sábado, 20 de fevereiro de 2016

A Pergunta

Não é espantoso que tão poucos de nós façamos a nós mesmos a importante pergunta?
Há vários anos, fui convidado para ouvir uma interessante palestra que seria endereçada ao corpo estudantil de uma pequena faculdade na Carolina do Sul. O auditório estava repleto de estudantes excitados com a possibilidade de ouvir uma palestrante daquele quilate. Depois que o governador fez a apresentação, ela se dirigiu ao microfone, percorreu a plateia com o olhar, e começou:
 - Minha mãe era surda-muda. Não sei quem é ou quem foi meu pai. O primeiro emprego que consegui foi numa plantação de algodão.
A plateia estava fascinada.
 - Nada tem de continuar da maneira que está se a pessoa não quiser que seja assim - continuou. - Não é uma questão de sorte e não são as circunstâncias do nascimento de alguém que determinam o seu futuro. Nada tem de continuar da maneira que está se a pessoa não quiser que seja assim - repetiu devagar. - Tudo o que ela tem a fazer - acrescentou com voz firme - para mudar uma situação que esteja trazendo infelicidade ou insatisfação  é responder à pergunta: "Como é que eu quero que seja?" Então deve dedicar todos os seus esforços para atingir esse ideal.
Em seguida, deu um lindo sorriso e disse: - Meu nome é Azie Taylor Morton. Estou aqui hoje, diante de vocês, como Secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Um Domingo no Vietnã



