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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Será que Realmente Sentem Inveja de Você?

Texto do  Escritor: Alexandre  Henry 


Que a inveja é uma porcaria, a gente já sabe. Tem muita gente que vive para querer o que a pessoa ao lado tem, seja o carro novo, o namorado mais rico, a roupa da nova coleção, o par de brincos que saiu na TV, enfim, para quem é invejoso não há limites para desejar as conquistas de quem está por perto. Isso é fato.

Mas, vamos refletir um pouco: será que realmente você é uma pessoa que provoca inveja em todos os que estão ao seu redor? Pergunto isso porque vira e mexe vejo adesivos em carros ou frases de efeito no Facebook desdenhando a cobiça alheia. Aliás, há uma clássica: “A força da sua inveja é a velocidade do meu sucesso”. O único problema é que nunca vi frase assim em uma Ferrari ou um Porshe, muito menos vi alguém podre de rico, muito famoso ou poderoso ficar no Facebook falando que a inveja dos outros é combustível para o sucesso dele.

Mas, em compensação, estou cansado de ver adesivos do gênero em carros caindo aos pedaços ou pessoas na lama gritando aos quatro ventos na internet que não adianta sentirem inveja, pois isso “não me derrubará”. Derrubar de onde, cara pálida? Do buraco? O que é que você tem assim de tão especial para provocar tamanha cobiça alheia, tamanho olho gordo? Ganhou na Mega Sena? É lindo feito uma estrela de Hollywood? Tem tanto dinheiro quanto o Eike Batista? É tão poderoso quanto um presidente de uma multinacional? Tem a fama de um jogador de futebol talentoso? Se não tem nada disso, então podem até sentir inveja de uma ou outra conquista sua, mas aquela inveja geral e completa, esteja certo que ninguém sente por você.

Então, vamos parar com essas frases de efeito porque elas só denunciam que você está em uma situação tão ruim que precisa ficar provocando os outros para ver se consegue um pouco de atenção. A verdade é que quem realmente é rico, lindo, famoso, poderoso ou querido por todos não tem tempo, necessidade ou interesse de se preocupar com a inveja alheia, muito menos de ficar colando adesivos no carro ou espalhando frases pela internet para desdenhar a cobiça do vizinho. Quem está bem na vida simplesmente vive e se esquece dos outros que podem ter qualquer sentimento negativo. Aliás, quem é realmente digno de inveja normalmente não chega a provocá-la nas outras pessoas, porque o sucesso de verdade causa muito mais admiração do que inveja.

Por isso, o melhor que você faz é se concentrar na sua própria vida, lutar para conseguir o que quer, ser uma pessoa do bem e espalhar sentimentos bons, pois assim, mesmo que você esteja repleto de conquistas capazes de despertar a inveja dos outros, sua energia positiva fará com que as piores pessoas queiram se aproximar de você por admiração, nunca por inveja.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Inveja, eu?



Quem nunca fez ou foi vítima de fofoca no trabalho que atire a primeira pedra! E saiba que a fofoca é uma das máscaras da inveja.

Convivemos há tantos anos com a inveja que não conseguimos detectá-la e chegamos a nos iludir de que não sofremos desse mal. Entretanto, a inveja nos acompanha desde o nascimento, mas começa a tomar uma proporção maior na idade escolar.

Segundo o dicionário Aurélio, inveja é o "desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio". Portanto, a inveja só pode ocorrer na comparação do eu com o outro.


É por isso que o ambiente competitivo é favorável ao desenvolvimento da inveja. Na escola, além de ler e escrever, aprendemos a competir pela melhor nota, pelo melhor desempenho e, mais tarde, no ambiente de trabalho, pelo melhor salário, melhor carro, melhor casa etc. O mundo competitivo alimenta a inveja e nem sempre prepara o homem para a vida.


A inveja traz sentimentos negativos de inferioridade e baixa autoestima. Ao nos compararmos o tempo todo com o que está fora, perdemos a referência das características positivas que temos.

