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quinta-feira, 27 de junho de 2013

10 características do falso líder

A busca incessante por lideranças que façam a diferença para o negócio, só tende a aumentar. Mesmo as empresas que já contam com líderes capacitados, que levem suas equipes a terem um ótimo desempenho, continuarão na constante captação de novos talentos e investirão na formação dos líderes do futuro. Apesar dessa visível preocupação focada nas lideranças, há ainda quem detenha o "título" de líder, mas que na verdade, no dia a dia, não consegue nem dar um norte às próprias atividades quanto mais a uma equipe formada por pessoas com experiências e competências comportamentais completamente diferenciadas. Infelizmente, ainda, há pessoas que conseguem "driblar" a real visão de que pertencem ao grupo dos que apenas delegam ordens, mas que nunca conseguirão segurar o "leme" dos profissionais que estão sob suas responsabilidades. Abaixo, seguem algumas características dos falsos líderes.
1 - "Eu sei de tudo. Dou conta do meu departamento e não preciso de modismos". Um verdadeiro líder sabe que seu desenvolvimento precisa ser constante. E mais: o aprendizado não ocorre somente de maneira formal, através de treinamentos. O gestor precisa ser autodidata e reconhecer que sempre é possível aprender com aqueles que formam seu time.
2 - Se a empresa institui um Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o "pseudogestor" entra em pânico e é o primeiro a levantar a "bandeira da resistência". Tenta convencer os demais gestores de que essa ação, desenvolvida pelo "tal RH", é apenas para mostrar serviço e finca os "pés" na zona de conforto.
3 - Caso a área de Recursos Humanos procure o "falso líder" para dar respaldo às suas atividades ou, então, firmar parcerias que visem o bem-estar da equipe, torna-se visível a repulsa. Para ele, o RH nada tem a fazer em seu departamento e deve preocupar-se apenas com assuntos burocráticos. A "moda" de RH Estratégico é passageira e sua equipe não necessita de intrusos para atrapalhar.
4 - Quando uma atividade mais complexa precisa ser desenvolvida, o falso líder convocar um ou dois membros da sua equipe para realizar o trabalho. Determina prazos, mas não acompanha o processo. Ao final, cobra o conteúdo produzido, dirige-se à diretoria para cumprir das determinações e, em momento algum, cita que contou com a "ajuda" de terceiros. Os "louros" recaem sobre sua cabeça, o que garante a sua permanência no cargo de "liderança".
5 - Outra característica de quem se autointitula de líder, mas que na prática passam bem longe, é acreditar que todos que estão ao seu redor cobiçam sua colocação na empresa. Quando identifica alguém que pode destacar-se e chamar a atenção dos dirigentes, imediatamente providencia o desligamento do profissional porque se sente ameaçado.
6 - Para o falso líder, a comunicação interna é pura perda de tempo. E indaga: "Por que parar para conversar com a equipe, se as pessoas terão que parar suas atividades por uma hora ou até menos? Todos têm que continuar a todo o vapor em suas atribuições, afinal são pagos para trabalhar e não para conversar, mesmo que os assuntos estejam relacionados à superação de metas.
7 - E por falar em metas, quando o "falso líder" percebe que ficará seu setor ficará abaixo das expectativas da empresa, utiliza um estimulo motivacional, no mínimo, bizarro. Apela para gritos, ameaças de demissão e chega a cometer ações consideradas como assédio moral.
8 - A política de Portas Abertas para o "falso líder" só deve ser colocada em prática se a outra pessoa detém o título de liderança, é seu superior ou alguém que comparece à empresa para tratar de assuntos do seu próprio interesse
9 - Se uma equipe é o reflexo do seu gestor, aqueles que estão sob o julgo da "falsa liderança" apresentam sinais preocupantes para qualquer empresa como, por exemplo, desmotivação, situações de conflitos constantes entre os pares, presenteísmo, absenteísmo e baixo desempenho.
10 - Um péssimo hábito de um "falso líder" também se apresenta quando o processo de avaliação de desempenho chega às suas mãos, para que ele cumpra o papel de analisar a performance dos liderados. Ao invés de considerar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada pessoa que compõe o time, faz elogios apenas com quem esporadicamente simpatiza e deteriora a imagem dos demais colaboradores, mesmo que tenham uma atuação digna de elogios.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A proatividade: princípio para o sucesso