O seguinte relato foi escrito por Roger McLaughlin, membro d`A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e médico que serviu na Força Aérea dos Estados Unidos da América, na Guera do Vietnã. Roger e seu amigo Don, tinham saído para fazer algumas verificações, enquanto Tracy, outro de seus amigos, cuidava de seus afazeres, que consistian em ajudar a preparar os cadáveres dos soldados mortos para serem embarcados para os Estados Unidos.
“Entramos por aquela porta, numa enorme sala, onde Tracy estava trabalhando. Um forte odor de desinfetantes químicos empregnava o frescor do ambiente”.
“Tracy estava em pé, ao lado de um corpo quase, deitado em uma das mesas frias de metal. Havia mais oito corpos, em outras mesas semelhantes. Alguns deles ainda estavam vestidos com uniformes encharcados de lama e sangue. Outros estavam nus, com apenas uma toalha no corpo. À sala estava bem iluminada, e não dava impressão de estar-se num necrotério, exceto pela presença de corpos”.
“Tracy olhou para nós e sorriu: Ei rapazes, o que estão fazendo aqui?” Nós sorrimos também e lhes falamos a respeito das jaquetas que iríamos mandar fazer. Seu rosto iluminou-se e ele se nos certificou de que desejava uma também, mas que não poderia ir, até que terminasse de limpar os corpos...
“Eu e Don pegamos os desinfetantes, trapos e passamos a trabalhar com a vítima que se encontrava mais proxíma. Enquanto isso, conversamos a respeito da guerra em geral, e de como esses jovens haviam sido mortos.
“Primeiro, tiramos-lhes os uniformes, lavamos e esfregamos seus corpos com um desinfetantes verde e grosso, depois enxaguamos com água limpa e os enxugamos. Trabalhamos em três e conversando, não levou muito tempo para limparmos todos”.
“Depois, então, Tracy pegou os longos e pesados sacos pretos para colocar os corpos. Pusemos um saco ao lado de um cadáver, colocamo-lo dentro, juntamente com os pertences dos soldados. Deixamos os sacos abertos, uma vez que o sargento teria de inspecioná-los, terminar os papéis e fechar pessoalmente cada saco”.
“Quando estávamos quase para terminar, eu e Tracy começamos a limpar  as mesas e o chão, enquanto Don fazia uma inspeção final.
“Já estavamos para sair, quando Don perguntou: Ei, é verdade que certas funções do corpo de uma pessoa continuam a trabalhar, de alguma forma, mesmo depois de morta?” Olhei para ele e disse: Bem, ouvi dizer que os cabelos continuam crescendo durante algumas horas, mas na realidade, não é assim perceptível. A mente pode funcionar por alguns minutos, depois que o coração pára, mas acho que isso é tudo. Por que?
“Bem, o que você diz a respeito das grândulas lacrimais? Podem funcionar após a morte?
“Nunca ouvi falar de coisa semelhante, embora ache possível... Mas, por que todas essas perguntas?
“Bem, pensei que houvéssemos deixado um pouco de água nos olhos deste rapaz, ao enxuguá-lo, mas já enxaguei duas vezes, e a água continua escorrer. Acho que ele está chorando.”
“Eu e Tracy levantamos e dirigi-mos até o corpo. Ao olharmos o rosto do jovem que deveria ter dezoito anos de idade, e que fora atingido por uma granada, vimos uma única lágrima escorrer do canto do olho, até chegar à orelha.
“Esse homem está vivo, murmurei. A reação foi imediata, como se já houvéssemos feito aquilo uma centena de vezes. Don apanhou as chaves da ambulância e abriu a porta para nós, enquanto levávamos o corpo para fora. Colocamo-lo na padiola e, com Don dirigindo, encaminhamo-nos ao 71º  Hospital de Evacuação. A sirene tocava, anunciando nossa passagem.
“Enquanto a ambulância avançava aos solavancos, Tracy enxugou uma outra lágrima do rosto do rapaz. Olhei a chapa de identidade, para verificar o nome do jovem, pois queria dar-lhe uma benção. Notei, então, bem embaixo da chapa três pequenas letras: SUD. Coloquei as mãos sobre a sua cabeça e murmurei uma oração quase inaudível: Pela autoridade do Sacerdócio de Melquisedeque, que possuo, e pelo poder de Jesus Cristo, ordeno-lhe que permaneça vivo até que possamos conseguir os medicamentos necessários para salvar sua vida.
“Tracy, olhou para mim e enxugou uma lágrima de seus próprios olhos, esboçou um sorriso grato, e baixou a cabeça em oração silenciosa.
“A sirene e nós cruzamos a rua asfaltada, em direção as portas do Hospital. Os médicos do Exército ajudaram a retirar o Soldado da ambulância e levá-lo para a sala de emergência. Dois Outros médicos começaram a fazer perguntas e dissemo-lhes tudo que sabíamos. Depois, retiraram-se da entrada de emergência sem dizer uma palavra, e nós ficamos sentados do lado de fora, num banco de madeira, por mais de duas horas.
“Discutíamos ainda sobre se devíamos ou não sair, para ver o negócio das camisetas, quando um dos médicos apareceu, vindo em nossa direção. Ele parou e disse: “Alegro-me de que tenham esperado, foram as suas primeiras palavras, Quero-lhes relatar um milagre que acaba de acontecer. Aquele rapaz que está lá dentro, de acordo com todos os critérios médicos, deveria estar morto. Foi ferido em nove lugares. Já havia perdido tanto sangue, que não sangrava mais.
“O caração estava tão fraco que, não se podia ouvir nem uma batida ou sentir a sua pulsação. Estava tão fraco, que não se podia perceber que respirava. Achava-se legalmente morto, mas na realidade estava vivo.
“Estava tão fraco, que não podia mover-se ou falar, e por isso permaneceu naquela cama do necritério, e chorou. Ele teve muita sorte de vocês notarem suas lágrimas, pois do contrário teria morrido logo. Para dizer a verdade, deveria ter morrido, mesmo depois de vocês terem trazido aqui.
Embora-lhe tivéssimos dado mais de dois litros de sangue, e tratado suas feridas da melhor maneira possível. Ainda tinha forças para recuperar-se, mas finalmente conseguiu. “O médico fez uma pausa, e depois olhou bem para nós. Durante os quinze meses que tenho trabalhado aqui no Vietnã, nunca vi um milagre assim. Ao falar, olhava para o chão. “Querem saber de uma coisa? Aquele soldado jovem soldado olhou para mim, há alguns minutos, deu um sorriso muito fraco e disse: “Sacerdócio”. O que vocês acham que ele queria dizer com isso? E, sem esperar a resposta, o médico voltou-se e passou vagarosamente pelas portas abertas do Hospital.
“Agora que me encontro aqui, exposto ao sol, sei que um dia voltarei e explicarei tudo ao médico. Mas, no momento quero apenas descansar e desfrutar da alegria  haver participado de um milagre nos dias modernos”. (Roger McLaughlin, “Um Domingo no Vietnã”, A Liahona, agosto de 1971, p. 24.)
 VALDIR S MALAGUETA

