terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Como A Postura Influencia Sua Personalidade

Manter a coluna ereta não só produz uma imagem mais positiva e atraente, mas também pode promover transformações pessoais

Corrigir a postura do corpo pode dar resultados impressionantes, como mostra a série de fotos “Illusions of the Body” (Ilusões do Corpo), criada pela fotógrafa norte-americana Gracie Hagen. 
Mas o trabalho de Gracie também deixa claro que a postura é capaz de transformar a imagem de alguém em poucos segundos.
A série, na verdade, é mais uma crítica aos padrões de beleza do que uma  ao corpo humano. No entanto, para a psicóloga social e professora na Universidade de Harvard Amy Cuddy, manter a postura ereta pode ser decisivo na sua vida.
Em um estudo, Amy aponta que as posturas influenciam a nossa química cerebral e nosso poder de decisão. Com o peito aberto, tronco reto e queixo levemente levantado (postura expansiva), os pesquisados apresentaram aumento em 19% de testosterona, o hormônio da liderança, e 25% de redução do cortisol, responsável pelo estresse. O inverso ocorreu com aqueles que ficaram sentados, de braços cruzados.
Isso significa que se quiser mudar seu estado emocional, ou sentir-se mais poderoso, basta manter a coluna ereta e abrir o peito por dois minutos. Pequenos ajustes podem resultar em grandes transformações, Amy garante. Na vida profissional, dar um forte aperto de mão, manter o bom humor e o contato visual durante uma reunião ajudam a conquistar território.
O especialista em linguagem corporal Paulo Sérgio de Camargo afirma que, apesar de silenciosa, a linguagem corporal revela muito. Cerca 65% da nossa comunicação é não-verbal.

 Só os mais treinados conseguem disfarçar gestos e movimentos, não revelando o que realmente pensam.
Transformação
Se no início a postura adotada parece apenas um “fingimento”, uma máscara corporal, com a prática, os especialistas acreditam que é possível imprimir uma transformação interior.
Segundo o especialista em linguagem corporal Ronaldo Antonio Cavalli, ocupar mais espaço -- literalmente, usando a sua envergadura -- 
demonstra uma atitude de vencedor. O gesto se traduz na postura de vitória de um corredor, que ao cruzar a linha de chegada levanta os braços em V.
Assim como líderes natos, que ao serem fotografados, envergam a coluna e põe o peito para frente, a fim de transmitir segurança e notoriedade.
 No outro oposto, baixar a cabeça e curvar-se, remetendo-se à posição fetal, são posturas ligadas ao retraimento e à falta de coragem.
Gestos como tocar o rosto, especialmente o pescoço, cruzar os braços e deixar os ombros caídos também expressam fraqueza e o colocam em uma posição de submissão.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Páginas Novas

- Acorde! - disse uma vozinha fina.
Tommy acordou e sentou-se. Ao pé da cama viu um menino da sua idade, todo de branco, como neve fresca. Tinha os olhos muito brilhantes e olhava direto para Tommy.
- Quem é você? - perguntou Tommy.
- Eu sou o Ano Novo! - disse o menino. - Hoje é o meu dia, e trouxe para você páginas novas.
- Que páginas? - perguntou Tommy.
- Páginas bem novinhas, pode Ter certeza! - disse o Ano Novo. - Tenho ouvido más notícias de você pelo meu pai…
- Quem é o seu pai? - perguntou Tommy.
- O Ano Velho, é claro! - disse o menino. - Ele falou que você fazia perguntas demais, e estou vendo que ele tinha razão. Ele também me disse que você guarda rancor, que às vezes belisca sua irmã mais nova e que, um dia, você jogou seu livro da escola no fogo. Agora, tudo isso tem que acabar!
- Ah, é mesmo? - disse Tommy. Ele ficou tão espantado que nem sabia o que dizer.
O menino fez que sim com a cabeça.
- Se não parar - disse ele - , você só vai piorar a cada ano, até virar o Homem Horrível. Você quer ser o Homem Horrível?
- N-não! - disse Tommy.
- Então você tem que parar de ser um menino horrível! - disse o Ano Novo. - Pegue as suas páginas!
E estendeu um maço do que parecia serem folhas de caderno, todas completamente brancas, como suas roupas.
- Todo dia, vire uma dessas páginas - disse - e logo você será um menino bom em vez de horrível.
Tommy pegou as folhas de papel e ficou olhando. Em cada uma, estavam escritas algumas palavras:
"Ajude sua mãe e seu pai!"
"Cate seus brinquedos!"
"Pare de sujar o chão de lama!"
"Seja bom para sua irmãzinha!"
"Não brigue com o Billy Jenkins!"
- Ah, não! - gritou Tommy. - Eu tenho que brigar com Billy Jenkins! Ele falou que…
- Adeus! - disse o Ano Novo. - Vou voltar quando estiver velho, para ver se você foi um bom menino ou um menino horrível. Lembre-se:
Se bom ou horrível vai ser,
Só você pode resolver.
Ele virou-se e abriu a janela. Um vento frio soprou, varrendo as folhas das mãos de Tommy.
- Pare! Pare! - gritou ele. - Diga-me…
Mas o Ano Novo tinha ido embora, e Tommy viu sua mãe entrando no quarto.
- Meu filho! - disse ela. - O vento está desarrumando tudo!
- Minhas páginas! Minhas folhas! - gritou Tommy.
Pulando da cama, procurou pelo quarto todo, mas não achou nenhuma.
- Não tem importância - disse Tommy. - Consigo ir virando-as do mesmo jeito, e juro que vou. Não vou virar o Homem Horrível.
E não virou mesmo.
Do livro: O Livro das Virtudes II - O compasso moral
William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A Procura da Felicidade