A proatividade deve ser entendida como a capacidade de tomar a iniciativa em dado processo ou atividade de forma a agir com foco no resultado positivo que atenda as exigências dos clientes internos e externos da organização. Cliente interno deve ser entendido como os colaboradores (diretos e indiretos) presentes nos processos produtivo da organização.
Princípios Básicos da Proatividade 
1 - Determinação - Força e foco para alcançar os objetivos predeterminados e que são alvo de esforço contínuo.
a) Não basta fazer a sua parte, mas deve contribuir para que a equipe ou o grupo consigam alcançar o objetivo maior.
b) Os obstáculos não devem servir como barreira ou como agentes que provocam desânimo. Eles devem servir como motivadores para a busca de mecanismos para superação.
c) Entender que a definição de vitória é o fato de prosseguir a jornada no momento em que a grande maioria opta por parar.
2 - Visão - Percepção da realidade e visão sistêmica para obtenção de resultados mais expressivos.
a) Plano de Vida e Comprometimento - O plano de vida é essencial para revelar a perspectiva de futuro que conduzirá o indivíduo a buscar as suas realizações de forma proativa e dinâmica.
b) Iniciativa - É necessário um bom nível de inovação nas ações (sejam elas operacionais, táticas ou estratégicas) originárias de um processo constante de criatividade.
c) Motivação - Buscar as metas traçadas e efetuar tarefas com o máximo de empenho. Motivar os seus pares faz parte deste importante processo.

Atitudes que comprometem a Proatividade
1 - Apresentar-se como uma pessoa inacessível ou de difícil relacionamento, pois isso fará com que as pessoas tenham resistência às ideias apresentadas.
2 - Falta de zelo e preocupação com a aparência e a higiene pessoal.
3 - Dificuldade de trabalho em equipe.
4 - Falta de empenho na execução das tarefas e inexistência do cumprimento dos prazos.
5 - Apresentar determinados tipos de preconceitos.
6 - Mostrar uma capacidade baixa de flexibilidade.
7 - Ser uma pessoa profundamente negativa e pessimista.
8 - Não deter capacidade de ouvir as pessoas e filtrar boas ideias de forma a aproveitar sugestões inovadoras.
9 - Dificuldade de comunicação.
10 - Ter dificuldade em se adaptar à cultura da organização, ao ambiente da empresa e, sobretudo, aos valores centrais da organização.
A proatividade, no âmbito empresarial, deve sempre ser entendida como um processo que depende de um bom entendimento do trabalho em equipe. O uso da proatividade em caráter individualista pode e deve ser entendido como abuso de poder e em alguns casos como insubordinação. Quando o uso está dentro de um contexto de equipe e direcionado para ações de objetivos comuns e maiores de uma organização, o efeito é extremamente positivo.
Para isso, algumas frases cotidianas e até certos pontos comuns, devem ser abolidas do "dicionário" daqueles que desejam ter a proatividade como algo presente em sua realidade:
- O culpado é o setor X.
- O problema não é meu!
- Cuide de suas atividades.
- Quem você pensa que é, para me ensinar algo?