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Como Chamar a Atenção Deles


Há muitos anos eu era diretora da Lansing -- Escola de Enfermagem, Educação e Saúde da faculdade de Bellarmine em Louisville, no Kentucky. A escola ficava no alto de uma colina e todos os outros prédios administrativos e acadêmicos ficavam em outra.
Um dia, no fim de janeiro, tivemos uma forte tempestade de gelo, seguida de neve. A equipe de manutenção da propriedade fez um trabalho de primeira ao limpar a parte principal do campus, mas se "esqueceu" da nossa colina e da Lansing. Quando cheguei ao escritório, tive de enfrentar duzentos estudantes furiosos, doze professores histéricos e quatro funcionários. Nem a área da faculdade nem o estacionamento haviam sido limpos.
Eu tinha dois desafios imediatos à minha frente: fazer com que a colina fosse limpa e diminuir o nível de stress de todos os envolvidos. Eu já tinha enfrentado situação semelhante dois meses antes: quando chamei o escritório da zeladoria, disseram-me que atenderiam à nossa solicitação quando pudessem.
Dessa vez, pedi à minha secretária um formulário de solicitação de compra e um de requisição de cheques. Em seguida, preenchi à máquina uma solicitação de compra na Suíça de um elevador mecânico de esquis. Eu não sabia quanto custava um pequeno elevador de esquis, então coloquei seiscentos mil dólares. Calculei que poderia arranjar alguma coisa com essa quantia. Depois requisitei sessenta mil dólares a título de depósito. Até hoje não tenho a mínima ideia do procedimento necessário para uma compra dessas, mas não importa -- era tudo invenção minha.
Tirei cópia dos formulários e afixei por toda escola. Em seguida, entreguei pessoalmente essas falsas requisições no escritório do vice-presidente executivo, pois ele era a autoridade máxima do departamento de serviços gerais. Informei sua secretária de que era muito importante e que precisava de uma resposta o mais breve possível.
Alguns minutos depois de ter voltado ao meu escritório, recebi um telefonema furioso.
-- Você ficou maluca? -- esbravejou o vice-presidente executivo. -- Não temos dinheiro para comprar isso! Quem a autorizou a comprar um elevador de esquis? 
-- O presidente -- respondi docilmente.
Disseram-me que ele bateu o telefone, precipitou-se corredor afora com a requisição na mão, irrompeu na sala do presidente e exigiu:
-- Você autorizou isso?
O presidente que me conhecia muito bem, leu calmamente a ordem de compra e disse:
-- Você não limpou a neve da entrada do prédio dela, limpou?
-- Por que ela simplesmente não disse isso? -- o vice-presidente gaguejou.
O presidente riu: -- Mas ela conseguiu chamar a sua atenção, não foi?
Dez minutos depois havia máquinas limpa-neve e caminhões de sal na nossa colina. Todos estavam nas janelas, rindo e aplaudindo.
Ann E. Weeks
Do livro:  Espírito de Cooperação no Trabalho

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

11 Lições para Empreender do Brasileiro que Vendeu sua Empresa por R$ 1 Bi


Você lembra o que estava fazendo aos 23 anos? O Flávio Augusto lembra e bem. Ele estava abrindo o seu primeiro negócio, a escola de inglês Wise Up que, dois anos depois, já faturava mais de 500 mil reais por mês.
Aos 30, Flávio Augusto já estava na frente de uma das redes de franquias mais bem sucedidas do país, com mais de 500 unidades espalhadas pelo Brasil, Estados Unidos, Argentina, México, China e Colômbia.
Em 2013, Flávio vendeu a Wise Up por quase 1 bilhão de reais e ainda se tornou um dos maiores acionistas da Abril Educação.
Um dos empresários mais admirados no país tem várias dicas valiosas para quem está começando a empreender e nós separamos 11 delas.