Um infeliz homem que, amargurado por não encontrar a felicidade, fechou a pobre casa, e foi mundo afora, à procura deste estado intimo do espírito. Percorreu todos os caminhos, todas as nações, todos os povos, sem descansar, até encontrar o lugar que acharia para ser feliz. Onde chegava, reunia ele um pequeno grupo ao qual explicava os planos que tinha para ser feliz...
Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro... Mas o povo lamentava e ninguém o seguia... No dia seguinte, recomeçava a caminhada.
Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio... Um dia percebeu que estava ficando velho, seus cabelos brancos, suas mãos enrijecidas e cansado de tanto procurar essa tal felicidade...
Foi quando parou em frente a uma casa antiga, janelas de vidro quebradas, o mato cobrindo o canteiro do jardim, poeira invadindo todos os cantos dela, e ninhos de passarinhos construídos pelos pardais. PENSOU E TOMOU UMA DECISÃO: Vou tratar de ser feliz aqui. Arrumaria o telhado, colocaria novas janelas e vidros novos, cuidaria do jardim, pintaria as paredes...e cantaria a canção da felicidade.
Foi quando parou e ficou imóvel, qual estátua de pedra: AQUELA CASA ERA A PRÓPRIA RESIDÊNCIA QUE ELE ABANDONARA HÁ TANTOS ANOS, À PROCURA DA FELICIDADE...

domingo, 14 de dezembro de 2014

O discípulo e o balaio

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar tantas orações se não conseguimos memorizá-las completamente e com o tempo as esquecemos?
O mestre não respondeu imediatamente. Ele ficou olhando para o horizonte e depois ele ordenou ao discípulo:
- Pegue aquele balaio de junco, desça até o riacho, o encha de água e o traga até aqui.
O discípulo olhou para o balaio, que estava bem sujo, e achou muito estranha a ordem do mestre, mas mesmo assim, obedeceu. Pegou o balaio sujo, desceu os 100 degraus da escadaria até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta.
Como o balaio era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando o discípulo chegou até o mestre, já não restava mais água nenhuma.
O mestre, então, perguntou:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse:
- Aprendi que um balaio de junco não segura a água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo.
Quando o discípulo voltou com o balaio vazio novamente, o mestre perguntou:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Balaio furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava todo molhado e exausto de tanto descer e subir as escadas. Porém, quando o mestre perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo, olhando para dentro do balaio, percebeu admirado:
- O balaio está limpo! Apesar de não segurar a água, ela acabou por lavá-lo!
O mestre, por fim, concluiu:
- Então, meu filho, não importa que você não consiga decorar todas as orações. O que importa, na verdade, é que elas purificam sua mente e sua alma.
Antiga história de um mosteiro chinês

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Como Sobreviver?

Certo dia, um homem estava cuidando do jardim que beirava um deserto no Arizona. Anoitecia, e ele ouviu a distância o som de motocicletas. Uma gangue do Hell's Angels se aproximou, atacou-o, amarrou-o a uma das motos e levou-o até o deserto. Lá, ele foi deixado, quase à morte, ao cair da noite. Ele sobreviveu à noite, e começou a recuperar consciência quando o sol apareceu acima do horizonte.
Ele sabia que sol no deserto significa morte certa. Sem comida, água ou abrigo, ele não tinha chance de sobrevivência. Foi então que notou ao seu lado um pequeno arbusto. Ele engatinhou para baixo arbusto e ficou agachado, usando a pequena sombra que havia para se proteger dos raios do sol escaldante. Desesperou-se - ninguém sabia onde ele estava.
Justo nesse momento, avistou um falcão que aterrissava no galho do arbusto. Para a surpresa do homem, o falcão falou, e perguntou:
- Posso ajudá-lo?
Chocado, o homem respondeu:
- Estou morrendo de sede, minha boca e língua estão inchadas. Preciso de água para sobreviver.
- Olhe para trás - disse o falcão. - Há uma cobra. Siga-a, pois ela sabe onde a água se esconde nas pedras. Lá você poderá beber água.
O homem voltou ao arbusto e, no dia seguinte, o falcão voltou.
- Como está?- perguntou o falcão.
- Consegui beber água, mas preciso de comida para sobreviver- a água só não basta.
- Fique quieto e espere até o antílope passar. Quando ele passar, siga-o - ele pode lhe mostrar onde estão os cactos, cuja polpa você pode comer.
Quando o homem seguiu o antílope, encontrou comida e conseguiu comer. Sentindo-se mal, ele voltou ao arbusto e, mais uma vez, o falcão chegou.
- Posso fazer alguma coisa por você?
- Sim - respondeu o homem. - Embora eu já tenha matado a sede e a fome, ainda preciso de sal para sobreviver. Como posso consegui-lo?
- Não tenha medo - disse o falcão. - A raposa também precisa de sal. Se seguir a raposa, você verá onde ela encontra pedras para lamber que lhe darão o sal necessário.
O homem fez o que o falcão disse e voltou, para descobrir que o arbusto embaixo do qual se escondia havia se queimado.
- O que farei agora? - perguntou. - Não tenho abrigo, morrerei queimado.
Foi então que o homem percebeu que estivera no deserto todo o dia seguindo animais. Havia aprendido a encontrar comida, água e sal. Sabia como sobreviver. Notou as ricas cores do céu à medida que o sol afundava no horizonte, os azuis, os roxos e o dourado do próprio sol. Ouviu canções estranhas dos pássaros na distância e sentiu uma enorme paz e alegria internas.
- Quer que eu lhe mostre o caminho de casa?- perguntou o falcão.
O homem pensou por um momento e disse:
- Acho que vou ficar mais um pouco.