Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2013

Mas onde está o seu lar?


Muitos de nós devem lembrar-se de uma história que era contada quando éramos jovens, a respeito de um menininho que foi raptado da casa dos pais e levado para uma vila distante. Por causa disso, aquele menininho cresceu até tornar-se um rapaz, sem conhecer seus pais verdadeiros ou seu lar terreno.
Mas onde estava o seu lar? Onde poderia encontrar seu pai e sua mãe? Se ao menos conseguisse lembrar o nome deles, teria mais esperança nessa tarefa. Ele procurou desesperadamente lembrar-se ainda que fosse de um pequeno vislumbre de sua infância.
Como um lampejo de inspiração, ele lembrou-se do som de um sino que tocava no alto da torre da igreja da vila, todas as manhãs de domingo. O rapaz percorreu uma vila após outra, sempre procurando ouvir aquele sino conhecido. Alguns sinos eram semelhantes, outros muito diferentes do som que ele se lembrava.
Por fim, o cansado rapaz parou, certa manhã de domingo, diante da igreja de uma cidadezinha típica. Ele ouviu atentamente o sino começar a soar. O som lhe era familiar. Era diferente de todos os que tinha ouvido, com exceção do sino que tocava na lembrança que tinha da sua infância. Sim, era o mesmo sino. Seu som era verdadeiro. Seus olhos encheram-se de lágrimas. Seu coração ficou repleto de alegria. Sua alma transbordou de gratidão. O rapaz caiu de joelhos, ergueu os olhos para além da torre do sino, fitando o céu, e numa oração de gratidão sussurrou: "Graças a Deus. Estou em casa".
Espero que possamos nos lembrar de ouvir os  sussurros do Espírito de Deus e lembrarmos do amor do Salvador e de sua bondade e esperança que possamos encontrar o caminho de volta de nosso lar celestial.
Uma boa semana 

domingo, 2 de junho de 2013

Um Estranho em Nosso lar ou "O Monstro de Um Olho Só".


Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares: minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar. O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa? Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram, às vezes, evidentes, outros sugestivos, e geralmente vergonhosos. Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar. Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia... Seu nome?
Nós o chamamos Televisão, mas alguns especialistas o chama de o "O Monstro de Um Olho Só".
Agora ele tem uma esposa que se chama Computador, e um filho que se chama Celular!

Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.