços, as vaidades do coração.
Tomai-as, a fé, as quimeras, o desejo e a ambição
Destrói todas por inteiro e dessa pobre ruína,
Ó meu Senhor Carpinteiro, criai a obra Divina.”19
 Excelente Carpinteiro
Sua vida verte na nossa,
Agora nova, perfeita, transformada por inteiro.
“Deponho ante Vós, em pedaços, as vaidades do coração.
Tomai-as, a fé, as quimeras, o desejo e a ambição
Destrói todas por inteiro e dessa pobre ruína,
Ó meu Senhor Carpinteiro, criai a obra Divina.”19

19. George Blair, “The Carpenter of Nazareth”, em Obert C. Tanner, Christ’s Ideals for Living, Salt Lake City: Manual da Escola Dominical, 1955, p. 22 [Tradução livre].

Vender Melões



Há uma história interessante que contém uma advertência.
Dois homens fizeram uma sociedade e montaram uma pequena barraca à beira de uma estrada movimentada. Compraram um caminhão e foram até o campo de um fazendeiro, onde carregaram o caminhão de melões, pagando um dólar por melão. Dirigiram o caminhão carregado de volta para a barraquinha, onde venderam os melões a um dólar cada. Voltaram para o campo do fazendeiro e compraram outro carregamento de melões, pagando um dólar por melão. Transportaram-nos até a estrada e novamente os venderam por um dólar cada. Quando voltavam para o campo do fazendeiro a fim de apanharem outro carregamento, um dos sócios disse para o outro: "Não estamos ganhando muito dinheiro nesse negócio, estamos?" "Não, não estamos", respondeu o outro. "Será que precisamos de um caminhão maior?" 


Nós também não precisamos de um carregamento maior de informações. Tal como os sócios na minha história, nossa maior necessidade é a de um enfoque mais claro sobre como devemos valorizar e utilizar o que já possuímos.

Devido à tecnologia moderna, o conteúdo de imensas bibliotecas e outras fontes de dados estão ao alcance de muitos de nós. Alguns decidem passar horas incontáveis navegando sem rumo certo pela Internet, assistindo a programas triviais na televisão ou vasculhando enormes pilhas de informações. Mas com que objetivo? Aqueles que se empenham nessas atividades são como os dois sócios de minha história, correndo de um lado para o outro, carregando cada vez mais melões no caminhão, mas deixando de perceber a verdade essencial de que não teremos lucro em nossos esforços se não compreendermos o verdadeiro valor do que já temos à nossa disposição.

Um poeta descreveu essa ilusão como um "ciclo sem fim" que traz "o conhecimento de palavras, mas a ignorância da Palavra", na qual a "sabedoria" "se perde em meio ao conhecimento" e o "conhecimento" "se perde em meio à informação".