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sábado, 11 de julho de 2015

A luva de Jessie


Todos os anos faço treinamento de gerentes para a Circle K Corporation, uma cadeia nacional de lojas de conveniência. Um dos tópicos que abordamos em nossos seminários é como manter a qualidade dos funcionários, um verdadeiro desafio para os gerentes quando se leva em consideração a escala de salários do setor de serviços. Durante essas discussões, costumo perguntar aos participantes:
“O que fez com que você ficasse tempo suficiente para se tornar um gerente?” Tempos atrás, fiz essa pergunta a uma gerente que devagar, com a voz embargada, disse: “Uma luva de beisebol de 19 dólares.”
Cyntia disse ao grupo que no início aceitara um emprego de vendedora na Circle K como um trabalho temporário enquanto procurava algo melhor. No segundo ou terceiro dia atrás do balcão, seu filho Jessie, de 9 anos, telefonou para ela. Ele precisava de uma luva de beisebol para a Liga Infantil. Ela explicou que, como mãe solteira, o dinheiro era muito curto e que o primeiro salário seria utilizado para pagar as contas. Talvez ela pudesse comprar a luva de beisebol com o segundo ou terceiro salário.
Quando Cyntia chegou ao trabalho na manhã seguinte, Patrícia, a gerente da loja, pediu-lhe que a acompanhasse até um quartinho atrás da loja, que servia como escritório. Ela se perguntava se havia feito algo errado ou deixado algum trabalho incompleto no dia anterior. Estava preocupada e confusa.
Patrícia entregou-lhe uma caixa e disse:
- Ouvi sem querer a conversa que teve com seu filho ontem e sei que é muito difícil explicar essas coisas para as crianças. Isto é uma luva de beisebol para Jessie, porque, provavelmente ele não compreende o quanto ele é importante, mesmo que você tenha de pagar as contas antes de comprar a luva. Você sabe que não podemos pagar pessoas boas como você como gostaríamos, mas realmente nos importamos e quero que saiba que você é importante para nós.
A consideração, a compreensão e o amor dessa gerente de loja de conveniência demonstram claramente que as pessoas se lembram muito mais da preocupação que o patrão demonstra por elas do que quanto ele lhes paga. Uma lição importante pelo preço de uma luva de beisebol da Liga Infantil.
Rick Phillips
Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cerque-se de pessoas agregadoras

Por Cersi Machado para o RH.com.br

Será que as pessoas com as quais nos relacionamos podem influenciar nossas atitudes? Para obter sucesso pessoal ou profissional devemos nos relacionar com pessoas que acrescentam coisas boas em nossas vidas. Você já se perguntou se tem andado em boa companhia? Pois, sabe aquelas pessoas negativas, que não querem se dedicar a melhorar, que puxam os outros pra baixo? Aquelas mal humoradas e "reclamonas"?

Então, elas vão colocar obstáculos desnecessários em seu caminho. Por outro lado, existem pessoas positivas que agregam bons sentimentos, ideias e estímulos que nutrem a relação, contribuindo para o seu crescimento. Essas pessoas são chamadas de agregadoras.

É claro que sempre é você quem permite se alguém vai te influenciar ou não. A escolha sempre está em suas mãos. Mas é preciso entender que, com o passar do tempo, você pode começar a se parecer com a pessoa com a qual convive por certo tempo, começa a enxergar o mundo do jeito que ela enxerga. Se seu amigo mais próximo é um pessimista, fique atento para não ficar como ele, pois ninguém se aproxima de alguém se não tiver algo que se identifique. Lembre-se: semelhante atrai semelhante. Uma pessoa se torna as cinco pessoas com quem ela passa mais tempo; cerque-se de boas pessoas e você se tornará igual a elas. (Tom Peters)
Um estudo realizado pela Harvard Medical School revelou que as pessoas que nos rodeiam influenciam nosso humor. Se uma pessoa de seu convívio fica feliz, a chance de você ficar mais contente, só por conviver com ela, é de 60%. Como se fosse um efeito dominó, a felicidade contagia. Outro estudo revela que uma pessoa tem 15% mais chance de ficar bem-humorada se estiver diretamente em contato com a pessoa nesse estado de espírito.

A ciência está revelando que a influência de nossas companhias pode ser decisiva para o progresso de nossas vidas. Conviver com pessoas de alto astral, positivas e determinadas, aumentam as possibilidades de viver uma vida mais otimista. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que um indivíduo tem aumento de 42% de possibilidade de ser feliz quando convive perto de uma pessoa de bom astral.

Não sabemos se os resultados das pesquisas apresentadas nesse artigo são válidos para todos os contextos das relações humanas, pois felicidade, bom astral, otimismo, são fatores subjetivos, ou seja, cada pessoa poderá dar significados e interpretações diferentes para o tipo de convivência e sentimentos que tem para com outra pessoa.

Devemos, sim, escolher com quem queremos passar a maior parte do nosso tempo, e esta escolha deve ser feita por uma simples razão: as pessoas podem contribuir ou atrapalhar de alguma forma as possibilidades para vencermos na vida.

Reflita: que tipo de pessoas está à sua volta? Quais são as sete pessoas com as quais você se relaciona com mais frequência? Essas pessoas te apoiam? Elas transmitem bons sentimentos? São pessoas que você pode contar a qualquer momento?

Portanto, se você quiser viver uma vida feliz, repleta de boas perspectivas, escolha cercar-se de pessoas que ofereçam atitudes positivas. Esteja rodeado de pessoas competentes, proativas, confiantes e alegres. Um dos fatores do êxito é se relacionar com quem vai construir junto a você experiências harmoniosas e construtivas. Se quiser alçar voos de águia, não fique preso em terreiro de peru, e nunca se esqueça que ninguém vence sozinho, mas estar cercado de companhias desagregadoras não vai te acrescentar nada. Pense nisso e um forte abraço!