1.    "Mais vale surfar uma onda do que criar o mar."

Flávio usou essa expressão para explicar porque desistiu de abrir uma escola de espanhol para americanos. Aprender a língua simplesmente não era uma prioridade para quem vive nos Estados Unidos e já tem outros hábitos. Métodos que aqui funcionam bem, como os cursos noturnos de línguas para adultos ou as aulas de idiomas para crianças em idade escolar, por lá não fazem muito sentido. Ou seja, para fazer esse modelo dar certo, Flávio teria que mudar os valores e os costumes do povo americanos. Criar um verdadeiro mar. O que ele fez? Surfou na oportunidade do futebol e comprou o Orlando City Soccer Club.

2.    "Uma ideia sem a execução é como um baú cheio de diamantes no fundo do oceano."

Seu projeto pode ser lindo, promissor e inovador. Só tem um pequeno detalhe: ele só existe na sua cabeça. E, por lá, eles não resolvem nada no mundo real e nem te dão dinheiro. Em outras palavras, planeje-se e faça acontecer!

3.    “Fico feliz quando tenho uma ideia e alguém me mostra que ela é um lixo, eu penso ‘já pensou se eu tivesse investido naquele lixo?’”

Se você é daqueles que perde a cabeça quando criticam suas ideias, é hora de parar com isso. Muitas vezes, quando estamos muito empolgados com um projeto, deixamos de ver pontos negativos que podem ser determinantes para o nosso sucesso ou fracasso. E como fracasso implica dinheiro investido, é bom ter um time confiável de conselheiros e ter cabeça para ouvir - mesmo quando o que disserem não for muito agradável.

4.    “Na crise você tem duas opções: ou você vai se sentir vítima porque as vendas vão cair ou vai mudar de plano para vender mais.”

Se você nunca passou por uma crise econômica como empreendedor, prepare-se. Empresas que desejam viver muito certamente vão passar por crises que, de tempos em tempos, afetam o país. Não importa quão bem estruturado seja seu plano de atuação, não tenha medo de mexer nele. E mude radicalmente se for preciso. O importante é não deixar o seu negócio morrer. Flávio avisa: “Quem não se adapta entre em extinção!”

5.    “Às vezes é necessário dar uma passo para trás para dar dois para frente. Diminuir o tamanho da sua empresa durante uma crise não é derrota, é ajuste.”

O ideal é que o mercado esteja sempre promissor para o crescimento, mas e quando ele não estiver? Existem situações em que o empreendedor vai ter que realmente se segurar para não fechar as portas e nesse momento é importante estudar qualquer estratégia que vá manter sua loja funcionando, mesmo que seja necessário reduzir a folha de pagamento e a infraestrutura para passar por uma crise.

6.    “Muitos empreendedores assaltam a própria empresa, matam a sua galinha dos ovos de ouro.”

Já ouviu falar em ‘dono pobre, empresa rica’? No varejo essa é uma fórmula que deve ser seguida durante a consolidação de uma loja. “Com o tempo essa equação vira ‘empresa rica, dono rico’”, afirma Flávio. Porém não são poucos os líderes que acabam se deslumbrando com o faturamento e, ao invés de reinvestirem no negócio e fazê-lo crescer, mantém a loja funcionando de qualquer jeito e usam o dinheiro que entra para gastar sem limites. Isso pode dar um carro importado para o dono, mas se a empresa ficar pobre, o dono vai ficar pobre também já já.

