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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Seu Tempo Acabou

Ele era o presidente de uma das maiores agencias de publicidade e eu um jovem consultor administrativo. Eu havia sido indicado por um de seus funcionários que tinha visto meu trabalho e achou que eu tinha algo a oferecer. Eu estava nervoso. Nesse estágio da minha carreira, não era sempre que eu tinha a oportunidade de falar com o presidente de uma companhia.
A reunião estava marcada para as dez da manhã e deveria durar uma hora. Cheguei cedo. Às dez horas em ponto fui levado a uma sala grande e arejada, com móveis estofados de um amarelo vivo.
As mangas de sua camisa estavam dobradas e a expressão de seu rosto era severa.
– Você tem apenas vinte minutos – falou rudemente.
Fiquei sentado ali, sem dizer uma palavra.
– Eu disse que você tem apenas vinte minutos.
Novamente nem uma palavra.
– Seu tempo está se esgotando. Por que não diz nada?
– Os vinte minutos são meus – respondi. – Posso fazer o que quiser com eles.
Ele deu uma gargalhada. Depois disso, conversamos por uma hora e meia. Consegui o emprego.
Martin Rutte

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Quanto Tempo?

Nasrudin estava cortando lenha na beira da estrada. Depois de algum tempo, um homem veio pela estrada, caminhando na direção da cidade mais próxima, e perguntou a Nasrudin:
- Quanto tempo até chegar a próxima cidade?
Nasrudin ouviu, mas nada disse. Por isso o homem, em voz mais alta, insistiu:
- Quanto tempo para chegar até a próxima cidade?
Mas Nasrudin continuou em silêncio. Dessa vez o homem gritou, indignado:
- Quanto tempo para chegar a próxima cidade?
Como Nasrudin continuasse mudo, o homem chegou à conclusão de que ele era surdo; e assim se pôs a caminhar depressa no rumo da cidade. Nasrudin observou-o a caminhar por uns instantes e de repente lhe gritou:
- Uma hora!
- Por que não me disse isso antes? - desabafou o viajante zangado.
- Porque eu primeiro precisava conhecer a velocidade que você caminha - respondeu Nasrudin.

domingo, 17 de agosto de 2014

Aos Que Virão Depois de Nós


Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)


Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.


domingo, 30 de junho de 2013

Porque o Tempo passa mais rápido?

LEIA ATÉ O FIM, VALE A PENA

Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal o Estado de São Paulo).

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos
movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma
mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... Você começará a perder noção do
tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as
reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono,
fome, sede e pressão sangüínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do
movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos,
como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso
cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar,
conscientemente, tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não
aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela
primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está
acontecendo. É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece
que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada
vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito
complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê
com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha
trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de
repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para
a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...
São apagados de sua noção de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a
experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir
- as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão,
reclamações...enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente
parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e
cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos
de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza
muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da
vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os
anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e
Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire
férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no
seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de
aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de
momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou
daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma,
visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor
do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no
Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha
roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a
mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja
diferente.
Se você tiver condições, especialmente se já estiver aposentado, vá
com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras
culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... Em outras
palavras... V-I-V-A.
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai
parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a
viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito
mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da
vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com
religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já
entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com
qualidade, emoção e vida

sábado, 21 de julho de 2012

O Total de Horas no Tempo...




Em algo que escreveu, cerca de meio século atrás, Arnold Bennett disse: “Os filósofos explicaram o espaço. Mas não explicaram o tempo. Ele é a inexplicável matéria-prima de tudo. Com ele tudo é possível, se ele nada. O suprimento de tempo é verdadeiramente um milagre diário... Você acorda pela manhã, e... Magicamente sua bolsa diária tem vinte e quatro horas... É seu. É o mais preciso de todos os bens... E ninguém recebe um empréstimo do futuro... Só pode desperdiçar a próxima manhã, pois está reservado para você para você. Não pode desperdiçar a próxima hora, pois está guardada para você. Você tem de viver nessas vinte e quatro horas diárias no tempo. Daí você tem que produzir a riqueza, o respeito, o contentamento, o respeito e a evolução da sua alma imortal. O seu uso correto, o seu uso mais eficaz é uma questão da máxima premência... Tudo depende disso”.

É aconselhável que examinemos seriamente o tempo total existente e o tipo de uso que fazemos de todas as horas, sempre que tivermos de decidir se temos ou não tempo para alguma coisa que queremos fazer ou algo que não queremos.

Existem 168 horas em toda a semana de vida. Tire daí 40 – o que é considerado por muitos como uma semana normal de trabalho - e sobram 128 horas. Então tire 7. vezes 8 horas, correspondentes aos períodos de sono, são 56 horas. É claro que uns trabalham ou dormem mais e outros muito menos – há também muito ir e vir, muita variedade de atividades e obrigações – tudo que diminui a quantidade de horas – mas mesmo assim, 168 menos 40, menos 56, ainda sobram 72 horas por semana para alguma coisa. E quando dividimos nossa vida em trabalho, sono e outras atividades, faríamos bem se levássemos em consideração a quantidade total de tempo.

Há “um grande fato claramente declarado”, escreveu Jonh Ruskin: “Não há riqueza além da vida” – e nós acrescentaríamos que o tempo é a sua essência à medida que rapidamente nos dirige para a eternidade.

Elder Richard L. Evans
A Liahona Janeiro de 1980, pág. 47.
Valdir Malagueta