É importante ressaltar que o uso da proatividade não deve ser restrito ao âmbito profissional, mas expandida a todas as áreas de atuação de um indivíduo. O foco, ao utilizar à proatividade, deve ter em mente as realizações necessárias e que lhe promovam autorrealização. Abaixo são listadas as outras áreas em que a proatividade é importante:
Familiar - Consiste na preocupação de se antecipar a problemas ou a situações desfavoráveis. Exemplo: qual o seu nível de iniciativa para reatar relacionamentos familiares?
Física - Retrata o nível de controle que o indivíduo tem sob sua saúde física, a iniciativa de fazer exercícios físicos, fazer dieta e controle de alimentação.
Social - Diz respeito à capacidade de promover novos relacionamentos e buscar relacionamentos e convívios poucos prováveis usando a capacidade de criação.
Financeira - Manter o equilíbrio financeiro mesmo em situações extremas e nunca permitindo que o "caos financeiro" o acompanhe, pois estará sempre promovendo ações de controle e iniciativas de redução de custos.
Espiritual - É importante que o indivíduo busque seu equilíbrio espiritual e tenha iniciativa em procurar os meios, para que isso ocorra e assim consiga viver intensamente o seu lado espiritual.
Mental - Capacidade de identificar ações ou pensamentos que lhe promovem sensação de plenitude mental e satisfação.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você é carismático?


O carisma é uma característica proveniente da condição de natureza de uma pessoa. É natural nesta pessoa a simpatia, a capacidade de fazer amigos, de se comunicar, de conquistar pessoas, afetos, negócios e de transmitir algo que muitas vezes não é palpável e nem visível, mas, que todos podem perceber, sentir e, muitas vezes, até mesmo ver.

É uma qualidade fortemente ligada à força e ao poder da presença da pessoa, contribuindo para torná-la inesquecível e encantadora. Uma pessoa centrada, presente na situação e nas relações faz com que estejamos atraídos por ela, o que desperta o nosso interesse mesmo antes de conhecê-la melhor.
“O carisma é, por definição, positivo. Na sua base implícita de ética e reciprocidade, o importante é inspirar os outros e construir um “nós” e, não, um “eu”, diferente da manipulação, em que as boas qualidades são utilizadas para conseguir uma vantagem pessoal”, explica Eduardo Shinyashiki, palestrante, consultor organizacional e escritor.
Geralmente são pessoas agradáveis e que todos gostam de “estar junto” a elas, possuem alto astral, autoimagem e autoestima muito positivas. Muitas vezes, desenvolvem trabalhos que beneficiam muitas pessoas, pois através do carisma, as pessoas carismáticas acabam por conquistarem condições e oportunidades que se abrem para elas, muitas vezes de forma mais “fácil” do que para outras.
“Desta forma, o carismático tem tendência para ser líder e estar a frente de trabalhos fortes e de amplitude maior (social, político, religioso e  econômico). O carismático possui um grande potencial dinâmico, é muito ativo e produz bastante”, enfatiza Ramy Arany, co-fundadora do Instituto KVT.
Toda pessoa carismática é profundamente sedutora e este é um de seus pontos fortes, entendendo que a sedução não é a amorosa ou sexual, mas sim de atrair e conquistar pessoas, coisas e situações.

Onde o carisma pode contribuir para o profissional?

O carismático sabe bem aproveitar as oportunidades e marcar sua presença. Por se destacar em meio a demais pessoas ele é geralmente um líder.  Com isso, a pessoa torna-se mais confiante, alegre, positiva, bem humorada e também mais assertiva, pois seu emocional é mais equilibrado em relação a ter menos dúvidas.
“A parte negativa é abusar da própria força carismática e direcioná-la somente para interesses pessoais. Usar da força de sedução para conquistar coisas, pessoas, situações que o beneficie bem como a seus interesses particulares. É importante que o carismático desenvolva uma consciência mais voltada para um benefício que abranja um maior número de pessoas. Penso que o ponto mais difícil e negativo é o uso indevido do poder carismático”, explica a especialista.

É possível desenvolver o carisma?