7.    “Sem plantio não tem colheita.”

Flávio diz essa frase lembrando de todos os finais de semana que trabalhou pelo crescimento da Wise Up. Esse trabalho deu ótimos frutos, já que hoje ele pode tirar férias com tranquilidade. “Ás vezes você perde um fim de semana na praia no início da carreira, mas com o tempo vai poder ir a praias no mundo todo!”, ele diz. Parece um bom negócio, não?

8.    “Se estou atuando em uma área onde várias pessoas estão dando certo e só eu não estou tendo resultado, o problema sou eu. Nesse caso vou perseverar, vou me qualificar, vou tentar outras estratégias. Quando o terreno não é fértil e nenhuma empresa progride na área, não adianta. É querer plantar no concreto. Nesse caso eu estou sendo apenas teimoso.”

Essa é a explicação do empresário para diferenciar o teimoso do perseverante. Saiba analisar o mercado e os seus concorrentes e não tenha medo de desistir se perceber que está “plantando no concreto”. Abortar uma ideia pode ser o ponto de partida para descobrir outra melhor ainda.

9.    “Sócio que não trabalha é pior que juros de banco.”

Ou ‘sócio que não trabalha dá trabalho’. Ou em um ditado mais antigo ainda: "melhor só do que mal acompanhado". A ideia é bem válida para o mundo dos negócios, segundo o Flávio. O mau sócio faz você gastar tempo, dinheiro e até atrasa o crescimento da empresa. Por isso escolha bem com quem você vai se aliar e fique atento para perceber o momento certo para pular fora de uma sociedade que não está dando mais certo.

10.    “O investidor não investe em ideias, investe em pessoas que possam executar essas ideias.”

Talvez você tenha o melhor projeto do mundo, mas se não souber apresentá-lo de forma convincente e segura suas chances de conquistar o investimento caem bastante. Uma boa dica do Flávio é conhecer um pouco sobre a pessoa para quem você vai apresentar sua ideia. Descobrindo os hobbies, interesses e modo de vida do investidor, você tem mais chances de encontrar um caminho que leve ao sucesso.

11.    “Infelizmente as pessoas ainda acham que vender a empresa é sinal de fracasso. Se você vai vender, deve fazê-lo quando ela está em alta!”

Flávio lembra que quando vendeu a Wise Up muitas pessoas perguntaram se estava acontecendo algo ruim na vida dele ou se ele estava desistindo de empreender por algum motivo. Esse tipo de pensamento ainda é bem comum no Brasil, mas o empreendedor precisa ver além. Afinal, qual a hora de vender? Quando a empresa está valendo muito, e você vai fazer um excelente negócio ou quando ela estiver desvalorizada?
Os consultores do Impulso Digital tem mais dicas para transformar sua empresa em um sucesso de vendas. Acesso oacervo do projeto e confira.

domingo, 10 de janeiro de 2016

O Monge e o Anjo da Morte


Um monge foi visitado pelo anjo da morte; tinha chegado sua hora. Mas ele argumentou com o anjo: Tem que ser agora? Estou cuidando da horta da comunidade. Se eu for embora agora, o que os irmãos vão comer? O anjo resolveu deixar a missão para outra hora... Dias depois, voltou e o monge estava cuidando das crianças da comunidade. De novo, houve uma negociação e o anjo adiou a morte para outro momento. Voltou, uma terceira vez um mês depois e encontrou o monge, tratando carinhosamente de um doente grave. Dessa vez, nem se falaram: o monge só fez um gesto, mostrando a situação... e o anjo foi embora.
Anos se passaram, o monge continuou seus trabalhos, foi ficando velho fraco e desejou morrer. Um dia o anjo apareceu e ele se alegrou.
Disse: que alívio! Pensei que estava zangado com meus pedidos de adiamento e não me levaria mais para a vida eterna junto de Deus.
O anjo sorriu e respondeu: Eu só vou completar o final do caminho. Você já estava entrando na vida eterna quando servia seus irmãos.
Autor desconhecido