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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Vontade sem Ação é Como Trabalho sem Direção

Estava eu olhando o velho John, entretido em varrer as folhas secas do jardim. A área era grande, e o velho caprichava em não deixar nem uma folha no gramado. 

"John," disse eu sorrindo, "que maravilha se você pudesse, só a um desejo seu, ver todas estas folhas, de repente, empilhadas num monte!"

"E posso mesmo," disse o velho prontamente.

"Se você pode, vamos ver!", desafiei.

"Folhas! Juntem-se todas!", disse o velho, numa voz de comando. E lá continuou limpando a relva até que as folhas ficaram juntas num só monte. "Viu?", Disse-me, sorrindo, "É este o melhor meio de vermos realizados os nossos desejos. Trabalhar, com afinco, para que aquilo que queremos seja feito."

O incidente calou-me no espírito. Mais tarde, ao estudar a biografia dos cientistas, dos reformadores e de todos aqueles cujas obras nos parecem, por vezes, milagres deveras sobrehumanos, descobrí que adotavam geralmente o sistema do velho jardineiro.

Todas as suas realizações resultaram do fato de que estes homens, desejando fortemente chegar a certo objetivo, nunca cessaram de lutar por alcançá-lo. 

Relato de: Horace Otis - Ohio-EUA

"De algumas Regras Nunca devemos nos Esquecer..."
Crescemos quando nos tornamos críticos criativos de nós mesmos...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Escolhas


Se eu pudesse escolher seria feliz por, pelo menos, oito horas por dia. Todos os dias.
Reservaria o tempo restante para viver as pequenas agruras naturais. Mas seriam leves.
Porque haveria a certeza de que a cada dia eu teria a minha cota de felicidade.

Se eu pudesse escolher reservaria algumas horas, todos os dias, para fazer só o que pudesse fazer os outros felizes. Dedicação total.

Se eu pudesse escolher, pararia qualquer coisa que estivesse fazendo às cinco horas da tarde e me sentaria para assistir ao pôr do sol. Escolheria lugares especiais. Procuraria não me repetir muito. 
O horário do pôr do sol seria algo assim, sagrado. O meu horário para observar a Deus.

Se eu pudesse escolher, viveria entre o mar e as montanhas. No meio do caminho. Nem muito longe de um, nem muito longe do outro. 
Plantaria flores, teria vasos na janela, muitos livros na cabeceira da cama e á noite, depois do trabalho - sim, porque se eu pudesse escolher trabalharia sempre, produziria sempre - eu me sentaria para contemplar o céu, as estrelas, a noite.

Se eu pudesse escolher, sorriria sempre. Mas choraria também, ás vezes, para não esquecer o que a lágrima significa. Viver só de sorrisos não é uma boa opção.

Se eu pudesse escolher, faria uma declaração de amor todos os dias. Só para sentir aquele sabor de ridículo que nos enche á alma e que é imprescindível á felicidade.

Se eu pudesse escolher, plantaria sementes e "perderia" horas vendo-as germinar e lamentaria por aquelas que não conseguissem se transformar em flor.

Se eu pudesse escolher, viveria a vida de uma forma mais leve, menos dolorosa, mais intensa, menos angustiante.
Nem sempre temos como opções as escolhas que faríamos se pudéssemos escolher. Mas há escolhas que nos são oferecidas sempre.
A de provocarmos sorrisos, de abraçarmos, de dizermos que amamos para quem amamos mesmo que eles não entendam o que é amor.
A possibilidade de transformarmos dentro de nós o cenário e aprendermos que, como não temos muitas escolhas, precisamos viver quinze minutos de felicidade com tanta intensidade que eles possam ser transformados em horas, dias, meses, no tempo que escolheríamos.

Se pudéssemos escolher...


Está  chegando o fim de ano, então por que não começar escolher melhor agora?