De acordo com Eduardo Shinyashiki, toda pessoas pode desenvolver o seu lado carismático, pois, é importante ressaltar que o carisma não é uma qualidade ou um dom que nasce com a pessoa. “Ele é uma característica que pode ser desenvolvida ao longo da vida. Também vale lembrar que elemento principal presente em quem tem carisma é a intenção verdadeira e honesta de inspirar, servir e se dedicar às pessoas, a um objetivo comum e ao interesse dos envolvidos. É a intenção autêntica de honrar e respeitar os outros que torna a pessoa magnética e carismática”, conta o consultor.
Para evitar desconfortos e ser mal interpretado quanto a habilidade carismática é necessário manter a própria intenção interna verdadeira e honesta. “O carisma não é sedução ou manipulação, mas é se dedicar às pessoas, se for uma pessoa de valores essenciais não acredito que terá algum problema de ser confundido em suas intenções, porém, há pessoas que, por escolha própria, exercem poderes que deixam dúvidas em relação aos seus propósitos. Penso que a consciência é a maior condição de autoproteção”, ressalta Ramy Arany.

Quais as principais características de uma pessoa carismática?

Existem quatro tipos de características que identificam uma pessoa carismática. São elas:
Capacidade de se comunicar, que significa saber ouvir com atenção os outros para poder transmitir uma visão, um sonho, uma missão e construir consenso;
Capacidade de se relacionar, ou seja, compreender as outras pessoas, suas vontades, opiniões, cultura, as motivações e se colocar no lugar do próximo para poder flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes e poder motivar o grupo e representá-lo nos seus valores como um de seus integrantes;
Capacidade de conhecer a si mesmo, saber direcionar os pensamentos em direção ao resultado, construir uma autoimagem positiva, em que a autoconfiança e a automotivação estejam presentes e fortaleçam a identidade;
Capacidade de realizar, que é saber colocar em prática e concretizar as palavras e intenções, com o objetivo de gerar resultados, satisfazendo as necessidades do grupo representa.


Fonte: Você é carismático? | Portal Carreira & Sucesso 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ONDE NASCE A MOTIVAÇÃO?



Paulo Kretly


O que um líder de RH precisa que seus funcionários façam para obter os resultados de negócios que desejam? Atualmente, o departamento de RH das grandes corporações tem enfrentado um grande desafio: criar habilidade para execução das tarefas rotineiras focando as pessoas como processo primordial.

É fundamental que organizemos as atividades, voltando-nos para um processo de três etapas, no qual a pessoa vem em primeiro lugar, a estratégia é o segundo passo depois de definido os indivíduos certos para atingir metas e em seguida parte-se para as operações, que é a terceira etapa deste processo fundamental para eficácia na vida profissional e pessoal dos funcionários de uma organização. Desta forma, o líder em RH se integra aos processos de negócios da companhia, se tornando peça chave no desenvolvimento e execução de atividades que são prioridades.

Pesquisas realizadas pela FranklinCovey apontam que 70% das falhas estratégicas se devem a uma fraca execução de liderança e raramente resultam da falta de perspicácia ou de visão dos profissionais. Somente 26% dos pesquisados têm uma lista de objetivos específicos de trabalho; somente 17% preparam-se para cada dia de trabalho com um plano; somente 37% priorizam tarefas de modo que as mais importantes recebam mais tempo e atenção e somente 54% são capazes de visualizar o que precisam fazer para alcançar os objetivos da empresa.

O papel do líder para mudar esse quadro atual é transmitir aos funcionários três requisitos fundamentais para que estes foquem e executem bem suas tarefas, independente da responsabilidade e cargo que exercem. Esses requisitos baseiam-se em mostrar que o indivíduo tem que saber o que fazer, como fazer e sentir-se motivado para que haja oquerer fazer. Desta forma, o líder tem o papel de treinar seus funcionários para atingir suas prioridades de forma organizacional, garantindo o empenho e dinâmica do seu pessoal e a certeza de que todos estão focados em prioridades do seu negócio e que são capazes de apresentar resultados diariamente com eficácia buscando maximizar os resultados obtidos.