Como o invejoso não pode ter o que é do outro, ele destrói o que é do outro através de pensamentos, palavras e ações. Exemplo, "fulano é rico, mas é feio!". "Ciclano é inteligente, mas é pobre". "Fulano tem um carrão, mas está cheio de dívidas". O invejoso se vangloria com elogios falsos para compensar o mal estar, e está sempre menosprezando, falando mal e criticando aqueles que inveja.

Outro exemplo de mecanismo é a pessoa que inveja a calma e a inteligência de outrem. Ela ataca o outro até que o "tira do sério". Desta forma, ela consegue tirar a calma do outro e faz com que o outro tenha comportamento nada inteligente.


A inveja também pode afetar os comportamentos sociais, como a afirmação "eu não vou à festa porque só tem gente metida lá, e eu odeio gente metida!". O que está por detrás da aversão à festa é o medo de ser desmascarado. Então, justifica o medo da exposição desvalorizando o evento social e as pessoas que lá estão.


A inveja possui diversas máscaras. Veja alguns exemplos de como a inveja se manifesta no ambiente de trabalho:

Máscara da FOFOCA: o fofoqueiro, ao invés de se esforçar para crescer e progredir, prefere denegrir os outros para compensar a sua índole e ociosidade.

Máscara da LAMENTAÇÃO: percebe-se como "o azarado", sente que nunca é reconhecido pelo trabalho. Uma fala muito comum do lamentador é a comparação, "Você viu o Pedrinho, como tem regalias aqui? Ele entrou aqui há poucos meses e já é coordenador! E eu? Que estou aqui há mais de cinco anos não consegui nada até agora".

Máscara da HIPOCRISIA: apresenta-se sorridente e afetuoso, com palavras amáveis, entretanto, desencoraja o crescimento alheio. Exemplo, "se eu fosse você, eu não correria o risco de falar com o chefe sobre esse assunto. Eu mesmo já vi vários casos de pessoas que, quando foram falar sobre promoção, foram logo demitidas".


Máscara da PIEDADE: mostra-se manso e humilde, entretanto, menospreza o esforço alheio. "É, o coitado é novato mesmo, chega cheio de gás, cheio de vontade, mas a hora que ele perceber como as coisas funcionam aqui, quero ver para onde é que a alegria dele vai".

Máscara da MELANCOLIA: muito parecida com a máscara da lamentação, a diferença é que a melancolia cai mais para a baixa autoestima enquanto que a lamentação coloca a culpa na situação ou em outras pessoas. "Eu me sinto tão burro, sabe? Ele não, ele é tão extrovertido, tão simpático, tão animado, e eu... eu sou tão murcho...".

Máscara do COMPETITIVO: perceptível não apenas por meio das palavras, mas também por meio de comportamentos consumistas. A máxima - "Tem gente que gasta o que não tem, para comprar o que não precisa e mostrar para quem não gosta" - fala por si só!

Máscara do SENSATO: denigre a imagem alheia mostrando o quanto o outro é insensato. Exemplo.: "Se eu tivesse metade do que ele tem, eu estaria feliz!".


Como lidar com a própria inveja?
A única forma de combater a inveja é freando os impulsos comparativos, olhar para si mesmo e aceitar-se (gostar de si mesmo) como realmente é. Quando deixamos de nos comparar aos outros e passamos a nos observar, a autoestima tende a aumentar porque nos permitimos observar o quanto estamos melhorando em diversos aspectos.


O que fazer quando a inveja impera na equipe?
Tente retirar o mecanismo comparador do foco principal da pessoa em questão, trazendo para discussão o comportamento da própria pessoa. Mostre que a comparação não agrega em nada, não ajuda nem a equipe crescer e nem ela mesma.

Dê-lhe feedbacks. O invejoso é inseguro de si mesmo porque não se conhece. Olha tanto para o outro que perde a referência de si mesmo. Mostre a ele os pontos positivos e os pontos que ainda precisa melhorar.


Ajude-o a criar um ideal de vida. O melhor remédio contra a inveja é conhecer o sentido da própria existência e sentir prazer em coisas simples. Incentive-o a ir ao cinema, ao teatro, a ler livros inspiradores, poesias, romances etc.